Monsul Academy: Mentiras

19 Christabell Holter: 18º Capitulo


No final tudo acaba bem.Se as coisas não estão bem, é porque ainda não chegou o final.

Zélia Cardoso de Melo

18º Capitulo

Ansiedade.

Á muito tempo que não me sentia assim.

O sentimento de ansiedade por começar a lutar sempre foi forte em mim. Nunca gostou de ficar parado dentro de mim, mas sim de actuar.

Beijei a pedra que minha mãe me dera uma última vez e segurei a adaga e a estaca com força mas delicadeza.

Olhei para os meus companheiros.

Riley estava a sorrir contra a parede á espera do sinal.

Ky dava pequenos saltos e mudava a estaca de uma mão para a outra.

Kota tinha fechado os olhos e suspirava para se acalmar.

Jack estava parado a olhar-me.

–O que foi?– Sussurrei.

Ele negou com a cabeça e sorriu.

–Apenas a olhar.

Sorri e mas desviei a cara.

Ele tinha sido um querido ao aceitar ser apenas ser meu amigo. Ele compreendia, algo que eu admirava nele. Mas isso não queria dizer que não estava envergonhada com o beijo.

–Atenção.– Avisou Kota.

Um Strigoi andou para dentro de um dos quartos e desapareceu de vista

–Vamos a isto–. Disse Ky sorrindo.

Eles começaram a andar quando Jack me parou. Ia a perguntar-lhe o que se passava mas fui interrompida pelos lábios dele. Nos meus.

Quando nos separamos ela olhei-o surpreendida.

–Jack…

– Boa sorte, Christa. Apenas isso.

Revirei os olhos e andei atrás dos outros sorrindo. Por mais amigos que fossemos, eu estava a gostar da nossa amizade.

O grito de dor dos Strigois encheu o ar acordando-me para o mundo real. Um mundo onde ou lutamos ou morremos.

Kota, Ky e Riley estavam ocupados com 5.

–Podeis ir. Nós tratamos destes- Disse Riley.

Assenti e olhei para Jack.

–Vamos.

–Estou atrás de ti.

Corremos pelo corredor até a um dos outros quartos.

–Quantos dizes?–Perguntou-me Jack.

Na hora um Strigoi saiu do quarto e matei-o.

–Menos 1.

Jack sorriu e entrou atrás de mim.

–Quem vai ser o primeiro?– Perguntei olhando em volta.

Os três Strigois rosnaram.

Um atacou-nos, mas logo morreu.

Os outros dois estavam segurando um humano.

Sangue vermelho enchia o chão.

–Malditos.– Resmungou Jack.

Os Strigois largaram o humano e correram para nós. Fui a primeira a livrar-me do Strigoi, e corri para o humano.

"Por favor, que não tenhamos chegado tarde."

–E então?– Perguntou Jack ofegante.

–Estás morto. Vai se transformar não tarda nada.

–Então o que fazemos?

Olhei-o e suspirei enfiando a adaga no coração do humano.

–Apenas á uma coisa a fazer.

Olhei para o humano.

Não devia ter mais de 25 anos.

–Anjo?

Riley, e os gémeos apareceram antes de eu puder falar.

– Isto foi incrível, malta! Temos de repetir.– Disse Ky animado.

–Algum problema?– Perguntou Kota.

–Que idade tinha o humano no outro quarto?– Perguntei.

–Uns 20, 22 no máximo.– Respondeu Riley.

– O que se passa Chris?– Perguntou de novo Jack.

Olhei-os.

–São vítimas novas. Eles não querem fracos.

–É normal, não? Se quisesses fazer um exército, não ias aos mais fortes? Com mais resistência?– Perguntou Ky.

–Tens razão.- Concordei levantando-me.

–Então o que se passa?– Perguntou Jack de novo.

Suspirei e olhei para cada um.

–Eles não querem só, acabar com os Guardiões. Eles querem acabar com a raça humana.

–Bravo, Pequena Guerreia.

Todos nos viramos para trás. Aires sorriu e entrou no quarto calmamente.

"Paneleiro."

–Bom raciocínio, bela Christabell.

Os gémeos, Riley e Jack estavam prontos para atacar. Eu mantinha-me na minha forma descontraída. Não adiantava de muito stressar-me com isto.

–Vejo que decidistes fazer-nos uma visita. Muito amável, pequena guerreia. Sabes? Não gostei da forma como o nosso último encontro acabou.

Sorri.

–Eu adorei.

–Pequena Guerreia, não devias brincar com o fogo. Podes-te queimar.

–Não tenho medo do fogo. Muito menos de me queimar.

Ele sorriu e algo brilhou nos olhos negros.

Algo que me arrepiou.

"Mal."

–Mas ele queima, Christabell. O fogo, destrói tudo por onde passa.

Dei de ombros.

"Que seja."

–Pode até ser verdade. Mas que vida seria a minha, se tivesse medo de um pequeno fogo?

Ele deitou a cabeça de lado.

–És uma coisa, tu, Pequena Guerreira. Serias uma mais-valia para mim.

Levantei uma sobrancelha.

–Outra vez essa história?

–Nunca é demais perguntar. Vê pelo meu lado, Christabell. Eu não posso morrer, se te juntasses a mim, ninguém nos derrotaria.

Foi a minha vez de cruzar os braços e inclinar a cabeça.

–Rapazes, saiam.

–O quê? Não!– Protestou Jack.

–Vai Jack.

–Não!

–Faz o que ela diz, é melhor.- Disse Aires.- Posso poupar ela, mas quanto a vocês, isso nunca aconteceria.

–Riley, tira-o daqui.– Ordenei.

Riley ia a avançar mas Jack olhou-o duramente.

–Faz isso e estás morto, Riley.

Suspirei e olhei-o.

–Jack, sai!

Ele rangeu o maxilar.

–Nunca!

–Agora, Jack!

–Christa…

–SAI!

Ele rugiu e saiu com raiva. Olhei para Riley pedindo-lhe ajuda silenciosamente.

–Acabai o que começastes.

Ele assentiu e saíram, deixando-nos a sós.

Aires riu e encostou-se á parede.

–Finalmente sós, Pequena Guerreia. Parece que arranjaste alguém muito protector em relação a ti.

–Eu não preciso que me protejam.

Ele sorriu.

–Claro que não. Tu és a Pequena Guerreira, afinal.

–Exacto. E como “Pequena Guerreia” eu gosto de vingar os meus amigos.

Ele levantou as sobrancelhas.

–Amigos? Michael, era um amigo? Ele trouxe-te para aqui.

–Ordem tua.

–Sim. Ordem minha, mas ele fê-lo. Ele queria-te aqui.

Afastou-se da parede e andou até mim.

– Ele pensava mesmo que iria ficar contigo. Era um rapaz iludido.

Passou a mão pelo meu pescoço e fechou os olhos.

–Muito iludido. És rara Pequena Guerreira. Tens sangue de…

Ele abriu os olhos e olhou-me sorrindo.

–Não me digas? Nunca iria descobrir por conta própria. Mas assim até fica mais interessante.

Inclinou-se na curva do meu pescoço e beijou-me arrepiando-me com nojo.

–Pequena Guerreira.- Sussurrou

Revirei os olhos e espetei a estaca no seu ventre fazendo-o gemer de dor.

–Nunca gostei desse apelido.

Aires empurrou-me contra a parede.

–Não me podes vencer, Christabell.– Rosnou.

–Mas posso provocar dor.- Disse e enfiei ainda mais a adaga.

Ele voltou a gemer e libertou-me.

–Vais fugir, Pequena Guerreia? Não parece nada teu.

Peguei numa espada e apontei-a às costas dele.

– E não é. Nunca fugirei de uma luta. Ainda mais quando posso vencer.

Ele voltou-se para mim.

–Golpe baixo, Pequena Guerreira.

Mandei-lhe a espada.

"Medricas cobardolas."

–Não sejas medricas. Eu sempre jogo limpo.

Ele pegou a espada e preparou-se.

–Como pensas derrotar-me? Apenas magia me mata e não é toda a magia. Apenas uma.

–Não possuo magia, mas não preciso dela para te magoar. Fazer sofrer.

Ataquei-o e ele defendeu-se. As espadas faziam barulho conforme se tocavam.

Tock-tock-tock.

–O que ganhas em matar os humanos?

–Eles são criaturas nojentas e imundas.

Parei de lutar e ri.

–Sim. Eles são as criaturas nojentas e imundas. Fala a coisa que bebe sangue. Isso é muito mais higiénico, sem dúvida- Disse sarcasticamente.

–Os humanos são fracos, comparados a nós.

Começamos a lutar de novo.

Tock-tock-tock.

– Então vais transformar todos em Strigois e depois?

Ele olhou-me, confuso.

–Depois o quê?

Tock.

–Depois. Terás todos os humanos Strigois, o que pensas fazer em seguida?

Tock-tock.

–Eu serei o rei.

A espada dele atingiu-me fazendo um pequeno corte no ombro. Cerrei o maxilar e ataquei-o com força e agilidade que sempre tive.

Aires prendeu-me contra a parede de novo.

–E tu minha rainha.

–Nunca!

Aires provou o meu sangue que me escorria pelo ombro.

Ele gemeu e fechou os olhos de novo dando-me enjoo.

–Eu tinha razão. Sem dúvida alguma …rara.

Empurrei-o e ele caiu no chão. Aproveitei e mandei-lhe a espada acertando-o no coração.

Ele rugiu e deitou-se para trás com dor.

–Eu irei matar-te. Um dia destes, morrerás. E eu assistirei da primeira fila.

No próximo capitulo de Monsul Academy: Mentiras...

–Dá-lhe tempo.

–Sei-me cuidar.

–Não suportaria que alguém se magoasse apenas para me salvar.

–Encontrei-te!-

–Nunca tive dúvidas disso.

–Christa o que foi?-

–Cabrão.

–Chris, estás magoada.

–Pequena guerreira, tens de aprender a não brincar com o fogo.

–Sê minha, agora e sempre.

–Nunca digas nunca.

–Eu vou matar-te.

Notas finais
Então minha gente? Primeiro BOM FIM DE SEMANA! Segundo DESCULPEM POR NÃO TER POSTADO ONTEM MAS ESTAVA MESMO MORTA E terceiro VOU POSTAR MAIS UM COMO BÓNUS POR ONTEM, TÁ?