Monologue.
1 Capitulo Único.
“You stay me, please”
– American Story Horror.
As flores fora depositada sob a mesinha.
Enquanto o bipe soou suave pelo quarto do hospital, as flores estavam espalhadas juntamente com fotos da garota e ele juntos, um sorriso brotou dos seus lábios. Ele puxou a cadeira que rangeu sobre o assoalho de madeira – pegou as mãos pálidas e geladas com delicadeza e carinho mesclado uma saudade estampada em seus olhos, aquecendo-as com contra as suas com calma – era observador do lado fora, e passou os dedos pelos cabelos escuros que caiam pelo rosto dela.
-Oi, Liz, tudo bem? Eu espero que sim, sempre espero que melhore... Mal acredito que faz somente uma semana da última vez que a vi e está linda como sempre, desculpe não vim na semana passada, estava atarefado, mas vou vim regulamente agora todos os dias, prometo, sim? Eu prometo, ma belle. Tenho tanta coisa para te contar... se importaria de me ouvir? Prometo não tomar muito de seu tempo, mas eu sei que adoraria me ouvir como sempre diz – começou a voz dura e rouca, mas repleta de um carinho oculto por ela e acariciou o rosto pálido dela com cuidado – Então, como foi seu dia? Eu espero que muito melhor que o meu, eu realmente odeio Odete como nunca, aquela maluca não saber parar de falar e falar, como senão houvesse fim, mas isso e algo dela né? Eu realmente queria pode dizer que ela é realmente pode ser um pouco exagerada e extremamente irritante quando quer, mas seria um elogio para ela senão fosse pelo fanatismo por roupas, o consumismo de hoje acabar com a nossa sociedade que já desgarrada de coisas inúteis que os humanos fazem, mas sou um deles, fazer o que.
-Sem graça a minha última piada? Mas e a verdade, minha querida. Callyssa e outra que tagarelar, tagarelar, tagarelar e tagarelar mais ainda do que Odete, por Deus! Como as suportou sem surtar com todas aquelas bobagens de sapatos, perfumes caros e roupas de grife, hein Liz? Você nunca será assim ou foi, e claro que não deixarei a febre por sapatos subir a sua cabeça, mesmo que precise que seja um pouco delicada com todos eles, ok? Sempre será delicadamente indelicada que o que me cativas em sua personalidade, ma chérie – murmurou apertando as mãos com delicadeza, beijando com leveza, sentiu o leve aroma do shampoo – Ela sente a sua falta, e muita por sinal afinal são grandes amigas com gênios indiferentes uma a outra, e desconta no cartão de crédito do pobre do James, seu irmão sente a sua falta e de suas piadas e ironias sem sentidos que você diz quase praticamente todos os dias, todos sentimos até mesmo o insensível Nathan, eu sei que ele sentir a sua falta, ele e seu irmão mais velho e desejar vê-la saudável e sorridente, Katherine está animada é claro, tagarelando sobre as roupas de grife da nova coleção de outono-inverno.
-Ela realmente não saber quando parar de falar sobre isso, realmente e uma boa distração para os nervos, mas comprar assim como elas, nunca seria muito bom, mas acho que o modo delas tentarem seguir as vidas sem parar... – riu sem humor enquanto o bipe soou ao seu lado – Ah, como eu queria ver seus olhos verdes brilhando pelas nuvens que estão no céu hoje? Como eu queria que visse o dia de hoje? Será que ia amar como eu estou amando agora? Eu tenho absoluta certeza que sim, ma chérie. Está belíssimo para os seus padrões, com todo o tipo de coisa que gostar que fosse: Chocolate quente, coberto e o frio do inverno que sempre amou, e um dia como esse hoje, sempre seria perfeito para nós não é? Como seria. Está cinzento e frio como gostar e cheio daquelas nuvens densas, e meio estranho isso, né, Liz, depois de tanto tempo eu comecei amar o frio assim como você o amar tanto e vejo inverno como a sua estação preferida, e vejo que há beleza no inverno, ma belle, o inverno sempre te cativou como nunca, e ver aquele brilho no olhar ao ver o floco de neve e tão... Bom, como se o mundo parasse a nossa volta, vou adorar fazer isso de novo.
-Você sempre gostou do frio e da mudança para a primavera, mas sempre amou o frio mais do que qualquer coisa no mundo depois dos livros, assim como eu gosto do sol e o mar, mas você e estranha, e sempre será a minha estranha, não importa o tempo que passe e isso que gosto em você, seus gostos estranhos me fascinam assim o gosto quase viciante por chocolate e por filmes românticos, e terror, mas morre de medo na hora e se agarrar a mim quando vir um, mas tem um fascínio por eles e nunca parar de ver, e assistir colada a mim, e estranho isso, mas adoro esse momento, e o nosso momento, não é? Só nosso... – ele acariciou o rosto dela com delicadeza e suavidade, e tocou nos lábios dela, fazendo um leve carinho na bochecha esquerda, sentiu a pele em contato com a sua e sorriu feliz – Saber, minha mãe mandou um beijo e disse que logo estará conosco, eu espero que sim, você irá voltar né, Liz? Eu acredito em você assim como sempre acreditou em mim, quero que esteja conosco logo, para ver o sorriso que sempre amou, estamos no fim do inverno, mas está um dia belíssimo, e claro.
-Seu avô como sempre, está abatido, e sentir muito a sua falta, eu acho que eles todos sentem, até mesmo aquele idiota do seu irmão, Francesco, ele tem vindo visita-la frequentemente não é? Espero que sim, ele ficou abatido com o acidente, minha querida – fechou os olhos, sentindo o calor das mãos dela ao redor dos seus olhos – Assim como eu, sinto tanta a sua falta, queria ver o sorriso travesso em seus lábios, e seus olhos brilhantes e conhecidos.
-Eu estava esperando que fosse mentira que tudo aquilo aconteceu, mas aquela carta chegou a mim, Liz, eu não sabia até aquele momento... – sussurrou para ela, sua voz saiu rouca e cansada – Por que nunca contou? Por que fez isso comigo? Logo depois de eu descobri os meus verdadeiros sentimentos, aqueles sentimentos que nutria há anos por você, ma chérie.
-Frustrante sabia? Saber que a sua melhor amiga e... – pausou, e recuperou o folego de uma vez – Apaixonada por você, eu realmente não acreditei, apenas pensei que... Fossemos amigos, mas percebi que a via mais que um amigo, e cheguei tarde demais não é? Eu tive medo de tudo, de te perder para alguém melhor, eu não sou o ser humano mais perfeito do mundo, mas esse idiota prepotente aqui te ama tanto, tanto, tanto, e estranho isso, Liz? Mas eu estou aqui, e sempre estarei.
-Fique comigo, por favor, Liz... – sua voz saiu baixa, como um sopro ao vento para a garota – Fique comigo, apenas comigo, Liz, eu quero está ao seu lado, sempre e sempre, e agora sei o que desejo.
-Uma frase que a Odete me falou hoje, que e meio desatualizado, e claro para os dias de hoje, mas e perfeitamente cabível ao nosso momento... – sorriu ao sentir as mãos ao redor dela – Nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo. Algumas estão fugindo assustadas. Algumas estão voltando pra casa. Algumas dizem mentiras pra suportar o dia. Outras estão somente agora enfrentando a verdade. Alguns são maus indo contra o bem. E alguns são bons lutando contra o mal. Seis bilhões de pessoas no mundo, Seis bilhões de almas... E ás vezes tudo que nós precisamos é apenas uma! – ele apenas parou – E eu sei, Odete filosofando, o que não seria grande coisa. E como sempre ela me mandou uma indireta indiscreta para mim, para as minhas escolhas insignificantes, mas agora sei o que quero e quero você para mim.
-Outra frase dela, ou melhor, texto. Não sei se está certo, mas trouxe um papel – remexeu nas vestes e pegou o papel ali, e olhou ela enquanto sorriu – Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você o faça. Você pode não saber qual é o significado da sua vida, e não precisa. Precisa apenas saber que ela significa alguma coisa. Toda vida tem um significado, mesmo que dure 100 anos ou 100 segundos. Toda vida tem. E cada morte muda o mundo do seu próprio jeito. Ghandi sabia disso. Ele sabia que sua vida significava alguma coisa para alguém, em algum lugar, de alguma forma. E ele sabia com muita certeza que ele jamais saberia o significado dela. Ele entendeu que viver a vida, deve ser mais uma grande preocupação, do que um entendimento. E eu também. Você pode não saber, então não leve isto por certo, não leve isso muito a sério. Não adie o que você quer, não deixe que nada o impeça. Apenas tenha certeza, de que as pessoas com que você se preocupa saibam e tenham certeza do que você realmente sente, porque só assim tudo pode acabar.... – pausou, e recuperou o ar que havia faltando naquele momento e observou as feições conhecidas – E aquele filme que viu junto comigo enquanto se debulhou em lágrimas pelo ator, Remenber me, aquela carta me pegou de surpresa, admito, eu realmente pensei um monte de besteiras, mas percebi... Você estava certa, sempre esteve certa de tudo, e eu fui idiota tolo e inconsequente que teve medo do futuro, afinal e imprevisível não é? Mas vou erguer a cabeça e seguir em frente por você.
-Como eu queria ver seus lindos olhos verdes agora, anjo? Eu adoraria, sinceramente, eu adoraria mesmo ver aquela duas bolinhas grandes e brilhantes enquanto ver um chocolate e falar as besteiras daqueles filmes românticos, ou quando está animada em ver filmes de terror, como eu amo o seu sorriso, meu anjo... – ele riu ao lembrasse de todos aqueles momentos que passou com ela – Eu me lembro da vez que me fez ver uma maratona de filmes de romance, foi clichê e claro aquilo, mas amei cada momento ao seu lado, e queria repetir de novo e de novo, meu anjo, e iremos certo? E esperarei por você.
-Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino. Eu espero que você encontre uma maneira de voltar para mim – ele olhou o relógio e franziu o cenho ao perceber que horas voavam com o vento, e tristeza estampou os seus olhos e voltou a garota, beijou a mão dela e sussurrou esperando que ela acordasse – Bom, Liz, eu voltou amanhã, ok? Eu te amo, durma com os anjos, meu pequeno anjo.
Ergueu-se da cadeira se aproximando do rosto dela. Depositou um beijo na bochecha dela, e respirou fundo, e sorriu triste, mas ao mesmo tempo decidido.
-Eu esperarei por você o tempo que for.
Fim¹.
Notas finais
-Talvez haja continuação para essa história numa longfic.
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