Montanha Russa
3 Capítulo 3 - Victor e Eleanor
Notas iniciais
Ta ai o capítulo, esperamos que gostem.
Boa leitura!!
* Victor *
— Cara, o que aconteceu com seu olho? – foram logo perguntando quando cheguei na quadra.
Maldito Müller.
— Ah brother, foi um idiota ai.
— E você não revidou? Que mudança em Parker? — o Ryder falou.
— Me responda, o que você fez pra merecer isso? — Bryan perguntou.
Contei, da minha maneira, o que tinha acontecido no dia anterior e os “motivos” do Müller (motivos sem explicação, já que dizem que eles não têm nada).
— Iiih, essa daí você perdeu cara. Com um “amigo” – Bryan fez as aspas com os dedos – assim, você não vai conseguir nada.
— Estão duvidando da minha capacidade?
— Sim. – disseram juntos.
— Desculpe meu amigo, mas estou. Essa daí é protegida. – Bryan continuou.
— O que vocês querem perder? – perguntei aos dois.
Eu, Victor Parker, não costumo perder apostas.
Pode-se dizer que vai ser complicado, mas eu consigo.
[...]
Olha lá ela andando com o otário do Müller.
— Eleanor!?
* Eleanor *
— Eleanor!? – alguém me chama.
Não é o Victor.
Não é o Victor.
Viro.
Merda.
— Qual foi Victor? – pergunto.
— Posso conversar com você?
Não.
— Fale.
Alguém me tira daqui? Nicholas essa seria uma boa hora de você falar que tá com pressa, sabia?
— Com você. – ele olhou para o Nico, eu também.
Vamos ser educada Eleanor.
— Nico, você pode me esperar no carro?
— Tem certeza? – ele me perguntou.
Não.
— Sim Nico, é rápido. Certo? – olho para o Victor.
— Claro. – ele confirmou.
— Qualquer coisa você grita.
— Pode deixar.
Não vai.
Merda.
Ele foi mesmo.
— Fala logo, Victor.
— Me desculpa. – ele sussurrou.
— É o que? – ele não falou aquilo, isso é mentira.
— Me desculpa por ontem, poxa.
— Mentira que eu estou ouvindo isso de você. – devo está ficando maluca.
— Sério, me desculpa.
— Já entendi que você quer me pedir desculpas.
— Me embriaguei ontem, não tinha pra onde ir, lembrei da lanchonete, mas já estava fechada e você lá na frente. Agi sem pensar. Me desculpe.
Esse que tá na minha frente, definitivamente, não é o Victor. Ou é?
— Eu me assustei quando você chegou, mas logo percebi que você estava bêbado, desconsiderei tudo que aconteceu.
— Me desculpa mesmo. – ele acariciou meu rosto, se virou e foi na direção oposta.
O que foi isso que eu acabei de presenciar?
Uma questão que surge em minha cabeça: “Quem é o Victor?”
O bad boy que vi ontem pela manhã, ou esse cara que acabou de sair daqui?
Muita complicação pra uma Eleanor só.
Entrei no carro.
— O que ele queria?
— Me. Pedir. Desculpas. – falei pausadamente.
— Qual é a desse cara?
— Nico, ele tava diferente. Sei lá, não era aquele Victor. – me virei pra ele.
— Já entendi tudo Eleanor. Não, esperaria isso de todas, mas você?
— O que você tá querendo dizer Nicholas? Eu só achei estranho isso vir dele.
— Tá bem Eleanor, tá bem. Eu nasci ontem.
— Porra Nicholas, acredita em mim.
Assunto Victor encerrado.
Liguei o rádio, começou a tocar Heart Attack da Demi.
— Vamos para casa Nico, quero sair com o Luke ainda.
***
Putting my defenses up
Cause I don't wanna fall in love
If I ever did that
I think I'd have a heart attack
***
[…]
— Luuuke, não faaaaaz …
Tarde demais.
Ele já fez.
Aqui estou eu, toda suja de lama. E o Nicholas rindo de mim.
O que eu tenho na cabeça para ficar próximo de uma poça de lama num parque onde um filhote de cachorro está brincando com o seu outro dono?
Nada.
— Nicholas seu idiota. Você fez de propósito.
— Eu que te sujei? – ele continuou rindo.
É claro que eu deveria arranjar uma desculpa para minha lerdeza dessa vez.
— Cala a boca seu idiota. Você fez o Luke vim para cá de propósito.
— Quieta. Eu estava por aqui desde que a gente chegou. Você que é uma lerda.
É, eu sou.
— Você vai ver só! – saí correndo e rindo em sua direção.
E lá vou eu.
Uma pequena formiga querer derrubar um elefante.
Não sei como, mas ele caiu. E eu por cima dele. Só pode ter desequilibrado.
Agora estava completo.
Os três seres, que saíram de casa para dar um lindo passeio pelo parque sem complicações, sujos de lama. Ou seja, planos iniciais arruinados.
— Sua idiota.
— Estamos lindos agora. – falei ironicamente.
— Lindíssimos. O que você tem na cabeça Eleanor?
— Não sei, mas você estava rindo de mim, e você sabe que eu não gosto disso. Vamos para... – o telefone do Nicholas me interrompeu. – Que ótimo. – sussurrei.
— Só um momento, formiga enlameada. – ele falou comigo e se voltou para o celular. – Olá Britt, tudo bem?
Me recuso a ouvir determinadas conversas. Ainda mais esta conversa.
— Vem cá Luke. Deixa esse idiota ai. – pego Luke no colo. – Estou te esperando no carro, Nicholas! – elevo a voz e ele faz um sinal positivo com a cabeça e continua a conversar com a vadia.
[...]
— Aleluia!!! – falo quando ele chega ao carro.
— Qual foi Els?
— Achei que não fosse terminar nunca.
— Já terminei, para com isso.
— Vamos para casa? Preciso de um banho. – apontei para minhas roupas. – Bom, acho que todos precisamos.
Fomos para minha casa.
[...]
— Nicholas seu idiota! Levante desse sofá! – gritei e ele deu um pulo.
— Opa.
O que aconteceu?
O lindo do meu amiguinho acabou de se sentar no sofá que era da minha mãe e que ela tanto amava. Só para constar: todo sujo de lama.
— Nico, leve o Luke, dê um banho nele. Se limpe e volte que deixo você sentar no sofá. – dei um riso falso.
— Já nem quero mais sentar nesse sofá... – Ele se arrasta até o chão.
— Larga de preguiça Nicholas! Vai logo, vai vai! – Digo puxando-o pelo braço.
— E você larga de ser mandona! – ele resmunga.
Depois de muito trabalho, mas muito trabalho o Nico foi para casa e levou o Luke junto.
Estou simplesmente sozinha, jogada no chão da sala e com muita preguiça de levantar.
Mal do Nicholas.
— Lucy! Você tá ai? – gritei.
— Estou sim, minha filha. – ela respondeu vindo até mim. – Eleanor! O que é isso??? Você está toda suja! – ela se espantou com meu estado.
— Um pequeno acidente durante o passeio com o Luke. – respondi e ela riu. – Lucy, minha vida, você poderia fazer um lanchinho pra mim?
— Claro querida, tenho algumas coisas quase prontas. Vá se limpar e quando voltar estará tudo pronto.
Dei um pulo e fiquei de pé.
A Lucy é tipo uma mãe pra mim. E onde esta minha mãe? Bom, eu nunca tive uma.
No mesmo dia em que minha mãe me teve ela faleceu, por conta de complicações durante o parto e também por ela já ter uma idade avançada, não resistiu. Não seria nada fácil para o papai cuidar de mim e do meu irmão sozinho, então ele contratou uma babá para cuidar de nós, que é a Lucy. E ela passou a fazer o papel que a mamãe faria se ainda estivesse aqui.
Pode ser até estranho, mas não sinto falta da minha mãe, até porque ela nunca fez parte da minha vida, e também tenho a Lucy, então não precisa ter pena de mim. Não sou nenhuma coitada sem mãe.
[...]
Depois de um belo banho vou checar meu celular.
Duas novas sms.
Uma do Nicholas.
“Els, não vou aparecer por ai, se você quiser pegar o Luke, ele tá com o Nathan. Xx”
“Ok Nico. Até amanhã. Xx”, respondi.
A outra de um número desconhecido.
“Eleanor, me desculpe novamente. Vai ter uma festa lá em casa sábado, queria muito que você aparecesse. Victor.”
Onde ele conseguiu meu número?
“Posso levar uma amiga?”, respondi inconscientemente.
Burra, burra.
“Claro, te espero.”
Não espere.
Depois disso, não respondi.
Comi a delícia de croissant que a Lucy preparou.
— Muito Obrigada e boa noite Lucy, já vou deitar. – me despedi.
— Durma bem meu amor. – ela me deu um beijo na testa.
Fui direto para o quarto e deitei.
Rolei alguns minutos na cama.
Paro pra pensar nas coisas que aconteceram hoje.
Victor.
Nessa noite sonhei com ele.
Notas finais
Nos façam feliz: COMENTEM!
Desculpe novamente pela demora.
Beijosss, postaremos o próximo o mais rápido possível !
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