Monsul Academy
26 Christabell Holter: 26ºCapitulo
Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
26º Capitulo
Quando tinha certeza que Liam parara de me seguir, parei no meio da floresta. Sentei-me no chão, encostada a uma árvore e chorei como nunca. Esperava isto de todos, menos de Connor.
O homem mais importante na minha vida, foi o homem que mais me magoou. O homem que me ensinara a guardar segredo, a nunca trair e ele fá-lo.
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– Con? – Perguntou a pequena Christa.
Ele desviou os olhos da imagem a sua frente e olhou para trás.
– Ei, princesa. Não devias estar a dormir?- Ele pegou-a ao colo e beijou-lhe a testa.
– Porque a mamã está a chorar?
Sua mãe estava em pé ao lado de uma árvore a olhar para a grande lua no céu. Lágrimas escorriam dos seus olhos. A dor era mais forte que nunca.
Christa nunca tinha visto sua mãe chorar. Ela sempre estava sorrindo ou rindo. Nunca chorara por tristeza. Embora Christa sabendo que ela sofria por dentro. Ela sempre foi forte por ela.
– Problemas de adultos.- Disse Connor apenas.
Ambos olharam em silêncio. Não disseram nada apenas olharam.
– É por causa do papai?
Connor olhou para a pequena menina delicada á sua frente.
Era incrível como ela tinha crescido tanto em sete anos. Como se tornara tão bela. Os mesmos olhos do pai, o mesmo cabelo da mãe. Christa era a prova do amor verdadeiro entre pessoas de classes diferentes.
– A verdade Connor.- Pediu ela firmemente.
Ele sorriu um pouco e acariciou-lhe o cabelo.
Como ela podia mentir aquela pequena criatura? A menina parecia saber mais que os adultos. E ele amava-a demais para lhe mentir.
– Nunca traias ninguém que amas. Se ela te pedir segredo, guarda-o. Mesmo que seja o maior segredo do mundo, lembra-te que é o segredo da outra pessoa. A vida dela. Se o disseres podes arruinar com a sua vida. E tu não queres isso, pois não?
Ela abanou a cabeça devagar.
– Eu quero ajudar as pessoas.
Ele sorriu orgulhoso da filha da sua melhor amiga. Menina que acabou sendo sua própria.
– Pois, bem. Trair é muito pior que matar. Se matares tiras a vida a alguém, mas se traíres podes arruinar a vida de muita gente.
– Eu nunca vou. Prometo.
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Ele me tinha traído no final das contas.
Apertei a pedra amarela á volta do meu pescoço.
– Ele tinha razão, mãe. A revelação de um segredo pode arruinar com a vida de muitas pessoas. Ele acabou de arruinar a minha, a da Juliana que, se antes já me odiava agora ainda mais e … vai mudar a vida de todo o povo. Só não esperava que… ele…
Puxei as pernas para o peito e chorei entre elas. Chorei como nunca tinha chorado á anos.
– Porquê, mãe? Porquê?
Uma hora depois eu ainda não me tinha mexido. As lagrimas começavam a desaparecer quando ouvi um estalido.
Olhei em volta assustada.
Nunca tive medo da escuridão, mas eu não estava preparada para um ataque agora.
Peguei na minha estaca e levantei-me devagar.
– Vejam só. A pequena guerreira no seu ponto fraco.
Assustei-me com a voz grutesca vindo do meu lado esquerdo. Uma figura negra apareceu e depois mais duas atrás.
"Cobardes. Nunca aparecem sós."
– Não pareces tão forte agora, pois não?
Aquela voz.
Eu conhecia aquela voz.
Era a mesma que assombrava os meus pensamentos com Mike.
Ele aproximou-se devagar sorrindo.
– Olá de novo pequena guerreira.
– Onde ele está?– Rosnei segurando a estaca com força.
Eu sabia que a minha aparência era de uma menina de 16 anos frágil que tentava ser forte, mas não conseguia por mais que tentasse. Mas eu ainda podia lutar.
– Calma. Não viemos aqui para arranjar problemas. Viemos porque ficamos sabendo que andavas á procura de um colega nosso. Michael Towner.
Os tês riram deixando-me com mais raiva.
– ONDE.ESTÁ.ELE?
– Podíamos acabar com ela agora. Ia-me dar muito gozo.– Disse um deles.
– Não duvides que ela acabaria contigo, mesmo assim.– Disse o assassino do Mike, surpreendendo-me. — Além disso, se Michael descobrir que a mata-mos em vez de darmos o recado ele ficará fulo. E se ele fica fulo, Ele fica fulo.
"Lá está o “Ele” de novo. Quem diabos, é ele?"
– Que recado?
O Strigoi sorriu e chegou-se ficando um metro á frente.
– O Michael quer se encontrar contigo, aqui. Amanhã às oito da manhã.
– E porque ele não veio agora?
– Porque ele tinha algumas coisas para fazer. – Disse sem importância.- Ele não se está a habituar muito bem com …. A sua nova vida.
– Como eu tenho certeza que é verdade?
– Não tens. Vens se queres. Se não queres, não vez. Apenas saberás se vieres.
Ele virou-se para se ir embora.
– Adeus pequena guerreira e até amanhã.
As três figuras desapareceram deixando-me sozinha.
"Mike. Finalmente vou-te encontrar. "
– NÓS TEMOS QUE IR Á PROCURA DELA!– Ouvi Liam gritar dentro do meu quarto.
– PROCURAR A ONDE? NÃO SABE-MOS ONDE ELA ESTÁ.
– Eu… EU NÃO SEI! POR AI. ELA TEM QUE ESTAR AI ALGURES.
"Liam, está preocupado? Comigo?2
Isso mandou-me um sentimento bom no meu coração.
"Aí, Christa. Como podes sentir-te tão bem por causa da preocupação de Liam? O que se passa contigo?"
– Ela sabe-se cuidar.
– MESMO ASSIM PORRA! NÃO TE PREOCUPAS COM ELA?
– Preocupo, assim como a conheço. E sei que ela está bem.- Insistiu Cristo.
– COMO É QUE…
Interrompi Liam entrando.
– Boa noite rapazes.- Disse dirigindo-me á cama e peguei na minha mochila.
– Onde é que estives-te?– Perguntou Liam pegando-me no cotovelo fazendo-me virar para ele.
Eu olhei-o mas não respondi. A expressão de raiva dele mudou quanto vi o meu rosto.
– Estives-te a chorar– Sussurrou.
Os olhos dele eram tão doces, como se preocupasse mesmo comigo, que tive que desviar o olhar.
"Confiar em ti. Apenas podes confiar em ti."
– Chris, o que aconteceu?– Perguntou Cristo.
Olhei-o animada.
– Eu encontrei-o Cristo.
– Quem?– Ele chegou-se mais perto.
– Mike. Eu encontrei-o.
Ele e Liam entreolharam-se.
– Onde?
– Bem, eu não o encontrei em pessoa, mas amanhã sim.
– Vamos, Chris. Esclarece-me. O que aconteceu depois que fugiste?
– Fui parar a uma floresta, e depois apareceram três Strigois, e um deles era o que matou Mike.
– Então tu masteaste-o. Já está. Já fizeste a tua vingança.
Eu apenas o olhei.
"Na hora nem pensei nisso."
– Não o matas-te. – Ele passou a mão pelo cabelo frustrado. — Christa, tinhas a hipóteses e não a aproveitas-te. O que diabos, aconteceu?
– Ele disse-me que Mike quer se encontrar comigo amanhã.
– E tu acreditas-te? Estás doida?– Perguntou Liam chocado.
– Tenho que concordar com ele, Chris. Como podes-te acreditar num deles?
– Vocês não intendeis.– Virei-me para a mochila.- É melhor voltareis para a Academia.
– Achas que te vamos deixar aqui? Sozinha?– Perguntou Liam.
Virei-me para ele com raiva.
– Eu sei cuidar de mim.
Ele olhou-me durante um tempo, avaliando-me.
"Aqueles olhos verdes que tudo sabem."
– O que aconteceu?
Percebi que ele não falava de Mike. Liam conseguia ser mais astuto do que aparentava-
Aqueles olhos que tudo vêm."
"Afastei-me para o outro lado do quarto.
– Nada. Vocês vão embora.
– E tu? Nós vamos contigo.- Disse Cristo.
– Eu vou encontrar Mike.– Lambi os lábios e olhei para o chão.- E eu não vou voltar.
– O quê?!
– Eu não posso voltar.
– Porque não?
– Porque não, Liam. Coisas minhas.
– E se for uma armadilha, Christa? E se Mike não estiver lá?
– Eu sei que ele estará lá, Cristo. Eu… eu sinto.
Durante um tempo ninguém falou. Pensei que eles tinham aceitado ir.
–Ide embora.– Disse rompendo o silêncio.
– SEM TI, NÃO!– Gritou Liam empurrando-me contra a parede.- SEM TI EU NÃO VOU! ENTENDE ISSO DE UMA VEZ!
Assustei-me mas recompôs-me fechando as mãos em punhos e levando-os á cabeça.
– TU É QUE NÃO ENTENDES, LIAM! EU. NÃO. VOU. VOLTAR.- Encostei-me á parede, cansada.- Eu não posso. Eu…
Escondi a cara nas mãos e deixei as lágrimas virem.
No segundo seguinte, Liam tinha-me puxado para o meu peito. Eu queria afasta-lo, mas não o fiz.
– Como é que ele pode?– Chorei contra o peito dele.
– Quem? Quem te magoou, Bell?– Sussurrou Liam em meu ouvido suavemente.- Diz-me e vou fazê-lo pagar.
Eu apenas abanei a cabeça com força apertando-me com mais força contra ele. Ficamos assim durante minutos até me conseguir acalmar.
– Anda.- Liam pegou-me e deitou-me na cama suavemente deitando-se á minha frente.
– Vou buscar algo para comer.- Avisou Cristo a Liam.
Ele assentiu e quando Cristo fechou a porta me puxou mais para perto. Fechei os olhos deixando-me embalar pelo calor de seu corpo.
– Estás melhor?- Perguntou acariciando-me a cara com o polegar.
Assenti.
Palavras eram dolorosas demais.
– Porque choras?
Olhei-o com os olhos vermelhos da lágrimas.
– Eu não sei. – Disse com a voz rouca do choro.- Minha mãe sempre me disse que uma pessoa chora porque precisa. – Dei de ombros.- Talvez eu precisasse.
– Sentes saudades dela?
Assenti com um mini sorriso.
– Ela sabia como lidar com tudo. Sempre foi muito inteligente. Não havia nada que ela não resolvesse.
– Então herdas-te isso dela.
Sorri um pouco mais.
– Não. Connor disse que ambas tínhamos inteligência, mas cada uma á sua maneira. Acho que o que herdei dela foi apenas o cabelo.
"Connor."
Liam, pegou numa madeixa do meu cabelo negro e enrolou-o no dedo.
– O que herdas-te do teu pai?
– Os olhos e…
"O reino."
– Um pouco mais.
– Ele está morto?
– Quase isso. Nunca o conheci.
Liam avaliou-me antes de falar.
– Mas sabes quem ele é.
Suspirei não querendo pensar nessa dor também.
– Não quero falar dele, ok? Mas e o teu pai? Ele ensinou-te a ver as estrelas, certo?
– Sim. Ele sempre gostou dessas coisas. Deitávamos-nos no telhado a olhar e punha-mos nomes as constelações.
– Como o quê?
–Hmm, Monte de merda.
"O que…"
Ergui as sobrancelhas e ri.
– Estás a falar a sério?
– Claro.- Disse sorrindo.
– Foste tu que lhe poses-te o nome?
– Para tua informação, não. Foi ele.
Ri ainda mais encostando a testa no seu peito.
– Já sei a quem sais.
– Tu estás a gozar comigo?– Disse puxando-me pela cintura para perto dele.
–No más!
Ele franziu a testa sorrindo.
– O quê?
– Jamais. Minha mãe sempre dizia “No más, Christa! No más!” Era algo apenas nosso.
– Eu sei o que é isso. Ver as estrelas era uma coisa minha e do meu pai. Mesmo ele, tendo mais três filhos, aquilo era nosso. E depois que ele morreu sentia-me bem olhando para elas, era como se ele tivesse lá comigo.
– Eu lamento.
Ele assentiu e sorriu.
– Obrigado.
"Conto ou não conto?"
– Se eu te contar uma coisa, tu prometes não dizer a ninguém?
– Prometo.
– Mesmo a ninguém, Liam. Principalmente a Juliana.
Ele olhou-me curioso.
– Tens a minha palavra. Será um segredo só nosso.
Mordi o lábio inferior.
Por estranho que pareça, eu confiava nele. Ele era um idiota, mas eu confiava. Queria contar-lhe como ele me contara sobre o pai dele. Queria confiar nele. Contar com alguém.
– Ok.
Tirei a pedra de dentro da camisola e mostrei-lha.
Os olhos dele arregalaram-se.
– Isso é…
– Topázio. – Confirmei.
Ele pegou na pedra e admirou-a.
– Minha mãe deu-ma pouco antes de morrer. Disse que me ia dar forças, que nunca teria medo se ela estivesse comigo. Mas de alguma forma, é como se ela estivesse comigo.
Ele olhou-me com preocupação.
– Tu sabes que tens a pedra mais preciosa á volta do teu pescoço?
– Eu só sobe na aula. Pensei que era uma pedra, apenas.
– Eles vão tirar-ta se souberem.
Apertei a pedra na mão.
– Isso não vai acontecer.
– Podes contar comigo. Não direi a ninguém. Nunca.– Ele apertou a sua mão na minha.
E eu acreditei.
– Obrigado, Liam. Lembras-te da última coisa que o teu pai te disse?
– Lembro. Foi á dois anos. Ele disse-me para nunca me esquecer da minha estrela, para a proteger.
Olhei-o confusa.
– O que isso quer dizer?
– Não sei. Mas eu vou descobrir.- Prometeu determinado.- E a tua mãe? O que ela te disse?
– “No más chores por mim, Christa. No más”
– E o que fizeste?
– Não chorei. Chorei com ela no dia antes da sua morte. Ela sabia que ia morrer.– Esclareci.
– De que é que ela morreu?
– Ela dizia a mim e a Connor que era de tristeza, mas foi de anemia. Ela estava a piorar de dia para dia e na altura não tínhamos dinheiro para o tratamento, não é como se ela fosse aceitar qualquer tratamento, mas… sempre seria melhor.
– Quantos anos, tinhas?
– 9.
– Eras muito nova.
Assenti e virei-me de costas para olhar para o tecto.
– Conta-me sobre os teus irmãos.
– Deixa-me ver. Dave é o mais velho de nós com 22. Depois sou eu seguido pela Lea com 14 e por último está o Kyle com 11.
– E todos têm o mesmo feitio que tu?
– O que tem o meu feitio?– Perguntou apoiando-se no ante braço me olhando.
– Bem, é só que se forem todos como tu, tenho pena da tua mãe.
Ele abriu a boca e ficou sem fala.
Eu ri sem deixar de olhar o tecto.
– Minha vez.– Disse Liam.
– Não sabia que estávamos a jogar.
– É um jogo amigável. Porque me odeias?
Eu olhei-o fingindo espanto.
– Quem disse que eu te odeio?
– Tu! Lembras-te? Odeias-me tanto que fiquei com uma dor de costas por tua causa.
– Tu é que quiseste que eu te treinasse. Eu sempre ajudo quem me pede.
– E era preciso dares-me dor de costas?- Perguntou fazendo beicinho.
–Claro. Nada acontece sem esforço. Mas eu não te odeio.
Ele ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado.
– Não?
– Não. Bom, há certas pessoas que odeio-o mais. Nada de nomes. Tu sabes de quem falo.- Ele riu.- Agora, também não quer dizer que goste de ti. Tem dias. Hoje estás a portar-te bem.
Ele chegou-se mais perto ficando a centímetros do meu rosto.
– Podia portar-me melhor.
– Retiro o que disse. Estás a ser um idiota de novo.– Empurrei-o e ele caiu de costas na cama a rir.
– Tudo bem. Vou portar-me bem.
– Sim, pois.– Bufei.
–Tua vez.
Pensei durante um tempo.
– Porque me odeias?
Ele olhou-me, confuso.
– Eu estou longe de te odiar.
– Sei.- Resmunguei.
– Porque achas que te odeio?
– Eu não sei, ora deixa-me cá ver. – Fingi pensar e virei-me para ele.- Quase ias para cima de mim no meu primeiro dia de aulas.
Ele abriu a boca mas voltou a fechá-la quando se lembrou.
– Não foi porque te odiava. Acredites ou não, Juliana tem um feitio ruim.
– Não me digas.- Disse com choque fingido.- Ainda não tinha percebido.
Ele revirou os olhos mas sorriu.
– Deixa-me acabar. Ninguém sabe, mas ela não consegue controlar a magia dela. Se, se descontrolar pode ser pior para quem a irritou.
– Não tenho medo de magia.
– Mas devias.– Disse sombrio.
Revirei os olhos.
– Mas ela tem assim tanto poder?
– Não. A família real principal tem muito mais poder. Se ela fosse filha do rei o poder era superior.
– Assim tanto?
– É impossível comparar. Mas como o rei não tem descendentes, parece que a linhagem vai enfraquecer.
– A que idade aparece a magia?
– Aos 12 anos se não me engano.
"Que rica princesa que eu sou."
– Para que tantas perguntas?
– Curiosidade. Conhece sempre os teus inimigos.
– Bem, agora eu. Porque odeias Juliana?
– Tens mesmo que falar dela?- Suspirei frustrada.
– Porquê?– Perguntou com curiosidade ainda maior.
– Queres saber a verdade?
– Não espero outra coisa.
Olhei o tecto.
– Pois bem. Eu inicialmente era para a proteger.
Ele levantou-se ficando com a cabeça no meu campo de visão.
– Porquê?
Dei de ombros.
– Porque ela é a princesa. Herdeira ao trono, sei lá. Porque é ela que nos vai liderar.
– O que mudou?
–Conhecia.
Ele riu e deitou-se de volta.
– Ela pode ser… difícil. Mas, por mais que ela diga que ela é a princesa, ela não o é. Sabes disso, não é?
"Claro, eu sou."
– Sei.
–É melhor descansares. Tenho a impressão de que amanhã será um grande dia.
Virei-me de frente para ele com as mãos debaixo da almofada. Dormir seria uma boa ideia.
Passado minutos em silêncio, Liam falou.
– Bell?
– Sim?– Disse sem abrir os olhos.
– Ainda o amas?
Acomodei-me melhor e abri os olhos ficando a olhar para o peito dele.
– Não. Eu acho que nunca o amai. Eu amava-o, mas como amigo. Preocupava-me com ele, mas não havia … amor, sabes? Eu queria ter acabado com ele á muito tempo, mas nunca tive coragem. E quando arranjei…
– Ele morre.- Concluiu Liam quando não acabei.- E o Cristo?
– O que tem ele?
– Ele e tu… Vocês… tu sabes, juntos?
Levantei o olhar para ele com a testa franzida.
– Nós somos amigos, nada mais.
Uma sombra de um sorriso apareceu nos seus lábios.
– Á, eu pensei…
– Esse é o problema, Liam. Tu não foste feito para pensar.– Disse voltando a baixar o olhar para o peito dele.- Então não o faças.
– Tudo bem.
– Liam?
– Sim?
– O que vês na Juliana?
"O que acabei de dizer?!"
Ele suspirou e puxou-me mais perto. Beijou-me na testa e abaixou-se para me falar no ouvido. Aquela aproximação toda deixava-me quente. Meu ventre parecia um aquecedor.
– Não será por muito tempo, Bell. Prometo.
No próximo capitulo de Monsul Academy..
–Onde é que pensas que vais?
– Para que é isto?
– Para lutares.
– Tens a certeza que é aqui?
– Agora fizeste a pergunta certa.
– Isso é um ultraje!
– Como queiras.
– Mike.
– Ei, baby. Não me abraças?
– Mordeste-me!
– VOLTAS A TOCAR-LHE E EU MATO-TE.
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