Notas iniciais
Desculpem a demora e que teve o Natal e só cheguei em casa hoje a tarde. Betada pela linda da Malu *-* Aproveitem a fic!

Depois que Nico dormiu no peito de Percy, Percy ficou acordado pensando se falaria para Nico que gostava dele, não queria ser muito rápido. Percy ficou pensando nisso durante uma hora, depois percebeu que estava tarde e tinha que levar Nico para casa.

Percy não percebeu, mas deixou a porta encostada, a fissura era suficiente para alguém ver os dois. Alguém tinha visto essa cena e não gostou nada do que tinha visto, tinha ficado com uma tremenda raiva ao ver a cena. A pessoa saiu de lá antes que alguém percebesse.

Percy acordou Nico, cutucando ele, que dormia como um anjo. O menor se levantou e olhou Percy. Nico corou na mesma hora ao ver o maior ali. Sentia-se envergonhado por ter dormido no peito de Percy. O dono olhos verdes não se incomodou muito apenas sorriu ao ver o menor corado.

— Se sente melhor? — Percy perguntou, bagunçando o cabelo do menor.

— Sim. Seu peito é confortável. — Nico se xingou mentalmente ao perceber o que tinha dito, estava mais envergonhado ainda.

— Sério? Queria um dia experimentar, meu travesseiro não é muito confortável. — Disse olhando seu peito.

— Por quanto tempo eu dormi? — Perguntou Nico tentando esquecer o que tinha dito.

— Uma hora, mais ou menos. — Respondeu Percy olhando nos olhos de Nico.

— Você sabe o que aconteceu com os garotos? — Questionou o menor.

— Não. Vem, vamos embora as aulas já devem ter acabado. Se sente melhor no queixo e na barriga? — Perguntou Percy preocupado.

— Sim, muito melhor.

Eles saíram da enfermaria, pegaram suas coisas, e se dirigiram a saída, mas foram interrompidos pelo diretor, um homem grande e gordo, com barba mal feita, feio pra caralho, vestindo terno. O diretor pediu que o acompanhassem até sua sala. E assim fizeram.

Chegaram à sala dele. Não era muito grande. Tinha varias estantes com livros e troféus da escola, de jogos e alguns concursos. Uma mesa, que era a do diretor, e três cadeiras, uma para ele e duas para as visitas. Em cima da mesa tinha um computador, um porta-retratos e papeis.

— Por favor, sentem-se. — Disse o diretor estendendo a mão e se sentando em sua cadeira.

— Não, obrigado. — Falou Percy. Nico queria sentar, mas Percy o impediu. — Por que nos chamou aqui?

— Ora, temos que conversar sobre o que aconteceu. — Falou o diretor.

— O.k. Fale. — Disse Percy.

— Bem, o que aconteceu?

Antes que Nico pudesse abrir a boca para falar alguma Percy começou a dizer.

— O negócio foi o seguinte. — Começou Percy — Nico recebeu um ataque de cinco caras que não tomaram esforços em bater nele. — Percy estava ficando alterado. — Nico é muito frágil. — Nico olhou para Percy e pensou: “Poxa, não precisava ter falado isso.” — Quando eu cheguei lá Nico estava jogado no chão, quase desmaiando, sangrando e cheio de hematomas. — Percy virou Nico, subindo sua camisa, mostrando as costas de Nico, que estavam roxas, devido aos chutes que levou. O diretor se assustou ao ver aquela roxidão nas costas de Nico. Percy abaixou a camisa e virou Nico de volta, que ficou meio tonto. — Se eu não tivesse chegado a tempo Nico estaria pior. — Percy agora estava muito alterado. — Depois de ver Nico desmaiado eu não aguentei tive que dar uma lição neles. E espanquei cada um deles agressivamente. E não me arrependo disso.

O diretor ficou perplexo ao ouvir aquilo. Nem sabia o que dizer.

Nico queria abraçar Percy por ele defende-lo daquela forma.

— Afinal, onde é que o senhor estava na hora do ato? — Dessa vez quem falou foi Nico.

— Tive que resolver uns problemas, acabei de chegar. — Respondeu o diretor.

— Bem, o senhor já falou com os babacas? — Perguntou Percy, irritado.

— Não, vou falar com eles agora. E eles terão seu devido castigo. Eu deveria te dar uma suspensão, Jackson. — Falou o diretor.

— Por que? Eles que fizeram o pior. — Respondeu Percy indignado.

— Mas você também fez coisa errada. — Respondeu o diretor.

— Eu estava defendendo o Nico! Mostrando àqueles babacas o que eles mereciam!

— Bem, sobre tais circunstancias acho melhor deixar assim mesmo. Vocês podem ir. Mas não quero que isso se repita, está claro?

— Sim, senhor. — Disseram os dois juntos.

— Agora se retirem. Vou suspender algumas pessoas. — O diretor deu um sorriso divertido como se adorasse fazer isso.

Os dois se retiraram da sala. Quando saíram da sala eles viram os cinco sentados no sofá, do lado de fora da sala. Estavam com pequenas manchas de sangue na camisa, os olhos estavam roxos, e tinham arranhões na parte inferior da boca e marca de socos na bochecha.

Percy olhou para eles enfurecido, eles se encolheram. Percy tirou Nico de lá e juntos eles foram para casa do menor.

Percy deixou Nico na porta de sua casa prometendo, de novo, que ele nunca o abandonaria. Nico gostava disso, teria Percy sempre ao seu lado lhe protegendo e cuidando.

Percy foi embora e Nico entrou em sua casa, subiu até seu quarto e deitou em sua cama. Ainda estava com sono, queria dormir, queria ter o peito confortável de Percy para dormir. Fechou os olhos, imaginou o peito de Percy no travesseiro, e dormiu.

Quebra de tempo.

Depois de uma semana, Nico já estava melhor, não sentia mais dores nem nada, estava bem. Depois de tudo que aconteceu Percy não saiu de perto de Nico nem um minuto. Os garotos que bateram em Nico levaram uma suspensão de duas semanas. Mesmo estando tudo bem Percy queria manter Nico seguro. Thalia também ficava por perto. Annabeth ficava calada, não falava nada com os dois, só observava. E nenhum dos dois falava com ela.

Nico estava decidido em falar com Percy, iria falar com ele naquele mesmo dia. E nada poderia lhe atrapalhar.

No intervalo, Annabeth chamou Percy para conversar com ele, a sós.

Percy pediu para Nico esperar ele e foi a encontro de Annabeth. Ela escolheu um lugar um pouco afastado. Eles foram até atrás da escola, e ela começou.

— Percy, — Começou ela. — no dia em que o Nico apanhou, eu vi vocês dois na enfermaria. Ele dormindo no seu peito. Já rolando alguma coisa entre vocês?

— O que? Não, não esta rolando nada entre a gente, ainda. Aquilo foi só... Eu não podia deixar ele daquele jeito. Ele precisava de alguém naquela hora. Não iria deixar ele sozinho. Nunca. — Falou Percy rapidamente. Annabeth fez uma cara de espanto e depois de raiva. Ela não queria ter ouvido aquilo de jeito nenhum. Ela já foi e é apaixonada por Percy, vendo ele fazendo aquilo fez ela sentir raiva e amargura. Queria impedir isso mas não sabia como.

— O.k. então. — Falou ela falsamente. — Espero que consiga o que quer, ele te merece.

— Obrigado. — Falou isso se virando indo de volta para Nico, deixando Annabeth plantada lá atrás, isso só deixou ela com mais raiva ainda.

Annabeth pensou: Eu não vou permitir isso Jackson, NÃO VOU!

O intervalo acabou e todos entraram para a sala. No meio da aula Nico fez um pedido.

— Percy. — Chamou Nico sussurrando para Percy para ninguém ouvir. Percy virou a cabeça e Nico perguntou. — Posso falar com você mais tarde, na sua casa?

— Claro. — Respondeu o moreno de olhos verdes. — Sobre o que?

— Eu te conto lá. — Percy assentiu com a cabeça e voltou sua atenção para aula.

A aula acabou. Percy e Nico deram “Tchau” às meninas e seguiram para a casa de Percy.

Eles foram conversando e rindo sobre coisas aleatórias.

Eles chegaram a casa Percy, era grande, de dois andares, em baixo a cozinha e a sala e um banheiro, em cima os quartos, que tinham seu próprio banheiro. Eles foram direto ao quarto de Percy, não tinha ninguém em casa, os pais de Percy haviam viajado para passar o aniversário de casamento deles, só voltariam daqui a duas semanas. Eles se sentaram na cama de Percy, um de frente para o outro.

— Então fala ai. — Começou Percy.

— Bem, antes eu quero que você me prometa uma coisa. — Nico suspirou, estava nervoso. — Que dependente do que eu te fale, não quero que você fique com raiva de mim ou que nossa amizade acabe, o.k.?

Percy assentiu rapidamente.

— Veja bem, isso que eu quero te falar, eu to querendo falar já faz um tempo. Eu não quero que você fique com raiva de mim, nem que me deixe sozinho. Só quero que você fique do meu lado. Promete que não vai me odiar? — Já começava a descer lagrimas de seus olhos.

— Nico... — Falou Percy, colocando sua mão no rosto de Nico limpando suas lagrimas. Nico olhou em seus olhos verdes. — Não a motivos para eu te odiar. Muito pelo contrario, eu te amo.

Percy aproximou seus rostos, e o beijou. Pediu passagem com a língua que lhe foi concedida. Foi um beijo lento e calmo, os dois estavam adorando aquilo. Suas línguas dançavam suavemente dentro de suas bocas. Nico era bom e Percy também. Queriam ficar ali o resto da vida, se fosse possível, mas o maldito ar se fez necessário. Eles não se separaram, encostaram a testa uma na outra e ficaram se encararam.

— P-Percy... — Nico foi interrompido pelo dedo indicador de Percy.

— Nico, eu te amo. E sei que você me ama também. — Nico corou fortemente e Percy sorriu ao ver a cena.

— C-c-c-como v-você sabe? — Sua voz falhava em quanto falava.

— Enquanto você estava desmaiado, você falou pelo menos umas três vezes: “Percy, eu te amo.”. Ao ouvir isso eu descobri que também te amo. Relembrei dos nossos momentos e tudo que já fizemos. Eu sabia que tinha sentimentos fortes por você, mas não sabia o que eram, até agora.

Ao ouvir isso, Nico corou ainda mais, devia estar parecendo um pimentão. Lagrimas rolaram pelo seu rosto. Estava muito feliz. Fora correspondido por quem amava, não podia estar mais feliz do que agora.

Percy o beijou, de novo, mas agora mais intenso e caloroso. Percy o puxou para mais perto de si e aprofundou o beijo. O ar se fez necessário e se separaram.

— Nico Di Angelo, quer namorar comigo? — Perguntou Percy.

— Sim, sim, SIM! — Respondeu Nico sorrindo com um brilho imenso nos olhos. Nico pulou em cima de Percy, que caiu deitado na cama, e o beijou. Pararam o beijo depois de cinco minutos, por causa do ar.

Ainda ofegante Nico disse, com as testas coladas:

— Eu te amo, Perseu Jackson.

— Eu te amo, Nico Di Angelo.

— Se você me trair, eu te mato. — Disse Nico olhando serio para Percy que se encolheu desconfortável com o aviso.

Nico desceu até o peito de Percy e repousou sua cabeça lá. Sentia falta daquele confortável peitoral definido de Percy.

E juntos, abraçados, caíram em um sono profundo.

Notas finais
Ei gostaram? Vacabeth ataca! Adorei escrever esse cap!