More than 2 Weeks
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem.
Dean voltou de uma rápida viagem que fez para o estado vizinho, que não durou mais que dois dias. Estava exausto quando chegou a seu apartamento, viu o sofá e ali mesmo adormeceu.
Arrumava seus cabelos lentamente, fio por fio, ele podia fazer aquilo pela primeira vez em meses ou anos. Pediu um dia de descanso, “finalmente” todos pensaram. Talvez pensasse em um jeito de pegar seu celular de volta, pois estava enjoado daquele celular e das músicas nele contidas, e sua velha agenda de telefones parou de ser atualizada há anos.
Discou e chamou, mas como nos outros dias a menina não atendeu e mesmo sabendo das normas do acampamento Dean não desistiu de tentar contato, se enfurecia com a falta de resposta porém o que poderia fazer se nem o local do tal “Countryside Camp” sabia?
Colocou um suéter marrom acompanhado de uma jaqueta de couro, calça jeans preta e suas típicas botas tipo coturno para o encontro com Ayla, uma morena sorridente que trabalhava na empresa vizinha.
A morena abriu a porta e Dean ficou paralisado, estava e era linda. Seu sorriso agora estava realçado por um batom vermelho e suas belas curvas pelo vestido preto com mangas cumpridas e rendadas. Ele sorriu e acompanhou Ayla até o carro. Galanteador, elogiou sua beleza. Enquanto iam para o restaurante Dean se perguntou diversas vezes como alguém poderia sorrir tanto no frio da noite e Ayla só sorria contente, estava saindo com um dos empresários mais cobiçados da cidade e ela não passava de mais uma na enorme contabilidade.
– Senhorita. – falou humorado ao puxar a cadeira para a morena se sentar.
– Que tal sashimi? – perguntou Ayla. Foram a um restaurante que servia diversos pratos inclusive os japoneses.
– Ótima escolha! — entregou o cardápio ao garçom. – Traga dois pratos de sashimi e sake, por gentileza. – pediu. Dean não gostava muito mas quis agradar, beijo com gosto de peixe cru não era o ‘desejável’ para ele.
Além de sorrir muito bem era bastante engraçada e divertida, contou piadas e casos engraçados que aconteceu com ela ou viu acontecer, não deixou Dean falar muito e ele, que sempre odiou isso, apenas ria sincero e lhe dava rápidos beijos. Talvez fosse o efeito do sake ou os encantos que agora permitiu receber.
– Eu sou do Alaska e o frio de lá não me deixou ficar muito alta – fez careta – e você? Sempre foi daqui?
– Passei um bom tempo fora, mas tudo indica que aqui é o meu lugar. – falou e deu sua última colherada no morango flambado, felizmente ela não tinha escolhido algum doce feito de feijão. – Garçom! – levantou os braços indicando onde estava. – A conta, por favor.
Pagou e pediu que fosse chamado um táxi, estavam um pouco “alterados” no sentido zonzo da palavra. Fazia mais frio do que quando chegaram, Thayla se encolhia ao esperar o táxi e Dean gentilmente colocou sua jaqueta nos ombros da moça, que sorriu – como sempre – agradecendo.
A mão de Dean dançava no cabelo da jovem, que pousava sua mão no ombro do amante-passageiro. Suas bocas se exploravam suavemente.
– Não toque nela. – disse o taxista olhando pelo retrovisor, cessaram o beijo e Dean se afastou um pouco dando um riso fraco.
– É aqui mesmo, senhor. – respondeu Ayla ao motorista. Dean saiu do carro e o contornou, para abrir a porta para moça.
– Espere um pouco. – se abaixou para ficar da mesma altura que a janela do motorista. – A levarei na porta.
– Obrigada pelo jantar. – Ayla o beijou. – Você que entrar? – encostou-se à porta e mordeu o lábio inferior. Dean sorriu malicioso.
– Já volto... – Foi até o motorista e puxou algumas notas do bolso. – Fique com o troco. – deu batidinhas no carro antes do taxista ligar o carro.
Ayla o puxou para dentro, sorriu e lhe beijou. Dean a apertava contra seu corpo e tinha seus cabelo puxados pela moça.
– Vamos... – a moça falou abafado ente um beijo.
Dean tentava desabotoar o vestido cuidadosamente entre os beijos e amasso, esse já estava sem camisa e com o cabelo bagunçado, ninguém diria que Dean era um homem de negócios o vendo assim. Era um herói rebelde dos cinemas, aquele em que adolescentes se matariam por um sorriso. Bad boy. Se jogaram na cama.
“When you love a woman
You tell her that she's really wanted”
– O que é isso? – Ayla disso rindo.
– Meu celular – riu – não deve ser importante. — a beijou e recusou a chamada.
[...]“When you love a woman
You tell her that she's really wanted”
– É melhor você atender, já é a quarta vez. – riu e se encostou na cabeceira da cama, se recompondo.
Dean pegou o celular e atendeu, sua respiração estava ofegante. Ayla sentou atrás dele e ficou dando beijinhos em sua nuca e costas.
– Alô?
– Nossa, finalmente. – ouviu um voz brava do outro lado da linha. – Me liga dez vezes e quando eu retorno não quer atender... – Cindy ouviu um riso feminino no fundo da respiração que ia se acalmando aos poucos. – DeAN é você?
– Sim, sou eu – Dean se levantou, deu um beijo estalado em Ayla e fez um sinal pedindo para esperar. – Desculpas, eu estava... d-dormindo.
– Ok, eu acredito. – Cindy disse rindo. – Eu não te atendi nas vezes que você me ligou porque eu estava ocupada demais sendo morta pelos mosquitos. Sabe, aqui até que é legal, mas os mosquitos são do tamanho do meu dedo mindinho e...
– Tudo bem. – Dean a interrompeu, e se não tivesse feito ela falaria até do seu almoço. – Então, falou com alguém do acampamento? Posso ir buscar o meu celular? – disse impaciente, Ayla estava o esperando.
– Não – riu – Desculpas! Mas não tive nem tempo pra pensar nisso, ou tive e não quis. Mas se você sobreviveu esse tempo todo sem essa coisa sem graça — nem música tem! – Creio que pode sobreviver mais uns tempos.
– O que? – falou bravo, Ayla o esperava já impaciente. – Olha, envia uma mensagem com o endereço desse seu acampamento maluco e eu darei um jeito de trocar.
– O QUE? – Cindy falou encabulada, não podia ser tão fácil assim, ela tinha que sair desse “acampamento maluco” com a ajuda dele através desse celular! – Q-quero dizer, você não tem créditos para mensagem. Sinto muito. Dean Marry você é dono de uma empresa e não coloca créditos no celular, tsc, tsc, coisa feia. – falou irônica
– Você é doida... – Dean não tinha entendido nada, ela mudou o tom da voz do nada, parecia uma psicopata ao telefone. Cindy riu.
– Estou começando a achar que sim, esses mosquitos malditos que me deixam assim. – Cindy riu. – Desculpas, apenas estou com sono... – riu de novo – Como disse algum tempo atrás: arrumarei um jeito de trocarmos os celulares. Relaxa. Mas você terá que aceitar minhas condições. – riu, novamente, com uma risada de bruxa, o que fez Dean também soltar um pequeno riso.
– Ok, será do jeito que você quiser... Enfim, tchau (?) – Cindy ficou vermelha do outro lado da linha depois de lembrar o que ele estava, possivelmente, fazendo.
– Ah, t-tchau, desculpas o incomodo então.
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