More Than This
1 Starting
Notas iniciais
Comecei a pensar nessa história mais para o meio, então não sei se o começo vai ficar muito legal
Era uma manhã ensolarada, mas não estava tão quente. Temperatura amena, dia bonito. Meu celular estava tocando, peguei-o e olhei as horas. Eram 9 da manhã e alguém estava me ligando. Só que era, finalmente, o primeiro dia de férias e eu havia planejado dormir por um bom tempo, já que tinha ido dormir quase 4 da manhã por causa da festa que Anna havia dado na noite anterior em celebração às férias.
—Alô? —Oi, Jess, é a Sara, tudo bom? Te liguei para te avisar que eu vou passar na sua casa daqui a pouco para te pegar para a gente ir tomar café da manhã juntas, um suco, um café, alguma coisa assim. Estou com saudades de você, te vejo em meia hora.E desligou.Não via a Sara há alguns dias, talvez uma semana e ela já estava com saudades de mim. Ela sempre acordava cedo, nunca dormia tarde e estava sempre de bom humor. Eu admirava aquela menina, eu não conseguia de jeito nenhum estar sempre tão animada, principalmente de manhã e ela estava sempre exalando felicidade e bom humor.Levantei, tomei banho e me arrumei. Desci as escadas e fiquei esperando. Eu estava sozinha em casa porque meus pais estavam passando alguns meses na casa dos meus tios em Paris. Eles nos deixaram — eu e meu irmão — em casa, sozinhos. "Vocês já podem ficar sem supervisão de adultos, já são velhos e responsáveis o suficiente para isso". Eles sempre foram assim, completamente liberais e, as vezes, eu acho que eu sou a única responsável naquela casa. Meu irmão é um pouco maluco, assim como todos os garotos de 15 anos. Ele estava na casa de um amigo há 3 dias, e pretendia ficar lá por, no mínimo, uma semana. Fiz ele me prometer que me ligaria todo dia e acho que ele aceitou isso bem, já que estava me obedecendo.Ouvi uma buzina e saí de casa. Sara me esperava dentro do seu carro prata, os vidros abaixados e o rádio ligado num volume baixo.—Oi — disse, assim que entrei.—Oi! Que saudades de você — ela me abraçou. — Onde quer ir? Abriu uma lanchonete ali perto do shopping, quer ir lá?—Pra mim tanto faz — disse, meio com sono.—Se anima, Jéssica. A gente está de férias.—Por isso mesmo que eu não estou animada. São nove e meia da manhã, eu estou de férias e eu queria dormir, mas você não deixou.—Ah, você pode dormir depois, aproveita o tempo livre que você tem.—Tanto faz — resmunguei, ainda com um pouco de sono.Depois de uns 10 minutos andando de carro, chegamos. O lugar era legal, só estava um pouco vazio. Algumas mesas do lado de fora, na calçada, estavam ocupadas. Duas, de dez. E lá dentro, três mesas estavam sendo usadas. Entramos e fomos até o balcão.—Bom dia, o que vão querer? — a moça perguntou.—Quero um suco de laranja — Sara falou e virou pra mim — e você?—Um capuccino...—Ok, é só esperar que já vai estar pronto. Podem sentar, se quiserem. Levamos as bebidas até a mesa. Não querem nada para comer?—Não quero nada, obrigada — disse.—Eu também não, obrigada — ela virou para mim. —Vamos sentar.Sentamos e depois de alguns minutos, recebemos nosso pedido. Tomamos nossas bebidas, conversamos e decidimos sair para andar.Quando estávamos saindo do lugar, olhei para o lado e, quando virei de novo para frente, esbarrei num cara. Meu celular caiu no chão e o dele também. Abaixei, peguei um e ele pegou o outro. Ainda abaixada, quando olhei para cima, me deparei com um par de olhos castanhos me encarando. Eram lindos. Grandes e expressivos. Os mais penetrantes que eu já havia visto.—Desculpa — foi tudo o que eu pude dizer.—Perdão — ele disse, ao mesmo tempo que eu. — Tenho que ir embora, desculpa, estou atrasado.—Tudo bem — dei uma risada leve. — Desculpa, de novo.Ele foi embora e tudo o que eu fui capaz de fazer foi ficar olhando seu corpo enquanto se afastava.—Amiga, o que foi isso? — ouvi Sara perguntando, do meu lado.—Isso o quê?—Rolou a maior química entre vocês, de verdade. E ele é super lindo. Por que você não pediu o número dele? Ou perguntou o nome dele? Vamos falar com ele, vem — ela me puxou pelo braço.—Não, não vamos — eu a puxei de volta, rindo.—Por que não? Me dê um bom motivo.—Eu não quero.—Belo motivo.—Não enche, Sara.—Tudo bem, vamos andar por aí — ela seguiu o caminho que o cara tinha feito.—Ah tá bom, vamos para o outro lado.—Mas... — ela tentou falar, mas eu a interrompi.—Vamos logo, não vou cair no seu truque. Vem.Andamos por mais ou menos uma hora quando eu resolvi ligar para o meu irmão. Apertei um botão qualquer do meu celular só para a tela acender e eu desbloquear para poder usar e... Que fundo de tela era aquele? Era uma paisagem linda, mas não era a foto que estava no meu celular. —Não acredito — falei.—O que foi? —Esse... esse não é meu celular. Acho que é o daquele cara. Que legal, ele ficou com o meu e eu estou com o dele.—Liga pro seu número e marca um lugar pra vocês se encontrarem e destrocarem o celular.—Por isso que eu te amo, você é uma gênia — eu disse, arrancando um sorriso do rosto dela, coisa que não era muito rara de se ver, já que ela estava sempre de bom humor e alegre.Liguei para o meu número e ele atendeu.—Alô. Fiquei com o seu celular né?—É, trocamos os celulares — falei, meio sem jeito. — Podemos marcar de ir em algum lugar para acertarmos isso?
—Claro, estou indo para um churrasco da minha família agora, quer passar lá? Aí você já almoça comigo e a gente se conhece melhor. Se não der pra você ir lá agora, só vou poder te encontrar de noite...—Não tem problema eu ir?—Claro que não. Se quiser, pode trazer sua amiga também. Aquela que estava com você hoje mais cedo.—Ok, a gente vai. Mas você tem que me passar o endereço...Ele passou. Falamos "tchau" e desligamos.—O que ele disse?—A gente tem um churrasco para ir hoje — falei, rindo.—Não acredito!—Acredite. Vamos pegar seu carro e vamos logo.Chegamos ao carro e, depois de uns 15, 20 minutos, chegamos à casa dele. Tocamos a campainha e ele veio abrir o portão.—Oi...—Jéssica. E Sara.—William.—Obrigada por nos convidar.—De nada. Esses almoços em família são, geralmente, chatos mesmo. Pelo menos vou ter alguém para conversar sem ser meus tios chatos. —Sei como é — rimos todos juntos.Fui apresentada à família dele "Minhas amigas, Jéssica e Sara" "Minha mãe, meu pai, meus tios, meus avós" essas coisas. Fomos para a sala, destrocamos os celulares e começamos a conversar. Depois de um tempo, o irmão dele chegou e foi se sentar no sofá, junto conosco. Devia ser um ano mais novo que William, no máximo dois. Ele ficou trocando olhares com Sara até que ele a chamou para ir lá para fora e os dois foram, me deixando sozinha com William.—Então... — eu disse, sem jeito, rindo e fitando o chão.—Quantos anos você tem? — ele perguntou.—Tenho 17, e você?—Tenho 19. —Legal...Ele se aproximou de mim e olhou nos meus olhos. Ficamos nos olhando por alguns minutos e o rosto dele foi se aproximando do meu cada vez mais. Nossos lábios estavam quase se encostando quando alguém abriu a porta da sala. Nos afastamos rapidamente.—Will? Suas amigas estão aí? A gente vai sair agora, vamos lá para a casa da sua vó, elas têm que ir. Outro dia você chama as duas de novo, eu gostei delas — a mãe dele disse, entrando na sala. — Ah, querida, você está aí — ela disse, andando em direção à mim, assim que me viu — você pode voltar sempre que você quiser, adorei te conhecer.—Obrigada. Volto se seu filho me convidar — rimos. — Até mais — levantei.—Vamos procurar a Sara — ele disse, levantando junto comigo.Ela estava na beira da piscina junto com Carlos, o irmão do William.—Vamos? — perguntei.—Claro — ela se levantou junto com ele.Nos despedimos do resto das pessoas, fomos até o carro e partimos.
Notas finais
Vou postar o próximo amanhã (TALVEZ).
Por favor, comentem, digam o que acharam, significaria muito pra mim, obrigada.
Much love, xoxo.
Por favor, comentem, digam o que acharam, significaria muito pra mim, obrigada.
Much love, xoxo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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