Monsul Academy: Mentiras

24 Christabell Holter: 23ºCapitulo


Notas iniciais
BYE BYE, AULAS, HOLLA FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!

Ser forte pode ser ter coragem, ultrapassar as barreiras impostas por Deus ou até mesmo enfrentar nossos medos, mas a verdade é só uma, ninguém é forte sem se levantar depois de cada queda.

23º Capitulo

Abri os olhos devagar sentindo uma dor de cabeça horrível.

"Deus meu!"

Tentei sentar-me mas a dor era mais forte e eu apenas gemi.

"Porcaria."

Deixei-me ficar a sentir. Havia um calor agradável ao meu lado. Virei a cabeça e sorri ao ver Jack.

Ele dormia serenamente, respirações profundas e constantes.

Tentei sentar-me devagar e sem o acordar, mas foi preciso muita, muita força.

"Malditas dores!"

–Porra!– Murmurei voltando a deitar-me.

"Assim não vou lá."

–Estás bem?

Sobressaltei e olhei para Jack assustada.

–Jack. Assustaste-me. Não estavas a dormir?

–Sim, mas tenho um sono leve. Deixa-me ajudar-te.

Ele tocou-me de leve ajudando-me a deitar melhor. Ele parecia ter medo de me tocar.

Suspirei quando a minha cabeça tocou a almofada.

"Alivio."

–Melhor?

–Melhor, obrigado Jack.

–Sempre, anjo. Estás mesmo bem?

–Sim.– Disse dando um pequeno sorriso.

–Assustaste-me imenso, Christa. A todos nós.

–Lamento.

Jack beijou-me na testa tirando um fio de cabelo do meu rosto.

–Já passou. É o que interessa. Como te sentes?

–Dolorida. Cansada.- Dei de ombros e suspirei. Sempre que o fazia parecia que me coração estava pesado.- Que dia é hoje?

–Hmm, é dia 3 de Dezembro.

–3? Juliana vai fazer anos daqui a duas semanas e 3 dias. Aquilo lá deve estar uma agitação.

"Porque estou a pensar nisto? Liam."

–Provavelmente. A princesa sempre teve grandes festas. Mas esquece lá isso. Tens fome? É cedo, mas posso arranjar-te algo.

–Apenas tenho sede.

–Tudo bem. Já venho.

Jack levantou-se e saiu deixando a porta aberta.

"Liam."

A presença dele era grande.

" Ele está feliz, Christa. Ele está feliz. Por amor de deus, esquece-o. Por favor. Á deus, eu tenho de o esquecer. Para sempre."

Mas eu podia senti-lo aqui. Ao meu lado. Podia ver os seus olhos vibrantes. Os dois olhos que tudo vêm e sabem. Aqueles olhos que me assustaram de princípio, apenas porque eu já sabia que era ele. Desde o início eu sabia.

–Aqui está.

Jack ajudou-me a sentar e deu-me o copo com água.

–Obrigado, Jack. És incrível.

Ele riu e beijou-me na testa.

"Meu doce e querido, Jack."

– Não tanto quanto tu. Christa, a hipóteses de sobreviveres eram mínimas. Pregaste-nos o maior susto das nossas vidas.

–Eu não queria.- Sussurrei.- Mas afinal, como vim aqui parar?

–Os rapazes viram que demoramos muito tempo e foram á nossa procura. Tu estavas a arder em febre e a sangrar imenso, Aires apenas ria a um canto. Quando eles nos encontraram Aires já tinha fugido deixando apenas os seus capangas. Eles ficaram a matar os Strigois e eu tive de trazer-te para cá. Minha mãe ligou a Felipha, mãe de Riley e eles chegaram no dia seguinte. O veneno saiu do teu organismo, mas foram dias em que não paravas quieta por causa dele. Deliravas.

–Hmm, não me lembro disso.

–Tu… dissestes muita coisa enquanto deliravas.

–Como o quê?– Perguntei cautelosamente.

"Que eu não tenha falado sobre o meu eu verdadeiro. Que eu não tenha falado sobre o meu verdadeiro eu!"

–Qualquer coisa sobre fugires de algo e alguém a vir atrás de ti. Que iria levar-te. Quem é ele, Christa?

Mordi o lábio inferior.

"Se só falei isso… de mau o menos."

–Não…não, sei do que falas.- Gaguejei limpando a garganta.

–Não faças isso, Christa!– Disse irritado.- Minha mãe sabe, porque eu não posso?

–Porque… porque… Jack, isso não importa. Eu estava a delirar. Tu mesmo o disseste.

–Mas há verdade debaixo do que disseste.

–Jack, por favor. Pede-me qualquer coisa, menos isso. EU não posso dizer. Eu disse a Deo, mas foi porque eu ia explodir e precisava de uma única pessoa que soubesses.

–Então, porque não me disseste a mim? Eu ouvir-te-ia, Christa.

–EU sei, Jack. Eu sei, mas é que… Eu tenho medo. Confio em Deo, não quer dizer que não confie em ti. Eu apenas … Não sei. Pareceu mais fácil, contar a Deo.

"Sou uma idiota tão grande."

–Anjo, eu… eu sei que tens medo, mesmo que digas que não. Mas, Christa… anjo, eu apenas te posso ajudar, se me contares.

"Porque tenho de ser tão estúpida?"

As lágrimas brotaram de mim como um rio repleto de água.

–Christa, anjo, desculpa. Porra! Eu não queria ser mau. Por favor perdoa-me.

Ele segurou-me no rosto e acariciou-me delicadamente. Ele era tão doce, tão fofo. E eu apenas o deitava para baixo.

–Não foi pelo que disseste. Jack, eu confio em ti. Mas não quero que gostes de mim apenas por aquilo que tenho, mas por quem sou. Eu. O que está dentro de mim, não o que está por fora.

–Christa, do que falas? Eu gosto de ti pelo que és. Anjo, não me interessa se és Christa Holter, a pequena guerreira. Mas sim pela linda pessoa que és, tanto por dentro como por fora. É a única coisa que me importa.

Solucei e segurei ao peito que me começava a doer.

–Christa?

–Jacky… eu quero tanto dizer-te, mas eu não tenho certeza do que acontecerá depois disso e…

A dor foi maior que eu e tive de parar gemendo com a dor.

–Anjo?

Comecei a tossir fortemente segurando o peito ainda mais de força.

"Droga, droga, droguinha. Estúpida, dor."

–O que se passa, Christa?

–Dói.– Disse entre a tosse.

Jack segurou-me de lado, dando-me espaço para respirar.

–Jack…- Choraminguei.

–Eu estou aqui, anjo. Estou aqui.

Comecei a tremer fortemente. Senti-o ficar tenso e odiei-me por o fazer passar por isto de novo.

–Christa, por amor de deus. Não me assustes assim.

Apenas tossi mais sentindo algo escorrer do meu nariz.

Olhei para o chão respirando com dificuldade. Quando o líquido chegou a boca senti o sabor de magia.

"Sangue."

–Jack!

Jack olhou-me e ficou ainda mais rígido.

–MÃE! Vai ficar tudo bem, meu amor. Eu prometo.

Contorci-me nos braços dele gemendo de dor.

–MÃE! DEPRESSA!

Senti o furacão no meu ventre antes de me virar para o chão vomitando a água que bebera e … sangue.

–MÃE!

–O que foi? O que se passa?

Deo apareceu e correu para perto de nós quando viu a cena horrorosa.

–Meu deus, criança.

–Faz alguma coisa, mãe. Por favor.– Chorou Jack tremendo mais do que eu.

–Calma, Jack. Tens de manter a calma. Felipha, ajuda-me aqui.

Todos tinham acordado e vindo ver o que aconteceu. Riley virou-se para Edlyne.

–Leva a Quiny para o quarto. Não saiam de lá.

Ela assentiu assustada e pegou na sua irmã que ainda estava meio adormecida.

–Kota, pega um alguidar com água, por favor.– Comandou Deo segurando-me enquanto me limitava a contorcer e a gemer.

Kota correu para a cozinha como um furacão.

–Rapazes, vamos para fora.– Disse Leandro.

–Não. Nós queremos ajudar.- Protestou Riley.

–Riley, filho por favor. Faz o que mandamos.– Disse Felipha olhando para ele com medo.

Medo por mim.

"Eu não vou morrer assim. Era só o que me faltava! Vou acabar com a raça daquele patife."

Leandro foi até Jack e tentou que ele se levantasse.

–Vamos, Jack.

–Eu fico.– Sussurrou.

– Jack, elas precisam de espaço para trabalhar.

–Eu vou ficar!

–Jack…

Todos olharam para mim mas eu fintei-me no rosto cheio de dor de Jack.

–Vai. Por favor.- Disse falhando-me a voz.

–Anjo…

–Jacky. – Tossi de novo e virei-me para o chão.- Por favor- Murmurei.

–Ok.- Sussurrou deixando-se ser levado por Leandro.

–Vamos. Vai ficar tudo bem.

JACK

Leandro guiou-o para o sofá e sentou-o.

–Descansa, Jack. Ela vai ficar bem.

Jack assentiu mas não falou. Ele parecia ainda mais pálido que Christa.

Kota passou por eles a correr e entrou no quarto.

–Vou ver das meninas. Ficais bem?

Riley assentiu sentando-se ao lado de Jack.

–Vai.

Leandro hesitou olhando-os mas depois saiu para ver de suas filhas.

Kota apareceu branco e deixou-se cair ao lado do irmão abatido.

–O que se passa, Kota? Como ela está?- Perguntou-lhe Ky já receando a resposta.

–Eu não sei bem. Ela estava a tossir muito e havia sangue e…

Ele abanou a cabeça com força e esfregou a cara com as mãos.

–Eu não sei.

–A culpa é daquele merda.– Rosnou Ky estalando as mãos.

–Ele vai ter que pagar– Disse Ryley.

–Eu tenho um plano.- Informou Jack olhando os rapazes.—Mas preciso da vossa ajuda.

–Por Christa, qualquer coisa.- Disse Kota.

–Estamos dentro, mano.- Disse Riley.

Ky concordou com a cabeça.

–O que tens em mente?- Perguntou Kota.

–Vamos destrui-lo de uma vez por todas. Vai se arrepender do dia em que magoou um dos nossos.

–Conta connosco, Jack. Por Christa.

•CHRISTA

–Então, minha bela menina?– Deo afagou-me o rosto suavemente sorrindo.- Melhor?

–Melhor, Deo. Apenas cansada.

–É normal. É melhor descansares. Perdeste muito sangue. Precisas reabilitar-te.– Disse uma mulher que achei ser mãe de Riley.

–Ok.

Suspirei e fechei os olhos voltando a ouvir as batidas de meu coração. Constantes mas um pouco mais apressadas que o normal.

Surpreendi-me foi olhando para dois olhos verdes. Dois olhos verdes que me acalmaram, no lugar onde deviam estar dois olhos azuis.

"Tens de ultrapassar isto, Christa. Tens de ultrapassá-lo."

No próximo capitulo de Monsul Academy: Mentiras...

–O que achas de valsa?

– E, Juliana, a festa é tua. Deves escolher o que tu queres.

– Mas vamos nos casar. Eu quero que me ajudes em tudo. Eu, afinal, sou a princesa herdeira, a única herdeira ao trono, futura rainha de Árgon.

–Juliana, sobre isso, eu…

–Quem é?

–Apenas uma pessoa.

–Estranho, eu pensava que ele gostava da Chri…

–Liam, tem bom gosto. Porque iria ele querer ela a mim?

–Eu vou descobrir quem é ela e vou destrui-la.