More Than This

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Não foi revisada então me perdoem qualquer erro.
É minha primeira fic nesse gênero (e de Glee também), então sem julgamentos precipitados.
Só achei que precisava escrever, essa ideia está me atormentando a séculos e só quando coloquei no papel que ela me deixou de lado.

A loira estava quase indo até a porta do quarto da irmã e a arrombando. Como diabos aquela garota conseguia ouvir música alta depois da festa de ontem na casa de sabe-se-lá-quem? Onde estava Judy, vulgo ex-Fabray (porque finalmente se tocou que passarinhos já faziam ninhos em sua galhada), quando se precisava?

Oh Deus, sua cabeça ia explodir. Isso ela poderia dizer.

Sua irmã estava ouvindo mesmo Taylor Swift?

-Oh... Jesus Cristo – aquilo era um gemido? Aquilo era um gemido. Ela tinha se decidido, com certeza não arrombaria a porta do quarto da irmã.

Sua irmã definitivamente não estava ouvindo Taylor Swift.

-Oh... Meu Deus... Urgh! Pai amado! – ela estava quase implorando para sua irmã aumentar o som. Colocar no volume mais alto possível e até se virasse para colocar no impossível (será que se Quinn implorasse para ela ligar vários sons ao mesmo tempo abafaria aqueles outros sons torturantes?).

Se jogar pela janela nunca pareceu uma ideia tão agradável.

Muito agradável... Tão agradável.

Pressionou seu rosto contra seu travesseiro e gritou alto. Claro que, logicamente, o grito saiu abafado, mas ainda sim audível. A música e os gemidos no quarto ao lado pararam por um minuto e ela suspirou aliviada.

-Quinn... – ouviu a voz rouca da sua irmã. – Você está bem?

Bem? Tirando o fato de o colegial estar sendo a pior época da sua vida, de ter ficado grávida aos 15 anos de um cafajeste idiota que na verdade estava interessado na sua irmã e que não era seu namorado, de a garota de que era apaixonada desde os 13 anos roubara seu namorado e que a mãe dela que a abandonara roubara sua filha, de que sua melhor amiga/arqui-inimiga corava estranhamente toda hora que olhava para ela, que aquela maldita garota que ela ESTÁ apaixonada desde os treze anos provavelmente a odiava... E oh meu Deus, ela já mencionou a garota que tem um precipício desde os treze anos? OMFG! Ela já mencionou que ela está apaixonada por uma garota?

Tirando tudo aquilo Quinn estava radiante. Tirando tudo aquilo ela estava maravilhosamente bem.

Infelizmente, ela não podia tirar nada daquilo da sua vida.

Enquanto pensava em vários adjetivos para dizer a sua irmã que provavelmente arrombaria sua porta do quarto perguntaria o RG e/ou CPF da pessoa que estava fazendo sua “irmãzinha” chorar (apesar, de que Quinn era, maravilhosos trezes segundos, mais velha) para se mostrar como é que se fazia em Lima Heights – o que fazia Quinn crer que ela estava passando tempo demais com Santana. Ela sabia que se dissesse a verdade teria que convencer sua irmã a não matar ou fazer coisa pior com ninguém, para depois fazerem uma sessão de filmes (Harry Potter de preferencia) e/ou uma maratona de séries (Game of Thrones, Once Upon a Time ou The Vampires Diaries logicamente) e se entupirem de sorvete. Quinn já estava se achando uma baleia pelo tanto de chocolate só de ontem à tarde.

-Estou – ela odiava mentir para Deborah, mas não queria dar explicações hoje. Na verdade, ela nem queria sair do seu quarto.

-Tem... certeza? – a pergunta da sua irmã saiu entre um gemido.

-Não – ela resmungou baixinho, porque sabia que sua irmã tinha bons ouvidos, mas não bons o suficiente para atravessar uma parede de dois metros que separava o quarto das duas. Quinn respirou fundo no mínimo três vezes, antes de dizer com a voz mais alta. – Sim, só com dor de cabeça.

Sua irmã tinha realmente uma consideração impressionante com ela quando a parede de dois metros que as separavam começou a pulsar novamente ao som da música. Grande consideração. Quinn, só tinha certeza de uma coisa naquele momento, que era melhor alguém acorrentá-la a cama para não sufocar Deborah Charlotte Fabray durante o sono e era aconselhável que sua irmã lhe evitasse durante bastante tempo naquele (como sempre) horrível final de semana.

(Na verdade os finais de semana, eram terríveis e agoniantes só para Quinn, porque Deborah aproveitava muito bem. Porque de acordo com a única Fabray morena – o que leva Quinn a crer que não foi só Russell que andou pulando a cerca durante o casamento – ela não estava amarrada como Quinn e principalmente, porque era corajosa e no lugar da loira já teria agarrado certa morena baixinha no fundamental ainda).

-Tudo bem! – ouviu sua irmã gritar por cima da música. – Oh meu Deus! Pai amado! Oh... Uh...

Quinn revirou os olhos. O quão previsível aquilo era? Simples. Aquilo NÃO era previsível. Sua irmã não fica com absurdamente ninguém! Nunca. Fora incrível como ela conseguiu perder a virgindade com Sam (apesar de Quinn desconfiar que quem perdeu algo mesmo foi o garoto). Ela sempre fora invisível para todos, menos para a Trindade Profana (que na verdade não falavam muito com ela, só evitavam que raspadinhas voassem em sua cara ou porque precisavam urgentemente da genialidade nerd dela para fazer alguém sofrer), Rachel Berry (porque em parte ela também era uma fracassada como ela) e Kurt Hummel. Até que, antes mesmo do segundo ano começar direito, ela mudou radicalmente.

Quinn nunca sentira tanto orgulho da irmã quanto como sentiu quando ela atravessou as portas do colégio com o cabelo completamente azul, mas ainda grande, com uma calça jeans justa, tênis all star cano longo e uma blusa... Ah, aquela blusa. Era branca e fora cortada para ficar mais curta e mostrar o abdômen da irmã. E nela estavam duas simples palavras, “Likes Girls”.

E o sentimento de orgulho naquele dia só aumentou quando os jogadores chegaram perto de sua garotinha sorrindo torto e com um copo de raspadinha em mãos. Ela se lembra de sua irmã ter aberto um sorriso torto para eles, sussurrado algumas palavras, se aproximado perigosamente dos dois e depois gargalhado. Rido a plenos pulmões e depois gritado: ESTOU ENVERGONHADA DESSA PEQUENA COISA AI EM BAIXO DEPOIS DE VOCÊ MUITO BEM TER LIDO MINHA MARVILHOSA BLUSA, PORQUE EU ME LEMBRO DE VOCÊ TER OLHOS! Ela sorrira tanto aquele dia. Sua garotinha não poderia mais ser chamada assim, porque ela havia crescido. E depois do pequeno escândalo jogou sua raspadinha nas calças do garoto, pegou o copo com o mesmo liquido das mãos dele e de seu parceiro e jogou na cara de ambos.

Sua irmã realmente sabia fazer uma entrada e uma saída triunfal.

A loira pegou um livro, um tampão de ouvidos (que na verdade só era um tipo diferente de fone de ouvido) e deitou-se na cama tentando entrar no mundo de Divergente para abafar a música alta e os gemidos de sua irmã.

Oh Deus, não estava dando certo. Ela não era nenhuma garota (tããããããããããããããoooo) má assim. Ela não merecia aquilo.

I'm broken, do you hear me?

I'm blinded, 'cause you are everything I see

I'm dancing, alone

I'm praying, that your heart will just turn around

Espera… O que? De onde saíra aquilo?

When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
When he lays you down, I might just die inside
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Can love you more than this

Okay, aquilo era definitivamente estranho. De onde diabos saíra aquilo? Por que aquela droga de música estava a definindo tão daquele jeito?

-Urgh! Porra! Ah... Caralho! – espera aquela não era a voz da sua irmã. – Oh meu Deus, desculpa. Sem palavrão... Sem xinga... mento. Só con... tinua... Ah, meu Deus.

Jesus Cristo! Aquela era a voz da sua melhor amiga (e arqui-inimiga nas horas vagas)? Aquela era a voz da sua melhor amiga saindo do quarto da sua irmã?

When he opens his arms and holds you close tonight
It just won't feel right
'Cause I can love you more than this
Yeah
When he lays you down, I might just die inside
It just don't feel right
'Cause I can love you more than this
Can love you more than this

A música continuava e Quinn Fabray estremeceu. Não de frio ou qualquer outra coisa. Estremeceu pelo nome que lhe veio à mente enquanto ouvia aquela música esquisita.

Rachel Barbra Berry.

Notas finais
E ai?
Bom, ruim, péssimo, desisto de viver e me jogo pela janela?
Deixem comentários e deixem uma escritora amadora feliz!