Mon Bijou

4 Capítulo 4 - Kuss


Wolfang levantou primeiro e se arrumou em silêncio. O loiro ainda dormia quando ele terminou de calçar as botinas e fechar o casaco. Tendo-o adormecido, ele se aproximou e ajustou a coberta sobre ele, para em seguida pousar os lábios em seus cabelos. O menino se mexeu um pouco e murmurou algo, porém não acordou. Shneider recolheu seus pertences e o deixou, fechando a porta.

Ele desceu as escadas e foi até o balcão principal, onde viu o senhor do local. Antes de ir, Shneider jogou algumas moedas para ele, chamando sua atenção.

- Em alguns dias eu pretendo voltar novamente, mas sob uma condição. Eu não sei como vocês porcos franceses fodem, mas eu prefiro um lugar limpo. E não digo de lençóis, mas de porra mesmo. Não quero que ele veja outros homens até o meu retorno. Não desejo entrar onde um francês judeu imundo esteve, ouviu? — Shneider recolheu um charuto para fumar. — ...lhe pagarei o dobro caso siga minhas ordens.

O homem recolheu as moedas e concordou com a cabeça, assustado com sua imponência. Tendo o recado dado, Shneider deixou o local, guardando as mãos nos bolsos. Ele fumou até o charuto tocar seus lábios, tirando o gosto do menino deles. Ele imaginou que poderia sobreviver sem o seu gosto, ou mesmo o seu perfume, porém ele se encontrara muitas vezes naquele dia e nos próximos a pensar no jovem.

Wolfang caminhava na sala onde trabalhava, nervoso. Papéis iam e vinham, telefonemas eram dados e recebidos, e ele pouco se importava. Não que ele já se importara alguma vez. Festas, jantares, encontros, medalhas. Suas noites eram cheias de homens que o saudavam e mulheres que deitavam em sua cama. Ele afogou o seu corpo no sexo com tais mulheres belas com pérolas no pescoço, mordendo-as, buscando nelas o perfume do menino.

Ao voltar para um pequeno complexo em uma hospedaria, ele voltava a fumar e beber, mesmo se tivesse feito isso a noite inteira. Em sua cama, ele arranhava o lado, desejando ver o loiro nele, a sorrir. Estava doente. Febril. Tolo. Já estava cansado de repetir para si que não passava de um tolo.

Ele havia aceitado. Aceitara ter aquele amor de mentira que o menino tentava lhe dar, para vê-lo...como ele mesmo havia dito, “feliz”. Ele se perguntava se o menor sabia o que era felicidade. Se ela estava vinculada a dor em seu corpo e o esgotamento de homens sobre ele. Era engraçado como o que ele imaginava que o faria feliz não era o que ele realmente desejava. Wolfang queria...ele. Somente isso. Mas podia se enganar a pensar que tinha, pois era...louco.

Pensando assim que ele retornou ao menino. E ainda retornava. Ele o visitava sempre que podia, vendo-o ao menos uma vez por semana para pagar ao tio do menino, cumprindo sua palavra. Louie nada dizia, porém ele podia ver que seus tios passaram a forçá-lo a se banhar antes de vê-lo, e que não o faziam se encontrar com outros clientes. Não ao menos aqueles que fariam sexo anal.

Os passos do jovem eram mais precisos, e ele parecia um pouco mais saudável. Ainda estava magro, e se vestia com camisolas de segunda mão, sendo na maioria femininas, com rendas e pequeninos laços. Aos poucos, o soldado começou a lhe dar presentes. Coisas pequenas, como os botões que ele havia dito que gostava. Shneider se pegava indo a armarinhos na rua comprando botões de pérola e madeira para dar ao jovem. Louie sempre sorria e os recebia como um tesouro.

Nos armarinhos, onde as senhoras imaginavam que ele comprava coisas para sua filha, situação que ele mesmo mentiu, começaram a lhe indicar fitas coloridas e outros artigos que Louie acabou por de fato gostar. Ele passara a ter os fios escovados para o lado e presos em uma trança, porém ainda tinha alguns fios rebeldes sobre a face rosada.

O alemão aproveitou quando da primeira vez ele gostara de chocolate, então agora trazia pequenos pães e geleias. O menino comia tudo muito empolgado, lhe perguntando tudo, do que eram feitos, por quem, quando e onde. Shneider admirava sua face suja com açúcar de confeiteiro, enquanto bebia um café ou licor.

Eles se encontravam no fim da tarde, pela noite ou madrugada, conversavam e deitavam. Shneider com pesar começou a notar que o judeu ficava a vontade com ele somente quando estava mais distante, ou com as mãos e lábios longe dele. Ele poderia estar a sorrir lhe contanto uma história que havia ouvido do bar, mas suas palavras falhavam caso o homem se aproximasse para lhe beijar.

Louie chegava a trocar um mover de lábios sutil, mas logo virava a face corada e ficava parado, a esperar o próximo movimento do mais velho, em uma submissão nervosa. Suas mãos tremiam, e seu respirar ficava tenso. O alemão bem podia deitá-lo na cama, ou onde estavam, lhe subir a camisola e consolar seu coração lhe dando prazer, porém isso somente o tornava mais dócil. Nada mais que isso.

Ao terminado o momento de intimidade, o menino não se movia até que ele lhe vestisse novamente, como se estivesse se relacionando com uma boneca. Louie desviava o olhar e seguia com sua história, como se nada tivesse acontecido, e assim eles seguiam os dias.

Naquela noite, em especial, fazia muito frio. Shneider correu o polegar nos lábios, limpando-os do mel da criança. Louie estava corado ainda na cama, com as mãos entre as pernas nuas. Ele se ergueu devagar e apertou a barra da camisola.

- V-Vou me lavar. S-sujou...m-minha perna...e...

Shneider lambeu os dedos e o seguiu até o lavabo com os olhos. Ele viu a porta sendo fechada e permaneceu no quarto por um momento, para em seguida se erguer e segui-lo, adentrando o local. Louie deu um gritinho agudo com o susto, encolhendo as pernas. Ele estava sentado na banheira a encher, tendo a água tocando os seus tornozelos.

- S-Senhor? O senhor deseja se lavar antes? Eu posso sair...e..e..depois...

Louie apoiou as mãos na lateral da banheira e fez menção de sair, porém o homem logo entrou na banheira, ainda retirando suas roupas. Ele as deixou no canto, não se incomodando em exibir sua nudez ao outro que não ousou olhar, queimando de vergonha.

O loirinho abraçou as pernas, tentando ocupar o mínimo de espaço possível na banheira, sendo que o restante foi invadido pelo corpo do homem. O nível da água subia devagar, um pouco fria. As gotas do chuveiro caíam sobre as costas do menino, cujo corpo estava abraçado. Shneider repousou as costas no outro canto da banheira e respirou fundo.

- Queria me lavar contigo.

- Queria? — Louie chegou a erguer os olhos uma vez, até ver rapidamente o corpo nu do homem e voltar a corar, escondendo a face. — ...porque?

-...Porque eu quero. — O silêncio passivo do menino o fez umedecer devagar os lábios antes de lhe falar. — Bijou, tu tens nojo de mim?

O loiro ergueu somente um pouco a face, porém não fitou o homem, com vergonha de sua nudez.

- N-Não, senhor...e-eu...

- Tens nojo do que te faço? — O menino se encolheu, não lhe respondendo, o que o fez tomar um tom mais alto. — Não podes dizer que não gosta. Perdi a conta de quantas vezes senti teu mel.

— S-Senhor! — Soluçou, encolhendo o corpo. — E-Eu....e-eu...posso...mas...

— Olhes para mim quando falas. — Diante da recusa do mais novo, Wolfang se aproximou dele, assustando-o. — Porque não me olhas? — Ele levou as mãos até o seu rosto, erguendo-o, forçando o menor a olhá-lo. — Porque tu nunca olhas para mim ou me tocas quando estou a te tocar? Eu não estou tendo uma relação com um morto. — Ele rosnou. — Fales alguma coisa!

— Se eu me movo eles me batem!! — Chorou em um único respirar, soluçando em seguida. Wolfang franziu o olhar, tendo o rosto ainda em suas mãos. — E-Eu...eles...me...com...mais...força....e...machucam.

A pressão em seu rosto diminuiu, e ele correu os dedos pelos fios loiros, afastando-os da sua face.

-... — O homem respirou fundo e o deixou, sentando-se no outro extremo da banheira novamente. Ele ficou a ouvir o menor soluçar baixinho, secando as lágrimas, e o fitou. — ...você não é forçado a ficar mais com outros homens, não é mesmo? — Louie soluçou e fez um sinal negativo com a cabeça. — ...verdade?

— Desde que o senhor...veio....n-não. — Ele soluçou novamente, baixinho.

— ... — Ele pensou novamente por alguns minutos, cerrando os orbes. — ...eu...não sou como eles...eu sou?

— ....Não. — Respondeu ele baixinho. — ...Ninguém me compra para....fazer algo...para mim...ou...me...abraçar...ou...

Wolfang franziu o cenho.

— Porque então isso te incomoda tanto?

-....Não...incomoda. — Murmurou. Louie soluçou e coçou devagar um dos bracinhos, sem jeito. — ...é...que...eu...não sei...como...como...fazer...essas coisas. Como....reagir...porque... — Ele abaixou os orbes e fitou as próprias mãos. — ...eu...devia...só gostar do...do...disso...que...o senhor faz....não é?...E não que...- Ele levou as mãos até o peito magro, sentindo o leve palpitar. — ...não...do....do...s-senhor...não....é...?...se...o...senhor...não...gostar...de mim um dia.. — Ele apertou o peito. — ...não vai doer....sabe...?

O alemão fitou longamente o menino, tendo o cenho levemente franzido. Ele entreabriu os lábios, deixando-os sem pronunciar uma única palavra por um longo tempo, até finalmente reunir ar suficiente.

— ...Quem lhe disse que eu deixaria de te amar?

Louie corou com sua sentença e hesitou antes de responder, precisando de um olhar forte sobre ele.

— M-minha..

— A mulher do teu tio?

Louie fez um sinal positivo com a cabeça.

— E-Ela...disse que...como ninguém gostava de mim, o senhor um dia iria...se cansar...e...ir embora...que...todos os homens...fazem isso....que...que até o...meu...meu tio...tem outra....então...

As mãos grandes roubaram o menino, assustando-o, puxando-o para ele. O loirinho deu um gritinho e se remexeu até se ver sentado no colo do homem, tendo suas faces próximas. Ele hesitou, tendo seus lábios a resvalar em sua barba escura.

— ...Me diga uma boa razão para eu não matar esta mulher ao sair daqui. — Louie se desesperou e soluçou palavras que ele não entendeu. Wolfang forçou um sorriso sutil e afagou suas costas. — ...Me fale então um bom motivo para não te beijar agora.

— E-Eu...n-não...sei...

— Minha barba coça teu rosto? — Perguntou, aproximando os lábios dos dele, tocando-os.

— A-ah....n-não..é que...sim..m-mas...

— Posso fazê-la, se preferir assim. — Murmurou, afagando a boca do menino com a dele.

As pequenas mãos trêmulas foram até o peito do homem, em uma tentativa de afastá-lo.

— Eu lhe ensino. — Disse, abaixando o tom da voz, tornando-a mais rouca. — ...Abras um pouco a tua.

Louie hesitou, mordendo os lábios. Ele corava com o respirar forte do outro contra ele, assim como a sensação de sentir o calor do homem exalando em sua pele. O toque em seu corpo o arrepiava, enquanto sentia a banheira a encher devagar, cobrindo os seus corpos.

— E-eu...

— Feches os olhos.

O loiro soluçou e fechou os orbes, tendo na linha dos cílios um colar de lágrimas a adorná-los. A pequena boca foi aberta e tocada pela do mais velho, que a moveu suavemente, sentindo sua textura aveludada e maciez.

— Esta...ruim....? — Perguntou o menor, entreabrindo os orbes.

— Esta indo muito bem. Abras somente mais um pouco...e...mova.

— M-Mover...c-como...?

— Da mesma forma que falas. — Respondeu. — ...Falas contra a minha boca.

— O...o...o que...?

— Qualquer...coisa. Não é importante.

Louie fechou os orbes novamente ao ter os lábios roubados de forma mais intensa e vagarosa, fazendo-o sentir o resvalar dos lábios do homem e sua barba arranhar o seu queixo. Seus dedos marcaram o peito musculoso do soldado, enquanto ele mesmo movia muito sutilmente os lábios, até sentir o calor da língua do outro penetrar em sua boca devagar, intensa, tomando a dele juntamente de sua boca, fazendo correr aquele calor por todo o seu corpo até o ventre.

O soldado levou as mãos até o rosto do menino, afagando-o enquanto aprofundava o beijo, roubando todas as suas forças, até que o menino desse batidinhas desesperadas em seu peito, alertando-o a falta de ar. Ele não deixou de sorrir, afastando-se, vendo-o ofegante.

— Em um beijo, se respira. — Informou, afastando as mechas loiras dos seus ombros, para vê-los melhor.

— I-Impossivel. — Constatou, a ofegar. Ele deixou o corpo cair sobre o homem, febril de prazer. O soldado afagou suas costas e curvou o corpo, beijando o ombro que havia descoberto com a mesma força do beijo anterior, fazendo o menino gemer contra ele.

-...Tu irá se acostumar. — Respondeu roucamente.

Shneider tomou novamente os lábios do judeu enquanto descia as mãos para a sua cintura e deitava o seu corpo na banheira. Louie soluçou contra os seus lábios ao se ter debaixo do homem. O mais velho fechou o registro da água e colou o corpo no dele, tornando o cômodo silencioso, tendo somente o arfar suave do menor.

— Me permite que eu te toque? — Perguntou ao francês, afagando as suas coxas. — ...Permites que eu te ame?

— D-dói...? — Soluçou contra os lábios do homem, levando as mãos até os seus fios morenos.

Shneider o beijou novamente, abraçando-o com força.

-...Não...comparado ao quão bom será depois.

O menino corou e desviou o olhar.

-...P-promete...?

— Prometo.

No ambiente fechado e quente pelo vapor sutil da água e de seus corpos, cada movimento do homem podia ser perfeitamente ouvido por eles. Cada mover de lábios, cada apertar da carne. Ele se colocou contra o menino, tendo o próprio sexo a latejar de prazer a tanto tempo em desejo a ele. Seus dedos afagaram o pequeno amor do menino, vendo-o gotejar pequenas pérolas de mel branco que eram levadas pelo movimento da água.

O alemão voltou a beijar os seus lábios, para que ele arfasse contra a sua boca ao primeiro centímetro sentido dentro dele. O próprio soldado arfou ao ter o seu corpo contraído dentro daquele corpo quente e pequeno, respirando mais pesadamente para se forçar contra suas resistências. O loirinho arranhou as suas costas enquanto tentava se segurar nele, inclinando o corpo para trás, estando a gemer abertamente para as suas delícias.

O soldado desceu os lábios pelo peito desprotegido e ocupou o máximo que pôde daquele corpo miúdo, não forçando mais do que ele suportava. Atento ao seu frágil respirar, ele sentiu as mãos trêmulas naturalmente caírem do seu corpo para a banheira, enquanto o menino arfava. Wolfang beijou delicadamente a sua face e pegou em suas mãos, beijando-as. Ele indicou silenciosamente que o menino levasse as mãos até os seus fios morenos, fazendo-o abraçar a sua nuca.

— Olhes para mim. — Pediu, tendo os orbes fixos no menino.

O francês soluçou e ergueu muio sutilmente a face, fitando o homem. Ele desviou o olhar no primeiro movimento, virando a face para o lado a arfar. Shneider levou as mãos até suas ancas macias e se moveu novamente, penetrando-o. O loiro cerrou os orbes, o que convidou o homem a beijá-lo novamente, enquanto se deitava sobre ele.

Ao respirar ruidosamente, o garoto gemeu com os lábios colados aos do amante, fitando sua boca. Os orbes foram de sua boca até seus olhos, vendo que ele também transpirava e arfava juntamente dele.

— Monsieur... — Suspirou.

Os respirares seguintes do menino seriam entrecortados ao ritmo das penetrações. Suas mãos cerraram na nuca do soldado, enquanto eles trocavam o olhar febril e intenso. O alemão tinha conhecimento que aquele corpo não era virgem, tendo sido machucado por tantos, porém ele o tratou na delicadeza e dignidade que merecia, pois o menino jamais havia amado alguém.

Wolfang acolheu a delicadeza daquele corpo e o ergueu da banheira, levando seus corpos quentes de volta ao quarto. O francês estava embriagado demais de prazer para impedi-lo, sendo movido contra o seu colo, sentado sobre os antebraços fortes. O moreno o deitou na cama e se colocou por cima, molhando o colchão.

As mãos pequenas foram sentidas no seu peito, arranhando as linhas dos músculos até que o corpo do soldado fosse marcado por trajetos finos e vermelhos. Diante da intensidade do choque entre os corpos, o menino passou a se debater na cama e ter pequenos espasmos de prazer, estando a beira da loucura.

Wolfang beijou seu peito molhado de suor e o apertou contra os dedos como se ele fosse uma mulher, tendo os mamilos tesos vermelhos e pulsantes em suas mãos.

O alemão conhecia o seu gemer próximo do orgasmo. O menino mordia os lábios e contraía o corpinho, fechando as perninhas que se remexiam nos lençóis, até que seu membro rosado tremesse e muito contido e sem jeito, o menino gozava, quase escondendo o feito entre as mãos, envergonhado.

Com ele na cama, Louie se encontrava mais aberto à contemplação dos prazeres, mesmo que isso não chegava a seus lábios. Ele era amado sem palavras, murmurando muito baixo pequenas palavras desconexas entre si, de forma que ele não o entendia. O próprio soldado lhe murmurava palavras de consolo ou picantes em alemão que se misturavam em seu próprio arfar rouco.

As pernas miúdas foram apartadas para ele lhe ver melhor o corpo, deitando-se contra o seu corpo, aprofundando a intimidade. Tendo os lábios colados em sua orelha, o homem lhe sussurrou elogios em alemão, dizendo como ele estava indo bem, ou como o seu corpo era quente.

Bijou roçou a boca vermelha na barba do mais velho em um pedido mudo para beijo que foi concedido até que seu arfar se encontrasse muito forte para não conseguir sustentar a ligação.

Normalmente o soldado arquearia o corpo e desferia com todas as forças no corpo da prostituta que pagara, mas com o menino ele manteve a união dos corpos, como amantes, a ter o peito em contato com o do outro e os lábios próximos dos dele, dividindo a mesma respiração.

Ambos os corpos se prolongaram até o limite, e em um arfar agudo do menino, o soldado o sentiu lhe molhar timidamente o ventre. Imaginando que o menor se segurava em expor seu deleite, ele levou uma das mãos ao pequeno falo teso, tocando-o para garantir que o garoto tivesse todo o prazer do momento, enquanto ele mesmo jorrava em seu interior, se permitindo neste momento penetrar profundamente o francês, lhe arrancando uma respiração.

Seus corpos exaustos e quentes caíram sobre a cama, desabando no corpo do outro. O pequeno arfava fortemente como se fosse falecer por falta de ar, soluçando nos entremeios, enquanto as mãos estavam jogadas ao lado da cabeça.

Shneider sorriu diante da expressão de deleite e esgotamento do pequeno e lhe acolheu nos braços, apertando-o contra ele, até ouvi-lo soluçar contra os seus lábios.

— Senhor...eu...eu vou...morrer?

O alemão arqueou uma sobrancelha e o ajeitou e seus braços. Devagar, tendo o sexo a perder calor devagar, se retirou de dentro dele, lhe melando as coxas com o mel que escorreu do falo.

— Porque pensa isso?

O pequeno respirou fundo e rodou os orbes, como se estivesse tonto.

— Não....c-consigo...respirar...ou...

Diante do desespero do jovem, o soldado lhe beijou a boca, encantado com seu pavor.

- Não se morre de prazer assim.

- M-mas.... — ele fez uma pausa e fugiu da boca do homem para respirar melhor.- Meu.....coração...ele....e...tudo....e...até meu pipi dói! — declarou, sentindo a tensão do forte orgasmo.

— Ninguém morre na cama desta forma, não o se preocupe, logo irá melhorar. E... — ele resvalou os dedos na barriguinha lisa. — posso cuidar dele se quiser. — brincou, se referindo ao falo do menino.

Louie encolheu todo o corpo e corou fortemente. Como um gato assustado, ele fugiu dos braços do homem, lhe dando as costas que foram abraçadas.

— Amo-te.

Wolfang apoiou o queixo na curva do seu ombro, onde ficou a fita-lo se entregar aos poucos a letargia, e o ouviu soluçar.

— Meus olhos estão pesados..eu...eu vou morrer agora?

— Não seja tolo. — ele abaixou o olhar e acariciou suas mãos incertas. — eu jamais permitiria que isso acontecesse.

O menino cerrou os orbes e se uniu ao homem, repousando a face em seu peito largo. O soldado passou a afagar os fios loiros longos e revoltos, até o sentir se encolher mais contra ele.

— ...O senhor...o senhor é um mentiroso. — Sussurrou. — ...eu...eu vou morrer. — soluçou baixinho, sendo seduzido pelo sono. — ...eu...eu...não consigo....abrir os olhos....e...

Wolfang sorriu com o canto dos lábios e beijou o topo da sua cabeça, acolhendo-o enquanto o menor adormecia devagar. Os dedos acariciavam sua nuca devagar, sentindo a textura macia das mechas loiras. Ele acompanhou o seu pesar dos orbes até que o menino estivesse totalmente entregue as vontades do criador de sonhos.

Louie tinha a face virada para o lado, com a bochecha rosada apoiada no homem. Ele respirava o perfume forte do corpo do mais velho, e tinha as mãos em seu peito. Wolfang o cobriu melhor com os lençóis e respirou fundo, cerrando também os orbes. Ele apreciou sua pequena companhia que chegava a ronronar baixinho e se remexer periodicamente, abraçando seu braço, puxando-o para mais perto enquanto dormia.

O soldado apreciou a paz unido ao desgaste do corpo. Estava cansado.

Notas finais
Engraçado como "kuss" lembra "kiss" do inglês, e ambos significam "beijo". iui