Monsul Academy: Verdades
11 Christabell Holter: 11ºCapitulo
“A nossa última noite nunca será a última pois eu me recordarei todas as noites de como tu me olhaste e me disseste que amavas.”
11º Capitulo
(https://www.youtube.com/watch?v=HNrgK8h2xBc-
Para quem quiser a música de Max e Bia)
Eu não podia crer que Max ainda me negava que gostava de Bia. Cara, ele não parava de a olhar. Tenho a certeza absoluta que se Bia levantasse a cabeça ela notaria isso.
–És um cobarde.- Sussurro a meu primo.- Ela é uma miúda incrível, e tu um medricas.
O vejo revirar os olhos e deitar um pau para a fogueira.
–Christa?
Olho para Cristo que me chama e assinto.
–Ficas com Gemma um pouco?- Pergunto a Max que sorri pegando nela.
–Claro.
Beijo a cabeça dela antes de levantar-me e ir até Cristo. Encostado a uma das árvores da clareira, seu rosto mal era visível.
–O que se passa?
–Preciso que me prometas uma coisa.
–Tudo o que quiseres.
Ele suspira passando a mão pelos cabelos.
–Tu…Tu sempre estarás connosco, certo?
Franzo minha testa, confusa.
–Claro.
–Chris, tu és minha amiga, e sei que nunca te virarias contra nós mas eu vi…- Ele se cala quando se apercebe quando fala demais.
–Viste o quê, Cristo? E não me mintas!_-Ordeno.
–Chris…
–Cristo!
–Ok.- Suspira.- Eu vi-te… com ele.
–Ele? Tu estás a falar do…
–Aires. Eu não sabia que era ele até tu dizeres o nome dele na visão.
–Lá por estar com ele porque achas que me viraria contra vocês? Cristo, sois meus amigos. Ele apenas um dos muitos que odeio.- Dou de ombros.
–Não estás a entender! – Diz frustrado se desencostando da árvore.- Chris, estáveis a beijar-vos.
E há momentos em que tudo para, e não é de uma maneira boa. Cristo nunca fora de mentir. Ele ás vezes apenas contornava a verdade, mas sempre se descobria. Seu rosto era de frustração e ao mesmo tempo de preocupação.
–O quê?
–A visão pode estar enganada. Não quer dizer que aconteça.
Assenti mas ambos sabíamos de uma coisa. As visões dele nunca estiveram enganadas antes. Nós pudemos mudar o rumo delas, mas enganadas, elas nunca estão.
–Eu nunca me viraria contra vós, Cristo. Sois minha família.
Ele sorri e despenteia meu cabelo. Lhe sorri-o, por mais forçado que seja. Quando voltámos para perto dos outros, as palavras dele não me saiam da cabeça.
“Chris, estáveis a beijar-vos.”
“Beijar-vos”
“Beijar-vos”
“-Não fiques assim, minha Princesa. Eu prometo-te que não te arrependerás”
Senti meu sangue gelar conforme sua voz aparecia em minha cabeça. Fecho meus olhos e abano minha cabeça.
“Filho da mãe”
–Chris?
Olho Max que me olhava preocupado juntamente com Gemma. Lhes sorriu e pego na menina que se acomoda em meu colo.
–Ei, que tal uma música?- Alguém diz e apenas vejo uma viola aparecer sei lá de onde.
–Esperem por nós.
Liam aparece com seus amigos e ficam justamente á minha frente. Procuro por Juliana mas não a encontro em lado algum. Meus olhos se encontram com os de Liam e engulo.
–O nosso Max pode cantar.
–Tudo bem.- Max concorda e limpo minha garganta desviando-me dos olhos de Liam, olhando meu primo.
–Eu acho que precisas de companhia.
–Claro. Cantas comigo?
Ri-o e nego.
–Não, obrigado. Ei, Bia!
Bia levanta sua cabeça e me olha confusa.
–Sim?
–Para!- Max me ordena sussurrando mas apenas sorri-o olhando minha amiga.
–Meu priminho aqui precisa de alguém que o acompanhe, topas?
Ela se engasga atrapalhada e acho que até surpresa. Suas bochechas coram tão violentamente a deixando tão fofa.
–Boa ideia! Tens uma voz linda.- Emma me apoia.
–Vem cá.- A chamo me chegando para mais perto de Jack que coloca seu braço á minha volta.
–Eu…
–Bianca!
Ela suspira e se levanta caminhando até nós. Quando se senta ao meu lado seu rosto está mais vermelho que tomate podre.
–Hm, descontrai, ok?– Max lhe sussurra e ela inspira concordando.
–Ela consegue.- Digo e Bia me olha aflita.- Basta cantares e imaginar-nos todos nus.
As pessoas á volta riem enquanto Bia apenas cora sorrindo olhando o chão. Passo meu braço pelo seu ombro e assinto para Max.
As melodias de Max sempre eram calmas de um jeito bonito. Se ser Guardião não resultasse, ele poderia investir na música.
– I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces, fill the places I can't reach
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Olho Bia que suspira antes de começar a cantar baixinho.
–Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you
Max olha-me e sorri antes de continuar. Os dois faziam uma dupla linda. As vozes deles combinavam bem. Max era mais ousado, mais livre, enquanto que Bia era mais reservada, tímida. Ri-o e beijo a cabeça de Gemma que me olha com seus grandes olhinhos. Sorri-o e ela retribui tocando meu rosto.
–Minhas meninas lindas.- Jack diz-nos e sorri-o ainda mais enquanto Gemma ri.
A meio da música já todos cantavam com eles e Bia já estava um pouco mais á vontade. Gemma fechava os olhos de vez em quando, cansada.
–Cansada, bebé?– Sussurro á menina que assente bocejando.- Vamos dormir, então. Jack, eu vou deitá-la, ok?
–Queres que vá contigo?
–Eu depois já volto. Apenas vou deitá-la.
–Ok. Vê se não demoras.
–Não te preocupes.– Beijo seu rosto e me levanto.- Brade!– Chamo o garoto que levanta a cabeça para nós e se levanta sonolento.
Jack esfrega-lhe a cabeça quando este passa por ele e então seguimos pela floresta até a Academia.
–Brade, vais a dormir rapaz?
Ele levanta a cabeça para mim e dá de ombros bocejando. Ri-o e o puxo para mim. A maior parte das pessoas estavam na fogueira então os corredores estavam praticamente vazios. Encontramos Connor conversando com Marissa encostados a uma parede nos fundos. Suas vozes eram quase inaudíveis.
–Olá pombinhos.- Digo sorrindo e ambos coram.
–Onde ides?– Connor pergunta limpando a garganta.
–Levar as crianças ao hotel.
–Eu vou convosco.
–Connor, já somos grandinhos. Não te preocupes. Continua o que estavas a fazer.
–Nós não…– Ele começa mas reviro os olhos o interrompendo.
–Sei. Então, continuem a fazer o que não estavam a fazer que eu vou lá pô-las e já venho. Se demorar mais de 20 minutos eu deixo-te vir atrás de mim, que tal?
–Chris, não acho boa ideia andares sozinha de noite.
–Eu posso levá-los.
Viro-me para trás conforme ele saia das sombras. Suas mãos o acompanhavam colocadas nos bolsos da frente. Seus cabelos loiros caiam á frente de seus olhos me impedindo de os ver.
–Tenho carro.
–Porque haveria eu de confiar 3 crianças a 1 criança?– Connor zomba e o olho com os olhos cerrados.
–Esta criança deita-te ao chão em 5 minutos.
–Bem visto.– Marissa ri e Connor revira os olhos.
–Não interessa. És uma criança na mesma!
–Connor!- Eu e Marissa repreendemos e ele sorri cruzando os braços sobre o peito.
–Connor, acho que ela sabe cuidar bem dela sozinha.- Marissa me apoia e sorri-o.
–Estás a falar da mesma rapariga que fugiu 2 vezes desta Academia e que quase morreu?– Connor pergunta sarcástico.
–Qual é? Estou viva, não estou? Acho que me portei muito bem, Senhor Connor.
Ele bufa desencostando-se da parede.
–Sei. Fala isso para todas as marcas que tens no corpo.
–Eu até falaria, mas elas não me respondem.- Zombo e Marissa ri já Connor, limita-se a fuzilar-me.- Confias em mim?
–Sim mas…
–Ótimo, vou indo. Amo-te!
Pego na mão de Brade e saímos dali o mais rápido possível. Connor ainda gritou qualquer coisa mas não liguei. Enquanto descíamos as escadas senti alguém andar atrás de nós e me virei para trás.
–Não preciso que venhas.
Viro-me de novo para a frente sentindo meu coração aos pulos. Eu não ia dizer que não me custava que ele não me olhasse, ou que me ignorasse, mas era o melhor e não havia volta a dar. Não ia estragar a vida de meus amigos por um simples capricho meu.
–Demoraras mais tempo se fores a pé.
–Desenrasco-me.
–Bell…- Ele pega meu braço me virando para ele.
Se antes meu coração acelerava agora ele queria explodir.
“Porque Liam tinha de ser tão… Liam? Porque ele tinha tanta influencia em mim?”
–Eu apenas quero ajudar-te.
–Não preciso da tua ajuda.- Virei-me de novo mas ele voltou a virar-me.- Liam!
–Bell, vá lá. É apenas uma boleia.
–Sim, e no outro dia apenas foste ver como eu estava e aconteceu o que aconteceu. O que preciso menos agora são problemas, Liam.
–Eu sei… Bell, por favor. – Implora olhando-me nos olhos.- Pensa no garoto, então? Ele mal se aguenta em pé.
Olho Brade que esfregava os olhos cansado. Liam tinha razão quanto a isso. Ele não iria aguentar a caminhada.
–Ok! Mas vamos e voltámos no menor tempo possível.
–Muito bem.
Viro-me para a frente tentando me convencer que não vi um sorriso no seu rosto. Andamos até ao carro cinza dele e deito Gemma no banco detrás. Brade sobe ao lado dela e deita a cabeça no banco. Entro no lado do passageiro e Liam liga o carro. O rádio começou a tocar mas mal ouvi qual era a música. Meus pensamentos estavam longe. Era impossível minha cabeça trabalhar mais.
Aires e a forma como ele aparecia em minha cabeça.
“Como ele consegue fazer isto? E, para quê ele faz isto? Para me controlar? Aquele …ARGH!”
O pior era que ele conseguia controlar todo o meu corpo. Ele podia facilmente me abater e isso me preocupava. Matá-lo estava cada vez mais difícil. Ainda mais quando o feitiço não tem como aparecer.
E então, Liam e Jack.
Eles eram tão diferentes mas eu gostava de ambos. Jack era meu porto seguro, não tinha dúvidas disso. Mas Liam… ele era o mar. Selvagem e cheio de vida que abalava com tudo, principalmente meu coração.
–Bell? Bell?
Paro de olhar pela janela e olho Liam que me olhava preocupado.
–O quê?
–Estás bem? Estou a chamar-te á minutos.
–Hm. Estou bem.
Volto a olhar pela janela suspirando.
–Em que pensas?
–Nada.
“Agora”
–Não me mintas, Bell.
Mordo minha boca com força.
–Onde encontrastes as crianças?
–Lá.
–Sei, e lá fica…
–Lá.
–Bell, estou a tentar conversar contigo com calma.- Suspira frustrado.
–E eu estou a responder-te.
–Não propriamente.– Reviro meus olhos deitando a cabeça no banco.- Quem são os pais deles?
–Não interessa.
–Bell, para de fazer essa porra! Apenas estamos conversando numa boa!- Diz batendo no volante com força e o olho.
–Não, Liam. Não interessa, porque estão mortos.
–Oh.- Sussurra aliviando sua pressão no banco.- Desculpa.
Reviro meus olhos e volto a olhar pela janela.
–Como eles morreram?
–Nunca conheceram o pai e a mãe morreu na última batalha que tivemos antes de virmos. Levei-as para casa de Deo porque… eram crianças e Brade estava ferido.- Olho o garoto que já dormia em paz me fazendo sorrir.
–Eles gostam de ti. – O olho e ele me olha por um tempo antes de voltar para a estrada.- A menina principalmente.
Suspiro olhando a estrada escura á nossa frente.
–O que queres com isto, Liam?
–Nada apenas… estamos a conversar.
Mas a conversa terminou ali. Pouco depois já estávamos parados no lado de fora do Hotel onde as crianças ficariam com Deo. Peguei em Gemma e Liam em Brade. O quarto de Deo era o 35 e assim que bati ela atendeu.
–Christabell!
–Oi, Deo.– Sussurro beijando seu rosto e ela sorri.
Entro e coloco Gemma numa das duas camas e Liam faz o mesmo com Brade. Quando acabo de os tapar olho Deo e a abraço uma última vez.
–Quereis comer alguma coisa?
–Não, obrigado. Temos de voltar para a Academia antes que Connor mande uma comitiva atrás de mim.- Ri-o com ela.
–E Jack? Conseguiste vir sem ele ou prendeste-o em algum lado?- Brinca e ri-o.
–Jack está a aprender a aceitar que não preciso de proteção. Não está a ser fácil, mas ele está a compreender. Seu filho é uma cabeça dura!
Ela ri assentindo. Nos despedimos e voltamos para a Academia. Peguei meu celular e disquei uma mensagem a Jack dizendo-lhe que estava cansada demais para voltar para a fogueira. Que, mal chegasse á Academia seguiria para meu quarto. Ele aceitou dizendo que me amava.
Eu amava Jack mas… não chegava a ser tão forte como o que ele sentia por mim. O amava mais do que cheguei a amar Mike mas…o que sentia por Liam ainda era muito superior aos outros dois.
Aquele filho da mãe não me saia da cabeça!
“Palerma.”
–O que estás a fazer?- Pergunto quando o vejo estacionar no meio do nada.
–Precisamos conversar.- Diz virando-se para mim.
–Não tenho nada para falar contigo.– Bufo.
–Ótimo, porque também não me apetece falar.
Tentei reclamar ou pelo menos perceber o que ele estava a fazer, mas antes de me dar conta ele segurou meu queixo e me beijou. Tentei afastar-me com a surpresa mas ele não permitiu. Simplesmente segurou meu queixo com mais força e rodeou minha cintura com seu braço. Coloquei minhas mãos em seus ombros e olhei seus olhos verdes quando parou para respirarmos.
–O que estás a fazer?- Sussurro sem ar.
–A beijar-te.
–Para de sorrir, Liam! Se Juliana sabe…
–Ela não está cá!- Me interrompe.- Ela não vai saber de nada, Bell. Não precisas preocupar-te.
–Mas preocupo!
O afasto mas ele segura minhas mãos.
–Bell, por favor. Talvez seja a última noite que vamos poder ficar juntos. Dá-me pelo menos esta noite.
–Liam, Jack nunca me perdoaria e…
–Esquece-o! Esquece-o a ele. Esquece Juliana. Esquece toda a gente.– Segura meu rosto entre suas mãos e encosta sua testa na minha.- Somos apenas nós dois, Bell. Nós dois. Eu…e tu.
–Não acho certo, Liam.
–Talvez não seja mesmo. Mas Bell…apenas por uma noite.
Não tenho tempo de negar ou aceitar quando ele volta a tomar minha boca mais violento e possessivo que antes. Meu corpo inteiro suspira por ele e acabo cedendo tocando seu rosto de leve. Liam não perde oportunidade e me puxa para seu colo retirando meu cinto. O tempo tinha parado de alguma forma e se não tinha, parecia que sim.
Quando a respiração faltou nossas testas se tocaram enquanto nossos corações batalhavam juntos. Eu não tive dúvidas dos sentimentos que Liam me dava mas eram tantos e de tantas maneiras que ás vezes apetecia-me bater-lhe e outras…nem por isso.
Seus olhos verdes brilhavam mesmo tendo escurecido. Pareciam um turbilhão, como se os Deuses estivessem fazendo uma luta lá dentro. Suas mãos apertavam minha cintura de uma forma exigente mas sem magoar. Meu rosto devia estar muito corado, graças a Liam e sua excitação debaixo de mim. Mas nada era comparado á força com que meu coração batia.
Por ele.
–Beija-me, Bell.
–O que achas que tenho andando a fazer, seu idiota?– Digo rindo ainda sem fôlego e ele sorri.
Um pequeno e lindo sorriso que mostrava que Liam Drake não era apenas um canalha mas também irritante, idiota, estúpido e um querido quando queria. Mas só quando queria! Havia muitas facetas em Liam Drake e talvez fosse por isso que eu gostava dele.
–Não é isso que queria dizer.- Diz colocando uma madeixa de meu cabelo atrás da orelha e lambe seus lábios.- Sou sempre eu que te beija, já reparaste? Tu nunca começaste. Eu quero que me beijes, Bell. Quero que me beijes pela primeira vez.
Mordo meu lábio inferior por míseros segundos antes de o beijar sua boca. Um pequeno beijo antes como se realmente fosse a primeira vez e só então o beijei. Segurei sua cabeça para mais perto e ele fazia o mesmo com minha cintura. Suas mãos foram para baixo de minha blusa acariciando levemente. Pedi-lhe passagem e ele não tardou a ceder-ma. Nossos lábios quase doíam com a força que ambos exigíamos deles. Mas não parecia ser o suficiente. Meu ventre tremia de excitação. Eu o queria. Eu o queria de todas as maneiras possíveis. Era uma luta em que nenhum de nós ganhava mas ambos saiamos vitoriosos.
Suas mãos deixaram minhas costas percorrendo lentamente até ao cós das minhas calças. Liam quase que não tocava, ele apenas conhecia. E aí…acabo encostando no volante e a buzina toca nos assustando.
–Droga.– Digo recuperando o fôlego e olhando o volante enquanto Liam ria.- Para de rir, seu idiota!
Bato-lhe o fazendo rir ainda mais e arrancando-me um mini sorriso a muito custo.
–Anda cá.– Chama-me e puxa minha cabeça para ele juntando mais uma vez nossos lábios.
Eu cada vez mais estava encostada a ele. Já não havia espaço que nos separava tirando a roupa que vestíamos. Suas mãos se juntaram nas minhas costas como um abraço desesperado enquanto nossas bocas lutavam. Era como se fossemos o mar e a corrente. De alguma forma contrariávamo-nos um ao outro mas não podíamos viver um sem o outro. E isso era um problema porque não podíamos ficar juntos.
–Amo-te.- Sussurra enquanto passa a beijar meu pescoço e acho que á volta dos meus gemidos eu tenha acabado de dizer “eu amo-te” também, mas a certeza era incerta no meio de tanto prazer.
Ele coloca-me no meu banco novamente mas não me dá tempo para perguntar o que estava fazendo porque logo ele abaixa meu banco e se deita em cima de mim. Suas mãos estavam mais livres agora levantando um pouco minha blusa até que a retirou por completo e fiz-lhe o mesmo. Ele beijava debaixo da minha orelha enquanto eu o analisava melhor. Eu não compreendia como um mísero Mago conseguia ter o abdómen de um Guardião ou talvez até melhor. Liam era perfeito. Sem qualquer coisa fora do lugar.
“Talvez seja por isso que Juliana gostava tanto dele.”
–Estás a pensar, Bell.- Diz parando e mesmo querendo resmungar com ele apenas o olho.- Pensei que tínhamos combinado de não o fazer.
–Não é assim tão simples, Liam.
–Eu sei.- Diz acariciando meu rosto sorrindo de lado.- Já perdi a conta de quantas vezes pensei que é a nossa última noite juntos. Mas é esse pensamento que me faz querer descobrir tudo hoje, Bell. É esse pensamento que me faz querer aproveitar cada segundo contigo. Porque amanhã… eu não sei o que vai acontecer. Mas sei o que quero que aconteça hoje.
–Liam, eu não estou preparada para…
–Shh, calma. Não foi isso que quis dizer, meu amor. Não precisamos chegar até esse ponto e nem eu quero que nossa primeira vez seja aqui. Eu apenas…– Ele suspira olhando pela janela antes de olhar-me de novo.- Apenas quero ter este momento contigo, Bell. Porque, o mais provável de acontecer amanhã é eu ver-te com ele e …– Ele ri pelo nariz, um som frustrado com uma pitada de raiva.-… eu preciso controlar-me. Eu preciso de algo que me impeça de chegar até ele e o esmurraçar por ele tocar naquilo que é meu e então estrago tudo para o nosso lado graças a Juliana.– Abaixo minha cabeça.
Meu coração acelerou quando ele tocou no nome de Juliana. Ela ainda era minha prima e o que estava eu a fazer? Por mais irritante, mimada e insuportável que ela seja… ainda é minha família.
– Ei!– Liam levanta meu queixo acariciando-o.- É a última coisa que eu quero, meu amor. Não quero ver esse olharzinho em teu rosto que me corrói por dentro, ok? Não quero que sofras, Bell. Nunca. Muito menos por causa de Juliana.
–Pensei que não íamos falar deles.– O interrompo antes que me sentisse pior já do que estava.
–Quem falou deles?
Liam sorri e volta a beijar-me. Agarrei-me a ele como se el fosse um salvador e que fosse tirar aquela dor em meu peito. Por um lado, eu sabia que o que estava fazendo era errado, mas por outro, estar com Liam não tinha nada de errado. Era como se eu devesse beijá-lo. Devesse estar ali com ele. Mas era errado!
Minha cabeça sabia disso mas meu coração… bom, esse estava-se nas tintas para a estúpida cabeça.
Seu toque era suave mas conforme o beijo se foi intensificando seu toque também. Não doía mas suas mãos estavam perigosamente perto da minha ferida. A única coisa que senti quando ele lá tocou por cima da ligadura foi o suficiente para me afastar dele e dar um pequeno grito. Liam se afastou na mesma hora olhando-me preocupado.
–Merda! Desculpa, Bell. Desculpa.
–Estás tudo bem, Liam.– Suspiro abrindo os olhos que fechei por pequenos segundos.- Merda!
–O quê? Magoei-te de novo?- Liam se senta no banco dele preocupado e me sento pegando minha blusa.
–Não é isso, Liam! São quase onze da noite. Connor vai matar-me!
–Bolas.– O oiço murmurar e pegar sua camisola ás pressas.
Não demorámos para chegar com a velocidade que Liam conduzia mas eu já ia ouvir das boas. Ambos sabíamos que mal entrássemos pelos portões tudo o que acontecera ali não passaria de uma mera lembrança. Meu coração murchou por isso. Toda a felicidade no momento se tinha evaporado.
–Bom…
Ele começou olhando o volante mas não conseguiu acabar.
–Boa noite.– Digo e ele assente apertando o volante e suspirando.
–Boa noite.
Abro a porta do carro e sai-o. Não olhei para trás uma única vez enquanto andava de volta para o prédio e muito menos ouvi a porta do carro bater que significava que ele saíra. A única coisa que ouvira foram os grilos na noite e o som de meu coração se despedaçar… mais uma vez.
No próximo capitulo de Monsul Academy: Verdade...
–Precisas de vir connosco, Chris.
–O que se passa?
–Juliana se tornará Rainha na próxima semana.
–E o Li Li vai casar-se no dia seguinte
–Eu queria era ir ver a Mansão.
–É apenas mais um sítio grande cheio de gente.
–Tu tinhas medo de vir falar comigo?
–Eles acabaram á uns dias.
–Afinal, é tua noiva, não é assim, Loirinho?
–Eu queria ainda acrescentar um hóspede em minha casa. Uma pessoa que eu teria todo o gosto em receber. Christabell Holter.
–Eu não vou!
– 9 Vidas de Alá.
–O livro.
–Claro que sim. Mas precisamos acabar com a Realeza.
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