Monsul Academy: Verdades

15 Christabell Holter: 15ºCapitulo


“Perdoar é Humano, mas por vezes, a Humanidade dói.”

15º Capitulo

Olhei em seus olhos negros como o cravão. Seu rosto perfeito e obscuro. Seu sorriso manhoso. Seus cabelos negros quase pareciam azuis com a luz da lua brilhando neles. Sorri.

–O que fazes aqui?

–Vendo como vai minha protegida.

Caminho até aos sofás e me sento no sofá á sua frente cruzando minhas pernas por baixo de mim e me encostando para trás.

–Sério? Já não fazias isso?

Ele ri levantando o copo com vinho.

–Realmente. Mas achei melhor vir. Tinha algumas coisas para tratar e apeteceu-me ver-te. Cara a cara.

–Estou a ver.

Ele sorri mostrando seus dentes brancos perfeitos. Em menos que um segundo, ele se encontrava á minha frente segurando minha cintura e tomando meus lábios nos deles. Não hesitei em beijá-lo de volta com a mesma força que ele exercia.

–Infelizmente, não podemos continuar, meu amor. Tenho de ir embora.

–Porquê?– Pergunto olhando seus olhos.

–Tenho de ir tratar dos últimos assuntos para o nosso plano de arruinar a Realeza.

–Teu plano.

–Nosso.- Corrige depositando um selo em meu lábio inferior.- Não posso fazer isto sem ti. E afinal, tu é que herdarás o Reino, minha Princesa.

–Sou, não sou?- Sorri-o e ele ri largando-me e sentando-se na mesinha.

Sento-me de volta no banco o vendo beber seu vinho.

–Onde foste buscar o vinho?

–Ao depósito de teu paizinho. Meu sogro tem uma excelente coleção.– Ri e sorri-o deitando minhas pernas em seu colo.- Por falar em meu querido sogro, preciso de saber o que queres fazer com ele?

–Como assim?

–Sei da tua raiva para com ele, meu amor, mas também sei que estás confusa entre perdoá-lo ou odiá-lo. Pretendo matar quem for um muro entre nosso Reinado, mas deixarei teu pai de lado se assim o quiseres. Se não, ele morrerá como os outros.

“Matá-lo, hem?”

–Deixa comigo. Sei o que fazer com ele.

–Como queiras, amor.- Seu sorriso sombrio não me deu medo, pelo contrário, parecia adrenalina para mim.

E eu gostava daquela adrenalina.

–Já me vais explicar o nosso plano?

–Claro. Foi exatamente para isso que vim.– Fala acariciando minha perna.- Tua prima se tornará Rainha depois de amanhã, correto?

–Aham.

–É simples o que tens a fazer, docinho. Basta ficares linda e deslumbrante para entrares na bendita capela sagrada na hora exata em que vão colocar a coroa. E dizes que tu és a herdeira. Claro que todos ficaram em choque, mas ninguém poderá dizer o contrário. Tens o Rei para confirmar. Ajuda ele querer que tu sejas a Rainha de Árgon. Ele não hesitará em confirmar.– Aires ri.- Já estou vendo a cara de felicidade dele. Depois de tu seres coroada Rainha eu entrarei e ambos ditaremos por longos e longos anos. Apenas nós dois.

–Nós dois.– Repito mordendo meu lábio inferior.

–Não faças isso.- Aires rosna e o olho confusa.

–O quê?

–Isso! Com o lábio.– Levanta-se depressa segurando meu rosto com força.- Dá-me vontade de o possuir para mim.

–Oh, sério?

Mordo meu lábio de novo e sorri-o quando ele rosna e então me beija. Seguro seus cabelos com força o puxando mais para mim. Suas mãos encontraram a barra de minha camisola e então percorrem minha pele me puxando ainda mais. Sinto-o levantar-me e logo minhas pernas se entrelaçam á volta de sua cintura. Minhas mãos quase arrancavam seus cabelos mas ele parecia gostar.

Sinto minhas costas baterem no colchão da cama mas nenhum de nós para. Uma das minhas mãos passou para a barra de sua camisola a tirando.

Eu o queria!

Naquele mesmo momento!

–Meu amor, espera.- Aires se afasta ofegante.- Não há tempo para isso agora. Eu prometo-te que não faltaram oportunidades para isto, mas agora não.

–Mas Aires…

–Desculpa.

Ele sai de cima de mim e veste sua camisola de novo. Sento-me na cama ainda ofegante e desiludida. Quando está pronto olha-me e caminha até mim sorrindo segurando meu rosto.

–Eu volto depressa.- Beija meus lábios e sorri-o assentindo.

Batem á porta e a olho. Quando volto a olhar Aires, ele não está.

“Impressionante.”

–Christabell?

Suspiro revirando os olhos e vou até á porta compondo-me. A abro apenas um pouco para ver a sua figura alta.

–O quê?

–Vim ver como estavas. Connor queria vir-te chamar para jantar mas achei melhor vir eu.

–Porquê?

–Porque…eu quis.– Suspira.- E queria mostrar-te um sítio.

–Tem de ser agora?

Ele sorri um pouco triste.

–Preciso de falar de tua mãe.

Mordo meu lábio inferior hesitando mas acabo cedendo. Fecho a porta atrás de mim e sigo pelo corredor. Ao descermos as escadas pensei que iriamos para a sala de jantar mas ele continuou até ao lado de fora. A noite estava fria, mas nada que não se aguentasse. A lua iluminava todo o recinto.

“Agora compreendo de onde minha tirou aquelas histórias.”

Toda a Mansão parecia saída de um conto de fadas. Tudo parecia brilhar.

–Tens o mesmo olhar que tua mãe sempre tinha ao olhar o jardim de noite.

Olho meu pai que sorria olhando em frente. Suas mãos colocadas nos bolsos das calças e sua camisola desbotada o fazia parecer mais novo. Mesmo Real. Mais Humano.

–Porquê agora?– Pergunto o fazendo olhar-me.- Porquê falar-me dela depois de tanto tempo?

–Não sabia como falar contigo, Christabell. Ou se querias falar comigo. Não sabia o que dizer-te. Ou se me irias ouvir. Minhas intenções de trazer-te para cá sempre foram para poder conversar contigo. A sós. Sem que nos interrompessem.

Assinto e continuamos o caminho em silêncio. Passamos pelo pequeno labirinto até chegar ao fim onde uma casa aparecia. Feita de madeira e várias janelas do topo ao chão a percorrendo faziam-me lembrar de um das histórias de minha mãe. “A Casinha dos Sonhos”

Subimos as pequenas escadas de madeira e ele abre a porta. Ao acenderem-se as luzes o lugar parecia tirado de um sonho. A mobília era da mais simples que poderia haver, mas decorada de um jeito único e belo.

Era praticamente tudo dourado. Meu pai andou até ao calcão da cozinha e tirou uma garrafa de vinho e outra de sumo.

–Vamos?

Assinto e o sigo pela escadaria até ao andar de cima. O segundo andar tinha portas, onde provavelmente ficariam os quartos, mas continuamos até ao terceiro onde uma claraboia ficava pela metade desde o chão até ao teto. Uma mesa de jantar posta estava debaixo dela. O lugar era quase nu, tirando a mesa, um telescópio e uma cama mais ao fundo.

–Era o lugar favorito de tua mãe.- Fala nas minhas costas e caminho lentamente até á claraboia.

Podia ver a varanda no resto do chão que dava para o jardim. Diferente dos outros, não tinha flores. Apenas um caminho em pedra branca até ao lago onde ficava um pequeno porto e um barco azul. O lago estendia-se ao longo da vista até a uma pequena ilha no meio. Mas o céu era o mais importante ali. Parecia brilhar como não brilhava nos outros locais.

–Percebo porquê.

–Vem. Vamos comer.

Sento-me na cadeira á sua frente olhando a comida em meu prato sem coragem de o olhar.

–Porque construiu uma casa quando tem uma Mansão?

–Precisava de um espaço só meu. Apenas onde eu estivesse sem papéis ou empregados por perto. Mandei-a contruir quando tinha 16. Meu pai aceitou porque achava que como eu seria Rei, precisava mesmo de um sítio para pensar. E dentro da Mansão não há ambiente para isso. Todos sabem que quando venho para aqui, é para me deixarem em paz.

Assinto olhando o céu e suas inúmeras estrelas.

–Liam ia gostar daqui.- Sussurro sem me aperceber.

–Liam Drake?

–Sim.- Clareio garganta voltando a olhar o prato.

–Gostas dele, Christabell?

–Claro que não! Ele é um idiota!– Quase grito o fazendo sorrir.

–Sei.

Reviro os olhos bufando.

–Não viemos aqui falar de Liam e… ninguém se não minha mãe!

–Tens razão. Desculpa. Sabes como conheci tua mãe?

–Não. Eu nunca forçava o assunto. Ela contava o que queria contar.

–Compreendo.– Lambe os lábios e suspira olhando a taça de vinho.- Isabell, tua avó, sempre fez parte da minha vida. Cresci ao vê-la aqui. Habituei-me a ela. Sabia que tinha uma filha porque sempre falava de tua mãe. Isabell era uma mãe orgulhosa da sua menina. Foi uma pena ter morrido. Era uma grande mulher.

–É, eu sei. Mamãe sempre contava bastantes histórias dela. De como ela e o avô se conheceram.

–Conheceste teu avô?

Nego com a cabeça remexendo no prato.

–Não sei nada dele. Minha mãe não queria falar com ele, ou sequer contar que estava grávida, porque tinha medo que ele lhe fosse contar a si onde estávamos.

–Tua mãe sempre quis ter a certeza de que estava salva.– Murmura e assinto.- Mas continuando. A primeira vez que a vi, ela tinha 10 anos. Foi quando começou a trabalhar aqui. Sempre fora uma menina calma e sorria sempre que alguém lhe falava. Minha própria mãe dizia que era boa demais para trabalhar na Mansão, mas era o que Kate queria. Dois anos depois a figura dela era tão presente que acabei me apaixonado por ela. Por seu jeito de ser. Mas nunca lhe disse, até um ano depois. Tínhamos de vir até á Academia e implorei a meus pais para a levarem. Não me agradava ficar longe dela por semanas, sempre era um modo de ficar com ela. Sempre que tinha uma pausa, ela ficava comigo e ficava feliz por isso. Mas depois começou a desaparecer. Sempre que perguntava por ela a minha mãe, ela dizia que estava levando sua vida e ficava confuso quanto a isso. Até que ponto Kate estava a levar a sua vida? Estava a ficar paranoico sobre ela me deixar. Aí tornei-me Rei…

–E a deixou.– Interrompo grossa e ele me olha.

–Não foi por querer, Christabell. Acredita em mim. Eu não sabia se tua mãe me amava como eu a amava. E eu respeitava meu pai. Faria tudo por ele. Ele estava doente, frágil, não tive como lhe negar. Mas acredita, massacrei-me por toda a vida. Eu sabia que a tinha perdido. Ela seguiria com a vida dela. Tentava conformar-me com isso, mas nunca consegui. Ainda mais, depois de a ter visto com Connor. Eu já não gostava da amizade deles, e depois de os ver se beijando eu… perdi-me! A proibi de voltar á Academia. Não o queria perto dela! Isadora várias vezes me perguntava do porquê de eu ser tão rígido com Kate. Isadora sentia pena de tua mãe. No fundo, Isadora era uma mulher boa. Nem me culpou quando lhe contei que a amava. Mas minha mãe nunca perdoou a forma como eu tratava Kate. A forma como tratava a filha da mulher que morreu ao salvá-la. Sabes dessa história?

Assinto de novo e ele suspira.

–Nem eu mesmo me desculpava. As coisas iam cada vez mais tensas, até voltar a saber que Connor a visitava. Na minha casa! No quarto dia que eles se encontraram gritei com Kate. Falei tudo o que tinha de lhe falar. Estava bêbedo. Estava louco. Meu pai estava a morrer, eu era Rei e estava casado com a mulher que não amava e a mulher que amava estava afastando-se da minha vida. Na fraqueza, disse-lhe que a amava. Que ela era minha. Para sempre. E assim foi. Se tornou minha…. E se foi.

Senti minha garganta ficar seca com a forma que ele olhava o vinho perdido nas memórias. Suas mãos se apertavam com força numa súplica de dor. Seus olhos cinza não tinham qualquer vida se não pelas lágrimas não derramadas.

–Eu a perdi. E apenas fiquei com uma única carta. Sem data, sem endereço, sem nada. Apenas com uma informação. Kate estava grávida.- Ele esfrega a cara acordando e tira uma carta do bolso e ma estende.

O olho e pego a carta tremendo. Encosto-me na cadeira suspirando. A letra de minha mãe me fez sorrir e fiquei a apreciá-la por momentos antes de começar a ler.

“Leo,

Não sei como começar ou sequer se devo começar. Não tens noção das cartas que já deitei fora apenas para te dizer uma coisa. Então perdoa-me se algo não fizer sentido, apenas vou abrir meu coração e esperar parar ver como fica.

Eu amo-te. Tu sabes disso. Eu disse-te isso. E ainda bem. Pelo menos agora tu sabes do que sinto por ti, e posso ir sem me sentir culpada por nunca te o dizer.

Mas acontecesse que eu não posso ficar. O que aconteceu naquela noite deve permanecer naquela noite. Desculpa ter-te evitado estes dias, mas não conseguia suportar olhar-te com Isadora, uma mulher tão digna de teu amor.

Espero que me perdoes também pelo que te vou dize agora. Descobri á uma semana. Os enjoos e a vontade infinita de comer… Aliana tinha razão. Eu estou grávida. Eu estou grávida de ti, Leo. Aquela noite foi o suficiente para ficar marcada em mim. Perdoa-me, sei que fiz asneira mas perdoa-me. Perdoa-me também por ir, mas não posso deixar que nosso bebé cresça nesse ambiente.

Sabes que Lúcifer tentaria de tudo para o matar e não posso permitir.

É meu filho, e minha função é protege-lo, até mesmo de sua família. Não ficaria bem para ele sabendo que era um bastardo. Eu quero que ele cresça como eu cresci. Cheio de amor puro e verdadeiro. Um sítio onde cresça saudável e possa ser feliz com todas as letras.

Se um dia eu decidir voltar, será apenas porque nosso filho assim o quer. Mas não tenho muitas esperanças quanto a isso.

Eu amei-te, Leo, amo-te, e te amarei para sempre, mas a partir de hoje, meu amor será apenas designado a esta criança que não tem culpa alguma da nossa parvoíce. Por mais que fosse boa, foi uma parvoíce e tu sabes disso, Leo! Desculpa, meu amor.

Cuida de Isadora, ela merece alguém que a ame. E eu tratarei de cuidar de nosso filho. De nosso Chry.

Com amor, Kate”

–Chry.– Repito confusa.

–Ela sempre gostou de Chry.- Meu pai fala sorrindo.- Estávamos ali fora ouvindo os grilos cantarem e o som que eles faziam apaixonou-a. “Chry”. Eu sabia que nosso filho fosse um rapaz ou rapariga, ele teria o nome Chry. Christabell.

–Ela chamava-me de Chry, algumas vezes.- Sussurro acariciando a carta.

–Eras a sua Chry. E era a única coisa que eu tinha para vos encontrar. Procurei durante anos alguma criança com a idade certa que começasse pro Chry. Nunca tive sorte. Nunca esperei que ela fosse até Connor. Eles não se falavam á anos e eu… fui tão estúpido em não pensar nele.

–Sim, pois foi.– Admito e ele ergue suas sobrancelhas para mim sorrindo de lado.

Dou de ombros e dobro a carta a entregando de novo.

–O quê? Foi.

–Tens a sinceridade de tua mãe.- Ri pegando na carta e sorri-o bebendo o sumo.

–Então, ela fugiu, porque Lúcifer me iria tentar matar?

–Sim. Lúcifer. Ele sempre estava dentro de tudo o que trazia problemas. Eu compreendi o medo de Kate. Já nem eu sabia do que Lúcifer era capaz para ficar com o trono.

–Eu sabia que alguém me queria matar, mas não sabia que seria meu próprio tio.- Ri-o.

–Sabes que ele não chegaria perto de ti se aceitasses o trono, não sabes? Se for esse o teu medo…

–Não é por isso.– O interrompo.- Eu não quero, simplesmente porque eu não quero. Não me vejo desse lado. Sou um espirito livre!

Levanto meus braços rindo e o vejo sorrir.

–Tens o sorriso de tua mãe.

–Sério? Ela sempre me disse que tinha o seu.

–Sim?- Pergunta curioso e assinto comendo.

–Tínhamos vindo de mais uma das grandes piscarias do tio Sal, e eu estava rindo de algo que Connor dizia, não me lembro bem do quê. E minha mãe apenas ficou lá parada. Nos olhando sorrindo. Perguntei-lhe o porquê de nos olhar assim e foi aí que ela falou. Connor, pela primeira vez na vida, não disse nada, então achei que era verdade.

–Gostas muito dele, não?

–Connor? Imenso! Não existe melhor pessoa que o meu Connor.- Gabo-me com orgulho.

–Ele conseguiu.– O oiço falar baixo e o olho.- Não conseguiu tua mãe mas conseguiu-te a ti.

–Não vamos levar esta conversa para o seu ciúmes bobo, tá? Amo Connor como se fosse meu pai, pelo simples facto de que ele me criou como tal.

–Eu sei.- Sussurra.- Eu sei, Christabell. Eu sei que nenhum de vós tem culpa. Mas não deixo de me sentir mal por não ter estado lá. Por não te ter visto crescer, algo que Connor viu e teve lugar VIP.

–O passado é passado.– Digo olhando o prato.

–É, tens razão. O que interessa é o futuro. E por falar nisso, eu ainda não consegui notícias do feitiço. Desculpa. Já não sei onde mais procurar.

–Tudo bem, não há problema.

–De certeza? Tu estavas tão aflita que…

–Está tudo bem. Havemos de achar uma forma.– Dou de ombros e ele assente.

–Claro. Claro que sim! Precisas de treinar teu dom. Posso ajudar-te quanto a isso.

–Para quê?

–Ora, para derrotares Aires, claro. Ele apenas pode ser morto por magia, certo? Precisas estar em contacto com teus poderes para fazerem tudo o que necessitas.

–Oh, isso.

–Christabell, estás bem?– Pergunta olhando-me cauteloso e dou de ombros.

–Sim, claro. Devo estar apenas um pouco cansada.

–Queres ir descansar? Podemos terminar nossa conversa outro dia.

–Não se importa?

–Claro que não. Temos muito tempo para conversar.– Diz sorrindo e assinto levantando-me.

–Até amanhã.

–Até amanhã, Christabell. Tem uma boa noite.

Sorri-o um pouco e atravesso a sala. Quando a ia a fechar ouvi uma coisa que me fez parar um pouco.

–Boa noite para ti também, Kate… onde quer que estejas.

Abro a porta um pouco olhando-o olhar as estrelas.

–Ela está enterrada no cemitério de Monstepaul.

Sinto que ele se assustou um pouco mas limitei-me a fechar a porta e a caminhar para meu quarto.

No próximo capitulo de Monsul Academy: verdades...

–O que eu te fiz?!

–Existes.

–Quem és tu?

–Onde está a minha Bell?!

–Para de usar a tua magia estúpida comigo e eu mostro-ta!

–Ei! Para que é isso tudo? Assim com tantas saudades minhas?

–Onde estiveste?

–Estava na Capela.

–És uma menininha muito carente.

–Vamos brindar ao sucesso do teu plano.

–Já te disse para desapareceres.

–Não fales comigo assim!

–Casa-te com Juliana, Liam.

–Eu digo-te tudo. Eu conto-te a verdade toda, mas para de me tratar assim. Eu não gosto de ser tratado assim pela garota que eu amo. Por favor, eu vou contar-te tudo.

Notas finais
Será desta vez que se saberá do segredo de Liam? Veremos. Beijos e até breve