Depois de algum tempo de caminhada pelo deserto Marcos e 13 chegam a uma pequena aldeia no meio do deserto e entram em uma taverna. Ao entrarem a velha porta de madeira range de forma cabulosa atraindo a atenção de todos do bar para os dois, são mais ou menos uns vinte homens, todos mal encarados, alguns fortes, outros gordos, alguns deixam seus braços fracos a vista em suas velhas regatas pretas, que mais parecem trapos sujos, mas até mesmo os mais fransinos encaram marcos e 13 sem ponderar. Marcos anda lentamente até o balcão e 13 o segue de perto, mas sempre atrás de seu amigo monge, todos continuam encarando-os, as encaradas são respondidas por 13 que os encara de volta, marcos ignora todos.

Atrás do balcão está uma mulher alta de braços definidos a mostra, uma cicatriz do lábio inferior até o canto do seu olho chama a atenção, em seu braço direito uma grande tatuagem de um dragão serpente atrai a visão de 13.

–Um copo de licor de água viva do oceano de Doroppu meu amor, diz 13 risonho. A mulher, Rita, dona da taverna, se aproxima deles de forma abrupta e crava uma faca de arremesso no balcão, e diz voltando-se para marcos:

– E você bonitão?

– Uma dose de creme de cana do bosque de Kodachi, se tiver, por favor. Um pequeno sorriso surge no canto da boca de Rita. Os dois sentam-se em uma mesa perto do balcão, 13 continua a encarar os homens do bar, e eles encaram os dois, alguns cochicham causando borburinhos. Marcos continua ignorando-os. Não demora muito e Rita chega com suas bebidas, enquanto coloca os copos na mesa ela diz:

– Parece que vocês causaram um grande interesse nos meus meninos, referindo-se aos homens no bar.

– É... Responde Marcos fazendo pouco caso.

– É claro meu bem, vai dizendo 13, afinal meu amigo aqui é o temido Mon... Num piscar de olhos Marcos segura o rosto de 13 impedindo-o de completar a fala. "calado" diz Marcos.

– Sabe, sempre gostei de homens misteriosos, assim como você, diz rita para Marcos. 13 sorri como deboche, Marcos ignora ele e sorri timidamente para ela.-Temos quartos nos andares de cima, se quiserem ficar, são meus convidados.

– Obrigado, aceitamos o convite, diz Marcos. Rita pega sua bandeja e volta para o balcão.

– Ela gostou de você brow, diz 13 abraçando o pescoço de Marcos por trás.

– É. Responde o monge com um sorriso leve.

– O que vai fazer? Pergunta 13 segurando seu copo.

– Sobre?

– Como "sobre"? Sobre a balconista oras.

– Não sei, veremos.

– Seu safaaaaado, vai furar ela igual uma cadela no cio, diz 13 gargalhando.

– Respeito 13.

– Foi mal.

No mundo dos deuses Ébano está acompanhado de 5 homens, parecem mendigos.

– Vocês estarão diante de lord Vulcano temido deus do fogo, mostrem o devido respeito. Os homens concordam com a cabeça, todos ficam tensos.

– Bem vindos ao templo do deus do fogo senhores, diz Vulcano saindo de uma porta com uma roupa de banho e cabelos molhados,- Sentem-se por favor. Ébano traz cadeiras para os cinco, todos sentam-se.

– Este é Getúlio Rossenford, um homem que encontrei vagando pelas ruas de Ishi, catando o que comer, diz Ébano referindo-se ao primeiro homem, que era barbado e parecia doente. -E este é Armani Pistácio, um caçador renomado de Yama muito respeitado em sua aldeia, diz Ébano em relação ao segundo que era visivelmente forte e astuto, também segurava uma lança de uns 2 metros, ao seu lado. -Os outros três são os famosos irmãos Harden, assassinos cruéis que foram expulsos de Daiyamondo por Leônidas. Vulcano fica, visivelmente, interessado nos cinco homens.

– Bem, diz Vulcano,- Pedi ao Ébano para que lhes trouxessem até mim pois quero lhes fazer uma proposta senhores.

– Uma proposta vinda do próprio deus do fogo? Que honra, diz o irmão Harden gordo. – No que consiste está proposta senhor deus do fogo Vulcano? Pergunta humildemente Armani.

– Simples, preciso que destruam os cinco templos sagrados do seu mundo. Todos ficam espantados com a proposta.

– M-mas meu senhor, nós cinco não temos força para destruir templos sagrados, todos eles são muito bem protegidos por exércitos do império, diz o Irmão Harden anão.

– Isso seria suicídio, diz o irmão Harden maneta.

- Vocês não precisam me dizer o óbvio, diz seriamente Vulcano.

– Deixem ele terminar, trastes, diz Ébano para os homens.

–Acalme-se Ébano, lhes explicarei senhores, simplesmente lhes considerarei a imensa honra de emprestar-lhes parte do meu poder. Todos ficam confusos, até mesmo Ébano.- Ou seja vocês terão o auxilio do fogo em suas batalhas, controlando o fogo nem mesmo todo o império seria páreo para um de vocês. Os homens demonstram interesse, seus olhares brilham com a ideia de ter a força de um deus.

– Mas, vai dizendo Getúlio, porque você mesmo, "poderoso" deus do fogo não destrói os templos com sua força extrema?

– Regras meu querido, responde Vulcano calmamente, meu maldito irmão mais velho Éolo deus do vento criou normas para nós deuses, e como a força do maldito é inigualável eu prefiro não ir contra as suas regras. E também ele criou uma "barreira" para nós deuses, os 5 templos. Se os templos forem derrubados nós deuses poderemos passar para o mundo humano.

– E quanto a Éolo? Pergunta Armani.

– Que meu irmão é o mais poderoso dos deuses não há dúvidas, mas eu tenho aliados. Meus outros dois irmãos Gaia deus da terra e Miguel deus do raio, com eles ao meu lado nem mesmo Éolo será um problema, mesmo que minha irmã Tétis deusa da água se alie a ele. Além de controlar o fogo vocês também, terão uma vitalidade maior tudo em vocês será melhor, força, resistência, velocidade, tudo. Então, posso contar com vocês? Todos concordam, com expressões alegres nos rostos.

– Mas e depois de destruirmos os templos o que faremos e porque o senhor quer ir ao mundo humano? Pergunta o Harden gordo.

– Se vocês destruírem os templos, poderão ficar com os poderes. Diz Vulcano.

– "Se"? Questiona Getúlio- Porque "se destruirmos"? Vocês mesmo disse que nem o exército imperial será capaz de nos derrotar.

– E realmente o exército não será, mas tem algo muito mais poderoso que o exército no seu mundo. Os homens ficam confusos com a afirmação de Vulcano.

O monge está saindo do banho com uma toalha enrolada em sua cintura, e secando seu cabelo com outra, quando alguém bate na porta. Ele vai atender, é Rita, ela olha para ele dos pés a cabeça e fica impressionada com o corpo moreno e definido do monge. – Seu jantar, diz ela. O monge abre a tampa da panela e olha para a comida, e diz:

– Tem comida demais, não vou comer tudo, você quer ficar e me ajudar? Rita sorri agradavelmente.

– É um convite?

– Entenda como quiser, eu não me importo com a comida, diz marcos deixando a bandeja cair no chão para agarrar Rita pelo pescoço e dar-lhe e beijo quente, ela retribui o beijo, Rita pula no colo de Marcos com suas pernas abertas, o monge a segura e encosta a porta com o pé, os dois se beijam de forma que o tesão de ambos exala no ar, Marcos a leva até sua cama onde se entregam a um sexo selvagem, Rita está completamente louca de tesão e Marcos se mantém firme no serviço, Marcos segura a mulher com toda sua força, ela que antes parecia poderosa e forte agora parece frágil e vulnerável, as mãos grandes e fortes do monge seguram Rita, uma das mãos alterna pegadas entre o pescoço e as costas dela enquanto a outra pressiona de forma agradável a coxa de Rita. Ébano fica observando curioso o ritual que Vulcano faz para dar poderes aos homens, estão em uma sala iluminada por velas, no chão existem símbolos de pentagramas feitos com o sangue do deus do fogo, cada homem está dentro de um pentagrama, Ébano está atento a cada detalhe, parece se divertir com o nervosismo dos homens, Vulcano para na frente deles e diz:

– Para fazer este ritual, e conceder-lhes o privilégio de usufruir de meus poderes, preciso estar na minha forma original, então, peço que não se assustem senhores. Os comentários dos 5 se misturam não sendo possível o intendimento do que tenham dito, mas eles concordam. De repente foram surpreendidos com uma grande luz vermelha, e com um calor imenso, pensaram que estavam em uma fornalha ou no inferno, o momento é de dificil raciocinio, apenas ouvem uma voz estrondosa dizendo palavras que não eram de seu entendimento, até mesmo Éolo estava confuso. Os homens caem e assim como veio, o calor some, de repente, sem rastro, a única coisa que podem ver é o deus do fogo em pé olhando para eles com uma risada que os assustou, Éolo está sentado no chão, parece assustado assim como os homens.

– Aproveitem, diz Vulcano antes de sair da sala. Calmamente os homens vão se levantando e se recompondo.