Montanha Russa

2 Capítulo 2 - Nicholas


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!! Demorou um pouquinho mais tá ai. Esperamos que gostem!
Boa leitura, e até as notas finais !

Quando a Els me ligou para ir buscá-la, eu tinha acabado de chegar em casa com minha mãe.

Moro com ela e o pirralho do meu irmão, o Nathan de 8 anos. Onde está meu pai? Pode-se dizer que ele nos deixou quando minha mãe estava grávida do Nat e fim.

Vamos aproveitar esse momento para eu me apresentar.

Sou o Nicholas Müller, tenho 17 anos.

Amigo daquela formiga chamada Eleanor desde o jardim, somos praticamente irmãos. Sério, irmãos mesmo. Nunca parei para pensar na Els de outra maneira, pode acreditar.

Há algum tempo perdi minha liderança no time para o Victor Parker, odeio aquele cara. Nem é porque ele me tomou o posto, ou possa ser que seja, um pouquinho. Mas porque ele se acha melhor que todo mundo. É isso.

— Mãe, vou buscar a Els na lanchonete. Ela acabou de me ligar. – falei dando um beijo em seu rosto.

— Tudo bem filho, está tarde mesmo para ela vim sozinha. Vá com cuidado.

— Pode deixar. Vamos Luke.

[...]

De longe vejo a Eleanor na frente da lanchonete. Espera, tem alguém com ela e o que essa pessoa está fazendo não é legal. Acelero o carro e paro em frente à lanchonete.

— Não Victor, para com isso. – a ouço falar.

Sério que é esse idiota?

— Els? – saio do carro batendo a porta.

— Até que fim Nico! – ela veio para meu lado.

— Qual foi cara? – falo com o Victor.

— Nada Nico, depois te explico. – a Els o cortou. – Vamos logo. – Nos viramos para ir ao carro.

— Já vai, bebezinha? – o Victor falou, só pode está bêbado.

— Você não tem medo de perder a vida, Victor? – me virei pra ir para cima dele, sorte que ela me segurou.

— Não Nicholas, calma. – ela disse, tentando me segurar.

— O que você vai fazer mula? Vocês dois nem são namorados pelo que ela me falou... – esse cara tá de brincadeira.

— Cala a boca Victor. – a Els se meteu.

— Não somos mesmo, mas ela é como uma irmã pra mim seu otário.

— Tchau Victor. – ela se despediu mais uma vez. – Vamos Nicholas.

Entramos no carro e o safado do Luke estava dormindo no banco do carona.

No caminho para casa ela acordou o Luke e foi brincando com ele.

— O que aquele otário queria com você? – perguntei.

E fui completamente ignorado.

— Eleanor! Dá pra responder? – me alterei.

— Calma Nicholas, estava distraída. O que foi?

— O que o Victor queria com você?

— Ah sim, vou te contar. – então ela começou. – Hoje a tarde quando estava indo para a lanchonete não te encontrei, daí ele me ofereceu uma carona e eu aceitei.

— Por que você não me ligou? – me estressei e a interrompi.

— Por que você tinha saído com sua mãe? – ela ironizou.

— Ah sim... Continue.

— Daí agora quando saí da lanchonete e fiquei esperando você chegar, ele chegou por trás veio me abraçando...

— Aquele idiota. – interrompi novamente, dessa vez dando um soco no volante.

— Será que dá pra você me ouvir Nicholas? Preste atenção no que você está fazendo! – fiquei calado. – Continuando, ele veio me abraçando e eu só estava me soltando quando você chegou. Só isso, não aconteceu nada.

— Aquele cara vai se ver comigo amanhã.

— Não vai ver nada. Não quero você se metendo em confusão. E outra, ele nem deve lembrar disso amanhã. O bafo dele era álcool puro.

— Vou fazer isso só por você tá pedindo, mas que ele merecia uns socos, ah merecia. – parei o carro. – Chegamos.

Ela saiu do carro e levou o Luke.

— Boa Noite Nico, até amanhã.

— Você vai ficar bem? Seu pai está em casa?

— Ele viajou, vou ficar bem. Pode deixar.

— Qualquer coisa me liga, tá bem?

— Tudo bem Nico, te ligo sim. Mas não vai precisar, tô com o Luke. – ela riu.

— Cuide dela, ouviu garoto? – falei com Luke.

— Tchau Nico. – ela se virou rindo e entrou em casa.

[...]

— Bom dia! – falei quando abri a porta.

— Bom dia Nico! – falou animadinha enquanto entrava. – Vim deixar o Luke.

— Ah sim... – fechei a porta.

— Nicholas, isso lá é traje de receber as visitas?

Nem me toquei. Estou de toalha. E daí?

— Quer que eu te receba de outra maneira? – levei a mão até a toalha para tirá-la.

— Poupe-me dessa cena, por favor Nico. – ela levou a mão aos olhos.

— Você não é visita, formiga.

— Palhaço. – ela me deu um leve tapa no braço. – Você vai demorar para sair?

— Só vou me vestir.

[...]

— Nicholas!!! – ela grita, novamente.

Coloco algumas coisas na mochila e saio do quarto.

— Calma garota. Já terminei.

— Finalmente! Não sei pra que se arrumar tanto, é só o colégio.

— É o ultimo ano no colégio, tenho que fazer bonito. – falei e ela fez uma careta.

— Não importa. Vamos.

— Vamos, pessoa impaciente. Tchau mãe.

— Tchau tia Annie! Cuida do Luke pra mim, tá?

— Tudo bem, querida. – minha mãe respondeu.

— Se comporte tá garoto? Mais tarde a mamãe vem pra sair com você. – eu não ouvi ela falar com essa voz, voz de retardada.

Me internem, por favor.

— Vamos Eleanor, não estava com tanta pressa?

— Vamos, seu otário.

[...]

— Fala galera! – comprimento os caras do time.

— Beleza Müller? – o Jeremy responde.

— Cara, nós estávamos falando sobre o jogo desse fim de semana... Tá complicado. – o Connor me informou.

De todo o time, os que mais me identifico é o Jeremy e o Connor. Pode-se dizer que somos os três mosqueteiros.

Para Nicholas, isso foi gay.

— É verdade, pensei nisso essa noite. Mas, não sou o líder lembra? A estratégia de jogo é com quarterback e com o técnico.

Sempre o Victor no meu caminho.

— Olha só quem tá vindo ai? – alguém falou.

O otário, cheio de marra e com óculos escuros.

— Bom dia pessoal. – Victor disse.

— E essa ressaca Victor? – o Jeremy perguntou.

— Quieto Jeremy.

— Depois de tudo que fez ontem. – sussurrei.

— O que você falou Müller? – ele me perguntou.

— Cara, você não tem o direito de assediar uma garota no meio da noite. Ainda mais essa garota ser a Eleanor. – me alterei.

— Nicholas, Calma. – Connor me segurou.

— Mexeu justo com a Eleanor, vacilou. – alguém falou atrás de mim.

Eu sempre deixei claro ao pessoal que com a Els ninguém mexe, ou vai se ver comigo.

— Você não sabe de nada Nicholas. Fica na tua, cara. – ele tirou os óculos.

— Me solta Connor. Seu otário, respeitei a Els ontem. Agora tu vai ter motivo pra usar esses óculos.

Foi impulsivo, quando vi já tinha cerrado o punho e enfiado na cara dele. Ele cambaleou.

— Com a Eleanor, não. – me virei e fui para o vestiário.

Ele deve ter saído para vir atrás de mim.

Ou desistiu, ou o seguraram.

Vamos dizer que ele desistiu, para eu ficar bem na situação.

[...]

Inicio do treino.

Fim do treino.

Vestiário.

Pátio.

Lideres de torcida.

Muitas delas aqui, e todas lindas por sinal. As mais gatas e gostosas do colégio. Vivem atrás dos garotos do time, inclusive de mim. E já peguei boa parte.

Não me chame de cafajeste, nunca fui fiel a nenhuma. Fico maluco com aqueles uniformes, o que mais eu poderia querer? Micro saias e mini blusas circulando pelo pátio todos os dias. É o paraíso.

Brittany, a mais gostosa de todas vem em minha direção. Só para constar, peguei recentemente.

— Hey Nicholas.

— Wow Britt, tudo bem?

— Sim, sim. Quando a gente pode sair gato? – que direta.

Lá vem a Eleanor.

— Bem direta você em? A gente...

— Vamos Nico. Quero sair com o Luke hoje. – a Els me interrompeu com uma cara de desprezo.

— Seja educada Eleanor.

— Olá vadia. – ela virou para a Brittany e deu um sorriso falso. – Vamos Nicholas, estou com pressa. – votou-se pra mim com desprezo novamente.

— É... Britt, depois a gente conversa.

— Te ligo mais tarde. – ela fica na ponta dos pés e me dá um beijo, na bochecha.

— Vamos Nicholas. – a Eleanor me puxa.

— Tchau gato. – a Brittany se despede, e fico olhando ela voltar para onde estava com as outras garotas.

Que sonho essas garotas. Voltando à realidade.

— Qual foi Eleanor?

— Depois você se pega com essa vadia ai. Vamos.

— Que lindo você com ciúmes do amigo gato. – eu rio.

— Menos Nicholas, por favor, menos.

Fala que isso não é ciúmes.

— Vem cá, você não vai trabalhar não?

— Hoje é quinta, minha folga, não lembra?

— Ah, claro.

Chegamos ao estacionamento.

— Eleanor!? – alguém fala.

Nos viramos.

O Otário. Novamente.

Sem noção e cara de pau.

— Qual foi Victor? – ela respondeu.

— Posso conversar com você? – estou olhando bem para a cara dele, com os óculos escondendo o olho roxo.

— Fale.

— Com você.

Ela olhou para mim.

— Nico, você pode me esperar no carro?

Não.

Notas finais
Bom, acho que vocês perceberam (é claro) que mudamos o narrador. Bom, vai ser assim.. Alguns personagens vão ter o seu ponto de vista na história.
É isso, e comenteeeeem o que acharam!!!! Por favor :c
Beijooos