Momentos
8 Capitulo 8
Notas iniciais
***
Assim que ambas entraram no quarto, Regina colocou a mochila de Emma na cama e entrou em um porta que a loira imaginou ser o banheiro. Tempo depois, ela saiu de pijamas e pronta para deitar.
–Camisola legal. – Regina corou e sorriu levemente. – Gina, será que posso tomar banho?
–Claro. – ela mostrou a porta para a namorada.
Emma pegou a mochila e entrou no banheiro, fechando a porta. Ela se despiu e entrou debaixo do chuveiro, deixando a agua morna escorrer. Seu banho não demorou muito e assim que estava pronta, com a camiseta de seu pai e dentes escovados, Emma deixou o banheiro.
–Camiseta legal, Swan. – Regina disse.
–É a única coisa confortável que eu tenho para dormir, Regina. – Emma estava de pé ao lado da cama, com as mãos na cintura. – Então por favor, não tire sarro da minha camiseta.
–Desculpe querida, não resisti.
–Tudo bem.
A loira deitou do lado da namorada, reparando no quarto. Era um lugar espaçoso e combinava perfeitamente com Regina. Ela se virou, encarando a morena, e disse:
–É um quarto legal.
–Também acho. – a morena riu baixinho. – Brincadeira. Obrigada Em.
Então elas simplesmente não aguentaram mais. As duas se aproximara, tocando os lábios em um beijo repleto de desejo. Regina foi para cima de Emma, tomando o cuidado necessário com a bebê. Os lábios não se separavam da outra, sempre beijando, sugando, mordendo a pele e deixando marcas pelos corpos. As roupas não foram um empecilho por muito tempo, logo foram jogadas no chão. Elas esperaram muito tempo por aquilo e aproveitariam o máximo possível.
***
–Bom dia. – Emma escutou a voz da namorada. – Acorde, querida.
–Bom dia. – a loira abriu os olhos e se deparou com a morena sorrindo majestosamente.
–Você está com fome? – Regina colocou uma bandeja com o café da manhã das duas na frente de Emma.
–Estou sim.
Elas comeram em meio a beijos, carinhos e conversas. Passaram por tantas coisas desde que se conheceram, tantos problemas que demoraram para serem resolvidos, que sentiam que aquele era um momento de paz que mereciam a muito tempo.
Como era sábado, Henry apareceu em casa perto do horário do almoço. Ele cumprimentou as mães, que estavam juntas no sofá, com um beijo cada e subiu as escadas para tomar um banho, já que não demoraria para a comida que estava no forno ficar pronta.
–Você viu o que eu vi? – Emma perguntou
–Não – Regina respondeu – O que você viu?
–Um chupão no pescoço do seu filho.
–Meu filho? – Emma percebeu uma ponta de ironia na voz da namorada. – Nesses momentos ele é mais seu filho do que meu, querida.
Henry não demorou muito para aparecer, com os cabelos molhados e roupas limpas. No momento em que sentou no sofá, fazendo companhia para a mãe loira, já que a morena havia ido terminar o almoço, Henry teve certeza que sua mãe iria comentar algo sobre a marca em seu pescoço.
–Sua namorada é uma vampira ou o que? – Emma brincou.
–Mãe! – Henry corou.
–Não venha com essa não. – a loira ria alto do garoto. – Você está com uma marca enorme no pescoço e não adianta falar que caiu e bateu o pescoço que eu não nasci ontem.
–Emma, — Regina pareceu na sala. – deixe o garoto em paz e vamos almoçar.
–Dessa vez você teve sorte, moleque.
Então ambos caminharam até a porta e a loira de um tapa de leve na cabeça do menino antes de passar na frente e ir em direção a cozinha.
***
Algum tempo depois
–Eu estou enorme. – Emma disse, na frente do espelho.
–Não, você está grávida. – Regina disse, abraçando-a por trás. – É diferente e você sabe disso.
–Eu estou gorda e você não quer falar que é verdade. – a loira fez um bico.
A morena ficou de frente para a namorada e puxou o rosto para perto, beijando-a levemente. Depois, abraçou a outra da maneira que a barriga de oito meses possibilitava.
–Querida, – Regina passou a mão pelo rosto da namorada. – você sabe que isso não é verdade.
–Eu me sinto uma baleia. – Emma aproveitou a caricia que recebia. – Eu sei que é exagero, mas eu me sinto.
–Se arrume logo que sua mãe já ligou quatro vezes para saber se ainda vamos demorar. – a morena deixou a loira sozinha no quarto.
Era o primeiro aniversário do pequeno Neal e Mary estava enlouquecendo à todos durante aquela semana. Elas deveriam ter saído de casa meia hora atrás, mas Emma estava tendo uma crise de autoestima. Nada do que vestira parecia bom o suficiente. Ela encarou as suas opções para aquele dia, visto que metade de seu guarda-roupa se encontrava na casa da namorada.
–Ainda ai, Em? – a namorada entrou no quarto novamente. – Vamos lá, eu vou te ajudar.
Regina olhou para todas as opções da loira e então escolheu um vestido preto. Ela ajudou a loira a se vestir, abotoando todos os botões das costas. Por fim, Emma colou um par de sapatilhas e elas finalmente puderam sair. Elas entraram no carro e Regina dirigiu até o Granny’s, com uma música suave tocando no rádio.
–Já olhou as opções para nomes de hoje? – a prefeita perguntou.
–Olhei. – Emma respondeu. – Estou separando os melhores.
–Falta pouco tempo agora. – Regina estacionou o carro. – Chegamos.
Elas desceram do carro, cada uma com um pacote de presente, e entraram no lugar de mãos dadas. Vários balões azuis enfeitavam o lugar e era possível enxergar crianças correndo. Mary apareceu assim que pisaram no local, segurando Neal no colo.
–Achei que não viriam mais. – Ela disse. – Já ia mandar David atrás de vocês.
–Não exagere, mamãe. – Emma revirou os olhos.
–Sua filha entrou em uma briga com o guarda roupa.
–Oh, querida. – Mary abraçou Emma de forma desajeitada. – Eu sei como é se sentir enorme, mas daqui a pouco ela nasce e você vai sentir saudade dessa barriga enorme.
–Em. – Neal se jogou no colo da irmã.
–Oi, bebê. – o menininho segurou o rosto da irmã entre as mãos e beijou-a no nariz, recebendo um de volta no mesmo lugar.
–Gia. – ele então se jogou no colo da morena, beijando-a na bochecha.
–Coisa fofa. – Regina fez cosquinha na barriga do menino.
O menino se recusou a sair do colo de Regina e Mary aproveitou para checar se tudo estava ocorrendo bem.
Henry chegou alguns minutos depois, de mãos dadas com Grace. Quando se aproximaram das mães dele, a garota corou fortemente e apertou a mão do menino.
–Mães. – Ele puxou a namorada para perto. – Essa é Grace, minha namorada.
–Finalmente tomou jeito e resolveu apresentar a namorada, garoto. – Emma sorriu para a menina. – Olá Grace.
–Oi, Miss Swan. – Ela sorriu timidamente. – Senhora prefeita.
–É um prazer te conhecer, Grace. – Regina foi simpática com a namorada do filho. – E por favor, me chame de Regina.
–Emma para mim também. – a loira disse.
–Okay. – Henry beijou as mães e o bebê no rosto. – Agora vou sair perto de vocês antes que Emma resolva me fazer passar vergonha.
Emma riu alto da atitude do menino. A festa passou tranquilamente e quando quase todos já haviam ido embora, Emma resolveu que já era hora de voltar para casa e colocar os pés para cima.
***
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