Monsul Academy
24 Christabell Holter: 24º Capitulo
Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.
24º Capitulo
– Vamos dar uma volta. Veste alguma coisa.- Disse Liam espreitando pela porta do meu quarto.
Olhei para mim e depois para Liam, confusa.
– Eu estou nua por acaso?
Ele analisou-me por completo com um sorriso satisfeito no rosto que me deixou sem folego.
– Infelizmente não, mas veste algo para dançar.
– Dançar?
– HmHm. Despacha-te.– Disse saindo.
Suspirei e vasculhei a mochila.
"Que andas a tramar agora, Liam?"
Vesti uma saia justa preta e camisola vermelha descaída. Calcei as botas um segundo antes de Liam bater á porta.
Quando abriu ele vestia uma t-shirt verde que fazia realçar os seus olhos e umas calças brancas.
"Porcaria de hormônios. Fiquem quietos. É apenas um idiota bem vestido. Apenas um idiota bem vestido."
– Pronta?– Perguntou analisando-me com um estranho sorriso de satisfação. Mais um.
Ele parecia ainda mais estranho depois do maldito encontro de á pouco.
– Pois. Aonde vamos?– Perguntei fechando a porta.
– Dançar.
– Já disseste isso.
– Então espera para ver, florzinha.
Quinze minutos depois chegamos a uma discoteca. Quinze minutos depois estava a tentar controlar-me para não o matar. Durante todo o caminho não parou de falar e falar e falar... Sobre minhas pernas..
"Eu juro que o mato!"
– Devíamos estar á procura de Strigois e não a dançar.- Reclamei olhando para o bando de pessoas dançando e bebendo como se suas vidas fossem perfeitas.
– Um descanso primeiro.- Disse Liam andando até ao bar.- Bebe apenas o que eu te der.
– Sim, mamã.– Brinquei voltando a atenção para a pista de dança.
–Estou falando sério, Christa. Apenas o que eu te der. Aqui.– Peguei no copo que ele me deu revirando os olhos.- Queres dançar?
Olhei para algumas figuras tristes na pista de dança e ri.
– Definitivamente não.
Ele deu de ombros e foi até á pista de dança. Vi conforme ele começou a dançar com uma loira bonitinha sem lhe dizer nada. Ela apenas se encostou a ele sem troca de palavras.
"Ok, ele é lindo mas também… mas também o quê, Christa?"
– Ele é incrível.– Murmurei..
– Disse alguma coisa?
Olhei para trás e olhei o rapaz do bar. Ele tinha cabelos castanhos e grandes olhos azuis alegres.
– Apenas pensando alto.
Ele assentiu.
– O teu namorado é rápido.- Disse apontando para Liam.
– Ó, ele não é meu namorado.
– Não?– Os olhos dele brilharam com o que pareceu esperança.
"Porque todos me perguntam isso?"
– Definitivamente não.
Ele sorriu e olhou para uma bebida que preparava.
– Ainda bem.
Senti-me sorrir e fui em frente.
"Se Liam podia porque eu não?"
– Sou a Christa.
O rapaz sorriu e estendeu uma mão.
– Mason.
– Christa é diminutivo de quê?
– Christabell.
– Nome bonito, menina bonita.
Ok, eu corei.
– Obrigado.
Mason voltou a sorrir. Um sorriso bonito num rapaz bonito.
– Vai uma bebida?
Levantei o copo já a metade que Liam me dera.
– Tenho uma.
– Posso-te dar algo mais forte. Fica por conta da casa.
– Claro.
"Liam não é ninguém para mandar em mim."
Hoje estava a sentir-me para experimentar coisas novas, só esperava não me arrepender depois. Mas, eu raramente me arrependo.
Enquanto Mason preparava a bebida vi Liam pelo canto do olho. A loira estava a dançar á volta dele mas ele estava quieto a olhar para o bar. Congelado com um olhar fatal.
Estremeci.
"Malditos olhos verdes."
Voltei a minha atenção para Mason que sorria fazendo a bebida.
– Certo. O que é isso?– Perguntei levantando-me para olhar sobre o balcão.
– A minha nova especialidade. Rum, Martini, gasosa, cerveja e pouco mais.- Ele acabou de preparar a bebida e entregou-me uma.- Experimenta.
Dei um gole e esperei que o líquido explodisse. Picante e doce encheram-me a boca. Nem era mau de todo.
– É bom. Um pouco forte demais, mas é bom.
Mason sorriu contente.
– Ainda bem que gostastes.
Assenti com a cabeça e tomei outro gole.
– Tens jeito para a coisa- Elogiei-o.
Viu-o corar um pouco.
– Apenas faço o que gosto.
Reconheci as minhas próprias palavras nele. Cada vez gostava mais dele.
– Podes vir aqui?– Perguntou Mason.
– Atrás do balcão? De certeza?
– Sim. Quero-te mostrar como se faz.
Assenti.
– Como entro?
–Há uma porta do outro lado do balcão.
E isso significava que teria que ir por entre uma multidão.
"Nem pensar."
– Chega para lá.
Mason frangiu a testa divertido mas afastou-se. Sentei-me no balcão e passei as pernas para dentro.
– Muito bem. Já cá estou.– Disse quando saltei para o seu lado.
Mason riu.
– Foi mais útil assim.
– Nem sabes o quanto.
Mason pegou um copo e várias garrafas.
– Podes jogar com os sabores. Um doce com um amargo ou um forte com um fraco. Quanto mais diferentes forem os sabores mais estranho será o sabor.- Explicou.
Assenti.
– Vou ajudar-te. Aqui. Deita um pouco disto.
Peguei na garrafa e deitei apenas um pouco.
– E fazes o mesmo com os restantes.
Quando o copo já estava cheio, Mason pegou num isqueiro grande.
– O que vais fazer?
– Vamos ver a quantidade de álcool.
Ele chegou o isqueiro ao copo e ele logo deitou uma chama azul.
– Uau! Está a arder.
– Por causa do álcool. Ele tornasse muito inflamável.
– Incrível.
– Agora a melhor parte. Vamos provar.
Levantei uma sobrancelha.
– Tens a certeza? E se acabamos no hospital por causa disso?
– É de maneira que ganho o dia.- Disse sorrindo. – Eu primeiro.
Ele bebeu e fez uma cara engraçada me fazendo rir.
– Estás bem?
– Sim. Nem ficou muito mau.
Peguei no copo da mão dele e dei um gole que logo cuspi. Mason riu e tirou o copo da minha mão.
– Isto é horrível.
O álcool sentia-se muito assim como o amargo.
– Para quem gosta de bebida mesmo, mesmo fortes não.– Tentou Mason.
– Não adianta Mason. Isso é mesmo horrível.
Mason olhou para o copo e depois para mim.
– É. É horrível.
Rimos e pouco depois Mason atendeu um cliente.
– Aqui está.- Entregou a bebida e virou-se para mim de novo.- Gosto desta música. Danças comigo?
– Claro. Mas aviso-te que não sirvo para isto.
– Vamos ver.
Agarrou-me na mão e puxou-me devagar para ele. Rodopiei algumas vezes sentindo o sabor ainda do álcool.
– Acho que o álcool não vai sair do meu sistema até amanhã á noite.
Mason riu e abraçou-me.
– Bebe um litro de água que isso passa.
– E depois vou passar a vida na casa de banho.
Ele riu ainda mais e eu acompanhei-o. Rodopiamos juntos mais umas vezes até batermos em algo... ou alguém.
– Vamos embora.
Olhei para a furiosa parede de músculos e depois olhei para Mason.
– Lamento.
– Tudo bem. Diverti-me bastante esta noite.
Dei-lhe um beijo na bochecha, agradecida por esta noite.
– Eu também.
Ele sorriu e afastou-se quando Liam me pegou e me pôs do outro lado do balcão.
– Liam!– Adverti.
Ele apenas saltou e me puxou para a saída.
– Liam! Pára!
Ele apenas continuou a puxar-me.
"Idiota estúpido!"
Quando estávamos longe o suficiente para ninguém nos ver, agarrei-o na mão dele e deitei-o ao chão.
Ele gemeu de dor.
– Eu disse para parares. E pára de ser um idiota.
Entrei no carro fechando a porta com força.
– Eu sou um idiota e tu és o quê? – Disse entrando o furacão.- Estavas a deixar-te levar por um garoto que nem conheces, nem o nome dele deves saber.
– E tu por acaso sabes o nome da menina com que danças-te?
– Não estamos a falar de mim!
– Claro que não. Apenas falas do que te interessa.– Bufei.
– NÃO CONHECIAS O GAROTO!
– E DEPOIS?! Também conheci Mike assim para tua informação.
"Mike."
Eu só me apercebera disso agora que o tinha dito.
Foi assim que conhecera Mike. Um menino tímido e dedicado que gostava do que fazia.
– É diferente.– Disse Liam calmamente.
– Não sei como.– Resmunguei de dentes serrados.
O resto do caminho, foi um doloroso silêncio até paramos em frente do motel. Ainda tinha tanta raiva daquele idiota sem sentido.
– Mason.
– O quê?
– Mason. O nome do rapaz do bar. É Mason. Ao contrário de ti eu gosto saber o nome com quem converso.
E sai do carro fechando a porta com força atrás de mim.
"Canalha, estúpido, idiota!"
No próximo capitulo de Monsul Academy...
– Devíamos ir para outro lado.
–O que eu quero está aqui.
– O que fazes aqui?!
– Achas-te mesmo eu te ia deixar vir sem mais nem menos?
–Como consegui-te sair?
–Eu conheço-te, Chris.
– Cristo, vai para a Academia.
–Nem sequer sabes se ele está vivo.
–Não dá para se aperceber se é Mike ou não.
– Mel disse que ele está aqui.
–Ele será um Strigoi, Chris. Nunca mais voltará a ser o Mike. Tu estás aqui por vingança.
–E?
– Por favor. Apenas me deixa fazê-lo.
–Somos mais fracos.
–Fala por ti.
– É a Mel.
–CHRISTA… Já o encontrastes?
–Chris, o Connor anda louco á tua procura. Mandou uma equipe de buscas, atrás de ti.
–Connor foi falar com o rei.
–O quê?
Fale com o autor