Moon Society: The lighthouse.

13 Capítulo onze: Tempestade fria.


Notas iniciais
A história trata de transtornos mentais, exposição a grandes traumas, situações de crise, abuso de substâncias e álcool, não recomendado para o público mais sensível ou para pessoas com histórico de transtornos PODE APRESENTAR GATILHOS.

Demétrio se sentou olhando-me pacientemente, esperando que eu começasse a falar.

― Eu posso só ficar em silêncio um pouco?

― É sempre sua escolha, falar ou não ― Demétrio falou ― Mas saiba que só posso ajudar se você me disser o está acontecendo.

Eu suspirei escondendo meu rosto.

― Vamos começar pelas coisas mais fáceis ― Sugeriu pegando uma caderneta e uma caneta tinteiro em seu bolso ― Quando nos vimos na última vez, você ainda estava em casa, se recuperando, como está se sentindo? Tem se alimentado? Dormido?

― Não quero falar disso.

― Nós precisamos.

― Mas não quero.

― Então posso presumir que a resposta é não, certo?

― Eu não consigo ― Falei exausta me deitando no divã ― Apenas…

― O que está em sua cabeça?

― Esse é o problema, coisas de mais, não consigo decidir o que colocar para fora primero.

― Vamos devagar, temos três horas, como foi sua semana? O feriado?

― Foi bom e ruim, bom porque minha tia Em veio, nós passamos algum tempo juntas, saímos para comprar o presente do meu pai, minha irmã foi legal durante esse tempo, nós três tivemos uma conversa sobre meus… Os pais biológicos do meu pai, ele nunca fala disso, minha irmã me disse que eu me pareço com minha… Com Jaqueline Rutherford…

― Você tem vontade de conhecê-los?

― Isso não é uma opção.

― Se fosse, você gostaria que isso acontecesse?

― Eu tenho curiosidade, Emily e meu pai são as únicas pessoas da minha família que me entendem, minha mãe, minha irmã, vó Wendy… Elas são daquele jeito.

― Que jeito? ― Mason perguntou confuso.

― Chique e espalhafatoso… Centro das atenções, seria bom conhecer alguém além de Emily que não seja… Assim.

― É assim que você os imagina?

― Bom, meu pai é uma pessoa muito legal, eu imagino que Jackeline e Richard devem ser, é a essência deles que fizeram meu pai.. Ser assim, não é?

― É, pode ser ― Mason disse ― Mas e se eles não forem?

― Então eu provavelmente ficaria decepcionada, mas já passei a vida toda sem eles, eu gostaria de arriscar.

― Já conversou com seu pai sobre isso?

― Eu perguntei a ele se poderíamos conversar sobre isso, mas ele cortou o assunto rapidamente, eu preferi não insistir, eu sei que isso o magoa ― Falei dando de ombros me sentando de novo.

― Você acha que é importante?

― Eu não me sinto… Totalmente parte dessa família, se eles forem iguais a mim talvez… Eu me sinta parte de algo, mas não quero isso se isso magoar meu pai.

Mason anotou algumas coisas antes de me olhar.

― Me diga, quando você pensa na sua família.. Qual é a primeira coisa que vem em sua mente?

― Meu pai e Emily ― Falei .

― E por que?

― Porque família deve apoiar e cuidar e entender você e fazer você se sentir como se pertencesse à algum lugar, é o que eles fazem por mim.

― E os outros membros da sua família não?

― Eles tentam… Mas meus avós tem muito mais em comum com minha irmã do que comigo, eu vejo isso, mesmo que eles disfarçam… Minha mãe nos dá atenção igual… Mas é sempre Malloney quem ela leva para todo lado e de quem ela fala para todo mundo.

― Quanto a sua irmã?

― É complicado ― Falei .

― Descomplique

― Ela tem vergonha de mim.

― Eu não acho que está correta nisso ― Falou confuso.

― Tia Emily também acha que ela não tem, mas … Eu sei que ela tem.

― Sua irmã passou por muitas coisas, junto com você, quando você…

― Eu sei, mas ela sempre… Nós sempre brigamos.

― Fisicamente?

― Não, nunca chegou a tal ponto, ela só quer que… Ela quer que eu seja normal, eu queria ser, então ela não teria que mudar de escola, não teria vergonha de dizer às pessoas que ela é minha irmã e me trataria do mesmo jeito todo o tempo ― Falei chorando.

― Nós já conversamos sobre isso, você não é normal, nunca vai ser como todo mundo e isso é esplêndido, Brieanna… Normal é chato.

― Normal é ótimo, é tudo o que eu queria, não ter todos esses pensamentos e sentimentos que eu não consigo entender… Isso é o inferno.

Eu senti minhas lágrimas escorrerem.

― Você sabe que pode lidar, você está usando apenas 20% da sua capacidade e eu sei que você pode muito mais do que isso, nós vamos fazer isso juntos, era o trato lembra?

Eu assenti secando as lágrimas.

― Você ainda está tendo pesadelos?

Assenti.

― Frequentemente?

― Tipo isso.

― Você sente falta da medicação?

― São drogas.

― Costumavam ajudar não é?

― Sim, mas eu não quero… Os efeitos colaterais.

― De quais você sente falta?

― Do Prozac porque… As vezes eu simplesmente… Sabe?

― Eu sei, querida, eu sei ― Falou segurando minha mão.

― Sinto falta do Lexotan, me ajudava a dormir, mas eu acordava tremendo, passava o dia enjoada, tonta, isso não era bom ― Falei fazendo careta.

― Vou fazer pesquisas e descobrir algumas medicações novas, que não apresentem tantos efeitos, mas apenas para você testar, tudo bem?

― Eu não sei…

― Eu apenas vou pesquisar, apenas pense sobre a possibilidade, sim? ― Pediu esperançoso.

Eu concordei.

― Pense que agora você é uma jovem totalmente diferente daquela garotinha assustada, tudo vai ser diferente, basta acreditar, sabe como chamam isso?

Neguei confusa.

― Chamam de ter fé, você costumava.

― Melinda costumava estar viva quando eu costumava ter fé ― Falei .

― Ela sempre estará, dentro de todas as pessoas que conviveram e a amaram.

― Como ela pode estar se eles nem mesmo falam sobre ela? ― Perguntei me levantando para ir embora.

― Me diga você, você quem a conhecia melhor.

Eu apenas ignorei seguindo Demétrio Mason para fora ao encontro do meu pai.

― Brown ― Mason cumprimentou.

― Mason, está ficando careca ― Papai brincou.

― E você engordou, meu velho ― Mason devolveu.

― Como estamos? ― Papa perguntou.

― Papa!

― Não posso perguntar?

― Ela está se saindo bem, é uma lutadora ― Mason disse bagunçando meus fios de cabelo.

― Sim, ela é ― Papa falou orgulhoso.

Nós saímos novamente para o frio que fazia naquela parte da cidade, especialmente graças à brisa marítima, meu pai pegou um caminho diferente e cortou um caminho até N25, paramos em frente à um imenso terreno, plano que acabava no mar.

Ele desligou o carro e saiu abrindo a porta para mim, caminhamos por alguns metros até a parte mais alta da colina.

― Então… O que fazemos aqui? Me trouxe só para passar frio, tomar chuva e apreciar a vista? Ou tem alguma motivação especial?

Ele deu uma risada me puxando para um abraço, me aquecendo enquanto passava os dedos pelos meus fios de cabelo e beijava minha testa.

― O que acha da vista? Você se hospedaria num lugar com essa vista?

Eu me afastei o olhando incrédula.

― Não!

― Sim!

― Não, digo… Sim... Eu estou meio chocada, isso é… Pai fico muito feliz é maravilhoso, eu com certeza me hospedaria para ter essa vista todos os dias, eu até moraria aqui ― Brinquei ― Quando a gente começa? Digo… Quando começam?

― Esse vai ser um dos maiores, quero que seja sustentável, o terreno em sua maioria é plano, quero um campo de golfe, piscinas, foi meu dinheiro mais bem gasto.

― Para quando é isso? ― Perguntei animada.

― Para quando você voltar da faculdade, é seu.

Eu parei de respirar, fiquei olhando o terreno plano colina abaixo, o mar, o céu escuro…

― E se eu não… E se eu quiser algo diferente de administrar os negócios da família?

― É sempre sua escolha, mas por que ter um chefe quando pode ser sua própria chefe?

Eu sorri, fazia sentido.

― Eu preciso pensar nisso… Eu não sei o que eu vou fazer…

― É seu tempo, não apresse nada.

Retornamos para casa no Whiterock Hill e os carros de minha mãe e irmã estavam em frente à casa, na porta de entrada havia quatro malas roxas que eu conhecia muito bem, ela ia a clínica me ver, foi viajar antes de eu voltar e agora estava aqui.

― Lucy ― Gritei correndo pela casa até encontrar ela com minha mãe tomando chá na cozinha.

― Oi minha borboletinha, você está tão linda, engordou, isso é bom ― Ela disse beijando minhas bochechas, minha testa e os meus pulsos, apenas Lucy tinha esse gesto e é como se ela estivesse atenuando o que aconteceu, dando graças por eu estar viva.

― Todo mundo é muito chato sem você aqui, tudo igual e cinza e Malloney implica comigo ― Choraminguei.

― Conheço ela e tenho certeza que sim, eu estou aqui agora.

― É você está ― Falei sorrindo.

Eu fiquei um tempo contando a Lucy todas as novidades, sobre meus amigos, sobre minha terapia, Malloney, Joseph, meus novos amigos,

Minha irmã também parecia feliz por ter Lucy de volta, especialmente porque ela não precisaria mais cuidar de durante o dia, Lucy cuidava de nós duas desde que nós nascemos… Ela é parte dessa família, é ótimo ter ela de volta.

Depois de me deitar, fiquei pensando sobre o meu dia, mesmo rodeada de gente sinto como se estivesse faltando um pedaço de… Algo que não consigo identificar mesmo aparentemente estando tudo bem… Existe uma linha tênue entre o caos e a paz e eu estou presa no meio,cada passo em que a paz parece mais próxima, eu pereço na escuridão e no caos,como um ciclo que nunca tem fim.

Eu estava muito fria, andando em frente à minha casa, estava com minha camisola favorita, quando eu tinha seis anos, estava nevando… Mas não está nevando… Estava muito frio, tão frio que meu corpo estava tendo espasmos… Eu só queria ir para dentro, mas cada passo me colocava mais distante.

Então eu estava de frente para a porta, mas ela não abria, quanto mais eu tentava menos forças eu tinha, então tudo ficou escuro e eu sentia gelo sob meus pés, eu estava com tanto medo…, quando ele se partiu a água congelante envolveu meu corpo, tornando-o mais pesado do que realmente era, senti que eu ficaria inconsciente, estar na água congelante é pior do que ter mil facas perfurando seu corpo, minha audição e minha respiração estava falhando, tudo o que eu conseguia pensar era… Como se houvesse uma voz em minha cabeça, a noite de luar não dura para sempre, uma lua morrerá…

Acordei tremendo de frio, meu queixo tremia incontrolável, parecia que meu quarto era a Antártida, Lucyla sempre me acorda às 06h00am porque diz que quem acorda cedo aproveita melhor o dia, quando ela pontualmente entrou pela porta, começou imediatamente a gritar por minha mãe, eu deveria estar roxa porque minha mãe e Lucyla me olhavam desesperadas.

― Lucy por favor, me alcance o kit de primeiros-socorros no banheiro social ― Minha mãe pediu ― Lá deve ter um termômetro, analgésicos… Eu não sei o que fazer ― Falou me olhando desesperada.

― Ela precisa de cobertores ― Lucy falou ― Vai ficar tudo bem ― Disse saindo para buscar o kit de primeiros socorros.

Mamá colocou três cobertores sobre meu corpo, meus olhos estavam ardendo e eu não conseguia sentir meus dedos, minha consciência ficou oscilando, eu acordava de tempos em tempos, confusa com quanto tempo havia passado, nada do que elas fizeram parecia ter efeito, então decidiram ligar para o meu pai, que havia ido para o hotel.

― Elea, eu sei, ela só acordou desse jeito, eu sei, quero você aqui, ela vai ter que ir para um hospital ― Falou temerosa ― Eu tenho medo de perder ela, é tão… Eu amo você querido, venha logo.

Eu estava sentindo minha boca seca, parecia que minha língua tinha gosto de metal…

― Ei bebê, seu pai está vindo, vou checar sua temperatura novamente, se ela não melhorar você vai precisar ir para o

― Nada de hospital ― Gemi dolorida.

― Se você não melhorar precisaremos ir amor.

Meu pai chegou cerca de uma hora depois, colocou bolsas de água quente em meu colchão, prometeu que ficaria tudo bem.

― Não entre em pânico, vai ficar tudo bem ― Meu pai disse.

Eu estava sentada em um tronco de árvore, a luz do sol estava coberta pela copa das árvores, eu era eu mesma, me sentia eu mesma, mas era eu com 11 anos… A água no lago estava vermelha, girando como um redemoinho, eu conseguia ver algo se movendo na água, lutando contra ela.

Eu comecei a sentir calor, como se as árvores estivessem queimando, como se o lago estivesse fervendo, como se eu estivesse queimando de dentro para fora, sentia a fumaça em minha garganta me fazendo sufocar.

O teto do meu quarto estava escuro, parecia maior, meus pais conversavam com Lucy aos sussurros e Mall chegou batendo os pés.

― Recebi sua mensagem, o que ela tem?

― Ainda não sabemos.

― Por que essas coisas acontecem com ela? Vocês acham que tem haver com…

― Nós não podemos falar disso ― Meus pais falaram juntos.

Minha garganta ardia como se tivesse gritado por horas, as paredes e o teto ficavam aumentando e diminuindo, girando e girando.

― Ela precisa ir para o hospital ― Meu pai falou.

Minha mãe e Lucy me vestiram, me levaram para baixo, eu ainda estava absorta e vento o lago fervente, um bosque em chamas.

― Mãe por que ela parece estar aqui, mas não estar? ― Minha irmã perguntou confusa.

― Ela só está cansada querida ― Minha mãe falou.

― Ela vai ficar boa não vai?

― Ela vai ficar boa ― Meu pai prometeu.

― Aqui, essa é nossa senhora de Guadalupe, ela atende todas as causas ― Lucy falou.

― Não consigo respirar ― Falei .

Antes que eu pudesse piscar eu estava dentro do carro, percorremos apenas alguns metros, eu respirava fundo tentando me livrar do gosto azedo em minha boca, até que suportar não estava sendo tão fácil assim.

― Parem o carro, vou vomitar ― Falei .

O Mercury parou e eu saí com a ajuda da minha mãe, me apoiei na lateral e vomitei por longos minutos, minha garganta ficou ainda mais seca e eu passei a tremer com mais intensidade.

No hospital quando fui colocada sobre uma mata na entrada de emergência, parecia que meus ossos tinham virado poeira e estavam serrando o que tinha sobrado.

Eu acordei algum tempo depois, com uma agulha intravenosa presa à mim.

― Não se esforce ― Um ruivo disse.

― Quem é você?

― Dr. Parker, estou no seu caso.

― No meu caso? Você é médico ou advogado? Onde estão meus pais?

― Vão voltar a qualquer momento, pensamos que você dormiria um pouco mais, ele foram ter alguma refeição.

― Oh… Onde está Tucker?

― Ele teve folga.

― Engraçado, ele sempre está aqui quando acabo.

― Então você vem muito aqui?

― Eu tenho má sorte.

Meus pais entraram pela porta parecendo exaustos, minha mãe estava com as mesmas roupas de quando chegamos e nenhuma maquiagem, agora eu não tinha certeza quantos dias se passaram.

― Está se sentindo melhor? ― Minha mãe perguntou.

― Eu não sei ― Falei dando de ombros ― Estou um pouco pesada, minha cabeça e… Aqui é triste e tem um cheiro esquisito eu já posso ir para casa?

― Calminha ― Parker falou ― Nós temos algumas… Coisas para conversar, seu psiquiatra estava esperando você acordar ― Parker disse.

― O que Mason faz aqui?

― Tem algo que gostaria de dizer?

― Algo que tenha feito?

Eu franzi o cenho e os olhei, eles estavam tensos, sentados na beirada da minha cama.

― Não, não sei do que estão falando…

― Os cortes, Brieanna, os médicos viram seus cortes.

― Oh.. Minhas cicatrizes? Isso é notícia velha, por que Mason está aqui?

― Não suas cicatrizes, os cortes, os novos estes cortes ― Minha mãe falou pegando meu braço.

Realmente haviam cortes, circulares, como pequenas luas, alguns eram meio círculo, pareciam bem recentes, estavam meio abertos, como feridas.

Mas eu não me lembrava de tê-los feito, tentei me concentrar e nada, era como se eu estivesse sofrendo perda de memória recente.

― Eu não consigo entender ― Minha mãe disse chorando ― Você me prometeu que não faria isso de novo e aqui estamos nós.

― Você disse que a terapia estava ajudando e que você estava se sentindo melhor, por que não me procurou? ― Meu pai perguntou decepcionado.

― Eu não… EuEu não me lembro de… Me desculpa…

― Brieanna Evelin Brown, você é uma mentirosa terrível

― Não precisa gritar com ela Olívia.

― Não me importo, você querendo ou não, vai tomar aquela medicação, estou cansada de ver você se machucando dessa forma as coisas vão mudar por aqui ― Falou passando as mãos pelos cabelos.

― Por que fez isso de novo? ― Meu pai perguntou.

― Eu ainda penso nela, eu sei que todo mundo evita falar dela, falar o nome dela... Mas se eu tivesse cuidado dela, ela estaria aqui.

― Quantas vezes já tivemos essa conversa? ― Meu pai perguntou.

― Eu já disse que nada do que aconteceu é sua culpa ou de um dos garotos, se alguém é culpado, somos nós, você precisa parar de pensar nisso ― Minha mãe disse andando pelo quarto.

― Vocês não estavam lá, não sabem o que…

― Eu sei que vocês eram cinco crianças ― Meu pai disse.

― Eu estou cansada, pode me dar algo para apagar? Não quero ver Mason hoje ― Falei ao médico.

Meu pai se despediu de mim antes de eu apagar, me deixando com minha mãe e uma enfermeira com perfume floral nojento, depois de dois dias recebi alta e recomendações iguais as que eu tive aos 11 anos, não posso de maneira alguma ficar sozinha, o que resultou em minha Lucy e a minha irmã tendo que ficar de babá quando meus pais precisavam trabalhar, Malloney não estava feliz com a atual situação, obviamente, eu a entendia, não era minha culpa, mas para ela pouco importava, se eu dificultava a vida dela, ela me tratava como lixo.

A minha mãe estava me fazendo dormir no primeiro andar, com a porta aberta, ela ficava comigo até eu dormir como quando eu tinha 4 anos, quando ela precisava trabalhar me arrastava para todos os lugares chatos que ela precisava ir, uma vez que seu trabalho era totalmente administrativo e meu pai é quem lida com os funcionários, fornecedores e clientes, que é a parte mais legal do hotel.

Na terça-feira eu teria uma consulta com Mason para retomar a medicação, ele me prometeu que buscaremos medicações com menos efeitos colaterais.