Morganna

12 Morganna - Capítulo 6: Sonhos ou Comunicações?


Notas iniciais
O cap. está horrivel, mas eu tenho que postar, né?! Entao aí vai!

Claro! Super normal as pessoas te darem uma bronca só porque você está cozinhando! Eu mereço ser xingada de “gripada” por isso? Um absurdo isso! Ainda fui empurrada até a cama e obrigada a comer uma droga de troço papento e salgado. Como era o nome, “canga”? Até o nome é nojento. Fui dormir sonhando com um peixe assado, que seria melhor que aquela “janca”.

Acabei sonhando com algo completamente fora do normal. Eu estava caindo, por entre um infinito azul, negro e roxo repleto de estrelas. Eu caía e gritava, porém minha voz não saía e eu estava sozinha. Enquanto via desaparecer a distancia, a pequena esfera esverdeada que eu me lembro de chamar de lar. De repente, me vejo em outro lugar. Uma praia. De areia fina e branca com pedras largas perimetrando-a. O mar batia preguiçoso me fazendo reconhecer o local. Era a ilha, nossa ilha. Eu vi Rito deitado na divisa areia-mar. Como em qualquer dia normal, com os braços atrás da cabeça e os pés na água. Sorri e fui até ele. Sentei-me ao seu lado e ao virar-me para olha-lo deixei fugir um grito. O grito nunca chegou a sair, como se não houvesse oxigênio para sustentar minha voz. Ele tinha um corte largo e ensanguentado no canto esquerdo do peito, onde... Meu pensamento foi interrompido por uma voz irônica que bem conhecia, e tentava esquecer.

‘Ao menos deveria se lembrar da família de vez em quando, não acha? Duvido que, após o polêmico abandono, ainda se lembre de mim!’. A voz de Maxmorfun vinha de minhas costas, se aproximando. ‘Linfus! Não pode estar se esquecendo do nome de seu próprio irmão’. Ótimo! Eu não posso falar, mas o demônio pode me ouvir. Então, que ele saiba: possuindo meu irmão, não possui o direito de se apresentar como tal. Ele riu e colocou, delicadamente, algo em minha mão, tomando cautela para que eu não visse o objeto. Era quente e úmido, e grande o suficiente para precisar de minhas duas mãos para cobri-lo. ‘A encontrarei, e farei de sua muralha o que fiz da de sua mãe, ruínas’. Ele se foi, me deixando com o objeto quente pulsando em minhas palmas. Abri-as e outro grito silencioso escapou de meus lábios. Só então entendi o porquê do corte no peito de Rito.

Acordei um tanto transtornada, sentindo as cobertas e o calor que elas ofereciam. Minha cabeça girava e eu tentei levantar, abrindo meus olhos levemente. Porém o suficiente para perceber o vulto que veio em minha direção, impedindo meu levante com os lábios. Rendi-me, corada e vulnerável nas cobertas. Abri um olho para prevenir outro ataque e vi Rito segurando uma risada. Filho da puta! Interrompi sua risada com outro beijo. Agarrei-me a seu pescoço, o pegando de surpresa. Se for para me acordar que me acordasse direito! Terminamos estranhamente rindo e rolando no chão.

Durante a tarde eu fui obrigada a ficar enrolada na coberta, mesmo estando uns 40 graus e a água estando uma delícia!

Notas finais
Entao, comentários? Espero que tenham...