Notas iniciais
Me perdoem a demora, estou sem notebook! Espero que gostem!

Subo as escadas com Júlia no colo, e a coloco na minha cama, minha mãe vai pegar uma blusa minha.

— Liam, tire a roupa dela,rápido antes que ela pegue um resfriado.- falou Helena.

—MÃE, venha tirar por favor.- falou ele.

Helena chegou perto de Júlia, e começou a tirar sua roupa.

—Liam me ajude- ordenava Helena.

O garoto chegou perto de Júlia e segurou nós braços. Deixando a garota só com peças íntimas. É colocando suas roupas.Umas blusa e seu short de pijama. Logo após a troca de roupa, Helena deu um remédio para Júlia, e todos foram dormir.Liam continuou em seu quarto, para caso algo aconteça. De madrugada, Liam ouviu alguns barulhos, vindo da cama, quando ele olhou viu Júlia se debatendo e gritando.

—Pai, pai, não me deixa, eu te amo.- falava ela chorando.

Liam chegou perto e tentou acordar Júlia que se acordou e começou a chorar, vendo que a garota estava desprotegida, ele a abraçou tentando a acalmar.Não ligava para o status da garota se era bolsista, naquele momento ele só queria a proteger.Logo o tempo passou e Júlia pegou no sono. Liam não queria sair daquela posição, está bem confortável, então adormeceu. Logo de manhã, Júlia se acordou se sentindo protegida, quando olhou para o lado, viu Liam, lhe abraçando, dormindo em um sono profundo. Ela ficou sem reação, então saiu da cama, quando se levantou percebeu que estava sem sua roupa, e se de pijama. Ai a garota tinha se tocado o que tinha ocorrido na noite passada. Seu pai tinha morrido. Júlia se sentou na cadeira, e encheu os olhos de lágrimas, ela tinha que ser forte. Quando seu telefone tocou.

— Alô?- perguntou Júlia.

—Oi Júlia, aqui quem fala é o general. Venho por meio dessa ligação lhe informar o local do enterro do seu pai. Irá acontecer hoje, aqui na base. Meus sentimentos. – desligo comando. – É aquele foi o fim.

— Obrigada-disse Júlia.

Ela saiu na pontinha do pé , do quarto de Liam, quando chegou na sala encontrou a diretora Helena.

—Oi Júlia, já se acordou, está melhor?- disse Helena .

—Estou melhor diretora, muito obrigada. Mas agora eu preciso ir agora, o enterro do meu pai vai ser hoje.-falou a garota tentando segurar o choro.

—Não me chame de senhora, pode me chamar de Helena. É eu sei, eu também recebi a mensagem, pode contar com a nossa presença. Meus sentimentos Júlia. – disse Helena com pena.

— Tudo bem, a me desculpe pela pergunta, mas quem trocou minha roupa.- perguntou Júlia, com certo receio na sua voz.

—Minha cara, Liam me ajudou. – disse.

—Aaah, ok. Muito obrigada, mais agora preciso ir. – respondeu ela.

Júlia saiu pela porta, depois de caminhar um tempo, chegou no seu dormitório. Deitou-se na cama, e ficou imaginando como ela iria viver sem seu pai. Passado um tempo, ela começou a sentir falto daquele abraço de Liam. Naquele momento a garota está precisando de um abraço, do abraço dele. Ela estava sentindo muito a falta do pai, cadê ele naquele momento, para desabafar . Ela começou a ficar um pouco sonolenta , e acabou dormindo. Quando ela acordou, que levantou olhou no relógio , e percebeu que está um pouco atrasada. Ela seguiu para o banheiro, depois de 20 minutos, ela saiu do banheiro . Estava com um vestido preto básico, é um sapatinho preto, colocou seu óculos escuros, e seguiu em direção a porta. Ela começou a andar os corredores da escola, seguindo em direção a saída da escola.Quando encontrou com suas amigas.-

— Jú, eu sinto muito pelo seu pai, sabe já perdi meu pai, sei como é essa sensação. – disse Eduarda.

—Obrigada Eduarda.- falou Júlia.

— Meus sentimentos pelo seu pai Júlia, pode contar com a gente. — disse Layla e Chiara abraçaram a garota.

—É pra isso que funciona as amigas- disse Eduarda.

Logo as quatro garotas estavam abraçadas, um abraço que significava muito para Júlia, ali ela reconhecia suas verdadeiras amigas. Apesar de pouco tempo que elas se conheciam. Quando Júlia ouvi alguém lhe chamando.Ela logo virou de costa para ver

—Meus sentimento, senhorita Júlia, sinto muito pelo seu pai- disse Regina.

—Obrigada Regina. – disse Júlia.

Logo após a inspetora sair, as garotas entreolharam . Estavam sem reação.

— É impressão minha ou ela falou com você, educadamente. – falou Eduarda.

— Bom, é isso que vocês viram. – disse Júlia.

Quando um garoto a chamou.

— Júlia, precisamos ir.- disse Liam.

—Xau, Júlia. – Disse suas amigas.

Júlia se despediu das amigas seguindo o caminho do corredor com Liam, ela estava calada. Até que aquele silêncio , se calou e Liam falou.

— Júlia, eu só queria lhe dizer, que nada aconteceu com a gente ontem, antes que boatos se espalhem pela escola. Eu apenas lhe ajudei, outra coisa só estou indo para esse enterro, porque minha mãe pediu. Logo após isso eu não quero que você fale comigo. Pelo fato de você ainda ser bolsista. Meus sentimentos pelo seu pai.– disse ele friamente.

Júlia ficou paralisada com aquelas palavras, pesava que tinha surgindo algum sentimento depois daquela noite entre eles.A garota não queria a pena dele. Ficou muito chateada com ele, seus olhos encheram de lágrimas, a sorte que ela estava com os óculos escuros. Ela falou repentinamente para Liam e começou a desabafar.

— Sabe Liam, eu vou sobreviver, não preciso da sua pena .Mas também não precisa me humilhar, eu estudo aqui pelo motivo que eu ganhei uma bolsa de estudos, porque os meus pais não tem condições de pagar uma escola para mim. Ou melhor...

Júlia tirou os olhos escuros, que estavam cheios de lágrimas, ela não agüentava tanta pressão, diversas lágrimas começaram a cair. Ai garota desabafou, mas continuou sua fala.

— Ou melhor, eu tinha esquecido, meus pais não existem mais, ELES MORRERAM, ESTÃO MORTOS, não tenho mais ninguém na minha vida. A pessoa em quem eu mais confiei morreu, meu pai, minha razão de viver, e você vêm aqui falar sobre não querer falar mais comigo, eu não me importo , não ligo, pode ficar com o seu status.

A garota desabafou, falou tudo o que estava enganchado, ela apenas deixou Liam ali, racionando suas palavras. Ela correu pelo corredor, e entrou no carro que a esperava. Se passou uns 30minutos, e eles chegaram na base militar. Estava todos esperando ela, muitos pêsames foram concedido a garota. Quando tudo começou, as despedidas, flores foram jogadas, para o caixão do seu pai ,até o general dar o último adeus . Em um belo discurso.

— Essa é uma daquelas situações bastante complicadas!

A morte vem para todos, mas ninguém se conforma com a morte, porque o homem não está aqui para morrer. A morte é um intruso que, segundo o cristianismo será destruída pela manifestação do poder de Deus, depois da vinda de Jesus e sequencialmente depois do milênio do povo de Deus no Céu. Entretanto, em determinados momentos o silêncio e sua presença são muito importantes para quem está passando por esse momento tão dolorido. Dê uma palavra de ânimo se a pessoa assim pedir. Se não, fique ao lado dessa pessoa, pois ela precisa de conforto. Quem já morreu... não há mais algo importante para fazer. Mas quem está vivo, precisa de um apoio emocional. É que o soldado Ribeiro, encontre a glória de Deus. – essas foram as meras e singelas palavras do General.

Notas finais
Pessoal comentem! Só irei postar o próximo capítulo quando chegar em 100 leitores !