— E então, você aceita ? — Questionei sentindo meu rosto queimar de vergonha, mas também morrendo de medo de ele não aceitar.

Seus olhos laranjas me fitavam de um modo assustado, se movendo ainda mais rápido do que os olhos humanos fazem quando sibilam. Sua boca aberta em um o cômico como se lhe faltassem as palavras.


— Ben, eu vou aceitar se sua resposta for um não. Você não tem obrigação de aceitar ! — Disse eu e minha voz soou mais triste do que eu queria.
— Eu nunca diria não a este pedido se ele está vindo de você ! — Disse ele sorrindo e seu sorriso era o mais lindo que eu já havia visto. Parecia uma criança contente por ter ganho no Natal o que pediu durante o ano todo — Eu aceito, Jake !
— Sério ? — Questionei receoso de realmente não ser aceito.
— Jake, coloca logo esse anel no meu dedo ! — Disse ele e eu dei uma risada curta.

Peguei sua mão fria e coloquei a aliança no dedo anelar da mão direita, e depositei um beijo na mesma. Assim que fiz isso, ele se ajoelhou a minha frente e fez o mesmo. Logo ficando de pé e me puxando para si, as mãos passadas em minha cintura e me roubando o ar e a sanidade que eu ainda tinha .

Ben sabia me enlouquecer com um único beijo, porque sua língua era ávida e atrevida, assim como suas mãos que sem demora alguma já haviam desfeito minhas roupas ali mesmo, no chão da sala, já que meu pai estava na casa do Charlie assistindo ao jogo e aproveitando para ver como ele estava depois de toda aquela confusão.


— Onde você prefere ? No quarto ou aqui mesmo no chão ? — Questionou ele levando seus lábios á minha orelha e chupando aquela região.
— No quarto ! — Disse eu e ele nem imaginava que naquela noite eu seria dele como nunca havia sido de ninguém. Esse pensamento fez um frio nascer em mina barriga.
— Você está assustado, Jake. O que está te assustando, meu amor ? — Questionou afastando o rosto de meu pescoço e fitando meus olhos — Já fizemos amor tantas vezes !
— É emoção por você ter aceito namorar comigo ! — Disse eu.
— Ah, que fofo ! — Disse ele me puxando para outro beijo antes de envolver minhas pernas em sua cintura e me puxar para um beijo mais calmo e mais doce que o primeiro — Estava morrendo de saudades suas !
— Eu também ! — Disse eu me segurando a seus ombros quando ele começou a andar comigo travado em sua cintura.
— Seu pai estava me contando as lendas de vocês e eu adorei cada uma delas ! — Disse ele — Senti medo de que ele não me aceitasse no começo, mas a cada dia que passa me sinto mais abrigado aqui. Me sinto parte da família de vocês !
— E é. Se é meu namorado, é da família ! — Disse eu quando ele já me colocava deitado na cama.

Sua boca voltou a atacar a minha, suas mãos assim como as minhas voltaram a ser possuídas de luxúria e mesmo sem penetração ambos gemíamos, pois um simples toque do outro com a temperatura inversa da sua já te enche de prazer devido ao choque térmico.

Sua boca logo desceu por meu tronco, brincando, sugando e mordiscando meus mamilos, depois desceu por minha barriga mordendo os músculos dali porque isso também me deixava louco, aliás qualquer coisa que Ben fizesse com meu corpo me enlouquecia; e desceu até alcançar meu membro, este que sem aviso prévio ou qualquer que fosse o sinal, envolveu meu membro por completo por entre os lábios, começando uma sucção que me fazia gritar tanto que não duvido que os outros lobos estivessem escutando, mas isso era um detalhe que a boca de Benjamin fazia com que eu nem mesmo me importasse.

Quando eu estava prestes a gozar ele tentou afastar o rosto do meu membro, para que eu o penetrasse e me desfizesse dentro dele, mas gozei em sua boca e ele não deixou nem mesmo uma gota de meu líquido se perder, chegando a lamber o canto dos lábios.


— Por quê ? — Questionou se sentando na cama enquanto eu me recuperava do orgasmo que havia acabado de ter.
— Quero ser seu essa noite ! — Disse eu e vi seus olhos crescerem de tamanho, arregalados me fitando — Quero me entregar de corpo e alma para você !
— Jake, eu não sei o que dizer ! — Disse ele e seus olhos se moviam rapidamente outra vez.
— Não diga, só me permita sentir o prazer que eu te dou. Me faça saber como é te ter dentro de mim ! — Disse eu e apesar de meu rosto estar queimando de vergonha eu tinha certeza de que era aquilo que eu queria — Agora ! — Quase gritei a palavra.

Ele se deitou mais uma vez por sobre meu corpo unindo nossos lábios, me permitindo sentir meu gosto junto ao sabor de sua boca. Sua mão estava estimulando meu membro mais uma vez e me senti um pouco confuso com isso, achando que ele quisesse que eu fosse o ativo, quando em um gesto rápido, ele estava ajoelhado por entre minhas pernas, abrindo-as ainda mais e isso fez não só meu rosto, mas todo o meu corpo queimar de vergonha.
Foi impossível conter o suspiro de susto que dei quando senti sua boca tocando minha entrada, molhando-a e sua língua tentando penetrar ali, foi rápido pois logo veio seu primeiro dedo e este não me incomodou, já o segundo e o terceiro sim, ainda mais quando ele os mexia, mas quando dei por mim já estava rebolando em sua mão, gemendo como se pedisse por mais contato.


— Jake, você tem certeza ? — Questionou ele parando seus dedos dentro de mim.
— Nunca estive tão certo ! — Disse eu e minha voz saiu sofrida.
— Posso te machucar ! — Disse ele. Sua voz carregada de medo.
— Confio em você ! — Disse eu dando um sorriso torto, ou ao menos tentando fazer isso.
Quando seus dedos saíram, me senti vazio, mas um frio percorreu minha coluna quando ele se deitou por sobre mim de novo e senti seu membro roçar em minha entrada.
— Podemos deixar para outro dia ! — Disse ele beijando meu queijo.
— Benjamim, entra em mim logo ! — Quase gritei a frase trincando meus dentes e espalmando minhas mãos em suas costas — Quero sentir você dentro de mim agora. Entendeu ?

Ele sorriu com isso e começou a forçar seu membro contra a minha entrada, exposta a ele já que minhas pernas rodeavam sua cintura. Quando senti seu membro começando a me penetrar a primeira coisa que fiz foi morder seu ombro para conter o grito de dor que se fez em minha garganta.


— Quer que eu pare ? — Questionou Ben afagando meu rosto com a ponta do nariz.
— Não ! — Disse eu em forma de gemido.

A sensação de ser invadido por algo daquele tamanho, duro e frio era quase a mesma de ser rasgado ao meio. Sentia cada e qualquer prega que viesse a ter naquela região dentro de mim, sendo partida ao meio ou dilacerada. Cheguei até a pensar que metade ficaria de fora, mas quando percebi que seus testículos tocavam minha bunda, soltei um suspiro de alivio.


— É tão bom estar dentro de você ! — Disse ele parado dentro de mim, os olhos me fitavam com carinho e desejo ao mesmo tempo — Tão quente, apertado e espremendo meu membro assim ! — Disse ele rolando os olhos e a voz mais rouca e grave do que o normal. Eu entendia qual era a sensação que ele descrevia.

Esperamos o tempo necessário para que ele se mexesse dentro de mim e o mais importante, ele respeitou este tempo que eu precisava para logo em seguida começar a se mover devagar.

Gemidos e palavrões escapavam por meus lábios assim como o suor começava a brotar em meu rosto a cada estocada que ele me dava. E por mais que no começo eu tivesse sentido dor, aquilo foi me dando um prazer incomensurável que fazia com que eu suplicasse por mais e mais.

Eu gemia, rosnava, arranhava suas costas e braços, o mordia e suplicava por mais e ele me dava mais, mais força ao me estocar mais velocidade e mais prazer. Tanto que minha cama estava indo para trás e para frente conosco, e quando ele acertou minha próstata eu urrei feito um animal, de tanto prazer.


— Não me importa o que você fez, mas continua assim ! — Rosnei puxando seus cabelos com tanta força que arranquei alguns fios por entre meus dedos, mas pouco importava se tinha doido e sim que ele gemeu sorrindo para mim.

Meus gemidos eram simplesmente gritos desavergonhados devido ao prazer sem igual de sentir seu membro entrando e saindo de dentro de mim daquela maneira. Eu ía a Asgard e voltava diversas vezes por minuto.
E seus movimentos dentro de mim eram cada vez mais precisos e violentos e gemíamos despudoradamente até que o que parecia impossível aconteceu, ele aumentou a velocidade das estocadas ainda mais, e isso fez com que gozássemos juntos, ele dentro de mim e eu em nossas barrigas, e mesmo que eu não tivesse feito com minha mão, sua barriga fazia a fricção que meu membro precisava.


— Essa foi a melhor noite de minha vida ! — Disse Ben, a respiração acelerada, mas não alterando em sua fala.
— Isso ... foi ... incrível ! — Disse eu e minha respiração assim como meus batimentos cardíacos eram tão acelerados que eu pensei que fosse morrer.
— Eu te amo ! — Disse ele se deitando a meu lado e fitando meus olhos.
— Também ... te amo, ... Ben ! — Disse eu — De um modo ... que nunca pensei ... que fosse ser capaz ... de amar alguém ! — Disse eu — Obrigado por ... aparecer na ... minha vida !
— Não, eu é quem deve agradecer por ter alguém como você em minha vida, Jake ! — Disse ele afagando meus cabelos, estes molhados de suor e começando a se grudar a minha testa — Eu senti tanto medo de momentos como este não acontecerem. De você nem mesmo querer olhar em meus olhos quando eu dissesse que sou apaixonadamente apaixonado por você !
— Não vou dizer que seria estranho para mim conversar normalmente com você se eu não gostasse tanto de você quando você me contasse, mas deixar de conversar com você seria impossível ! — Disse eu deitando minha cabeça em seu peito frio — Desde que te vi, senti uma vontade louca de te colocar nos meus braços e te proteger de tudo e todos que pensassem em te machucar ! — Disse eu depositando um beijo ali.
— Nada nesse mundo vai separar a gente, Jake ! — Disse ele segurando meu rosto pelo queixo — Nada nem ninguém !
— Nada ! — Disse eu e minha respiração já estava voltando ao normal.

Acabei dormindo logo em seguida, já que a mina primeira vez não foi uma normal de 40 minutos ou uma hora, quando finalmente gozamos o dia já estava clareando.

Quando acordei, Ben não estava mais na cama, estava na cozinha, digo isso pelo cheiro que vinha de lá. Ao me sentar na cama senti um desconforto vindo de minha entrada. Não era uma dor que eu não podia suportar, mas algo que me encomendava ao me sentar e provavelmente faria o mesmo quando eu fosse andar, mas isso não apagaria ou tiraria de mim as lembranças da noite passada em que eu fui de Benjamin. A noite em que ele tocou meu corpo de uma forma que jamais havia sido tocado e mesmo assim, soube me respeitar nos momentos de dor, e soube como agir na hora em que tudo que eu queria sentir era seu corpo no meu e prazer. E isso foi o que me encantou em ter perdido minha virgindade tanto frontal quanto traseira com alguém como ele. Porque por mais que isso não seja mais tabu para alguns, ele soube me dar carinho e tesão ao mesmo tempo.
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Alguns dias haviam se passado desde aquela noite. Não fui o passivo de novo, mas algo estava estranho comigo, comecei a me sentir tonto de vez em quando, cheiro de comida me deixava terrivelmente enjoado e um dia fui comer um x-tudo do jeito que gosto, mas bastou a primeira mordida para que eu colocasse tudo para fora dentro da lixeira mais próxima.


— Chega ! — Disse Ben passando a mão direita em minhas costas — Não quero saber se você acha que é uma virose. Vamos ver Carlisle agora ! — Disse ele.
— Não, eu não vou ! — Disse eu limpando a boca com as costas de minha mão direita — E se você insistir nisso, eu vou para casa a pé ! — Disse eu.
— Jake, estou preocupado com você ! — Disse ele.
— Pois, não se preocupe ! — Disse eu — Não se preocupe comigo, meu amor !
— Jake, eu juro que se você tiver essas coisas de novo, eu te levo para Carlisle nem que seja amarrado, entendeu ? — Questionou de um modo irritado.
— Entendi ! — Disse eu tentando sorrir, mas me sentia tonto e com as pernas fracas — Vamos para casa porque meu pai deve estar preocupado e eu não trouxe o celular !

Eu me sentia fraco e sabia que não era algo simples, mas se minhas células se alto regeneravam, o que poderia ser ?