Notas iniciais
Primeira fic que eu posto né, espero que gostem (:

CAPITULO 01

—O avião para Londres sairá daqui a dez minutos, senhores passageiros, favor seguirem para o vôo.

Eu estava indo em direção ao avião, minha mala sendo carregada por meu pai que insistiu em me levar até a porta do avião, minha mãe estava do meu lado, abraçada a mim, eu viajaria para Londres em busca de algum curso ou algo assim, eu sei que na cidade que eu morava eu jamais teria oportunidade de crescer, eu queria fazer a diferença e ser alguém de influência, em Glastonburry isso não daria muito certo:

—Mamãe, tenho que ir agora — falei me virando de frente para ela e enxugando as lágrimas que caiam de seus olhos.

—Eu sei minha pequena, mais é difícil — falou ela me abraçando.

—Eu te entendo — falei dando um beijo no topo de sua cabeça.

—Filha... — meu pai me chamou e eu imediatamente fui para os braços dele.

—Papai...

Ele me abraçou fortemente, eu era filha única e imaginava o quão difícil seria para eles eu estar indo morar em outra cidade, e eu queria aproveitar aqueles últimos instantes perto deles antes de partir, não estava sendo fácil para mim também:

—Senhores passageiros, última chamada para o vôo para Londres, todos os passageiros devem se dirigir imediatamente para o avião.

Eu respirei fundo e peguei a mala das mãos do meu pai, dei um ultimo beijo em cada um e fui para o avião. O coração na mão, as lágrimas correndo pelos os olhos, o medo tomando conta do meu coração, eu sentia vontade de desistir de tudo aquilo e ir correndo pros braços dos meus pais, mais eu tinha que ser forte e prosseguir, eu amava meus pais, os amava mais que tudo, mais para mim ir para frente, eu teria que deixar a cidade, não deixaria eles é claro, existiam as férias, telefone, computador, mas por um tempo eu teria que ficar longe deles.

Assim que entrei no avião, uma das aeromoças se dirigiu até mim:

—Moça infelizmente tivemos um pequeno problema com alguns assentos, então teremos que dirigi-la até um assento da primeira classe, se importa?

Nossa, aquilo era sorte demais, a viagem até que tinha começado bem, eu iria para Londres de primeira classe:

—Claro que não — falei sorrindo.

Ela retribuiu e me encaminhou até outra parte do avião, ali havia ar condicionado, TV’s, poltronas super confortáveis e espaço, coisa que na segunda classe não havia nem em sonho:

—Pode se sentar aqui senhorita, lhe desejo uma ótima viagem!

Eu sorri novamente e me sentei, era bem na janela, iria dar pra ver Glastonburry uma última vez, aquilo me confortava de certa forma. Glastonburry não é uma cidade com possibilidades de se crescer, mas ali estava minha família, amigos, e até mesmo inimigos, ali estava minha infância, minha adolescência e agora que eu estava prestes a me tornar uma adulta e estava deixando meu passado para trás em busca de um novo futuro. Os últimos passageiros chegavam e a poltrona ao meu lado ainda vazia, faltavam apenas alguns minutos para o avião sair, acho que ninguém sentaria ali, então resolvi colocar minha maletinha em cima do outro banco mesmo. Peguei meu I-phone e coloquei os fones do ouvido, coloquei a musica no ultimo volume e fechei os olhos, dormi ali mesmo, nem senti avião decolar nem nada, eu rapidamente entrei num sono extremamente pesado, bem, isso era bom.

Quarenta e cinco minutos depois eu acordava com um forte baque do avião e com a aeromoça falando algo sobre apertarmos o cinto que o avião ia descer. Eu claro coloquei rapidamente e esperei até que o avião descesse.

XX

Já se passava quase meia hora, eu estava dentro do táxi, indo para o apartamento que meus pais alugaram para mim, eu sabia que seria simples, pois meus pais nunca foram do tipo que tiveram muito dinheiro. Quando eu chegasse só ia arrumar minhas coisas e sair atrás de um emprego, a minha vaga nos dois cursos que iria fazer já estavam garantidas , estava quase tudo certo.

Levei uns vinte minutos até chegar ao edifício onde era meu apartamento, tirei minhas malas do porta malas e paguei o taxista. Antes de eu entrar no prédio eu olhei para cima, e me pus a pensar “Como eu vim parar aqui? E o que de fato estou fazendo aqui?” Fazia pouco tempo, mas eu já sentia uma imensa saudade dos meus pais e de Glastonburry, ali eu ficaria sozinha, somente eu e meus pensamentos, seria uma vida nova a qual eu teria que me adaptar:

—Melhor eu entrar — falei sorrindo meia desanimada.

Peguei as malas do chão e fui em direção ao elevador, apertei no vigésimo andar, demorou um pouco até o elevador chegar lá, mas chegou, fui em direção ao apartamento, era o número 222, abri lentamente a porta e me deparei com um apartamento totalmente diferente das minhas expectativas, era grande, espaçoso e muito, mas muito bem decorador, eu me perguntava de onde meus pais tinham tirado dinheiro para alugar aquele apartamento por dois anos? Eu não ia ficar perguntando aquilo agora, tinha que me preocupar em achar um emprego pra me sustentar. Levei as malas até o quarto e as joguei em cima da cama mesmo, abri uma delas e peguei uma muda de roupas novas e me troquei. Após, sai do apartamento e desci pelo elevador, eu iria bater perna atrás de um emprego perto do meu apartamento.

XX

Eu estava andando a mais ou menos vinte minutos, até que avistei uma placa dizendo que se precisava de funcionários, olhei para a placa e vi que era um restaurante chamado Nando’s, resolvi entrar, mais do que não eu não receberia. Caminhei até o balcão onde uma moça loira de olhos azuis estava, pelo olhar julguei que ela tinha minha idade:

—Com licença — falei educada.

—Sim, no que posso ajudá-la? — perguntou ela sorrindo.

—Eu vi a placa de que estão precisando de funcionários, é com você que me informo? — perguntei.

—Na verdade não, mas vou chamar o gerente, só um instante.

Eu fiquei ali parada por cerca de dois minutos até a garota voltar com um cara alto, de meia idade que me encarava continuamente:

—É essa aqui James — falou ela apontando pra mim.

—Muito obrigada Amber — disse ele sorrindo — pode me acompanhar senhorita.

Eu acenei que sim com a cabeça e ele se encaminhou até uma sala distante do restaurante em si, com a mão apontou para uma cadeira onde me sentei:

—Preencha essa ficha — falou ele me entregando um papel.

—Sim.

Peguei o papel e uma caneta e preenchi toda a ficha, perguntava tudo, nome, sobrenome, CPF, RG, identidade, pai, mãe, local de nascimento, era muita coisa, mas terminei logo de preencher, larguei a caneta e entreguei o papel para o homem:

—Muito bem... Então você não é Londrina certo? — perguntou ele analisando a ficha.

—Não, sou de Glastonburry — falei sorrindo.

—E porque veio para cá?

—Vim para fazer cursos e depois mais adiante, entrar na escola de artes de Londres — falei séria.

—Interessante, pretende cursar que tipo de artes? — perguntou ele.

—Dança, fiz balé durante cinco anos — comentei brevemente.

—Muito legal, espero que consiga. Mas me diga, mora aonde aqui? — perguntou ele.

—Não sei exatamente senhor, mudei pra cá hoje, mas meu apartamento fica a duas quadras mais ou menos daqui.

—Deve ser no edifício novo que abriram... Mas é bom saber que você se interessa por trabalhar, mal chegou aqui e já está em busca de um — comentou ele.

—Sim senhor, se eu quero entrar na escola de artes, tenho que esforçar e muito — comentei confiante.

—Sendo assim, eu adoraria ajudar você, seja bem vinda ao Nando’s! — ele me estendeu a mão e eu claro apertei, não pensei que fosse conseguir um emprego tão facilmente assim.

XX

Dois dias se passaram, eu havia ido atrás de tudo, e hoje seria meu primeiro dia no Nando’s, eu claro, estava ansiosa, havia acordado seis da manhã, sendo que o trabalho só começava as dez, não que eu quisesse acordar cedo, mais eu não conseguia pregar o olho e dormir, então não vi outra opção se não acordar:

—Droga... — murmurei pra mim mesma.

Levantei muito, mas muito frustrada, o relógio só despertaria as oito da manhã, e eram sei horas e eu ali de pé. Confesso que a solidão estava me matando, depois do trabalho eu iria adotar um bichinho, um cachorro ou um gato talvez... Até mesmo um periquito serviria.

Me levantei e fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e fui até a cozinha, onde preparei uma tigela de cereal, comi rapidamente e lavei a louça, feito isso eu tinha gastado um hora, bem, sete horas da manhã, mais três horas para o trabalho... O que mais eu poderia fazer? Bem, peguei meu I-phone e os fones, eu podia ficar horas e horas ali ouvindo música no ultimo volume. Fiz exatamente isso, até as oito horas quando meu telefone tocou. Eu o atendi o mais rápido possível:

—Alô?

—Oi querida!

—Mamãe!

—Sim, queria lhe desejar boa sorte no seu novo trabalho.

—Obrigada mamãe, estou tão ansiosa.

—Eu sei como é isso, mas fique calma, vai dar tudo certo, eu te garanto.

—Tomara. Ai mãe, to morrendo aqui sozinha sem ninguém pra conversar...

—Eu te entendo pequena, adote um cachorro, é melhor do que ninguém.

—Eu tava pensando nisso mesmo!

Nós conversamos até umas nove horas, quando desliguei para me arrumar, finalmente! Faltava uma hora pra mim começar no meu emprego novo. Peguei meu uniforme dentro do guarda roupa e o vesti, nossa, eu ficava muito, mas muito esquisita naquele uniforme, digamos que eu parecia um pacote de chocolate vazio, mas fazer o que, era aquilo que eu tinha que usar, e era aquilo que eu usaria... Amarrei o cabelo e passei uma maquiagem bem leve, me olhei no espelho uma última vez para ter certeza de que tudo estava no lugar, bem, estava, agora era ir lá trabalhar e comprar um cachorrinho depois.

XX

Eu havia acabado de chegar, entrei pela porta de trás, onde os funcionários entravam, cheguei numa sala cheia de sofás onde todos os outros funcionários estavam, todos me olharam o que me deixou totalmente constrangida, eu era muito, mas muito envergonhada. Me sentei bem longe deles, não que fosse nojenta, mas não queria atrapalhá-los, não deviam ser amigáveis com novatos. Mas me enganei, a garota que me atendera mais cedo viera se sentar do meu lado:

—Bom dia — falou ela sorridente.

—Bom dia — falei baixinho.

—Então é você que vai trabalhar comigo ali na frente, prazer em conhecê-la, sou Amber — disse ela estendendo a mão.

—Acho que sim — falei sorrindo de canto — o prazer é meu, me chamo Sarah — falei apertando a mão dela.

—Que nome bonito Sarah! Mas me diga, é daqui de Londres? — perguntou curiosa.

—Não, sou de Glastonburry, interior — comentei.

—É bem longe daqui — disse ela fazendo cara de assustada — mas vai gostar daqui de Londres, é uma cidade incrível!

—Ei, Amber!

Um rapaz moreno de olhos claro chamou Amber, ela claro levantou-se e caminhou até ele, após ambos voltaram vindo em minha direção:

—Sarah, esse é Connor, ele vai trabalhar com você também, Connor, essa é a Sarah.

—Prazer — disse ele estendendo a mão.

Eu apenas apertei a mão dele e sorri, eu tinha pânico de falar com rapazes:

—Ai Amber, será que os rapazes virão hoje? — perguntou ele parecendo ansioso demais.

—Que duvida! Niall Adora a comida daqui, Sarah querida, antes que se sinta perdida no meio do assunto, os rapazes em questão são os rapazes da One Direction certo? — disse ela me dando extrema atenção.

—E quem são eles? — perguntei confusa.

—Droga me esqueci, você vivia no fim do mundo — brincou — eles são mega-famosos.

—A ta — falei fingindo ter entendido tudo que ela falou.

—Famosos e lindos Amber — contribuiu Connor.

Aquele Connor era gay ou era impressão minha? Ele era muito... Bonito pra ser gay, eu acho:

—Não assuste a Sarah — pediu Amber dando um soco no peito dele.

—Sarah querida, antes que me pergunte sim, eu sou gay – falou ele rindo.

—Tudo bem, não sou preconceituosa — falei sorrindo.

Um sinal bateu, Amber e Connor me levaram até o local onde batíamos nosso crachá, batemos e ambos me levaram até James, que queria falar comigo:

—Bom dia Sarah — disse ele sorridente.

—Bom dia — falei envergonhada.

—Preparada para o primeiro dia aqui no Nando’s?

—Totalmente — falei tentando parecer confiante.

Notas finais
bom é isso, amanhã posto mais *--*