Moments With Him, Niall.
10 Nando's
Notas iniciais
- Alô? – atendi ao telefone, era bastante cedo. Ainda faltava muito tempo para levantar-me para ir para a escola.
— Oi, gostaria de falar com Melanie Morgan? – perguntou uma voz estranha do outro lado do telefone.
— Pois não? – respondi. – Sou eu, sim! Quem gostaria?
— Então, desculpe incomodá-la, mas... Tenho uma entrega para você! Estou aqui na sua porta, por favor, venha receber.
Desci as escadas correndo, ansiosa, mas também com medo, pois não sabia quem estava em minha porta. Meus pais, já haviam saído para o trabalho. Não entendi o porquê de ser tão cedo.
— Olá! – o entregador disse. – São para você!
Quando vi, ele estava tirando um buquê de flores de suas costas. Fiquei impressionada com tudo aquilo. Quem será que havia me mandado aquelas flores?
— Obrigada! – peguei as flores e entrei em minha casa.
Havia um bilhete preso no buquê. Nele estava escrito: “E isto é apenas o começo...”. Quem será que havia escrito aquele bilhete? Eram rosas. Amo rosas.
Como estava de pé, resolvi me arrumar para ir à escola. Fui para lá pensando em quem poderia ser... Será que seriam meus pais? Afinal, eles não estavam mais em casa!
— Mel?
Sabe, não gostava quando Mike me chama de “Mel”. Eu sei que é um modo para demonstrar carinho. Mas, aceitava apenas Niall me chamando dessa maneira. Fui fria.
— Ah, oi Mike.
— O que você irá fazer hoje?
— Vou sair com meu amigo.
— Amigo? Ah sim, aquele que veio te buscar ontem?
— Ele mesmo. Por quê?
— Nada.
— Licença, Mike. – disse saindo de perto dele.
Quando entrei em minha sala, vi algumas pegadas coladas no chão, indicando onde eu sentava, e lá estava outro bilhete: “Um dia, ainda vou poder te chamar de ‘minha’...”. Guardei o bilhete em minha bolsa, juntamente com o primeiro.
Todos em minha sala me olhavam, até que uma menina, Sarah, veio falar comigo.
— Oi! Melanie, não é?
— Oi, é sim!
— Olha, vou te avisar apenas uma coisa: FICA LONGE DO MEU NIALL! – ela havia entonado no “meu”. Será que aquilo seria uma ameaça? Não soube identificar, porque não senti isso como uma. Fiz que “certo” com meu polegar. E a ignorei pelo resto do dia.
Quando a professora de física entrou em minha sala, ela mandou chamar-me. Todos me olharam. Ela me entregou outro bilhete, que dizia: “Pequena...”. Novamente, o peguei e guardei com os outros. Sarah apenas me olhava. Aliás, ela me fitava furiosamente com os olhos. Não queria dar atenção a ela. Porque, sinceramente, não suporto pessoas que tomam atitudes como as dela.
Quando estava saindo de minha sala, assim que o sinal bateu indicando o horário da saída, um rapaz chegou perto de mim e apenas me entregou uma carta. Não estava indicando quem havia me mandando. Apenas dizia, em letras grandes: “Abra apenas quando estiver sentindo minha falta...”. Mas logicamente, não tinha cabimento algo como aquilo! Sentir falta de quem? Quem estava fazendo tudo isso?
— Psiu! – disse Niall quando chegou por de trás de mim, me abraçando.
— Oi! Que susto! – disse sorrindo.
— Vamos? – disse ele ignorando o que eu havia falado.
— Vamos.
— Temos de passar em sua casa para pegar suas coisas, certo?
— Ah, é mesmo... Havia esquecido este pequeno detalhe.
Ele sorriu. Fomos a caminho de minha casa. Em minha porta, havia outro bilhete, em branco... Olhei para o carro de Niall, e guardei o bilhete não estando escrito absolutamente nada.
Subi as escadas e peguei minhas coisas. Desci-as correndo e peguei duas garrafas de suco, uma para mim e para Niall. Nunca se sabe se ele estava com fome, porque parece que ele não recusa qualquer tipo de comida.
— Ah, estava morrendo de sede! – disse ele, pegando o suco de minhas mãos.
— Imaginei que estivesse! – sorrimos.
— Então, onde iremos almoçar hoje? Você quem irá escolher o que iremos fazer. Hoje, estou às suas ordens.
— Às minhas ordens? Ah, Niall não exagere. – sorri pouco envergonhada. – Que tal irmos àquele restaurante que fomos ontem? O adorei.
— De novo? Não! Acho que vou te levar para um lugar em especial, gosto muito de ir lá.
Sorri muito, porque ele havia pedido para eu escolher o restaurante. Mas, deixei para lá. É uma honra poder ir lanchar no Nando’s com o Niall, porque é o lugar que ele tanto ama, e fala muito de lá.
— Mas, eu não iria escolher? – sorri. – Não tem problema, Nini. Sei que você conhece aqui mais que eu!
Ah, desculpe, Mel. – disse Niall. – Já que você não faz questão... Vamos lá mesmo!
Quando estávamos a caminho do restaurante, Niall teve de parar para atender a um telefonema. Era o Zayn.
— NIALL JAMES HORAN, ONDE VOCÊ ESTÁ? – antes que Niall respondesse, ouvi Louis gritando.
— CALA A BOCA, ZAYN! ELE ESTÁ COM A MELANIE!
— Você ouviu, não é? – Niall me perguntou sorrindo.
— Confesso que sim. Mas, prometo fingir que nada aconteceu. – disse, e nós dois rimos.
— Zayn, estou aqui com a Mel. Por quê? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Niall.
— Mel? Que Mel? – escutei Zayn perguntando.
— Melanie, Zayn! – Niall riu.
— Ah, Mel? Hm, já está chamando-a de Mel? Sei... Enfim, não era nada. Era só para falar que estamos com saudades, já que agora você só quer saber da Mel. É Mel aqui, Mel ali. Não nos substitua!
— CALA A BOCA, ZAYN! – Louis pegou o telefone. – Niall,, esquece o que ele disse! Estamos com saudades.
— Também estou Lou...
Então, ele desligou o telefone e sorriu.
— Desculpe, Mel!
— Não tem problema, Nini. Eu quem deveria estar lhe pedindo desculpas pela falta de delicadeza de minha mãe... – caímos na gargalhada.
Enfim chegamos ao famoso “Nando’s”. Seus olhinhos brilhavam quando passamos pela porta. Parece que ele gostava muito deste restaurante!
— O QUE EU TE FALEI, MELANIE? – me surpreendi. Olhei para trás, e Sarah estava atrás de mim.
— Desculpe? – disse Niall.
— OI, NIALL! QUE EMOÇÃO FALAR COM VOCÊ! Essa menina está te incomodando?
— Ah, obrigado! – logo ele mudou de humor. – Por que ela estaria me incomodando?
— NADA NÃO, NIALL! TCHAU, BOM TE VER! – ela sorriu cinicamente.
— Você a conhece, Mel?
— Sim, infelizmente. Ela veio me deixar o recado de que não era para eu chegar perto de você...
— Mel, me perdoe se estou causando tumultos na sua vida. Me perdoe, não era essa a intenção!
— Não, Niall. Não quero que se culpe por pessoas como ela. Na vida, devemos aprender a ignorar certas coisas...
Ele chegou perto de mim, abraçou-me e deu um beijo em minha testa. Almoçamos, e logo em seguida fomos para o apartamento de Niall nos arrumar para ir ao cinema.
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