Monster

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Boom diaaa :3 Cheguei com mais um capítulo, bom, a história vai sair um pouco dos trilhos, era para eles irem para Colorado só lá para frente, porém não queria colocar o "tcham" da história agora ou ela acabaria rápido, então me desculpem se alguns não vão gostar, mais vai perder um pouco do suspense, mais vai ser por um curto período de capítulos, desculpem. Então, espero que gostem.

Quando o barco sumiu de minha visão cai de joelhos na areia tentando enxergar o barco mesmo sabendo que era impossível.

– Vamos Ally. – Disse James e me levantei.

E agora? O que vai ser da minha vida? Tá, estou exagerando, pensei para mim mesma, amanhã ele será julgado e vamos pagar a fiança, entrei em casa e resolvi não bater boca com Lorraine, quando estava indo para meu quarto, desviei caminho e fui para o do Austin onde encontrei Lorraine mexendo no criado-mudo dele.

– O que você quer aqui?! Sai daqui! – Disse e ela sorriu de canto para mim e saiu.

Fui para a gaveta onde ela mexia e vi um caderno pequeno aberto e um pedaço de uma folha preso.

– Ela rasgou. – Disse, fiquei pensando por um tempo até Anne gritar lá de baixo me chamando.

– Ally, o Austin! – Anne falou quando cheguei à sala de estar, já era de noite, o procurei mais nada, até que me deram o telefone.

– Austin? – Perguntei calma, a última ligação que ele podia fazer.

Ally... – Ele disse e pude sentir que ele chorava. – Perdi tudo Ally.

– Não Austin, eu, sua família, sua fãs, ainda estamos aqui.

Ally, é gay, mais eu... Isso daqui é assustador.

Ri pelo nariz e ele também.

– Você faz falta. – Disse.

Ally, eu... Eu... Eu te amo. – E a ligação caiu.

Coloquei o telefone de volta no lugar e todos me olhavam esperançosos, passei por eles sem dizer nada e voltei para o quarto do Austin, tranquei a porta e me joguei na cama, me cobri com o edredom e enfiei a cara no travesseiro e liguei o ar, seu cheiro no travesseiro, cama e edredom, era inconfundível, não era forte, cheirava a algo extremamente bom e doce, cheirava à Austin. Fiquei ali olhando o outro lado da cama e apreciando o cheiro “acho que vou tirar o cheiro dele daqui” disse para mim mesma, minutos depois peguei no sono.

– O cupim comeu sua cama? Se masturbou tanto a ponto de ela quebrar? Ela evaporou? Ela pegou fogo? Tem formiga nela? Ou gosta do meu cheiro? – Acordei com essa voz, essa voz era a melhor coisa para me acordar num dia desses. – Dormiu com a cara enfiada no travesseiro, achava que tinha morrido sem ar.

– Você acaba de sair da prisão e vem com piadinhas?

– Faz é tempo que saí de lá, já são duas da tarde. – Ele disse e me sentei na cama e o encarei.

– Já? Quer dizer, Austin! – E pulei em cima dele, caímos para traz, sorte que a cama era grande.

– Achava que não ia acordar nunca. – Ele disse enquanto beijava suas bochechas. – Ah, por favor, Ally. – Ele disse e me beijou na boca, fiquei surpresa no início, o que fez ele rir entre o beijo, mais depois em deixei levar. Sua boca tava com gosto de melão.

– Credo Austin, melão? – Ri. – Quem come melão?

– Isso não é melão, é a comida de lá! – Ele disse e se sentou, eu em seu colo. – É um horror.

– Gay. – Disse e ele me olhou furioso, ri da sua cara.

– Porque mesmo dormiu no meu quarto?

– Você fez falta. Sim, nem foi se quer um dia mais fez falta. – Disse e enfiei minha cara no seu pescoço e cheirei. – Pelo menos não adquiriu o cheiro de lá.

– Gosta né? – E me empurrou pra cama ficando em cima de mim. De repente dei um pulo e um grito, ele havia me cutucado nas costelas.

– Não, não gosto. – Disse e ele riu caindo do meu lado.

– Vocês dois, aqui comigo agora. – James disse escancarando a porta.

Pov. Austin

Eu e Ally descemos para a sala de entrada e nos sentamos no sofá com todo o resto do pessoal.

– Bom, Marta, você está despedida. – Disse meu pai, Lorraine se levantou depressa e foi para o quarto delas junto com a mãe.

– Oswald, Helena e Anne eu, Ally e Austin vamos viajar. Talvez não moremos mais aqui.

– Como assim? – Perguntou Anne.

– Depois de tudo isso, vai ser difícil tem uma vida em paz nesta ilha.

– A gente vai com vocês. – Disse meu tio.

Por um curto momento meu sangue congelou.

– Não, não será preciso. – Disse meu pai, meu sangue descongelou. — Agora, vocês dois vão arrumar suas malas, nosso voo sai daqui uma hora. – Meu pai falou e eu fui para meu quarto e Ally pro dela, joguei minha mala em cima da cama, aberta, e fui jogando minha roupa dentro da mesma, eu não queria ir embora de Miami, mais se ir embora de Miami significasse me livrar de meu tio, eu iria até pra Antártica.

Peguei outra mala quando aquela lotou e joguei minhas meias, e mais um pouco de roupa, e minha coleção de óculos. Duas malas lotadas, ótimo. Desci com minhas malas e com as malas da Ally também, era apenas uma. Quando chegamos ao píer eu e Jim colocamos as malas no barco e me despedi de Helena e Anne, olhei para meu tio e ele sorriu, não me despedi dele.

– Uma nova vida, então. – Disse sorrindo para Ally quando o barco ganhou velocidade.

Quarenta e cinco minutos depois estávamos fazendo check-in no aeroporto.

– Mas pai, não posso ir agora. Tenho que falar com Trish e Dez.

– Não se preocupe, eles já estão lá. – Meu pai falou enquanto entrávamos agora na sala de espera. – Eles não foram embora por causa daqueles motivos, foram por que mandei, os mandei aproveitarem cada oportunidade e ir.

– Por quê?!

– Porque eu sei o que seu tio fez, coloquei pressão em Lorraine e ela me falou. E sei que Oswald queria vir com a gente porque, se você morrer, quem herdará seu dinheiro, será sua prima, Anne, então assim o dinheiro será dele.

– Então... Ele quer me matar para ficar rico?

– Sim. Fique de olhos abertos Austin, não acredite em ninguém, não faça o que lhe mandarem. – Ele disse e então um silêncio correu entre nossa conversa o qual foi quebrado pelo auto falante nos chamando para o portão quatro.

Quando entramos no avião, nós nos sentamos bem na frente, Ally na janela, eu no meio e meu pai à minha esquerda.

– Pai. – O chamei, ele me olhou de canto de olho. – Para onde vamos?

– Você vai conhecer sua madrasta.

– O quê? Como assim? Eu tenho madrasta? Quer dizer, você é casado?!

– Sou. – Ele disse e me mostrou o anel.

– Achava que ainda era do casamento com a mamãe.

– Não. – E ele riu pelo nariz.

– Tenho irmãos?

– Tem, hipoteticamente.

– Como assim?

– Não são meus, são do antigo casamento dela.

– E qual o nome dela?

– Você vai saber tudo no tempo certo. – Ele disse. – Não queria ir pra lá, mais é seguro, muita gente lá tem. Gente é o que não falta naquela casa. – Ele disse e sorri mais um sorriso tenebroso.

Olhei para Ally e ela dormia com a cabeça apoiada na janela. Fechei meus olhos e então fui acordado por uma voz dizendo:

– Acorda Austin, chegamos em Colorado! – Era Ally.

Notas finais
E então? Gostaram? Não tá essas coisas, mais já expliquei lá em cima... Beijoos, até o próximo :3 :D x)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.