Monsul Academy: Verdades
12 Christabell Holter: 12ºCapitulo
Notas iniciais
Nunca se pode trair, algo que nunca foi seu. A minha primeira regra é: Confia apenas em ti, os outros, são apenas outros.
12º Capitulo
Dois dias se passaram. Mal vi Liam. A maior parte do tempo passava treinando com os rapazes ou escondida no meu quarto. Se avistava Liam dava meia volta e desparecia. Sarah olhava-me sempre que fazia isso e me perguntava se estava bem apenas respondia que sim e ia.
Quanto a Jack…
Eu acabei com ele no dia seguinte. Não conseguia olhá-lo e muito menos beijá-lo sem sentir culpa e repulsa por mim. Eu gostava demais dele para continuar com aquilo.
“ –Desculpa, Jack.
Ele assente olhando o chão. Suas mãos tremiam mas ele as fechou as impedindo de continuar.
–Eu não te vou perguntar do porquê…- Começa rouco.- …apenas quero que me digas a verdade.
–Sobre o quê?
–Alguma vez me amaste?
Ele levanta a cabeça e me olha. Seus olhos azuis brilhavam com as lágrimas não derramadas e me odiei cada vez mais. Jack não merecia sofrer por minha culpa.
–Claro que sim.
Minhas próprias lágrimas caíram mas tratei de as limpar logo.
–É fácil uma pessoa amar-te, Jack.
–Mas no entanto estás a acabar comigo.- Murmura olhando para um ponto atrás de mim.
–Jack,… é por te amar que não posso continuar a ignorar meus sentimentos e os teus. Eu amo-te mas…
–Não chega a ser amor.
Assinto e ele faz o mesmo.
–Tudo bem, Christa. Já entendi. Eu quero-te feliz. Apenas… prometes nunca deixar de ser minha amiga?
Sorri-o e o abraço com força. Seus braços se fecham á minha volta e choro em seu peito largo. Senti meu próprio ombro ser molhado por ele mas ignorei. Ele precisava disto tanto quanto eu.
–Eu nunca deixarei de ser tua amiga, Jacky. Nunca!
Ele beija minha cabeça e me olha. Meu coração se alivio imensamente quando ele sorriu para mim. Não era seu antigo sorriso… mas por agora bastava.”
Ainda estava tudo meio turvo entre a gente mas aos poucos tudo se comporia. Voltaríamos para a Roménia e tentaríamos criar novamente nossa amizade longe da Academia… e Liam.
“-Pensas demais, Pequena Guerreira.”
–E tu chateias-me demais.- Digo olhando o teto do quarto.
“-Preciso de ir vendo com vai meu amor. Com saudades minhas?”
Reviro os olhos sorrindo e o podia ouvir rindo.
“-Em breve tudo acabará.”
–Quando?
“-Em breve saberás.”
A porta do meu quarto se abre e Emma entra puxando Bia, eufórica.
–Precisas de vir connosco, Chris.
Emma não dá tempo para eu perguntar apenas agarra minha mão e me puxa do quarto. Ela apenas para chegamos á frente da Academia. Todas a gente estava reunida lá. Professores, alunos, Guardiões. Todos olhando para duas pessoas apenas. Juliana e o Rei.
Juntos olhavam da escada para os presentes. Meu pai lia algo mas não ouvia. Emma continuou puxando-me até pararmos junto de nossos amigos …e Liam, juntamente com seus próprios amigos, claro.
“Porque ele tinha de ali estar?”
–Ei, priminha. Andas desaparecida.– Max me diz despenteando meu cabelo sorrindo e reviro os olhos cruzando meus braços.
–O que se passa?- Pergunto olhando o Rei.
–O Rei está a fazer um anúncio. Juliana se tornará Rainha na próxima semana.- Cristo me explica.
–E o Li Li vai casar-se no dia seguinte.- Um dos amigos de Liam diz rindo fazendo cocegas a Liam que o fuzila.
–Cala-te!
Abaixo minha cabeça engolindo.
“Já sabias que isso ia acontecer, Christa. Porque te doí tanto?”
–Toda a Academia foi convidada para assistir á coroação.- Oiço Kota dizer.- Vai ser lindo.
–Eu queria era ir ver a Mansão.– Mel diz suspirando e Riley sorri apertando sua mão.
“Espera, eles estão juntos?”
–É apenas mais um sítio grande cheio de gente.- Max diz abraçando Bia por trás e minha testa fica ainda mais franzida.
“Eles também?”
–Tens tanta sorte em poder lá estar.- Sarah suspira.
–Sim, mas chega a ser cansativo. Às vezes apenas desejo estar em minha casa. Mal vejo minha família. Mal sei o quanto Lily cresceu.
Sorri-o vendo seu olhar de saudade. Max era o irmão que toda a garota sonha em ter. Quase era mais um amigo que um próprio irmão. E ele sempre protegeu Lily desde que ela era um bebé. Com Adam tinha mais liberdade, mas Lily era a sua bonequinha.
–Muito.- Digo e eles em olham.- Lily cresceu muito. Ela já chega á mesa de jantar. Já não precisa que ninguém a sente.
–Já? Mas ela ainda gosta de brincar de bonequinha, não?
Meus amigos riram mas eu sorri assentindo. Max estava aflito, ele gostava de brincar às bonequinhas com Lily, principalmente porque ela apenas gostava de brincar com ele a isso,
–Sim. E ainda não deixa ninguém brincar com ela. Esse privilégio ainda é todo teu.
Ele sorri mais aliviado e beija Bia na cabeça que cora sorrindo.
–Ela vai gostar de ti, Bia. Lily é uma mente carinhosa e ela adora o irmão mais velho claro.– Max gaba-se e reviro os olhos enquanto eles riem.
–Alguém me explica desde quando vocês…– Aponto para Max e Bia.- … e vocês…- Aponto para Riley e Mel.-… estão com as coleiras postas?
–Desde a fogueira. Bom, na verdade, um dia depois da fogueira.- Max me explica sorrindo que nem um bobo.
–Eu disse para não seres medricas.– Bufo e ele revira os olhos sem tirar aquele bobo e estúpido mas muito fofo sorriso.
–Tu tinhas medo de vir falar comigo?– Bia pergunta sorrindo, surpresa o olhando e Max bufa.
–Não.
–Sei.– Bufo o imitando e ele me fuzila o que me faz sorrir.
–Elixa, não queres ir dar uma volta, não? Ou preferes que eu ameace teu namorado? Eu ainda não o fiz mas posso muito bem fazê-lo. És minha priminha tenho todo o direito.
–Á vontade.– O desafio cruzando meus braços.
–Estás um pouco desatualizado, Max.– Ky diz.- Eles acabaram á uns dias.
Max o olha confuso e então me olha. Dou de ombros sorrindo e sinto Joshua abraçar-me pelos ombros.
–Acabastes?
–Mas só nós é que sabíamos?– Riley pergunta surpreso e Mel o olha.
–Tu sabias?
–Sim. Eles logo trataram de nos contar.
–E a nós que somos tuas amigas nada, né, Christabell?– Emma diz olhando-me com raiva e dou de ombros.
–Não preguntastes.
–Isso não se faz.- Sarah concorda e reviro meus olhos bufando e olhando o Rei de novo.
Sabia que todos eles me olhavam, mas apenas olhei um deles. Jack. Ele mantinha seus olhos no chão mas quando sentiu meu olhar olhou-me. Fiquei com medo do que viria naqueles olhos. Não o queria perder. Ele era importante para mim. Fora o primeiro rapaz em quem confiara. A primeira pessoa, depois de Deo, que contara meu segredo obscuro. Eu confia nele como em ninguém. Não que eu tivesse medo que ele fosse contar a alguém mas não queria ficar sem sua amizade.
–Vamos esquecer isto. Não é um grande negócio.
Um alívio enorme me percorreu quando ele me sorriu. Seus olhos brilhavam, de quê, não fazia ideia, mas pelo menos tinha meu amigo ainda.
–Como não?! Vocês dois acabastes!– Mel quase grita assustando Riley e ri-o.
–Não tentes mudar de conversar, Senhorita Melissa. Ainda faltas tu e o Riley. Comecem a falar!– Digo e logo ela cora olhando Riley de soslaio.
–Nós só somos amigos.– Murmura e Joshua ri ao meu lado.
–Por enquanto.- Riley acaba tornando Mel num tomate enquanto nós riamos do descaramento de Riley.
–Riley!- Mel repreende e ele sorri dando de ombros.
–Quem diz a verdade não merece castigo. Nunca ouviste essa, Mel?– Sarah pergunta e Mel cora mais um pouco, como se fosse possível.
–Atenção, preciso da atenção de todos, por favor!– O Rei falou alto chamando a nossa atenção.- Juliana irá para a Mansão, juntamente comigo, claro, e quem mais ela quiser que venha. E segundo minha sobrinha são eles, Kimberly Watson, Matilde Leary…
–Claro, Vossa Alteza precisa das macaquinhas para lhe colocarem as cuecas.- Emma resmunga e rimos mas aí ela olha Liam.- Sem ofensa.
–Não ofendeu.
A forma neutra com que Liam falou fez que todos o olhássemos. Encostado á árvore, ele limitava-se a fazer o que sabia fazer melhor com seu ar de mau e expressão dura. A olhar. Olhar com aqueles olhos que tudo viam mas nada enxergavam.
–Devia ofender. Afinal, é tua noiva, não é assim, Loirinho?– Joshua o zomba trazendo o olhar de Liam para ele com raiva.
Mas ele pouco tempo demorou a encarar Joshua pois logo me encarou a mim. Deixando a raiva de lado o único sentimento em Liam agora, era arrependimento. Talvez culpa? O que quer que fosse era inevitável.
Desviei meus olhos de volta para o Rei e tentei de todo ignorá-lo, mas era quase impossível quando sentia seus olhos verdes em mim me contorcendo por dentro.
–E, por último, Liam Drake, que é um convidado especial como todos sabem.
–Eu também quero ir!- Mel choraminga e sorri-o a olhando.
–Para quê? É apenas uma casa grande com mobília velha.
–Mas eu quero!
Reviro os olhos e Joshua ri. Deito minha cabeça em seu ombro olhando de volta o Rei.
–Eu queria ainda acrescentar um hóspede em minha casa. Uma pessoa que eu teria todo o gosto em receber. Christabell Holter.
Senti meu coração parar por diversas razões. Uma, por ele olhar diretamente para mim com uma feição amorosa e acho que até mesmo paternal. Ainda não sabia como as pessoas não viam nossas semelhanças, mas eu dava graças por me parecer mais com minha mãe. Segunda, porque me assustei com os gritos que se espalharam por todo o recinto, principalmente de meus amigos. Terceira, porque Joshua teve a excelente ideia de me levantar me assustando, mais uma vez. Quarta, porque eu tinha medo do que aquela viagem ia ser. Qual era o propósito disto? Eu nunca lá quis ir, porque mudaria agora de ideias?
–Já sabias disto, Chris?– Cristo pergunta-me enquanto cerro meu maxilar com força.
–Não.
–Não pareces surpresa, Anjo.– Kota diz e cerro meus punhos.
Realmente, eu não estava surpresa. Chocada? Bem capaz. Enraivecida? Oh, sem dúvida alguma.
Afasto-me de Joshua e caminho até Connor que conversava com Bree, Sra. Felline e Marissa. Connor sempre fora muito popular entre as mulheres.
–Eu não quero ir!– Vou logo dizendo mal chegou perto deles.
Bree, Marissa e Sra. Felline olham-me com espanto mas Connor limita-se a deixar de sorrir e a olhar-me.
“Ele já sabia! Aquele traidor.”
–Christy…
–Eu não quero! Eu não vou!
–Christabell, é uma ordem do Rei.- Sra. Felline me diz mas bufo.
–Estou-me nas tintas para isso. Eu não vou!
Connor suspira e pega minha mão puxando-me para um longe delas e de todos os outros. Ainda conseguia ver todos eles, mas ali podia gritar á vontade que dificilmente ouviriam.
–Christa, ele quer que vás.
–Porquê? Ele sabe perfeitamente que não vou mudar de ideias, né? Não é necessário levar-me para a Mansão. Eu continuarei com o mesmo pensamento. Por isso eu digo, eu não vou!
–Não é assim tão simples, princesa. Ele já anunciou. Tu tens de ir.
–Não podes fazer alguma coisa? És meu tutor. Ele não pode nada contra ti!
Ele dá um sorriso torto triste o que acaba com minhas esperanças.
–Ele é teu pai.
–Mas ninguém sabe disso!
–Chris, é apenas para veres como aquilo lá é. Ninguém está a dizer para mudares de ideias. Já pensaste que talvez ele apenas quer passar um tempo com a filha que perdeu durante 16 anos?
–A culpa foi dele.– Murmuro mesmo sabendo que não era verdade.
–Não é não. Tu sabes. Ele procurou-te a ti e á tua mãe até perder as esperanças e onde vos procurar.
–Ele desistiu. É o bastante.
–Christy…
Ele sussurra antes de me abraçar. Agarro-me a ele deitando minha cabeça em seu ombro. Sua mão acaricia meu cabelo e sua boca pressiona minha testa. A última vez que ele me abraçara a assim minha mãe morrera.
–Dá-lhe uma hipóteses.
–Eu não quero dar-lhe uma hipótese!- Exclamo afastando-me dele com raiva.- Não quero ter nada a ver com ele! Não quero dar razões a Juliana para me odiar ainda mais! E se alguém desconfia? Daqui a pouco todos sabem e então será piro porque todo o mundo saberá e então serei obrigada a herdar a porcaria do trono!
–Estás a exagerar, Chris. Ninguém vai desconfiar de nada.- Connor ri e bufo cruzando meus braços.
–Eu não vou!
–Christa…
Connor falou alguma coisa mas não consegui ouvir mais nada porque todo o meu corpo se virou para outra voz.
“-Tu tens de ir, meu amor. Faz tudo parte do plano.”
–Ok, eu vou. Mas que fique esclarecido que vou contra a minha vontade!
Connor sorri feliz e abraça-me.
–Eu sabia que ias fazer a escolha certa.
–Sim, pois.
Andamos de volta para perto dos outros mas me afasto dele caminhando até meus amigos. Bom, minha intenção era passar por eles e seguir até ao dormitório mas Mel e Sarah não permitiram puxando-me de volta para perto deles.
–Sempre vais?– Sarah pergunta e bufo dando-lhes a resposta.
–Isso é tão fixe! Como eu queria estar no teu lugar. Depois tens de me contar tudo!
Reviro meus olhos e afasto-me deles tentando voltar ao dormitório mas Ky segura meus ombros e me puxa de volta para eles.
–Se voltareis a fazer isso eu vou bater-vos.– Aviso e eles riem.
Mas não era para eles rirem! Estava a falar bem a sério.
–Onde pensa a menina que vai?- Ky pergunta.
–Lutar.
–Já chega de lutar. Passas-te a semana toda o fazendo. Vamos antes para a cidade.
–Temos um combate em breve e tu queres ir passear para a cidade?– Pergunto o olhando e ele sorri.
–Claro.
Reviro os olhos.
–Ele tem razão, Anjo. Precisamos de um descanso.– Riley diz entrelaçando as mãos atrás da cabeça.
–Não, não precisamos.
–Estamos mais que prontos lutar contra aquele palerma.– Ky diz sorrindo vitorioso mas limito-me a deitá-lo ao chão.
Ele geme de dor e tiro meu pé do seu pescoço. Eu tinha uma raiva estranha em meu corpo. Como que ao ele ter insultado Aires me tivesse ferido. Mas era diferente de qualquer outra raiva que tenha sentido antes. Era com se ele estivesse me insultando a mim.
–Nota-se que estás muito preparado.– Bufo.
–Anjo, é apenas um descanso. Não achas que estás a levar tudo sério demais? Nem sequer sabemos do feitiço ainda.- Jack diz olhando-me cauteloso.
–Isso é uma vantagem para nós. Achais que ele está parado á espera que decidamos aparecer e matá-lo?
–Ninguém está a dizer isso, Chris. Mas precisas descansar um pouco. Mais cedo ou mais tarde ele vai morrer. Vocês ides matá-lo.- Sarah diz.
–Sim, quer dizer, ele afinal não tem 9 vidas com Alá.- Kota ri e todos os olham confusos.
–Desde quando Alá tem nove vidas?– Joshua pergunta.
–Isso não são os gatos?– Emma pergunta.
–Alá também! Vocês não estudam os Deuses?
–Acho que sim.– Mel sussurra.
–Estás bem, Chris?– Cristo me pergunta.
–O que disseste?– Pergunto a Kota que me olha.
–Se vocês não estudam os Deuses.
–Não isso. Sobre Alá.
–Que ele tem nove vidas.
– 9 Vidas de Alá.– Sussurro.
““Décimo segundo dia de Salé”
“Monstros do Infer-Mundo”
“Vida negada”
“9 Vidas de Alá””
–O livro.
–Que livro?– Joshua pergunta e arregalo meus olhos.
–Deus, Kota, és um génio!– Exclamo segurando seu rosto e beijando sua bochechas.
–Eu sei, mas porquê?– Ri mas não respondo.
Corro por entre as pessoas até á biblioteca. A minha sorte era tão grande que a porta estava fechada.
–Droga!- Bato com meu pé na porta a abanando.- Droga, droga, droga, droga!
Inclino meu corpo contra a porta apoiando minhas mãos na mesma. Suspiro tentando acalmar-me, mas não era tarefa fácil. Não queria, nem tinha paciência, para esperar até amanhã. Precisas entrar ali denro de alguma maneira.
–Estúpida porta!– Bato na porta com as mãos afastando-me.
Suspiro olhando o teto da Academia. Quando desisto de ficar ali parada oiço um barulho e me viro para trás. A fechadora aberta permite que a porta se abra apenas um milésimo. Olho em volta vendo se havia alguém e aproximo-me da porta lentamente. A abro ainda surpresa.
–O quê…
Olho minhas mãos que pareciam vibrar com o formigueiro nas pontas dos dedos. Sorri-o levantando as mãos e no mesmo instante um raio sai delas e atinge a parede em cima de mim assustando-me.
–Merda!– Ri-o entrando e fechando a porta de novo.
Corro até ao andar de cima onde encontrei o Sr. Broner pela primeira vez. Os livros não se encontravam nas estantes, como pensei. Era valiosos demais para ali estarem, segundo Broner. Estava a descer as escadas para o primeiro andar quando vi uma vitrine dentro da parede. Volto a subir os degraus e ando até á parede.
Os 11 livros estavam guardados por ordem num manto vermelho. Eles gostavam mesmo daqueles livros. Tento abrir a vitrine mas estava fechada por um cadeado. Olho minhas mãos que ainda formigavam e seguro no cadeado. Em meros segundos ele estala.
–Eu posso habituar-me a isto.- Ri-o abrindo a vitrine e tirando os livros para cima da mesa mais próxima.
Procuro no índice de cada um algo relacionado com Aires e os Strigois. Mas nada aprecia ser o certo. Haviam alguns que podia relacionar mas sempre que ia ver o que era acabava por me dececionar.
Suspiro cansa olhando o relógio na parede.
18:32.
Mais cedo ou mais tarde eles iriam á minha procura. Faltavam-me 5 livros para ver. O número 55 foi o que mais me chamou a atenção. Sr. Broner tinha dito que existiam 55 livros. Sendo assim, aquele era o último.
Folheio-o o livro até que minha cabeça começa a dor me fazendo gemer segurando minhas têmporas.
“-Para que precisas disso, minha Princesa? Lembraste que não precisas de derrotar-me? Nós os dois somos um só. Não é assim?
–Sim.– Sussurro num suspiro e sinto a dor se ir.
“-Coloca isso no lugar, Princesa. Não precisas disso. Não vais matar-me, vais casar comigo. Não é?”
–Claro que sim. Mas precisamos acabar com a Realeza. Como pensas fazer isso?
“-Eu tenho um plano, meu amor. Não preocupes essa tua cabecinha linda. Na hora saberás.”
–Como quiseres, meu Senhor.
–Bell?
Levanto meus olhos encarando os verdes de Liam e logo em seguida a de todos os outros. Um a um me olhavam, confusos, questionadores.
–O que estás a fazer aqui?
No próximo capitulo de Monsul Academy: Verdades...
–Nada vai estragar esta semana.
–Nem mesmo, Christabell Holter?
–Nem mesmo essa garota.
–Trazei minhas malas.
–Cheguei!
–Não tiveste saudades, amor?
–Bem-vindo de volta, vossa alteza.
–Entrem, garotas. Vamos começar os preparativos para o maior evento de sempre!
–Patético.
–Então estão á espera do quê?
–Estás no meu lugar, coisinha.
–Deixa-te estar, Christabell. Juliana, senta-te ao lado de teu pai, por favor.
–Sim, mas ela é-me bem familiar. Como se chamava tua mãe, pequena?
–Lúcifer, cala-te.
–O tio gostou mesmo de uma empregada?
–Não se atreva a falar assim dela!
–Proteges demais essa garotinha! Porquê, hem, Leonardo? Sentes-te culpado por teres trocado o amor pelo trono? Queres redimir-te agora que Kate está morta? Deixa-me dizer-te que já vais tarde!
–Tu me amas?
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