Monsul Academy: Mentiras
1 Prólogo
Prólogo
Liam Drake abriu os olhos devagar. Os acontecimentos ocorridos eram lembranças turvas.
Michael Towner.
Emboscada.
Strigois.
Sangue.
Dor.
Beijo.
"O beijo. Christa."
Ele olhou em volta, mas não viu ninguém. Havia corpos espalhados pelo chão, mas não conhecia nenhum deles.
O sol começava a pôr-se.
Levantou-se com medo da dor mas não sentiu nada. Não tinha nada. Havia sangue na sua camisola e um buraco na parte detrás, mas estava tudo bem com ele.
- O que diabos, aconteceu? Eu devia estar morto.
Ele esfregou a cara e olhou em volta.
Os corpos começavam a decompor-se.
"Quanto tempo se passou?"
Encostou-se a uma árvore e levou a mão aos lábios.
A lembrança do beijo com Christa era a memória mais nítida que ele tinha. A maneira como ela chorava dava-lhe um aperto no peito. Queria agarrar-se a ela e nunca a deixar ir. Algo lhe dizia que tinha que a proteger. Quando a beijou suas dúvidas evaporaram. Beijar Christa era tão diferente de beijar Juliana. Era mais verdadeiro, mais real, mais… mágico.
Ele sorriu com a lembrança e correu. Ele tinha que a ver. Já não estava a aguentar mais.
Então correu.
Quanto mais corria mais imagens de Christa lhe vinham á cabeça.
A forma como ela sorria, como seus olhos brilharam quando falava de sua mãe, quando ouviu a história do casal de idosos, a maneira como os seus olhos se encheram de dor quando Juliana falou de Michael, a maneira como ela se entrega a uma luta, a sua coragem, a sua bondade, a sua beleza, o seu amor.
Ela fazia-o sentir algo que nunca imaginara. Desde a primeira vez que ele a viu a entrar pela porta do ginásio, ele sentiu coisas que devia sentir por Juliana. Mas sentimentos que apenas são dirigidos a ela.
Quando ele pensou que ia morrer, o que doeu mais foi ter que deixá-la. O medo de outro ocupar o lugar que era dele por direito. Mas agora ele estava vivo. Não sabe como, mas estava vivo. E em pouco tempo estaria com ela nos seus braços.
— Ei rapaz.
Ele virou-se e viu o velho casal sentados num banco. Parecia que eles nem sequer dali tinham saído. Tinha sido graças a eles que ele percebeu Christa e não desistiu.
— Ei.
— O aconteceu contigo?- Perguntou a mulher assustada.
Ele olhou-se e deu de ombros sorrindo. Ele estava vivo!
— Nada de mais.
— Estás ferido?
— Não. Estou bem. São apenas as roupas.
— Os jovens e a moda de hoje.- Suspirou o homem.
Liam, riu e passou a mão pelo cabelo.
— Podem-me dizer que dia é hoje?
— Passou exactamente uma semana desde a última vez que nos vimos.- Informou o homem.
"Uma semana?"
— Obrigado. Tenho de ir.
— Espera ai. Queremos saber como estão as coisas com a bela rapariga.
— Já resolves-te tudo?- Perguntou a mulher.
- Ainda não. Mas, se tudo der certo, vai se resolver como eu quero. Adeus.
-Os jovens e a pressa.- Disse o homem beijando sua mulher, sua amante, sua vida.
-Eu rezo por eles.- Disse a mulher apaixonada.
-Eu também meu anjo. Eu também.
Ele saiu correndo como se sua vida dependesse disso. Quanto mais depressa chegasse á Academia, mais depressa resolveria tudo. Mais depressa ele teria Christa nos braços.
Mal sabia ele o que o esperava.
Notas finais
Ser para valer desta vez?
Fale com o autor