Mordomos

3 Capítulo 3 - Trabalhar


Notas iniciais
Aqui nos encontramos em mais um capítulo! E o jegue joga a bola para o burro, burro chuta a bola e é GOOOOOOOOOL!! Tá, parei. Eu sei que não tem graça.

O chá despencou lentamente na xícara brilhante ao máximo. O pequeno sorriso forçado de Nemi demonstrava que realmente se esforçava para manter a posição de elegância, mesmo que ainda fosse possível notar que uma pequena porcentagem do sorriso era verdadeiro. Retirou-se de perto do sofá azul onde Stephanie repousava, ao mesmo tempo que escrevia mensagens e cartas, fazendo sua parte diante da humanidade, e carregando a bandeja com a xícara e o chaleiro delicadamente. Seguiu até a cozinha, onde depositou ambos na pia e ficou de costas para ela, aguardando Bertholdt vir para lavá-los.

Enquanto isto, Sasha dirigia os doze cozinheiros com as receitas e os ajudava a mexer corretamente a sopa ou cozinhar o frango na temperatura certa. Sua habilidade notável na culinária podia ser vista por todos desde os 7 anos.

Edward, Sandy e Bertholdt cuidavam do jardim sozinhos, visando que no início do dia deixaram os jardineiros de folga, e se esforçando para não sujarem a roupa em momento algum, plantavam as novas rosas e girassóis que havia chegado e arrancando as ervas-daninhas, além de cortarem um pouco do mato que nascia junto à grama. Anabella, porém, ajeitava o quarto de Stephanie cuidadosamente, inclusive seus livros velhos e textos antigos que ficavam empoeirados escondidos atrás do guarda-roupa gigante.

O dia, por si só, estava extremamente calmo, não havia nada como demônios ou criaturas mágicas para se combater, então era um ótimo dia para trabalhar com mais afinco com suas funções no castelo. E por si só, quem sabe conhecer um pouco mais Stephanie, que não muito tempo atrás tornou-se a deusa guardiã dos 6, praticamente um sinônimo de mãe e amiga.

– Podemos voar, correr e me mover acima da velocidade do som, tenho super sentidos, olhos especiais que me permitem fazer estratégias em segundos, além de ter super-força e cada um tem uma das 6 bestas lendárias seladas em si e até agora dois modos controlados que nos permitem ficar extremamente mais fortes, além de arsenais que podemos invocar a qualquer momento. Onde vamos parar neste mundo enorme com tantas opções? Claro, como mordomos de uma deusa. É a coisa mais óbvia do mundo, não? — reclamou, ajeitando as mangas do paletó e da blusa branca para ficarem mais curtas e retirando as luvas, começando a lavar a louça depois de ver que Bertholdt estava ocupado.

– Eu posso ouvir isto, lembre-se disso! Como deusa guardiã de vocês, eu consigo ouvir o que vocês falam de qualquer lugar! — Stephanie gritou — E gostaria de um doce, por favor!

– O que eu fiz para merecer isto?

– Nasceu!

– Pare de me responder! — rosnou, arrumando a manga do paletó e da blusa branca novamente ao seu tamanho normal e colocando as luvas novamente, se dirigindo à pequena sala onde Sasha estava, afim de solicitar à ela que fizesse algo como biscoitos, tipo de comida comum, mas apreciada ao extremo por Stephanie.

Entregou os biscoitos rapidamente. Logo Stephanie a dispensou do trabalho por algum tempo, e quando necessário iria chamá-la.

– Obrigada, minha senhora — respondeu, sorrindo. Subiu as quase infinitas escadas até o quarto de Stephanie, afim de observar o trabalho de Anabella.

– Está quase tudo pronto... Mas infelizmente não creio que haja uma maneira de terminar este quarto somente por hoje, visando que ele é um tanto grande. Mesmo que termine hoje, será num horário tarde demais para perturbar o sono de Stephanie com o barulho da parte bruta da limpeza de outros cômodos.

Nemi suspirou. Realmente, uma situação conflitante.

– Não seria amanhã... — tocou o próprio queixo, afim de demonstrar pensamentos e lembranças — Que chegaria o sr. Mathias Villatore?

– O quê?! — Anabella gritou, arregalando os olhos.

– Vamos ter que cortar o número de plantas que Bertholdt, Sandy e Edward vão plantar, senão não haverá tempo para arrumarmos pelo menos a sala de jantar, o quarto de Stephanie e por fim o escritório.

– Isto é um tanto... Ruim?

– Digamos que sim. Enrolá-lo seria a melhor opção, a não ser que nós conseguíssemos uma vaga especial no restaurante do sr. Guisaru e assim nos livraríamos de pelo menos limpar o escritório e a sala de jantar.

Anabella suspirou, encostando a vassoura na parede e cruzando os braços.

– Acho que assim está bom, se não estiver bom assim, teremos que enrolá-lo para ele não entrar aqui...

– Talvez. Deixo a seu cargo decidir isto. Vou ver como Bertholdt, Sandy e Edward estão indo, feito? — desceu as escadas rapidamente, saindo do castelo. Observou detalhadamente os garotos.

– Vamos terminar a tempo, antes que pergunte. Mas isso se deve somente ao fato de que somente os girassóis chegaram hoje. Rosas estão em falta, e somente amanhã teremos as rosas para plantar — Bertholdt falou, sem voltar a atenção para a morena que os observava.

– Está bem — acenou, sorrindo. Virou-se e seguiu para o próprio quarto, admitindo estar um tanto cansada, ao mesmo tempo que ouvia as risadas de Sandy ao fato da possibilidade de ela mesma estar viciada no trabalho.

– Isto realmente chega a ser entediante, ao mesmo tempo que é divertido. — sentou na cama, apoiando o cotovelo na própria coxa e encaixando a cabeça na mão aberta. Segurou com a mão esquerda outro livro de cada dura e com a imagem de um fantasma na capa, desenhado muito bem e começou a ler.

– Talvez eu deveria fazer uma pegadinha com algum deles. Seria divertido, mas a Stephanie brigaria comigo, mas ao mesmo tempo ela também não é das pessoas mais maturas, então ela também poderia rir. Ou não.

– Eu também consigo ler seus pensamentos! — Stephanie gritou.

– Shit! Vai se ferrar! — falou.

– Não estou afim. — Stephanie gritou.

A morena largou o livro, encostando a mão na própria testa e suspirando. Por um momento, implorou para algo mais importante acontecer naquele exato momento.

Notas finais
Ficou bom? Ruim? Precisa ser exorcizado? Comentem! Espero que tenha ficado melhor, tentei focar um pouco numa rotina mais calma e como é o trabalho deles, exatamente. Admito que não esperava deixar um capítulo tão calmo, mas... Nem tudo podemos prever, correto?