More Than Love
33 Epílogo
Notas iniciais
POV PERCY
Terminei de guardar a última mala no carro, estava tão lotado que o porta-malas não tinha sido suficiente, nos obrigando a colocar umas duas ou três malas no banco de trás. Annabeth usava shorts jeans e a blusa vermelha de Stanford, com os cabelos presos em um rabo de cavalo, ela irradiava felicidade.
— California baby! — Ela disse vindo até mim. Não a vi parar de sorrir desde que eu contei que tinha sido aceito em Stanford, quando ela pulou em cima de mim me abraçando e distribuiu vários beijos pelo meu rosto, aceitei tudo aquilo de muito bom grado.
Eu ri, puxando-a para perto de mim.
— Faculdade em Stanford, praias da California, só eu e você... — Ela sorriu colocando os braços ao redor do meu pescoço. Eu a beijei, porém poucos segundos depois o beijo foi interrompido com o pigarreio da minha mãe.
— Desculpa interromper, meninos. — Ela sorriu. — Mas você vai levar seu skate, Percy?
— Não vejo esse skate há mais de dois anos! — Disse soltando Annabeth e me virando para minha mãe. — Onde você achou?
— Num canto da garagem. Ficou bem mais fácil se locomover por lá depois que você tirou as suas coisas.
— Deixe-me ver ele. — Ela me entregou o skate e se virando para a porta disse.
— Tenho que terminar de organizar algumas coisas, volto daqui a pouco.
Me voltei para Annabeth.
— Você sabe andar? — Ela negou com a cabeça e eu sorri. — Suba então, eu vou te ensinar.
— Percy, eu não vou fazer isso!
— Vai sim... Vamos Annabeth! Eu vou te ajudar, e se você cair pode se apoiar em mim! — Disse mostrando o skate.
— Isso é só uma desculpa para você me abraçar?
— Talvez- Dei um sorriso de lado.
— Sem chance, Percy.
— Bom, então eu vou te obrigar.
— Ah, não vai mesmo. — Ela disse rindo e saiu correndo, fui atrás dela. Quando a alcancei a agarrei girando-a, ambos rindo. Ela se virou para mim e eu a beijei, e dessa vez ninguém interrompeu.
~//~
Depois de muitas despedidas dos nossos pais e amigos partimos rumo a California. Confesso que a parte mais triste foi me despedir da minha mãe, depois de prometer inúmeras vezes que viria sempre para visita-la ela me abraçou e eu depositei um beijo em sua testa. Annabeth derramou algumas lágrimas enquanto se despedia dos pais e depois se virou para as amigas fazendo-as jurar que iriam se falar todos os dias.
Me lembrei de quando Frank confessara seus sentimentos por Hazel, poucas semanas depois da formatura ele anunciou que estava gostando dela, e agora estavam na fase de mais que amigos porém não namorados. Era notável o quanto se gostavam, e eu não achava que essa fase duraria muito tempo. Foram embora no fusca da Hazel, e eu duvida se era seguro alguém andar naquele carro, quer dizer, o simples fato de estar rodando já pode ser considerando um milagre.
Me voltei para Annabeth, tirei uma mão do volante e enlacei nossos dedos.
— Vou colocar alguma música. — Ela disse ligando o rádio do carro, sincronizando com uma estação aleatória esperamos que a próxima música começasse a tocar. Para nossa surpresa a voz do Jason Mraz encheu o carro, estava tocando Lucky, a música que considerávamos nossa.
— Céus! — Ela me olhou sorrindo. — Nem se tivéssemos combinado teria dado tão certo!
Apertei sua mão e começamos a cantar, como no dia da nossa apresentação, que nos proporcionou nosso primeiro encontro.
Me lembrei de toda nossa história juntos, essa música descrevia exatamente como eu me sentia, eu era o cara mais sortudo do mundo por ter Annabeth comigo. Sorte que eu estava apaixonado por minha melhor amiga, mais que paixão, aquilo era amor.
O que nos tínhamos era bem mais que isso.
Fale com o autor