Moments With Him, Niall.
5 Um dia com ele...
Acordei com uma mão doce acariciando meu rosto. Era Niall. Ele havia acordado bem mais cedo que eu, mas não havia levantado, queria fazer companhia para mim.
— Bom dia, Mel. Desculpe ter dormido aqui. Mas acho que apaguei vendo televisão, estava muito cansado. – disse ele, com uma voz rouca.
— O...oi, bom dia Nini. – quando fui perceber, já havia falado, e agora, qual seria sua reação?
— Nini? Gostei de você ter me chamado assim... – sorriu envergonhado.
— É... não tem problema você ter dormido aqui em casa. Também estava bastante cansada.
Nem acredito, estávamos deitados em minha cama, estávamos abraçados e cobertos por causa do frio. Ele acariciava meu rosto, me olhava com aqueles olhos, e com aquele sorriso... Ahh! Mas, teria de me controlar. Acho que seria um pouco fora de meu alcance, pois penso que estava perdidamente apaixonada por ele. Não sabia explicar aquele sentimento, não sabia explicar o que passava em meus pensamentos, não podia controla-los.
Ele chegou perto de meu rosto, fechei meus olhos, queria ser surpreendida por ele. De repente, sinto seus lábios tocarem minha bochecha, depois ele sussurra em meu ouvido:
— Vamos tomar café? Estou morrendo de fome! – ele sorri.
Ah, Niall, por quê? O momento poderia ser perfeito, mas não... Niall tinha que estar com fome aquela hora! Mas, claro, não queria nada com ele, éramos apenas amigos. Foi muito engraçado o jeito que ele falou, começou com o romantismo de repente “Estou morrendo de fome!”. Ri muito também. E disse:
— Claro! Oh, meu Deus! Por que você não tinha me falado antes? – disse dando gargalhadas.
Ele levantou da cama primeiro que eu, e me ajudou a levantar também. Descemos as escadas e andamos em direção à cozinha. Ele abriu minha geladeira, e pegou o que gostaria comer. Deixei, afinal, como minha mãe sempre me disse, “Seja educada com as visitas!”. Mas, ele percebeu o que estava fazendo e falou:
— Perdão! Desculpe abrir sua geladeira sem permissão...
— Ah, sem problemas! Pode escolher o que quiser!
Tomamos nosso café da manhã. Naquele dia, ele havia decidido que não sairíamos, pois estávamos muito cansados. Ele resolveu ir embora para sua casa. Algo me prendia a ele, queria muito que ele ficasse. Mas não falei nada, porque quem devia decidir era ele. Ah, esqueci-me de mencionar o fato de estar apenas de camiseta. Havia tirado suas calças jeans. Não poderia ficar sem ele, não aquele dia. Olhei para ele e não sei como, tomei a coragem para falar:
— Não! Por favor, fique!
Ele virou-se para mim, andou em minha direção e me abraçou. Disse, com um sorriso tímido:
— Eu fico Mel! Mas, por que o pedido?
— Porque... – e agora, o que eu falaria? – Hoje, queria alguém aqui, comigo. Alguém para me fazer companhia.
— Fico honrado por eu ser esse “alguém”.
O levei para a sala, sentamos no sofá, e ligamos a televisão. Meu celular e de Niall tocaram ao mesmo tempo. Atendemos.
— Oi minha filha! Tudo bem? Como você est... DE QUEM É ESSA VOZ?
Meu Deus, e agora? O que eu iria falar para minha mãe? “Ah! É do meu namorado!”, “Ah! É o meu amigo!” ou será que “Ah! É o Niall!”?
— É... Mãe é o Niall. Ele veio ficar comigo hoje.
— Hm, ficar com você? Sei... Não, é só para saber se está bem, mas acho que já respondeu minha pergunta!
— MÃE! – disse furiosa.
— Filha, te ligo mais tarde! Tchau, não se esqueça que te amamos muito! Beijos.
— Tchau, mãe! – respondi, ignorando o “te amamos muito... e blá blá blá”.
— Quem era? – perguntou Niall.
— Minha mãe. – respondi com raiva.
— Mas, qual o motivo dessa cara? – ele levantou minha cabeça. – Ei, não discuta com sua mãe por minha causa. Estou atrapalhando?
— Não, Nini. Não fale isso! Você não está atrapalhando em nada. Só fico triste pelo fato de minha se importar apenas com o trabalho... – mudei de assunto rapidamente. – E... Com quem você estava falando?
Ele percebeu que não estava querendo falar sobre meus pais e respondeu:
— Liam. Me ligou para saber onde estava, porque não passei a noite em casa. Me fez um questionário! Parece que ele e os meninos estavam preocupados.
— E o que respondeu?
— Que estava com você. Pedi para não se preocuparem comigo, estou bem. Disse que não ia dormir em casa novamente, você precisa de mim. Aliás, posso dormir aqui de novo? – perguntou olhando em meus olhos. Não resisti, não daquela vez.
— Claro! Por que ainda pergunta?
— Para não parecer oferecido.
Por conta do frio, passamos o dia debaixo das cobertas. Niall estava bastante romântico aquela manhã. Uma vez, estávamos abraçados, e ele a todo o momento beijava minha bochecha. Dizia que elas eram fofas. Ah! Niall, por que você me deixa desse jeito? Por que faz meu coração acelerar? Por que me faz ficar sem graça na sua presença? Por que me faz querer te encher de beijos? Por que me faz querer te abraçar a todo o momento? Por quê?
Bobby, oh Bobby! Havia esquecido ele! Niall e eu fomos ao quintal alimentá-lo. Ficamos um pouco com ele. Niall adora cachorros. Em seguida, voltamos para dentro da casa. Ele foi tomar banho. Tive de espera-lo, assistindo à televisão. Quando ele acabou, e desceu as escadas apenas de toalha, e disse:
— Pronto! Pode ir.
Admirava tamanha beleza, mas controlei-me. Tomei banho, e quando desci as escadas, Niall estava sentado no sofá, coberto, até a cabeça, encolhido, parecendo um anjo. Olhei e não segurei:
— Ai, meu Deus! Nini, você ainda está com frio? Se quiser, pego mais cobertas para você!
— Não! Você chegou, para me esquentar...
Fiquei sem reação. Apenas sorri.
— Então, você quer comer algo?
— Não, pode deixar! Já cuidei disso... Liguei para o Nando’s e eles estão trazendo comida. Eu pago, não se preocupe!
Cai na gargalhada. Meu Deus, que amor pelo Nando’s! Esperamos, até que o entregador bateu a porta. Lanchamos e fomos dormir. Desta vez, Niall estava bastante acordado. Ficamos conversando por bastante tempo em meu quarto antes de dormir. Tinha um violão. Então, ele o pegou, tocou e cantou para mim...
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