Moonlight
3 Sunshine
Notas iniciais
3. Sunshine
Tocou a campainha pela segunda vez, inquieta batia o pé no chão sucessivamente. Por que estavam demorando tanto para atender?
– O que deseja mocinha? – Finalmente. Uma bela jovem de longos cabelos verdes (pouco chamativa em outros aspectos) veio recepcionar a garota com um largo sorriso nos lábios.
– Er... Você poderia, por favor, me arranjar um copinho com água? Não estou me sentindo muito bem...
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Caminhava pela calçada cabisbaixa. Em uma das mãos carregava uma flor que pegara próxima a um jardim de uma casa qualquer. Não queria ter de ir ao colégio naquele dia, mas não tinha escolha, teria uma prova de matemática, e ela, obviamente, não podia faltar.
Cansada de esbarrar em colegas de classe pelo caminho, resolveu mudar o itinerário e ir pelo caminho mais longo. Não se importava em chegar um pouco atrasada.
Girava a pequena flor em sua mão, tentando desviar a atenção para não ficar ansiosa demais com a avaliação de sua mais odiada matéria. No entanto, uma rajada de vento tirou a distração das mãos de Rukia. A flor voou para o outro lado da rua caindo próxima aos pés de alguém.
Sentiu seu mundo parar assim que o viu.
O homem caminhava tranquilamente pela calçada segurando uma pasta preta com o braço direito. Chamando a atenção de todas as garotas que por ali passavam. E Rukia, por uma simples coincidência – ou não – era uma dessas garotas.
Seguiu-o com os olhos até vê-lo entrar num pequeno estabelecimento que podia jurar nunca ter visto antes. Fitou a porta de entrada onde pôde ver uma placa logo acima em que estava escrito nitidamente: “Escola de música Sunshine”.
Tentou mais de um milhão de vezes afastar a imagem daquele homem de seus pensamentos, mas não obteve sucesso algum. Sentiu-se obrigada a ir no dia seguinte até aquela escola para vê-lo, nem que fosse só mais uma vez. E para isso resolveu faltar na aula.
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– Sente-se aqui e descanse, por favor. Vou trazer seu copo com água. Só um minutinho! – A moça indicou um sofá numa salinha onde a morena poderia se sentar e depois se retirou.
Enquanto esperava ouvia sons e melodias abafadas pelas portas das salas de aula próximas donde estava. Identificou serem Violão, Baixo e Violino. Da sala que provinha o som do violão, uma bela música romântica; Da sala do baixo saia um som um tanto quanto animado; Já na sala do violino... O mais irritante ruído depois da famosa arranhada na lousa da escola.
– Ohayou, Neriel-san. – Os passos do dono da voz misteriosa foram ficando cada vez mais altos e inexplicavelmente o coração de Rukia acelerava cada vez mais a medida com que isso ocorria.
Ao passar pelo cômodo em que ela estava, Rukia o encarou boquiaberta. Era ele...
O rapaz olhou com um discreto sorriso para ela, fazendo uma pequena reverência com a cabeça. Mas, infelizmente ela não pôde retribuir, já que seus membros não obedeciam aos comandos que seu cérebro tentava lhes mandar.
– Kawaii-chan? Kawaii-chan? – chamava a mulher de cabelos verdes. Não obtendo resposta, tentou cutucar a garota.
– Ah! O quê?! – Dizia acordando do transe, já que o hipnotizador havia acabado de sair do recinto.
– Bom, como não sei seu nome, eu resolvi te chamar assim já que você é tão fofinha e baixinha desse jeito. – Explicava sem graça enquanto coçava a nuca com uma mão e com a outra representava a baixa estatura de Rukia.
– Kuchiki Rukia. – Expressou com uma veia saltando na testa.
– Desculpe Kuchiki-san, aqui está seu copo com água. – Rukia pegou o objeto de vidro e bebeu todo o líquido de uma só vez ainda irritada com o comentário da moça.
– Obrigada...
– Neriel. – Disse radiante.
– Obrigada Neriel-san. Ahn, posso perguntar uma coisa? – Questionou enquanto admirava o copo com desenhos de variadas espécies de frutas.
– Claro. O que é?
– Como é o nome daquele homem que passou há pouco por aqui? O que entrou naquela sala. – A garota apontava para uma sala próxima a um corredor onde se via o número 5 pintado na porta.
– Ah, é o Kurosaki. O nosso professor de piano nas Segundas, Terças e Quartas. – Explicava detalhadamente para a outra que parecia muito interessada naquelas informações.
– Professor? Piano?
– Sim, sim. – Afirmava juntamente com sua cabeça. – Sente-se melhor Kuchiki-san? – Perguntava pegando o copo da mão da morena que a olhava fixamente.
– Ah... Sim! Sim Neriel-san, obrigada... Eu acho que já vou andando.
– Certeza de que está bem? – Perguntou a moça pousando a mão pelo ombro de Rukia.
– Sim, claro. Muito obrigada mesmo. – Sorriu.
– Okey! Então, vou acompanhá-la até a saída.
– Obrigada. – Disse a garota por fim.
(...)
No dia que se seguiu Rukia não pôde conter a vontade que tinha em vê-lo novamente. Mas, teve que agüentar até o horário de saída do colégio, já que se faltasse duas vezes consecutivas alguém provavelmente ficaria sabendo. E isso definitivamente não seria bom.
Tocou a campainha e esperou impaciente até que Neriel aparecesse.
– Kuchiki-san? Está passando mal de novo? – Perguntou com um semblante preocupado totalmente falso.
– Não, não... É que... Como estou no meio da rua e não posso voltar ao colégio agora, er, será que poderia usar o toalete? – Disse quase sussurrando.
Neriel soltou um risinho e respondeu com seu habitual sorriso.
– Claro que pode. – Deu passagem para que a garota entrasse e mostrou o caminho até o sanitário feminino. Deixando Rukia lá foi diretamente para sua sala.
Neriel Tu Oderschvank (22 anos) secretária da escola de música Sunshine. Bela, e assim como Matsumoto, possui um corpo bastante chamativo. Cabelos verdes longos e levemente ondulados; olhos castanhos; pele clara. Neriel é sempre muito simpática, alegre e escandalosa, nada muito anormal.
A sala de Neriel era uma espécie de recepção próxima ao corredor de entrada da escola, onde fazia todo o trabalho de uma secretária qualquer. Ao lado, separada por um tapume, estava a salinha de espera na qual Rukia estivera no dia anterior.
Rukia ao sair do toalete – sem ter feito coisa alguma lá dentro – passou pelo corredor que levava à salinha de espera e viu cinco outras portas numeradas de um a cinco. Mais a frente virando a esquerda via outro corredor que acreditava levar a outros possíveis cômodos.
A morena parou em frente a sala número cinco olhando para a porta branca como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Neriel, notando tal atitude foi até ela.
– Aliviou?
– Ah! – Um susto. – Quase me matou, Neriel-san!!
– Tem algo errado nessa sala, Kuchiki-san? – Indagou com semblante interrogativo também olhando para a porta.
– O quê?! Não, não, claro que não! É que, é uma música tão linda...
– Ah sim... Kurosaki Sensei toca muito bem.
– Sim... – Suspirou a morena. – Er... Eu queria conversar com o professor... – Mentira. Só queria vê-lo, porque se fosse falar com ele sua voz não sairia. Certamente que não.
– Desculpe, mas ele está em meio a uma aula. Se quiser falar com ele terá que esperar um pouco...
– Não, não poderei. – Lembrava-se de que a única razão de estar naquele lugar fora para vê-lo, e isso não aconteceria; e se demorasse demais Miiharu contaria a Byakuya que certamente lhe passaria um belo sermão depois que voltasse da casa de seu amigo engenheiro. Lembrando: Rukia tem dezesseis anos.
– Gostaria de ter aulas de piano? – A pergunta teria feito aparecer uma lâmpada na cabeça de Rukia se estivesse em um desenho animado. Quantas vezes ela havia se metido em diferentes cursos por culpa dos professores? Quatro. Quatro vezes nos últimos dois anos. Pintura, Informática, Natação, Hipismo e agora... Piano. Pobre Byakuya...
O engraçado era que Rukia nunca havia se interessado por música clássica, e foi exatamente por este motivo que o Kuchiki hesitou ao extremo pagar mais este curso para sua irmã.
Mas no fim, ela sempre vence...
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– Certo. Tudo bem. Amanhã conversamos. Até. – Colocou o celular sobre a mesa. Alongou-se preguiçosamente em sua confortável cadeira, – que já não parecia mais tão confortável. – olhou para o relógio que marcava quinze para as onze. Estava exausto, ficar parado desenhando na mesma posição por muito tempo é bastante cansativo, até mesmo para alguém jovem como Byakuya.
– Olha, eu liguei pro Yamamoto-san e ele disse que vai querer o serviço o mais rápido possível... – Explicava Matsumoto entrando no escritório sem bater. E Byakuya odiava aquele tipo de comportamento.
– Ele que faça então. Estou morto... – Queixava-se enquanto se levantava. – Trouxe os papéis que pedi?
– Claro patrão! – Respondeu prontamente demonstrando um falso entusiasmo erguendo as folhas de sulfite em mãos. Ela estava tão cansada quanto o chefe, mas não por ficar parada na mesma posição por muito tempo e sim por não ficar na mesma posição por muito tempo, se é que me entendem. – Não fique reclamando dos seus clientes, eles sempre têm razão.
– Infelizmente. – Byakuya digitava algo em seu notebook antes de desligá-lo.
Matsumoto soltou um risinho abafado e virou-se para fechar a porta do cômodo que havia deixado aberta, quando inesperadamente sentiu o perfume que emanava dos cabelos lisos do homem que agora estava atrás de si. Byakuya passou as mãos suavemente pela cintura de Matsumoto, fazendo com que ela estremecesse. O rosto do moreno repousava no ombro da loira, enquanto ele lentamente retirava os papéis das mãos de sua secretária que permanecia sem reação.
– Obrigado Matsumoto.
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Notas finais
É que assim, muitos queriam saber como a Rukia conheceu o Ichigo, e eu me senti na obrigação de colocar isso agora, entendem? ‘-‘ E acho que essa foi a melhor hora para isso. Deixei vocês ainda mais curiosos com esse capítulo, Bwahahahaha, como eu sou má! 8D *Apanha*
Ei, ei, alguém aí notou algum trocadilho bobo nesse capítulo?! :B
Eu pelo menos acho que é um trocadilho... o.o’
Quem adivinhar ganha um doce! 8D
É isso queridinhos, espero que vocês tenham gostado, de verdade. Assim que der eu voltarei com mais um capítulo. Mandem Etanol, ok? :D
Até mais! ^3^
Bjos. =o.~
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