Monsul Academy: Mentiras
30 Epílogo
Notas iniciais
Epílogo
–Divertindo-se vossa alteza?
Connor sentou-se na cadeira ao lado do rei e olhou para o enorme salão.
Julian fez questão de toda a Academia prestar homenagem e admirasse o seu aniversário.
–Meu caro, Connor, eu estou completamente entediado. Compreendo que Juliana queria ter uma festa de aniversário mas, podia esperar pelo menos que a Academia estivesse mais calma. Andamos muito atarefados com a buscada de Christabell.
–Eu ainda estava a pensar em ficar no meu quarto, mas a única coisa que iria fazer era ficar a matutar sobre possíveis hipóteses e não chegaria a conclusão nenhuma, então vim.
–E fizeste tu senão bem ou eu não teria par para dançar.
Connor olhou para Marissa e sorriu.
Ela vestia um vestido simples mas elegante, roxo e os cabelos estavam presos no cima da cabeça deixando escapar alguns fios.
–Tenho a certeza de que encontrarias alguém.
–Pode até ser, mas nenhum me chama a atenção. Então, vais-me fazer ficar aqui especada?
–Vamos lá Connor. Não vais deixar esta linda moça á espera, pois não?– Disse o rei fazendo uma pequena vénia com a cabeça a Marissa.
Connor sorriu e levantou-se.
–Hora essa. Claro que não. Com licença vossa, alteza.
–Ide lá.
Eles dirigiram-se para a pista de dança e Leonardo aproveitou para olhar em volta.
Tinha sido num baile como este que conhecera Katerina. Seu pai tinha contratado novos empregados e uma delas era a mulher por quem acabou se apaixonando.
" Katerina, onde estará nossa filha? Fica de olho nela, onde quer que ela esteja. Não posso ficar sem minha filha, antes de mesmo a conhecer."
O rei fintou-se no ponto deslumbrante amarelo que dançava na pista de dança feliz e com ar de superior. Juliana era linda, mas ela não tinha experiência suficiente para lidar com um reino.
A pessoa ideal para o fazer, era sua filha. A única herdeira ao trono de Árgon.
Leonardo suspirou e um estrondo preencheu o ar assustando todos á sua volta e ele próprio.
Olhou para a porta e seus olhos não podiam acreditar no que estava a ver.
*
–Vamos lá, Liam!
–Juliana, não me apetece.
Ele tentou voltar para o canto mas ela segurou-o.
–É o meu aniversário, Liam. Tens de me agradar.
–Tens as tuas amigas e montes de rapazes por ai. Escolhe um deles.
–És o meu noivo. Eu escolho-te a ti.
–Juliana…
–Nada de Juliana! Ouve-me Liam, eu estou a pedir-te. Não me faças ordenar-te.
Liam, olhou-a incrédulo e com raiva.
–Ordenar-me? Tu pensas que eu sou…
Ele foi interrompido pelo som do seu celular.
–Ah não!– Disse Juliana irritada.
Ela tirou-lhe o telemóvel.
–Dá-me isso, July!
–Não! Diz-me quem é?
–Juliana, dá-me o meu telemóvel!- Rosnou baixo.
–Quem é ela, Liam?
–Ninguém. Dá-mo.
Ele tentou tirá-lo, mas Juliana lançou-o para Kim e Matilde que correram para longe.
Liam, riu sarcasticamente e olhou-a.
–Achas que eu sou burro? Tem palavra passe. Não podes aceder a nada.
Juliana sorriu-lhe falsamente.
–Eu imaginei que tivesse, meu amor. Conheces Tom Delis?
–Não. Quem é esse?
–Um totó qualquer. Mas ao que parece, esse totó pode descobrir a tua palavra passe e aceder as tuas mensagens. Quem quer que ela seja, Liam. EU vou descobrir quem é.
–Já disse que não é ninguém, Juliana! Pede às tuas macaquinhas que me devolvam o meu telemóvel, AGORA!
–Impossível, meu amor. Eu vou dar cabo de quem tu estás sempre ocupado a falar e vou desmascara-la.
Liam, estava prestes a gritar-lhe quando foi interrompido por um estrondo que acabou por deixar todo o salão em silêncio.
Olhou para a porta do salão e todos congelaram.
*
–Odeio, esta maldita festa.- Resmungou Mel.
–Só me apetece chegar aquele idiota e acabar com a fuça dele.– Rosnou Josh olhando para os recém noivos.
–Parece que o noivado vai mal.– Observou Sarah.
Liam e Juliana, estavam a dar um espectáculo para quem quisesse ver.
–Estou-me nas tintas para a porcaria do noivado. Apenas quero que isto acabe.– Resmungou Cristo olhando para os noivos.
–Eu tenho de esmurrar alguma coisa.- Bufou Josh olhando para os lados.
–Que tal o bolo? É enorme e cheio de mal gosto.- Disse Mel com desdém.
O bolo era feito com 6 camadas com uma cobertura rosa choque e flores amarelas.
–Rosa e amarelo. Simplesmente perfeito, como Christa diria.- Disse Sarak sorrindo com a lembrança da amiga.
–Passaram-se 5 semanas. Não acredito que não descobriram nada.– Disse Mel.
–Devem ter descoberto e não nos dito nada.- Bufou Josh.
–Achas?- Perguntou Sarah esperançosa.
–Talvez. – Disse Cristo.- Mas é impossível termos a certeza.
–Nunca na minha vida pensei em odiar meu próprio irmão. Mas hoje, apenas quero que ele morra.– Mel olhou para eles, aflita.- É muito mau preferir a minha melhor amiga ao meu próprio irmão?
–Claro que não, Mel. Mike destruiu-nos a todos. Ele merece ódio e muito mais.- Disse Cristo tenso.
–Ainda não acredito do que ele foi capaz.- Murmurou Sarah triste.
– Era nosso amigo, bolas! E depois faz isto? Eu sei que ele é teu irmão, Mel mas também é meu amigo e apenas me apetece esmurrar a cara dele. Todos sabíamos que Christa já não sentia nada por ele, caraças! Porque tem de ser uma cabeça dura?
–Eu não sei, Josh. Mas concordo contigo em tudo. Todas as noites peço a deus que Christa tenha conseguido matá-lo apenas para ela regressar para nós.- Admitiu Mel e Sarah abraçou-a.
–Lamento tanto, Mel. Deve ser difícil.
–É. Mas mais difícil é ter Christa longe.
Nesse exacto momento houve um barulho na porta do salão e todos olharam espantados, até mesmo congelados, para ela.
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