Moon Society: The lighthouse.
20 Capítulo dezoito: A salvo com o MI6.
Notas iniciais
Na noite seguinte minha mãe me ajudou a tomar banho e meu pai me levou para baixo para a sala de jantar, meu pai havia tido uma reunião com os meus novos seguranças, ele realmente estava levando a sério a coisa de me proteger seja lá o que aquele maluco queira.
Eu os conheci hoje de manhã, são todos enormes, sérios demais e tem nomes engraçados, Jonah, Ian, Alfred, James, Jeffrey e o motorista que era maior e mais sério do que todos os outros, Wilhelm, um alemão casca grossa.
Eu queria muito ser capaz de me locomover sem aqueles caras enormes me seguindo onde quer que eu vá
― Mãe, a senhora acha que eu vou ter que levar os seguranças para a escola comigo? Meu Deus todo mundo vai caçoar de mim ― Falei baixo.
― Ninguém vai caçoar de você, você está sendo muito bem cuidada por seus pais que te amam muito, porque um maluco tentou te atropelar e não vamos relaxar sua segurança.
Eu suspirei fechando os olhos com força.
― Tudo bem... Eu só...
― Não vamos negociar ― Falou.
Eu havia ligado para meus amigos para saber se todos estavam prontos e tinham tudo o que precisavam para a escola.
Minha mãe me ajudou a me acomodar em meu lugar na mesa.
― Obrigada ― Sorri para ela.
Ela apenas beijou meu cabelo antes de se sentar.
― Eros vai para a Lun? ― Minha irmã perguntou ― Ou a Saint Patrick?
Eu dei de ombros.
― Eu não sei bem, não nos falamos há semanas... Eles sempre estudaram em casa e... Eu acho que se eles forem a escola... Não vai ser uma... Uma escola católica... Sei lá... Eles não parecem católicos.
― Quando você vai crescer? ― Minha irmã falou se levantando.
― Malloney chega ― Meu pai falou soltando os talheres.
― Já falamos sobre isso ― Minha mãe repreendeu.
― Já estou cheia disso, ela teve alguns problemas, okay, todo mundo tem, nós tivemos, temos que adaptar a vida toda entorno dela, estou cansada de seja legal com a Brieanna, cuide da Brieanna, mostre a Brieanna o que é certo e errado, todo mundo faz questão de me lembrar que minha irmã é completamente fodida da cabeça, ela está na porra dos jornais agora
― Já chega Malloney ― Meu pai falou batendo os punhos na mesa de madeira me fazendo saltar.
Minha irmã saiu da mesa ignorando o que meus pais diziam.
Eu suspirei secando uma lagrima.
― Pode me dar meu remédio?
― Você nem comeu ― Meu pai ponderou.
― Eu só... Perdi a fome, por favor ― Pedi tentando não desabar antes de chegar em meu quarto.
― Você precisa se manter saudável, babe, coma só um pouco ― Minha mãe insistiu.
― Mãe pelo amor de Deus, pode por favor me dar meus remédios e me deixar dormir?
Meus pais me olharam preocupados.
― Vem, deixe-me te levar para cima ― Meu pai falou passando o braço direito por meu quadril.
Depois que meu pai me colocou na cama ele ficou sentado por um tempo, em silêncio enquanto eu chorava, até minha garganta secar e a minha cabeça doer.
― O que foi? ― Perguntei quando ele se sentou ao meu lado.
― Por que eu ainda tenho essa sensação?
― Que sensação?
― De que você está se desligando... Se despedindo?
Eu tentei negar... Mas a verdade é que eu ainda me sinto como se não coubesse em lugar algum, como se fosse desaparecer.
― Coisa da sua cabeça, senhor Brown, eu vou ficar aqui por algum tempo.
― Eu amo você boo ― Ele disse beijando minha testa e fechando a porta depois de sair.
Eu tentei dormir, mas as palavras da minha irmã ecoavam torturantemente em minha mente, então levantei e fui até o quarto dela.
Bati algumas vezes e a ouvi xingar alto e atirar algo na parede.
― Cai fora Brieanna ― Ela berrou.
― Eu tenho que
― Eu não dou a mínima ― Berrou.
― Bom eu vou fixar aqui até você abrir, espero que não demore... Porque como. Sabe tenho uma perna quebrada e
― Não pode forçar a sua perna quebrada sua estúpida fodida ― Ela disse abrindo a porta e me arrastando até a cama dela, tomando cuidado com a minha perna e braço ― Por que veio aqui dar uma de retardada?
― Queria pedir desculpas
Ela riu incrédula e passou a mão pelo cabelo.
― Que porra... Desculpas por que?
― Porque você tem que cuidar de mim...
― É o que mais?
― Todo o resto
― Não muda porra nenhuma Brieanna
― Eu não queria nada disso... Nem que você me odeie...
― Eu não te odeio sua imbecil
― Mas você disse
― Eu odeio essa droga de situação, isso tudo... Essas coisas que acontecem com você... Isso me fode... O fato de que posso confrontar as pessoas que falam merda sobre minha família, mas não posso lutar contra as vozes fodida dentro da sua cabeça... Você tem que tentar ser forte
― Eu tento
― Tem que conseguir, mesmo que não seja... Você sabe... Uma mentira contada cem vezes se torna uma verdade e também... Eu fiquei morrendo de medo de você se machucar de verdade.
Eu a olhei um pouco surpresa.
― Vem cá ― Falou me abraçando e me ajeitando nos travesseiros dela ― Eu sempre soube ― Falou ― Eu me lembro quando você caiu do e quebrou o píer e eu te tirei da água, você tinha ralado os joelhos e os braços, não parava de chorar.
― Foi em Kilkenny?
― Em Okrney
― Eu tinha 3 anos?
― Você tinha 4 anos e seis meses
― Você me carregou pra dentro?
― Sim, papai se ajoelhou na minha frente e me agradeceu, me falou que eu deveria cuidar de você, acho que eu não sabia o tamanho do desafio quando aceitei ― Alfinetou.
― Ouch ― Reclamei.
― Hora de dormir pirralha.
Eu estava exausta e não demorei para dormir, na manhã seguinte quando a luz me acordou, minha irmã estava me sacodindo devagar.
― Vamos, você vai se atrasar e me atrasar ― Falou entediada.
Me sentei coçando os olhos.
― Você acha que... Todo mundo me viu nos jornais?
― Eles não devem ter publicado muita coisa nos jornais, papai os processaria em... Muito dinheiro, mas pode ser que tenham visto algo na Internet...
Eu suspirei.
― Não fique pensando no que os outros pensam sobre você, fodam-se eles, você tem seguranças e Lucas, Joe e Kyi... Eles podem te proteger estão tão...
― NOJO, para
Ela riu.
― Você deve ficar bem, agora se levante, tome banho, se vista e volte aqui, vou maquiar você, assim não vai ser tão zoada no primeiro dia ― Brincou.
Eu gemi de frustração.
― Eu realmente tenho
― Tem
― Ei está aqui afinal ― Minha mãe disse parada no arco da porta ― Fizeram as pazes?
― Como ficar brava com Evelin? O boo babe do papai, especialmente quando ela ficou de pé na frente da minha porta por quase meia hora ― Mentiu descaradamente.
― BRIEANNA ― Minha mãe repreendeu-me.
Eu dei de ombros.
― Se você não voltar vou atrás de você ― Minha irmã esclareceu quando eu sai do quarto acompanhada de minha mãe.
Ela me ajudou no banho e a vestir meu uniforme da Lun Evanic, blazer preto, camisa branca, gravata vermelha, saia preta até a altura dos meus joelhos e uma meia até o joelho na perna em que eu podia usar um sapato social.
Minha irmã usou um monte de coisas que eu não sabia o nome, me pediu para deixar tirar minhas sobrancelhas, mas eu fiquei muito assustada com aquilo o que quer que seja, depois de quase 10 minutos eu tinha uma maquiagem bem feita, com um batom vermelho e meus olhos muito destacados, como os da
― Eu pareço pra caralho com a tia Em não é?
― Olhe essa sua boca Brieanna ― Minha mãe repreendeu.
― Vai ter que retocar de vez enquanto ― Minha irmã instruiu colocando o batom vermelho à minha frente.
― Okay.
― Quase ninguém vai caçoar de você agora.
Minha mãe e minha irmã me seguiram até o banheiro, eu tentava não me apoiar na perna quebrada.
Eu achava uma coisa muito legal me parecer tanto com a minha tia Emily, porque ela é minha pessoa favorita no mundo.
― Você parece com a avó Jackeline ― Minha irmã falou baixo ― Papai não gosta quando te falamos isso ― Ela prosseguiu.
― Aquela mulher não é avó de vocês ― Minha mãe falou franzindo as sobrancelhas ― Ela abandonou o seu pai em um orfanato como quem abandona um pertence, mesmo tendo um nome e tendo plenas condições de ficar com ele... Ela não é nada de vocês.
Minha irmã e eu morremos de curiosidade de conhecer os nossos avós paternos, mas meu pai não gosta nem de ouvir falar deles, tão pouco deixar com que cheguem perto de nós duas.
Eu sempre tive curiosidade de saber o quanto puxei deles, Jackeline e Eleazar Brown II, minha irmã havia pesquisado por algumas vezes, menos da metade delas ela divide comigo.
Eu sei que eles moram em Londres, sei que não tiveram outros filhos, que Jackeline tem uma revista além de ter sido uma modelo e estilista, que Eleazar II é dono de alguns grupos empresariais e sócio de empresas petrolíferas, que juntos são 70x7ײ mais ricos do que... Todo mundo.
Essa informação me fez chorar por quatro horas e meia e vomitar por uma hora e meia, os números na conta bancária da minha família só fazem eu me sentir um lixo e aumentam o abismo entre mim e o resto das pessoas normais e todos esses números não podem me comprar saúde mental e paz de espírito, não podem trazer Melinda de volta e não podem recuperar o tempo e as memórias que meu pai poderia ter tido com os pais dele.
Minha mãe e irmã me ajudaram a descer as escadas, lá no Hall estavam parados os brutamontes que seriam os meus cães de guarda, seis caras enormes vestidos com ternos pretos.
― Você já os conhece, mas para refrescar a memória, esses são Ian, James, Alfred, Jeffrey, Wilhelm e o Jonah ― Meu pai falou.
Eles pareciam como sempre, sérios demais, friamente profissionais.
Eu me perguntava o que deveria passar pela cabeça deles, deveriam achar que eu era uma herdeira riquinha mimada, que me meti em alguma encrenca das grandes para precisar de seis seguranças armados e três carros blindados.
― Bom dia ― Falei sem graça.
― Bom dia senhorita Brown ― Disseram em uníssono.
― Aposto que ensaiaram isso ― Falei divertida.
Minha irmã riu e meu pai cruzou os braços me olhando repreensivo.
― Vocês tem armas? Licença para matar? Aquele cara é doido ― Falei .
― Eles são adequados para o trabalho ― Meu pai deixou claro ― Eu não contrataria incompetentes para proteger a minha maior benção ― Papá sussurrou beijando meu cabelo ― Eles eram da Scotland Yard ― Meu pai falou.
Eu arfei... Só melhorava.
― Por qué vocês saíram? ― Perguntei sem conseguir me controlar.
O mais velho, Wilhelm engasgou com o ar e fez aquele gesto nervoso de ajeitar a gravata preta, que já estava perfeitamente alinhada.
― Divergências profissionais ― O jovem Jonah explicou.
― Ookay... Eu vou... Bom... Pegar as minhas coisas ― Falei .
― Todas as suas coisas se encontram no carro número 2 à sua espera, quando estiver pronta... Senhorita Brown ― Jonah disse.
Eu suspirei.
― Você tem que comer alguma coisa ― Minha mãe falou.
― Vou pegar uma fruta, eu não estou com tanta fome ― Dei de ombros.
― Eu quero vigilância constante, vocês vão permanecer do lado de fora de cada uma das aulas dela e ir com ela em qualquer classe que ela tiver que ir, no fim do dia ela volta direto para casa, vocês tem uma foto de todas as pessoas com quem ela convive e ninguém desconhecido deve chegar a um metro dela.
― Certamente, Senhor Brown ― Falaram juntos.
― Espera... Isso não é justo, eu achei que... Eu só... Com a segurança eu poderia sei lá... Ter uma vida, pai... Ficar do lado de fora da sala de aula é insano, a Lun tem segurança e câmeras de segurança e...
― Eu pareço aberto a negociações Brieanna Evelin O’Brien Brown? Você tem uma perna e um braço quebrados, até que esse canalha doente seja preso, você segue exatamente como eu disser, escola, para casa e ponto final.
― Nós podemos ir? ― Perguntei.
Jonah se aproximou, então estalou dois dedos ao outro MIB e que me deu uma muleta preta, então Jonah pegou uma caixa no bolso do paletó e de dentro dela tirou um G-Shock preto, ele marcava horas, não parecia nada diferente, mas tinha entradas, como USB na lateral.
― Com sua licença, senhorita Brown ― Jonah falou se aproximando.
― Más eu já tenho um relógio ― Falei apontando o Rolex delicado em meu pulso.
Jonah olhou para o meu pai e sorriu desconfortável.
― É um localizador, senhorita Brown, se apertar esse botão lateral... É... Cada membro desta equipe é seus pais receberão sua localização em seus smartphones... Se apertar tem que estar... É para emergências ― Explicou ― Aperte apenas em emergências.
― Isso diz onde estou o tempo inteiro?
Jonah se moveu desconfortável, ajeitando a gravata.
Eu olhei incrédula para o meu pai.
― Não, não, não, isso... Isso é pra lá de esquisito, insano é... Não vou andar com um chip em mim, é mais do que invasão de privacidade, eu estou na condicional por um acaso?
― Não é sobre invadir a privacidade é sobre proteger você farei o que for necessário ― Minha mãe falou.
― Pare de dificultar tudo ― Meu pai disse resignado.
― Você vai se atrasar ― Minha mãe falou olhando seu relógio.
― Por qué Malloney não tem seguranças? Três blindados e um chip localizador?
― Porque ninguém tentou me matar sua idiota ― Minha irmã zombou.
― Pai, pelo amor de Deus, a Lun é segura, tem seguranças, câmeras, eu tenho Lucas e Joseph e eles não vão sair do meu pé, não tem necessidade deles ficarem do lado de fora da sala, as outras crianças já fofocam o suficiente sobre mim, eu acabei de voltar eu PRECISO ser normal na escola, não a herdeira Brown.
Ele suspirou.
― Eles ficam do lado de fora do prédio um centímetro fora da linha e eles vão ficar dentro da sua sala de aula, não me teste Evelin Brown.
Eu suspirei e sai pela porta.
Me sentei no Audi blindado, espumando de ódio ao ver minha irmã, cabelos loiros, perfeitamente alinhados, com o uniforme da escola católica, com toda a liberdade e normalidade retirar o maldito jaguar conversível azul, da garagem e seguir sozinha.
Jeffrey e Alfred foram no carro 1, eu fui com Wilhelm e Jonah no carro 2 e James e Ian foram no carro 3.
― Jonah... Por que precisamos de três blindados? Eu me sinto a herdeira da máfia ou algo assim... Não acha que chama muita atenção?
Ele me olhou pelo retrovisor enquanto Wilhelm se concentrava na estrada.
― Estratégia de locomoção ― Falou simplesmente, não vão saber em que carro você estará, é mais difícil de chegar em você.
Eu suspirei chegando mais para a frente.
― Pode ser, mas...
― Senhorita Brown, com todo respeito, por favor se sente e coloque o cinto de segurança ― Jonah falou.
Eu revirei os olhos.
― Olay, nada de conversa, entendi ― Falei entediada.
Bom, se você não é um aluno da Lun Evanic, a única escola laica do condado de Wexford, deixe-me informá-lo, a Lun da uma última hora para os alunos colocarem o suficiente das novidades em dia, rever os amigos, rir e se divertir durante essa última hora todos os alunos se espalham pelo estacionamento e foi nesse estacionamento apinhado de jovens que eu cheguei.
Os três blindados pretos de vidros escuros roubaram escandalosamente a atenção, eu nunca ouvi um silêncio gritando tão alto.
Wilhelm segurava a porta e a muleta para que eu saísse, com a ajuda de Jonah e Ian carregava as minhas coisas.
Eu suspirei uma última vez antes de acabar com a pergunta que eu podia sentir que pairava sobre quase todos, exceto por meus amigos “Quem é a pessoa tão famosa ou tão encrencada para precisar de três blindados e seis seguranças enormes”.
Eu fiz questão de pegar minha mochila de Ian, já não bastava ser taxada de riquinha mimada com seguranças, eu não precisava de gente achando que eu os obrigava a carregar minhas coisas.
Senti 627 olhos me queimando ardentemente, como o sétimo círculo do inferno de Dante, reservado especialmente para os suicidas como eu.
Caminhei em direção ao carro El camino da Morgana onde ela, Joe, Lucas, Ky, Mitchie, Kale e sua MV Augusta e Jack o primo/irmão do William estavam.
― Acredito que sua primeira aula seja Biologia com o Sr. Epsler no prédio Sudeste senhorita Brown ― Jonah disse me seguindo.
Eu parei de andar.
― Vocês sabem o nome dos professores e dos meus horários? ― Perguntei incrédula.
Meu Deus isso estava me deixando cada vez mais enjoada.
Ele se mexeu desconfortável em seu terno italiano.
― Não seja ranzinza, quero dar oi para os meus amigos.
Morgana pulou da carroceria do el camino onde eles estavam sentados e me abraçou.
Eu suspirei.
― Eu sei, eu sei, não esperava que seu pai estivesse levando isso tão a sério.
Joseph correu tentou me abraçar, mas Ian o afastou.
― Ei! Tira a mão de mim cara ― Joseph falou torcendo o pulso dele, mas Wilhelm o girou de costas.
― Parem os dois agora, Jonah, me da um espaço.
Ele revirou os olhos, com uma expressão assustadora deu quatro passos para trás.
― Qual é a dos homens de preto? ― Joseph perguntou depois de me abraçar.
Joseph estava fora da cidade com a igreja, com aquela garota, pedi a ninguém para contar os detalhes do que havia acontecido, eu não podia mais correr para Joseph por qualquer coisa.
― É uma longa história...
Ele me olhou.
― Eu não acredito que caiu de bicicleta ― Falou preocupado.
― Eu deveria ter ouvido você, fazer trilha distraída é uma droga, poderia ter sido o pescoço ― Brinquei.
Joseph suspirou me abraçando novamente.
― Não me aperte tanto, estou quebrada ― Gemi.
― Desculpa.
― Vão ficar grudados o tempo inteiro? ― Lucas perguntou desconfiado, os cabelos ruivos caindo sobre os olhos.
― Metade do tempo ― Falei ― Eram da Scotland Yard... E os carros? Blindados ― Confidenciei à minha roda de amigos.
― Nossa você está parecendo a herdeira da máfia italiana ― Kyle brincou.
― Foi exatamente o que pensei ― Admiti o abraçando e beijando a bochecha dele ― Tenho até um chip rastreador ― Mostrei o relógio.
Meus amigos arregalaram os olhos.
― Senhorita Brown, já é muito tempo de pé ― Jonah falou.
― Vou entrar em cinco minutos.
― Vamos entrar agora ― Morgh falou ― Você não pode ficar de pé.
― Qual sua primeira aula? ― Mirella perguntou.
― Biologia e a de vocês? ― Perguntei a ela e Kyi.
Eles sorriram.
― Mesma coisa ― Mitchie comemorou.
― Espero que sejamos parceiros novamente ― Kyle admitiu.
Eu sorri assentindo.
― Nos vemos no almoço ― Morgana falou quando ela, Paul, Joe e Kaleb foram para o prédio de Matemática.
― Esqueci meu livro, encontro vocês na sala ― Mirella falou.
― Vamos voltar ― Falei .
― Não pode forçar a perna, volto logo ― Mirella deixou claro.
― Pode sentar comigo até a Mirella chegar? ― Pedi ao Kyle.
― É claro, mas e o Thommas?
― Você vai assim que Mirella chegar ― Falei .
Ele assentiu.
Nós sentamos e comecei a sussurrar para Kyle os detalhes de toda aquela operação MIB que meu pai tinha inventado, até que o senhor Epsler chegou.
― Senhor Marcks pode ir para o seu lugar ― Ele ordenou.
Kyle me olhou se desculpou e seguiu para o terceiro lugar ao lado de Thommas.
Eu coloquei minha mochila onde Mirella deveria se sentar, a sala foi enchendo e os lugares à frente sendo preenchidos exceto pelo lugar de Mirella e uma cadeira na mesa ao nosso lado, apenas no fundo da sala haviam mesas vagas.
Eros entrou com Julianne rindo de algo, eu senti meu estômago revirar, então eles olharam em volta e ela veio até onde eu estava, tirou minha mochila literalmente jogando ela sobre mim e se sentando, Eros tomou a cadeira na outra mesa.
― Esse lugar tem dono ― Falei entre dentes.
Ela riu.
― Não vejo ninguém ― Falou.
― Mirella esqueceu um livro e
― Ela pode encontrar outro lugar ― Eros disse.
― Ela não pode porque essa é a droga do lugar dela ― Falei irritada.
Julianne nem pareceu me ouvir, se ouviu não pareceu se importar.
Eu tentei me acalmar apertando a borda da mesa com tanta força Quanto minha mão boa deixava, respirei fundo tentando me acalmar, mas minha mente era uma névoa escura, escurecendo cada vez mais enquanto as palavras simplesmente
― De. O. Fora. Daqui. Agoraa ― Falei alto pausadamente.
― O que disse? ― Julianne disse me olhando desafiadora.
― Não precisa fazer um escândalo ― Eros rosnou.
― Eu vou conseguir uma detenção se não tirar sua namoradinha daqui agora ― Berrei.
― Ela não é
― Eu não dou a mínima, sai daqui ― Falei a ele.
― Algum problema Senhorita Brown? ― O Senhor Epsler perguntou.
― Não senhor Epsler, Julianne apenas estava procurando um lugar melhor ― Falei .
― Esse é o meu lugar ― Mirella falou segurando o cotovelo dela.
Eros arrastou Julianne pelo braço para o fundo da sala onde eles se sentaram.
― Eu, respire, parece que vai ter um ataque de nervos ― Mitchie falou acariciando meu ombro.
― Tudo bem, vamos iniciar nossa aula... Senhorita Brown está conosco?
― Sim senhor, vou tentar não morrer de tédio ― Falei .
― Sempre engraçadinha ― Falou áspero.
Eu costumava quase dormir na aula dele e minhas notas constantemente eram salvas por Kyle e Mitchie.
A aula se resumiu a Epsler passando um cronograma infernal e falando, falando e falando... Depois daquela aula infernal eu e Mirella seguimos para nossos armários para nós livrar de todo o peso dos livros.
― Eu acho que é uma boa ideia nós irmos nos inscrever para as extracurriculares agora, no horário do almoço todas estarão lotadas ― Eu disse.
― Concordo ― Kyle disse.
Eu ele e Mirella seguimos pelo corredor, atrás de um quadro de avisos onde os formulários geralmente ficavam.
― O quadro de avisos está no segundo piso ― Mirella falou.
― Eu subo, olho as aulas disponíveis e ligo para saber quais vocês querem, então nos inscrevo ― Kyle falou.
― Ah, faria isso?
― Sim ― Ele confirmou.
― É por isso que você é meu favorito ― Mirella disse bagunçado o cabelo dele.
Depois de alguns segundos ele ligou para o meu celular.
― Tudo bem temos literatura avançada.
― Eu quero essa ― Falei.
― Certo, história avançada, história das civilizações antigas, os times de corrida e xadrez, contabilidade, economia doméstica e negócios ― Falou.
Eu e Mirella indicamos quais queríamos e esperamos Kyle descer depois que ele tivesse marcado suas próprias aulas. Eros estava parado nos olhando a alguns minutos enquanto eu e Mirella estávamos distraídas demais planejando a diversão daquelas aulas extracurriculares.
― Como está se sentindo? Está sentindo dor para caminhar?
― Isso não é da sua conta ― Deixei claro.
― Você não tem que agir assim!
― Por que você liga? Está pensando em terminar o serviço?
Ele me olhou incrédulo.
― Você é inacreditável, Brieanna ― Ele falou ― Não tem que ser assim, comigo ou com Julianne.
Eu ri
― FODA-SE JULIANNE E FODA-SE VOCÊ, VOCÊ NÃO ENTENDE NADA NÃO É?
― Deuses, qual é o problema com você? ― Eros disse passando a mão pelo cabelo.
― Qual é o meu problema? Qual é o seu? Por que não me deixa em paz, deveria estar correndo atrás de Julianne, não é?
Ele suspirou.
― Nós não...
― Eu NÃO LIGO!
― Adoro quando você fica nervosinha ― Falou segurando meu braço.
― Não toca em mim ― Falei me afastando, minha cabeça estava novamente envolta por aquela névoa negra, confusa e paralisante.
― Eu não mordo ― Falou cínico ― Só se pedirem e só as garotas super bonitas que me ignoram por dias...
― Aí que nojo ― Falei puxando meu braço.
― Seria bom se você acreditasse em mim ― Falou.
― Seria bom se você sumisse da porra da minha vida ― Falei.
― Olhe nos meus olhos... Isso é realmente, realmente o que você quer?
― Eu realmente estou cansada de você O’Reilly ― Falei puxando a mão da Mirella e andando apenas dois passos antes de ele segurar meu braço.
― Você me deve uma resposta ― Ele falou dando aquele sorriso cínico.
― Eu não te devo porra nenhuma cara, só... Sai do meu pé!
Eros me segurou puxando meu corpo para mais perto, seu rosto estava a cinco centímetros do meu.
Eu tentei memorizar todos os detalhes lindos de morrer do rosto que me atormenta, os olhos azuis, a pele pálida e com aquelas machinhas avermelhadas nas bochechas e os lábios...
― Quando me conhecer melhor vai ver que eu não desisto tão fácil ― Ele disse.
Kyle puxou ele torcendo o braço dele tão rápido que Eros não teve tempo de reagir antes que Kyle o empurrasse de cara na parede.
― Quando nos conhecer melhor vai perceber que se encostar um dedo em Brieanna novamente vamos te dar uma surra e arrancar o seu braço e enfiar ele no seu traseiro ― Ele disse antes de soltar Eros e passar um braço por minha cintura me levando para fora do prédio de ciências naturais.
― Kyi por favor não diga nada a Paul e Joe!
Kyle riu.
― Eu o ameacei, Joseph e Lucas não ameaçam... Eles dariam uma surra nele... Ele não é um cara legal, se ele tocar em você novamente...
― Não vai ― Falei , mesmo que não pudesse prometer nada, era o que ele precisava ouvir naquele momento.
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