Mortal

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Vou me superar e postar o quinto capitulo jah hahaha...só umas partes.

Robert passou o resto do dia preenchendo papeladas.Horas depois Cameron apareceu com as informações que ele pedira.

–Fate Grigori,30 anos,nascida em Dublin Irlanda,um metro e setenta e oito de altura, sessenta e três quilos,olhos verdes,cabelos loiros:-Cameron fez uma expressão que parecia inveja.-Milionária,herdeira de propriedades e terras de John Grigori.Ela tecnicamente controla grande parte de Nova Iorque.

–Obrigado.-ele se levantou.-Amanhã iremos atrás dela.Agora vamos até a casa do Juan.

O lugar em que Juan morava era melhor do que alguns que Robert já vira.O prédio fora,no passado,um hotel barato de alta rotatividade que servia de subsistência para prostitutas.

Robert seguiu em frente e subiu as escadas,reparando na madeira gasta,roída pelos ratos.

–Comece a gravar,Cam.

–Sim,senhor.-com eficiência,Cameron ajeitou a câmera.-Como uma pessoa consegue viver aqui?

–Vai saber.-vagarosamente ,Robert avaliou as paredes .Estavam todos grafitadas.-Que delícia de lugar,hein?

–Isso me fax lembrar a casinha da minha avó.-disse Cameron.

Já na porta do apartamento 3-C,Robert olhou para trás.

–Ora,Cameron.Acho que você acaba de fazer uma piada.

Enquanto ria,Cameron ficou vermelha como um pimentão.Conseguiu se recompor no momento em que Robert colocou as luvas e girava a maçaneta.

O calor estava forte.As janelas do apartamento estavam fechadas ,o cômodo cheirava a comida de má qualidade e estragada, roupas fedorentas e uísque entornado.Deixando a varredura inicial por conta de Cameron foi até a entrada do aposento,que era pouco mais do que um caixote,e balançou a cabeça.

–Aqui é o tenente Robert Lavelle, na residência da vítima .

Os lençóis da cama estreita estavam manchadas por substâncias que ele não estava muito disposto a analisar.Caixas de comida entregue em casa estavam empilhadas ao lado da cama.Pela pequenas montanhas de roupas empilhadas nos cantos do quarto,Robert descobriu que a lavanderia não era muito importante na lista na lista de tarefas domésticas de Evelin.Suas botas estavam coladas no piso e faziam pequenos sons de sucção enquanto ele andava em volta.

Por questão de autodefesa,Robert forçou a pequena janela até que ela se abriu.

–Meu Deus,que lugar!

–É...-torcendo o nariz,Robert abriu uma porta e analisou o banheiro.Havia um privada de aço inox,uma pia e um boxe.O cheiro embrulhou-lhe o estômago .-Isso é pior do que um difunto de três dias.

–Mãos na massa!-disse com convicção.

Quando acabaram todo o trabalho ,eles estavam sujos,suados e com cara de nojo.Por ordem direta de Robert desabotoou o colarinho do uniforme e arregaçou as mangas.Mesmo assim,o suor lhe escorria pelo rosto e fazia com que seus cabelos se enroscassem desarrumados.

Robert deixara o pior para o fim .Com repugnância não disfarçada,ele olhou para a cama.A imagem de minúsculos vermes circulando por ali lhe apareceu na cabeça.

–Vamos ter que levantar o colchão.

–Sim,senhor.

–Certo.Vamos resolver logo isso então.

Os lençóis foram retirados primeiros.Não havia nada a não ser o mau cheiro e manchas.Robert ia deixá-los para os técnicos analisarem,mas ele já descarta qualquer possibilidades de que houvesse alguma pista.

Mesmo assim,ele observou tudo com cuidado,balançando a fronha e manipulando o enchimento.A um sinal dele,Cameron levantou um dos lados do colchão e Robert o outro.Era pesado como uma pedra,mas eles conseguiram virá-lo ao contrário.

–Talvez Deus exista mesmo!-murmurou Cameron.

Preso nos fundos do colchão havia uma pequena placa de prata.Robert pegou-o com uma pinça.

Cuidadosamente virou-o para ler as palavras nele gravado.

"UM PEDAÇO...DE ALGO MAIOR."

Ele guardou-o cuidadosamente em um plástico e o lacrou.

Notas finais
É isso espero que gostem. Deixem comentários sobre o que acharam e o que não gostaram rsrs. Bjos até a próxima.