Monsul Academy: Mentiras
9 Christabell Holter: 8º Capitulo
A amizade é um amor que nunca morre.
8º Capitulo
Inclinei-me para trás enquanto Mike me beijava o pescoço.
"Onde eu me fui meter."
– Cheiras tão bem, baby.
– Obrigado.
– Flores. Cheiras a flores. Christa?
– Hmm?
– Tenho sede.
Fiquei tensa na hora e engoli.
– Apenas um pouco. Serei rápido, amor. Eu prometo.
– Eu…
"O que diabos, faço agora?"
– Eu vou parar, não te preocupes.
Ele pegou-me no pulso direito.
– Despacha-te.- Pedi.
Ele sorriu e assentiu.
Fechei os olhos quando as três fileiras de dentes perfuraram a minha pele. Uma dor forte queimou-me de dentro para fora e fez morder o lábio com força para não gritar até este sangrar.
"Agora, ou nunca."
Enquanto Mike estava entretido com o meu sangue aproveitei e empurrei-o de cima de mim com os pés.
Ele ficou supresso e olhou em volta.
– Voltas a tocar-me e eu mato-te.– Rosnei.
Peguei numa cadeira de madeira e partia.
– O que estás a fazer Chris?
– O que achas Mike? – Dei-lhe um pontapé na barriga. Ele gemeu de dor.- Achavas mesmo que eu queria ser como tu?
Ele olhou-me com raiva.
– Mentiste-me.- Rosnou.
Sorri e espetei-lhe um dos paus na barriga e voltei a tirá-lo.
Ele gritou e caiu no chão de joelhos.
Eu não queria matá-lo, ele ainda era o Mike. Meu amigo, irmão de uma das minhas melhores amiga, meu ex-namorado.
– Dá-me as chaves da porta.
Ele apenas me olhou para com raiva. Revirei os olhos e dei-lhe com o pé na cara.
Ele caiu de lado rosnando de dor.
Aproveitei e mexi-lhe nos bolsos á procura da chave. Mike pegou-me na mão e puxou-ma com força mordendo-me no braço antes que me separasse para longe dele.
Gritei e bati-lhe com o outro pau.
Ele largou-me e eu encontrei finalmente as chaves. Espetei-lhe uma última vez o pau.
– Desculpa, mas eu quero sair daqui.
Corri até á porta e abri-a.
Fechei-a com a chave e corri pelo corredor. Vi um elevador mas ele apitou informando que havia gente a subir.
!Droga, tenho cá uma sorte."
Corri até às escadas e desci-as saltando-as.
No terceiro andar uma porta se abriu e dois Strigois apareceram. Corri para eles antes que eles percebessem. Com o pau não conseguiria cortar-lhes a cabeça, o único modo era o coração.
Com um pau em cada mão, matei os dois ao mesmo tempo. Eles berraram de dor, mas eu já tinha corrido de volta para descer as escadas.
No primeiro andar ninguém se via, mas os móveis estavam virados do avesso, haviam folhas espalhadas pelo chão e corpos. Dois deles.
Strigois.
– O que aconteceu aqui?
Ouvi uma porta a abrir-se e escondi-me atrás de uma mesa caída.
– Vendes mais algum?
– Nada.
– Eu acho melhor irmos.
– Não sejas medricas, Kota.
– Eu não sou!
Desviei-me do caminho e apanhei um que vinha por trás de mim.
– Achas mesmo que me vences?– Perguntei-lhe.
Os três, caras que eu ouvi falar olharam assustados para mim.
– Não és um Strigoi.- Disse o rapaz que segurava.
– Não. E vocês são?
– Humanos.
"Oh!"
Soltei-o e ele andou até aos outros três.
– De onde apareceste tu?– Perguntou esfregando o pescoço magoado.
O cabelo dele era negro e os olhos azuis-claros como o oceano.
– Aqui quem faz as perguntas sou eu.- Apontei o pau para cada um deles.- Quem sois vocês?
Todos pareciam ter a mesma idade que eu. Talvez dois anos mais velhos, não mais.
– Eu sou Jack.- Disse o rapaz que apanhei.- Aquele é o Riley.- Apontou para um rapaz de cabelos castanhos ondulados e olhos verdes.- Aquele é o Kota e o Ky.- Os outros dois eram gémeos, quase idênticos. Kota tinha o cabelo loiro encaracolado e Ky tinha-o liso.
– E tu és?– Perguntou Riley
– Ainda não acabei.
Jack sorriu e eu percebi que ele era o líder.
– O que fazeis aqui?
– O que achas?– Perguntou abrindo os braços.
Olhei em volta e de novo para eles.
– Que passou aqui um furacão.
Ky riu enquanto Jack sorriu ainda mais.
– Nós estamos a matar Strigois.
– Sois guardiões?– Perguntei confusa.
"Eles não o podem ser. Não têm aparência."
Eles vinham vestidos para o dia-a-dia. Como eu quando não tenho aquele ridículo vestido branco.
– Não.– Disse Kota.
– Jamais.– Disse Riley diz com desdém.
– Bem me parecia.
– E tu és?– Perguntou Jack.
– Não.
– Então quem és?
– Calma ai, Faíscas, ainda não acabei. Se não sois guardiões, porque andais a matá-los?
Ele deu de ombros.
– Por diversão. E tu?–Ele olhou para a minha roupa.
Sangue escorria-me pelo braço direito e o vestido branco estava coberto por sangue vermelho e preto.
– Não acredito que gostes de andar coberta de sangue por ai.
– É um hábito meu.
Mandei o pau acertando no Strigoi que se lançava na direcção deles. Ele gritou de dor e os rapazes olharam para mim, espantados.
– Bom, eu vou andando. Boa caçada.
E sai pela porta.
– EÍ! NÃO DISSES-TE O TEU NOME.- Gritou Jack
Virei-me para eles mas continuei a andar.
– CHRISTA.
No próximo capitulo de Monsul Academy: Mentiras...
– Sempre a ajudar os outros, pequena Guerreira
–Finalmente tenho o prazer de te conhecer depois de uma semana trancada na minha humilde casa.
– Eu não o matei.
–Mas eu sim.
–Ele não era um namorado muito amigável.
– Eu nunca me vendo.
– Parem de me olhar assim!
– Quem és tu?
– Eu sou o Aires mas tu deves ter ouvido falado de mim como “Ele".
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