Notas iniciais
Olá, espero que goste dessa história, foi feita com muito carinho. :)

Lá estava eu mais uma vez me mudando para uma nova cidade, uma nova vida, conhecer novas amizades, ou talvez não, afinal, minha capacidade de fazer amizades é bastante precária. Meu pai serve ao exército, sendo assim ele é bastante ausente, mas pai é muito legal, embora ele passe pouco tempo comigo. Ah, aliás...

Eu me chamo Júlia, sou filha do soldado Ribeiro e todo ano tenho que trocar de cidade, por conta do trabalho do exército. Minha rotina é basicamente há mesma todo ano. Trocar de cidade, ficar todo o dia estudando e assistindo Netflix. As esposas dos amigos do meu pai dizem que eu preciso sair me enturmar, pois tenho aparência para isso. Eu simplesmente volto a assistir How I Met Your Mother. Algumas pessoas dizem que minha beleza é única, mas eu não acho essas coisas. Talvez seja porque ser ruiva é uma coisa diferente. Uma ruiva magra de olhos castanhos. Quem não amaria? A verdade é que a sociedade só vê isso: aparência, coisa que eu não me importo. Hoje mesmo acabei de me mudar para Berlim, estou amando, o problema é que vou estudar em uma escola interna, de segunda a sábado.

— Ju, está tudo bem com você? – Questionou meu pai enquanto eu colocava minhas malas no carro.

—Claro pai. Está tudo bem só estou um pouco nervosa com a escola nova. – Respondi, pegando o meu celular do bolso da calça jeans e desenrolando o fone de ouvido que estava embutido a ele.

— Vai ficar tudo bem filha, a escola é maravilhosa e a diretora também. – Papai tentava me acalmar, mas não a havia como, porque sempre seria assim. Ele sempre teria que sair e me levar a tiracolo. E eu sempre sofreria, mas jamais contaria uma coisa dessas. Não queria magoá-lo.

Dei um abraço apertado nele e entramos no carro, quando estava na décima sexta música, o motorista para em frente a um lugar que parecia mais um castelo do que uma escola em si

— Chegamos ao Colégio Dom Pedro III, senhor.

Todos desceram do carro, o pai levou Júlia até a porta da escola.

— Me perdoe Júlia, se não tivesse compromisso agora, iria te levar até a sala. – falou Ribeiro.

— Está tudo bem pai, eu entendo. –Disse, apesar de que minha voz entregou minha decepção. Ele deu um beijo longo em minha testa.

—Eu te amo. – Disse.

—Eu também.

Papai me deixou sozinha em frente a porta da escola. Enquanto eu estava criando coragem para entrar. Comecei a andar devagar, todos olhavam para mim, eu me sentia uma completa estranha, cercada pelo olhar de um bando de ricos julgadores, foi quando a diretora apareceu na porta da escola, dando saudação para todos os alunos.

—Sejam Bem-Vindos meus queridos alunos, eu sou a diretora Helena Oxford.

Ao lado da diretora, está um homem e um garoto que eu percebi que ele não tirava o olho de mim, já estava ficando envergonhada, ou melhor, mais envergonhada que eu já estava quando entrei no local. A diretora continuava seu discurso.

— Sejam Bem-Vindos Novatos, esses são seus inspetores, meu filho Liam, e a senhorita Regina, agora vou me ausentar, e lhes deixar na responsabilidade de Liam e Regina.

Quando a diretora Helena saiu, Regina se levantou e foi até o palco.

— Olá alunos, como vocês perceberam eu me chamo Regina Clay, sou sua inspetora do Colégio Dom Pedro III, e agora eu quero que façam uma fila de novatos e os da casa. – disse mulher morena que se não fosse pelo cabelo poderia jurar que era a Jean Gray, dos X-Men.

A fila de novatos não era muito grande, cerca de 30 alunos. Quando chegou a minha vez, Regina pegou meus dados.

— Hum, vejam só a filha de um soldado, mãe morta, espera, você é bolsista!- Ela falava alto em um tom de voz superior, fazendo-me ficar cada vez mais corada. Ótimo. –Aqui está a chave do armário e sua lista de horários. Boa sorte.

Do nada todos os alunos começaram a me encarar mais estranho do que quando eu entrei inclusive Liam, eu estava procurando um lugar para por a minha cabeça, talvez um buraco. Então abaixei a cabeça, e segui em frente, quando parei, já estava longe de todos.Então caminhei até o armário número 21. Peguei todos os livros, quando me virei todos os armários estão todos cheios . O problema era que eu não sabia onde ficava minha sala, estão fiquei esperando algum inspetor passar. Quando em frente estava Liam, tive um pouco de vergonha , mas o chamei.

— Liam.

Ele se virou pra mim olhando dentro dos meus olhos.

— Senhor Liam- Corrigiu.

— Me desculpe- respondi.

—Você poderia me dar uma informação? — perguntei serenamente.

— Não irei dar uma informação a um bolsista- falou o garoto rude.

Sai imediatamente de perto dele, ele foi muito rude comigo, entrei no banheiro e comecei chorar.

-Porque ele fez isso comigo? — Me perguntava a garota- Idiota ridículo!

Não estava em condições de ir para sua primeira aula, por isso faltei. Logo em seguida comecei a enxugar ás lagrimas. Quando sai do banheiro, tinha tocado, seguiu em direção a meu armário. Logo a próxima aula era de inglês, a matéria preferida. Ela seguiu corredor e encontrou com a inspetora Regina.

— Senhora Regina, poderia-me dizer onde fica a aula de inglês? — falou Regina.

— Ora, ora se não é a bolsista, claro que posso lhe dar essa informação, fica a esquerda segunda porta- respondia Regina esnobe.

— Obrigada- respondeu Regina.

Chegando a sala Júlia, logo percebeu que teria aula de inglês com Liam. A única cadeira que tinha era ao lado de Liam.

— Hello, you’re newccomer right?, If you speak english answer me – spoke Fagner directing Júlia.

(Olá, você é a nova né?, se souber falar em inglês me responda.- falava Fagner direcionando a Júlia.)

— Yes, I am, my name is Julia and I Love you english . What is your in name ?– Julia spoke happily.

(Sou sim, meu nome é Júlia e eu adoro inglês. Qual seu nome?- falava Júlia toda feliz)

—Good,call me Fagner, now let’s talk in portuguese- smile He

(Que bom, me chamo Fagner,agora vamos voltar a falar em português.- sorrio ele

— Ok.-spoke Júlia

(Ok.- falou a garota)

Depois de uma aula maravilhosa de inglês, era o meu primeiro almoço na escola nova, eu não sabia me virar muito, então observada as pessoas, sabia que ninguém queria se sentar perto da bolsista. Quando cheguei a cantina todos olhavam para mim todas as cadeiras, estavam preenchidas, todo o refeitório cheio, então no fundo do refeitório tinha uma mesa. Então foi em sua direção, de cabeça baixa, pois se não acabaria chamando atenção. Quando me sentei na mesa, vi uma menina comentando algo.

— Essa é a novata.- falava a expectora.

-Nossa, ela é muito bonita.- falou a garota do lado da expectora bem baixinho.

Assim que ouvir ela falar aquilo, um breve sorriso saiu dos meus lábios, quando levantei o meu rosto a expectora Regina, olhava com deboche para mim.

— Só que tem um problema, , ela é bolsista- falou ela em alto de bom som.

Todas as meninas da mesa olhavam para mim com desprezo. Naquele momento o sinal tocou, e todas foram para o seus quartos. Depois de um belo almoço, sai do refeitório, e segui em direção ao meu quarto, ele era único só meu, não muito grande.O meu quarto era pequeno, só tinha uma cama. O meu quarto era o único assim, digno de uma bolsista. Troco de roupa , coloco meu pijama, e me deito na cama, quando meu deitei o telefone tocou.

—Alô- eu perguntei .

—Minha filha, sou eu, estou te ligando para lhe falar que eu te amo muito, você está sempre em meu coração- falava Ribeiro para sua filha.

—Pai o que está acontecendo? Eu também te amo muito- respondia Júlia agitada.

—Minha filha, eu não posso lhe dizer muito, estou em uma missão secreta, eu te amo, agora tenho que ir.-falou Ribeiro, desligando o telefone.

— Pai? Pai??- falava ela.

Mas tinha percebido que seu pai já tinha desligado. Então ela, foi até o banheiro, e lavou o rosto, depois daquele susto, logo voltou ao seu quarto e pensou um pouco,quando foi ver, já eram 20:30, então ela foi dormir.

Notas finais
Só avisando aqui comentem muito, adoro criticas e ideias. Obrigada