Momentos Família Percabeth
1 Fim de Semana na Praia
Notas iniciais
Boa Leitura!
Acordo 3 da madrugada com choro de bebê.
Luke, nosso filho de 10 meses, havia acordado. Isso acontecia com frequência, mas, mesmo assim, eu nunca havia me acostumado, sempre pensava que alguma coisa de ruim estava acontecendo ou algo assim. É, pai neurótico, eu sei.
Me levanto e vou verificar. Era a minha vez de ir e, mesmo que não fosse, iria de qualquer forma; Annabeth estava muito cansada por causa de seu novo projeto.
Vou ao quarto de Luke e o pego no colo, acaricio sua pequena cabeça indo em direção à cozinha afim de esquentar o seu leite. Olho em seus pequenos olhos verdes marejados do sono, com um sorrisinho em meu rosto.
– Você deve está com muita fome, não é, pequeno herói? — Como resposta ele dá um pequeno bocejo. Dou-lhe a mamadeira, o deito em seu berço e olho enquanto dorme, vendo o quanto é parecido com a mulher mais linda do mundo; a sua mãe, Annabeth.
Me lembro perfeitamente quando ela anunciou que estava grávida. Era nosso aniversário de um ano de casamento, eu havia feito um jantar pra nós dois e na hora da sobremesa eu recebo a grande notícia, fazendo daquele dia mais especial ainda.
Vou me deitar e abraço minha mulher, a fazendo suspirar, e dizendo num murmuro quase mudo:
– Ele estava com fome?
– Estava sim, dei a mamadeira e o coloquei pra dormir de novo – respondo.
– Ótimo – se aconchega mais em mim, se virando – Vamos dormir agora, amor.
A beijo no pescoço e assim o fazemos.
–x-x-
Ao acordarmos, umas 8 da manhã (pois é, tô morrendo aqui), vamos verificar o bebê, que estava dormindo como um anjo, tomamos um banho e fomos preparar o café da manhã. Assim que Luke acorda o banhamos, Annie dá banana amaçada pro mesmo e mais essas coisinhas de neném. Assim que já estava tudo pronto, fomos para a estrada.
Nos vamos passar o fim de semana na mesma praia que eu e minha mãe costumávamos ir quando era pequeno, pra tirar o peso de cidade grande das costas.
Começo a ter devaneios da minha infância antes de saber que sou um meio-sangue, devaneios de eu e minha mãe fazendo castelos de areia e coisas do tipo... Era tudo bem mais simples e fácil naquela época, mas não consigo ver a minha vida senão como hoje...
Arrumamos nossas coisas na chácara que alugamos, trocamos de roupa e vamos pra praia carregando uma cesta de piquenique e mas um monte de coisas, segundo Annie, muito importantes.
– O mar está tão bonito – comenta Annabeth, sorrindo pra mim. A abraço por trás olhando pra criança em seus braços.
– Está sim, especialmente pra nós.
Beijo-a no rosto e olho para o mar, começando a ter ideias... Pelo jeito Annie percebe e pergunta desconfiada:
– O que está pensando, cabeça de alga?
– Bem, e se a gente fizesse um “tour” no mar? Seria legal, né, sabidinha?
– Óh, não! É muito perigoso! E se der alguma coisa errada? – se exalta tentando sair de meus braços, mas a empeço puxando-a mais pra mim.
– Poxa, não confia mais em mim, querida? – sussurro ao pé de seu ouvido a fazendo arrepiar.
– Claro que confio – pigaria revirando os olhos pra mim e eu dou um risinho -, mas... – a interrompo.
– Então vamos!
Luke começa a rir esticando suas mãozinhas pra eu pegá-lo.
– Óh, viu, Luke gostou da ideia, não é, garotão?! Só você é a estraga prazeres aqui, sabidinha – falo com um grande bico e Luke fica revezando os olhares entre sua mãe e eu, em expectativa. Rindo das nossas caras bobas, Annie concorda e vamos.
No mar, faço uma bolha que comporta nós três. Luke ria frenético de alegria enquanto via o mar, fazendo Annabeth e eu babar pelo bebê gorduchinho em nossa frente e pela visam privilegiada que estavamos vivenciando. Ficamos mais um tempo no oceano, mas logo saímos da água pra fazer piquenique e brincar na areia.
Depois de um tempo, Luke começa a ficar cansado e resolvemos voltar pra chácara. Annabeth dá um banho nele, o veste e o põe pra dormir.
Sento no sofá da sala e assisto a Tv. Algum tempo depois, Annie se junta a mim, nos abraçamos e ficamos em um silêncio confortável assistindo um filme qualquer que passava.
– Está com fome? Eu acho que sobrou alguma coisa do piquenique de hoje cedo. — fala distraída.
– Não, não, só tô querendo tomar um banho, sabe? – a encaro um segundo e dou um sorriso presunçoso – Quer me acompanhar, senhora Jackson?
Ela ri da minha expressão maliciosa, mas me acompanha no sorriso: — Claro, senhor Jackson.
A carrego até o banheiro entre um beijo caloroso que trocávamos. Rapidamente nos livramos das roupas desnecessárias e a imprenso, com urgência que nós dois necessitávamos, contra meu corpo e a parede do boxe do banheiro e, assim, nos amando.
–x-x-
Essa noite Luke não acordou no meio da madrugada. Cansado, talvez, do nosso tour no mar e do dia na praia.
–x-x-
Já no domingo, fomos recolher conchas, fizemos outro piquenique e vou surfar, enquanto Luke e Annabeth me observavam da praia. Quando o sol estava se pondo, voltamos pra casa. Eu faço nosso jantar, enquanto Annie amamenta o bebê. Jantamos, recolho a mesa do jantar e vou me banhar ao mesmo tempo que sabidinha põe o neném pra dormir.
Ligo a TV do nosso quarto e fico deitado esperando minha mulher sair do banho e vir se deitar. Depois de alguns minutos, Annabeth volta para cama com um livro em mãos, um tal de “Jogos Vorazes”, pela capa e pelo jeito de Annie, o livro parecia muito bom. Desligo a Tv e me aconchego em seus braços e a mesma faz um cafuné em meus cabelos, me fazendo bocejar. Ai, que sono...
– Está com sono, meu cabeça de algas? – pergunta com voz aveludada.
– Tô – deixo escapar outro bocejo, a fazendo rir um pouco pelo nariz. Acomodo-me mais ainda em seu colo – hoje foi bem cansativo.
– Vá dormir, amor. Amanhã é outro dia... – responde risonha, mas em tom baixo e calmo.
Ela beija minha testa e eu me entrego à Hipnos e a Morfeu, tendo bons sonhos; de mim e minha família.
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