Momentos Chave De Nossas Vidas
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Um capitulozinho para matar as saudades do nosso Finn dono de emissora e da nossa Rachel jornalista.
Esse foi um dos pedidos do Arthur e espero que agrade a todos vocês e, principalmente, a ele, a quem dedico o capítulo =D
Beijo grande nas suas bochechas, fofos!!
22 de agosto de 2015
"Bom dia." Rachel cumprimentou, entrando no quarto, um Finn que provavelmente acabara de acordar e não parecia pretender sair da cama tão cedo.
"Bom dia, meu amor. Por que você já tá toda arrumada às oito e quinze da manhã de um sábado, hum?"
"Não tinha iogurte grego e eu fui comprar." Ela deu de ombros, tirando os sapatos, o relógio de pulso e um anel, que saiu com alguma dificuldade. "Merda!" Esbravejou.
"O que foi, Rach?"
"Esse anel! Quase não cabe mais! Aliás, minha aliança também tá apertada." Bufou, mexendo nela.
"Se estiver te machucando, você não precisa usar... é só um símbolo! Ou, se fizer questão, eu posso comprar outra, parecida." Ofereceu.
"Eu não quero andar sem minha aliança, Finn! E nem quero outra! Eu só queria não estar inchada!" Reclamou, mostrando-se bastante irritada.
"Você já comeu seu iogurte?" Ele perguntou, saindo da cama e indo na direção dela.
"Já." Ela se limitou a responder.
"Então volta pra cama comigo... descansa mais um pouco." Sugeriu, abraçando-a pela cintura.
"Eu não estou cansada." Falou, séria, saindo do abraço dele e andando para o banheiro.
"O que há, babe? Não podem ser só os anéis aper-"
"Eu encontrei o Stones, aquele diretor de arte que..." Começou falando alto, mas parou quando ele encostou no batente da porta, tendo seguido a esposa até o cômodo, e assentiu, deixando claro saber de quem se tratava. "Ele estava com a mulher, que também tá grávida, e ela me achou muito gorda pra quatro meses. Ela também calculou pra quando seria o bebê e ficou com a maior pena do nosso filho, porque ele pode nascer perto do Natal ou do Ano Novo, e nessa época todo mundo viaja, fica com as próprias famílias, e ele nunca vai ganhar uma festa só dele." Falou, sem tomar fôlego. "Eu não tinha pensado nisso, mas ela tem razão! Todas as crianças da nossa família tem festa no dia do aniversário, e ele ou ela, que aliás não quer nos mostrar o sexo, pra que eu possa arrumar o quarto com calma, vai ter que dividir o dia dele com as comemorações do final do ano e isso não é justo!"
"Rachel, fica calma?" Pediu. "Em primeiro lugar, a gente só fez um exame de ultrassom em que já daria pra ter visto o sexo. Ainda vamos fazer muitos e você vai ter muito tempo pra arrumar o quarto, ok? Em segundo... Natal e Ano Novo são festas lindas, e a gente vai ensinar ele ou ela a achar isso uma coisa boa! E depois, em janeiro, quando todos voltarem do recesso, a gente faz uma festa enorme! A melhor do ano!"
"Não vai ser. No dia. Do aniversário. Dele." Falou, enfática, e colocou de novo a escova de dente, que havia pego para usar, no armário, saindo do banheiro.
"Babe..." Ele foi atrás dela e ficou na sua frente. "Você não pode levar esse tipo de coisa que as pessoas falam tão a sério. É que nem daquela vez em que a mulher do Stuart comentou sobre a prima dela, que quase morreu no parto e, quando ela falou o nome do hospital, você já queria anotar, pra não ir pra lá, de jeito nenhum e..."
"Mas é óbvio!" Quase gritou."Com tantos hospitais na cidade, se eu puder evitar um em que quase morreu uma conhecida, por que não vou?"
"Porque não faz sentido! Ela mesma disse que o hospital era ótimo, quando percebeu suas intenções. A prima dela tinha pressão alta... tinha problemas que você não tem, amor." Ele tentou tocá-la, mas foi repelido.
"Ai, Finn, calma! Você não tem paciência comigo." Falou, mudando o tom de irritada para chorosa. "Você fez esse bebê comigo, mas sou eu quem tem que ficar pesada, inchada, feia, enjoada, indo ao banheiro toda hora, sentindo muito sono, muito calor. E agora também você sem paciência comigo!" Ele teve vontade de revirar os olhos, mas isso, sim, demonstraria perda de paciência e a chatearia mais.
"Amor." Ele se aproximou, pegando a mão dela, que dessa vez permitiu o contato. "Olha nos meus olhos." Pediu e ela o fez. "Vai ficar tudo bem... eu tenho certeza. É normal você se preocupar com tudo, porque você é marinheira de primeira viagem."
"Eu, né? Você sabe tudo!" Debochou, puxando a mão e indo em direção à cama. "Me deixa sozinha, Finn! Não adianta conversar com você, se você não se esforça pra entender." Praticamente deu uma ordem, deitando-se sob os edredons e sumindo de vista.
Ele passou as mãos pelo rosto, frustrado, vestiu uma camiseta com a calça do pijama e saiu do quarto, como ela demandou. Ainda estava com sono, então foi para o quarto de hóspedes, tentar descansar mais um pouco, decidido a dar um tempo à mulher, antes de tentar conversar com ela novamente. Provavelmente eram os hormônios que estavam deixando Rachel mais nervosa e sensível que o normal, como tinha acontecido com Santana e Quinn, segundo contaram Sebastian e Puck.
Adormeceu e quando acordou sentia um buraco no estômago, visto que não tinha tomado café da manhã e era quase hora do almoço. Levantou-se, indo até a suíte que dividia com Rachel, a fim de perguntar se ela queria sair e almoçar em um de seus restaurantes favoritos, para se distrair um pouco, mas encontrou a cama vazia. Achou a morena, pouco depois, no quarto separado para o bebê, ainda sem móveis e nenhuma cor, sentada no chão e encarando o nada.
"Rach..."
"Eu acho que é uma menina. Mais de uma pessoa já me disse que quando o bebê fica com vergonha de mostrar o sexo, é menina." Ela comentou, do nada, e ele riu. "Não é pra você rir, Finn." Pelo jeito dela, ainda não estava bem, mesmo depois de algumas horas! "Eu quero... eu PRECISO decorar esse quarto! Olhando pra esse vazio, eu sinto como se não fosse ter um bebê em alguns meses e isso me faz mal. Já me disseram que não atrai coisas boas ficar com o quarto vazio, depois do..."
"Supertições, amor!" Revirou os olhos, porque dessa vez ela não podia ver, e sentou-se ao lado dela.
"Você vai mesmo me fazer conversar sobre as coisas que eu sinto com uma das meninas, em vez de com o meu marido?" Questionou, revoltada.
"Não. Me desculpa." Disse, puxando-a para si, e ela deitou em seu ombro, mesmo que hesitante. "Você pode conversar comigo, Rach. Pode falar de tudo que estiver sentindo... eu juro! Eu só não queria que se deixasse levar pela opinião ou pelas histórias de outras pessoas, porque cada pai e cada mãe tem uma experiência diferente... às vezes até o mesmo pai e a mesma mãe tem experiências bem diferentes a cada filho, e, além disso, tem gente que gosta de fazer os comentários mais inoportunos! Lembra daquela mulher que disse que você não deveria ter contado a ninguém, antes de completar três meses, porque a primeira gravidez de muitas mulheres não vinga e elas perdem sempre no primeiro trimestre?"
"Foi uma tia do Blaine." Esclareceu, já bem mais relaxada.
"Você ficou apavorada e... olha pra você! Já tá com mais de quatro meses e todos os exames indicaram que tá tudo perfeitamente bem, tanto com você como com nosso bebê."
"Mas custava ele mostrar o sexo, babe? Eu quero tanto, tanto, arrumar esse quarto!" Falou, fazendo bico, enquanto uma lágrima escorria por seu rosto e molhava o ombro de Finn.
"Se isso é tão importante pra você, por que não arrumamos com um tema e uma cor neutros?" Perguntou, secando o rosto dela com os polegares.
"Eu quero um quarto lindo de princesa, se for uma menina, poxa! Não é pedir tanto assim... é?" Procurou aprovação no semblante dele, que sorriu.
"A gente esperou pelo melhor momento. Planejou esse filho com todo carinho, então... não, Rach. Não é pedir muito." Assegurou. "Só que você não vai poder ter as duas coisas: fazer agora E fazer de menina. A não ser que queira arriscar e, se for um garoto, guardar tudo pra uma próxima." Riu.
"Acho que eu vou esperar." Mudou de ideia, usando o braço dele como apoio para levantar do chão. "Já meu estômago não quer esperar e ele quer salmão a belle meuniere do Crustacean. Vou tomar um banho." Avisou, indo para o banheiro da suíte.
O salmão, no entanto, não quis ficar em seu estômago, e Rachel voltou para casa frustrada por ter comido tão bem para logo em seguida passar tão mal. Não conseguira sequer comer a sobremesa pedida, que era uma de suas favoritas, e que não puderam nem se dar ao luxo de levar para casa, porque derreteria no caminho, uma vez que era feita à base de sorvete. Finn sugeriu que eles levassem alguma outra, mas ela tinha ficado de péssimo humor de novo e praticamente nem o deixou falar.
"Eu acho melhor me deitar outra vez." Declarou, quando adentraram o apartamento. "Parece que só dormindo eu me sinto bem, nos últimos dias."
"Quer companhia?" Ele indagou, carinhoso, mas recebeu um seco "não" da morena, que já estava de costas e vários passos à sua frente, ao responder.
Ele entendia que ela estivesse chateada com tantas mudanças em seu corpo, com o constante mal estar e as preocupações. Esta parte, aliás, era compartilhada por ele, que apenas tentava administrá-las, para não deixar que crescessem e se transformassem em paranoias. Ele entendia que era frustrante sair de casa toda arrumada, ir a um restaurante chique, pedir um de seus pratos favoritos e, antes de chegar ao final dele, ter que correr para o banheiro e desperdiçar tudo. Ele realmente compreendia, mas, mesmo assim ou talvez justamente por isso, era difícil não poder ficar perto dela.
Para não ter, ele mesmo, um sábado tão triste, decidiu ficar na sala de TV, assistindo a um jogo qualquer que estava sendo reexibido, e que ele não tinha acompanhado em virtude de sua agenda. Abriu o sofá cama, para ficar deitado de frente para a TV, mas a partida estava monótona e acabou fazendo com que ele adormecesse, mesmo tendo dormido até tarde.
"Finn? Finn?" Ele despertou, um pouco assustado, com Rachel chamando seu nome e puxando sua blusa.
"O-oi." Disse, se ajeitando.
"Eu queria muito comer sorvete com macarrons, mas eu não consegui me lembrar de nenhum lugar em que eu possa comprar. Você lembra?" Perguntou, em um tom quase de desculpas.
"Eu sei de um lugar bem pertinho." Ele sorriu. "Eu vou lá, comprar pra gente."
"Eu posso ir."
"Eu vou." Decidiu, beijando a testa dela, que se sentiu ainda mais culpada, indo em direção à porta e pegando a chave do carro no aparador, antes de sair.
Havia uma loja de doces incrível perto do apartamento, onde ele não somente comprou os macarrons, sorvetes e algumas caldas, mas várias outras coisas de que os dois gostavam e que ela não poderia comer sempre, para não engordar muito na gravidez, mas merecia aproveitar no final daquela semana, que estava sendo tão difícil para ambos, por causa das grandes mudanças de humor que ela vinha experimentando.
"Hum, Finn. Isso tá delicioso!" Falou com a boca cheia, do jeitinho que eles teriam que ensinar o filho que estava chegando a não fazer.
"Realmente combinou colocar calda de framboesa em cima dos macarrons de avelã, como sorvete de chocolate. Eu nunca poderia ter pensado nisso." Riu.
"Nem eu pensaria, se não estivesse grávida." Assegurou. "Mas, se você também gostou, pelo menos não é um daqueles desejos estranhos ainda."
"Espero que você nunca queira colocar calda de chocolate no cheeseburger, que nem a Quinn, ou comer ovos mexidos com leite condensado, como a Santie. Era meio nojento, até pra mim que como de tudo." Ela riu da careta que ele fez.
"Também espero que meus desejos sejam sempre assim normais. Ou de comer as comidas que eu mais amo, ou bem docinhos, como isso aqui... ou então..." Ela parou de repente e olhou para ele, que a olhou de volta, desconfiado. "Ou então como um que me deu agora, de terminar isso lá no quarto, saboreando o meu maridinho junto." Confessou, mordendo os lábios e ele sorriu, largamente.
"Seus hormônios podiam afetar só esse apetite, aumentando bastante ele, que eu não ia reclamar, nem um pouco." Sugeriu, colocando a própria taça, já vazia, sobre a mesa, e pegando Rachel no colo, com a dela na mão, tendo ainda mais da metade do conteúdo, pois tinha sido servida novamente.
Ela deu uma gargalhada gostosa, quando foi levantada do chão e isto mostrou que, definitivamente, o dia dos dois iria terminar muito melhor do que tinha começado!
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