Mordomos
2 Capítulo 2 - Negar
"Negue superioridade e negue sua própria existência. Negue sofrimento e negue a todos que existem. Negue a si próprio e negue a todos. Não negue absolutamente nada e sofra com suas negações ocultas."
Estavam todos em pé diante da princesa de cabelos castanhos longos lisos e olhos negros como a noite, vestindo suas roupas elegantes no seu perfeito castelo. As paredes grossas de mármore com desenhos detalhados e perfeccionistas, o chão de ladrilhos polidos e brilhantes, o teto de madeira nova e firme. As escadas sem rachaduras. Tudo era perfeito e magnífico, tanto quanto as roupas que vestiam: todos usavam um paletó totalmente preto e uma calça preta elegante, além de uma blusa com mangas longas com as pontas fiadas com prata e em seu bolso se encontrava uma rosa, e luvas de um tecido fino e confortável de cor branca.
A única diferença entre os modelos masculino e feminino era o sapato, cujo os homens utilizavam um elegante sapato formal de cor marrom e as garotas uma sapatilha preta com uma margarida desenhada em sua ponta.
O trono de Stephanie, com uma cabeça de leão de ouro com diamantes como olhos feito perfeitamente e com todos os detalhes possíveis, além da cabeça de uma majestosa águia feita com prata no braço esquerdo do trono e a cabeça de um falcão peregrino de prata no braço direito do trono.
Anabella suspirou, olhando para cima. Logo a seguir, todos reverenciaram Stephanie delicadamente, sorrindo.
– Vocês... me conhecem como uma pessoa pouco séria e brincalhona, correto? — perguntou, ajeitando-se na cadeira. Apoiou o cotovelo no braço direito do trono e encaixou a cabeça na mão aberta.
– Talvez... — Nemi foi a única a responder, falando extremamente baixo.
A princesa suspirou. Realmente, talvez nunca tivera tempo de explicar para eles toda sua lógica e talvez mostrar-lhes a sabedoria que adquiriu com a imortalidade. Prosseguiu.
– Esqueçam isto. Uma coisa que eu nunca os expliquei é que vocês sabem, não sou a única deusa deste mundo, e provavelmente nem sequer a mais forte. Deuses, tanto quanto humanos, não aceitam ser superados e fazem guerras constantemente, são covardes insanos por poder. Um deus ter caçadores exclusivos para eles é algo contra as regras e aquele deus merece ser punido, junto com seus caçadores. O título de mordomos é para protegê-los, espero que entendam isto.
– Esperado, minha senhora — responderam, em uníssono. A voz calma surpreendeu a princesa, que durante seus milhares de anos de vida, sempre esteve pronta para reações malucas diante de tal declaração.
Lentamente, todos ajeitaram-se em pé e prosseguiram até Vadika (Comentário/Narradora: "Caralho, essa escritora não sabe inventar um nome bom?". Psé, compreenda minha sofrida realidade. ~some nas sombras na forma de uma fênix sem ter o que fazer olhando para a bandana sexy do Sandy~) e seguiram até a casa de Edward, onde o mesmo prometia lhes mostrar que realmente tinha inventado uma comida gostosa juntando chicletes com seu chulé (Comentário/Narradora: "Pare de zoar, você não sabe zoar", acalme-se, meus personagens nunca são verdadeiramente zoadores de bebidas alcoólicas que não são alcoólicas no começo, mas depois eles viram zoadores de borboletas aladas em propriedade alheia, beleza?).
– Interessante... O problema é que ninguém aqui veio interessado no que você "pretende" dizer, viemos todos aqui para zoar a sua falta de inteligência e... bem... olfato. — Anabella apontou, apertando o nariz afim de não sentir o cheiro.
– Que isso, gente. Mesmo que isto não seja um sucesso, ainda vamos ter no mínimo um videogame para jogar, hein? O que acham, hein? — falou, levantando as sobrancelhas repetidas vezes.
– De que adianta ter o mais atual videogame sendo que você não consegue nem sequer fazer um drift em um jogo de corrida? — Bertholdt falou.
– Eu consigo fazer qualquer coisa, você que é noob e pensa que eu só bati em uma van qualquer e por isso fui parar no Norte da África em 0.5 segundos.
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