Modified - Interativa.
23 Shhhh
Notas iniciais
– Peguem tudo o que puderem. — Luke mandou.
Basicamente, era para todos pegarem suas mochilas e socarem dentro do Camaro. Mas as meninas foram encarregadas a pegar as mochilas dos outros, de acordo com as instruções de Luke.
– Como vamos caber todos? — Diana perguntou, vendo todos os amigos carregando pesadas mochilas.
– Eu vim com o meu carro. — Hugo respondeu. — Posso colocar algumas mochilas lá, e alguém pode ir também.
– Eu vou! — Diana se intrometeu.
– Ok. — Hugo pegou algumas mochilas e foi com Diana até o carro que pegara emprestado da mãe.
– Eu vou de moto. — Rafael pôs sua mochila nas costas e deu adeus aos amigos.
– Ah, ele realmente é tão prestativo. — Lilah colocou a mochila dentro do Camaro e se sentou no banco da frente.
Grim e David se sentaram no banco de trás, com algumas mochilas no colo. Era desconfortável, mas teria que servir.
Na hora em que todos se sentaram e Luke ligou o ar condicionado, um professor apareceu, furioso.
– Senhor Finnigan! — Ele gritou.
– Sim, senhor? — Luke fez cara de inocente e olhou em sua direção, com os olhos verdes parecendo dobrar de tamanho.
– Onde o senhor pensa que vai? — Ele perguntou.
– Pra bem longe. — Luke sorriu, fechou o vidro e deu ré com o carro. O professor bateu no carro, mas Luke continuou dando ré, e entrou na estrada de terra com perfeição. Hugo estava na frente, com o som do carro a toda. Isso era coisa de Diana, lógico. Rafael, na moto, de capacete era quase irreconhecível. Ele acelerou a moto e fez uma manobra, quase caindo em seguida. Mas conseguiu se recompor e deu um berro contente. Quando os dois carros entraram na estrada principal, com a moto de Rafael no meio, foi quase como se um exército estivesse indo para salvar os amigos.
– Allec, nós já estamos chegando. — Luke falou, pelo walkie-talkie.
– Cheguem rápido, Maison não vai conseguir segurar todos os caras. — Allec respondeu. Luke apertou os olhos e acelerou ainda mais o camaro. Logo eles já conseguiam ouvir as saraivadas de tiros, os berros de dor e a parede de agentes de preto gritando ordens.
Luke freou o carro violentamente, pra que o Camaro não fosse alvo de nenhum tiro, e pulou pra fora. O carro de Hugo parou um pouco mais atrás e Rafael jogou a moto no chão, atrás do Camaro de Luke. Todos saltaram do carro.
Lilah correu até Allec, que nem conhecia, mas já o tinha visto nas visões. Eles trocaram um breve aperto de mãos e ele deu uma arma a ela. Rafael começou a brilhar e apontar o "farol" para os agentes. Eles se dobravam no chão, temporariamente cegos. David acendeu fogo nas mãos e lançava pequenas bolas, queimando tudo perto dos agentes, mas sem querer machucá-los. Diana, já consciente que podia dar um choque em quem quisesse, juntou as mãos, e nuvens pesadas taparam o sol de repente. Charlie tentava fazer o mesmo truque que fizera com Allec mais cedo, mas não conseguia direito. Os homens caiam no chão, mas logo se levantavam novamente. Andrômeda, com uma espingarda tinha uma excelente mira. Acertava todos os alvos, enquanto que Daphne, ao seu lado, a cada coice da metralhadora voava para trás.
– Daphne, que tal trocarmos as armas? — Andy sugeriu, muito sabiamente. — Você tá toda roxa.
– Ótima ideia. — Daphne entregou a metralhadora a Andy, que mirou e começou a atirar com uma perícia incrível. Daphne na espingarda não era muito melhor, mas pelo menos agora conseguia controlar a arma melhor. Calebe dava risada dela, mas acertava todos com um tiro na cabeça, causando indignação por parte da ruivinha.
Oliver tivera uma ideia a alguns minutos antes. Ele e Catherine se teletransportavam para alguns pontos estratégicos dentro da barreira e ela acertava todos com a metralhadora.
Já Luke, com sua super rapidez, conseguia furar a barreira humana de agentes e socar alguns agentes no maxilar. Hugo, usava a mesma técnica, invisível.
– Luke, Maison está com problemas! — Allec berrou.
Maison estava sangrando pelo nariz, já esgotada. Aguentara quantos tiros pôde, mas agora algumas balas passavam por sua telecinese como foguetes.
– Eu não aguento mais. — Ela ofegou. — Mas se eu parar, vocês morrem.
– Nós não vamos morrer. — Luke afirmou. – Desfaz essa barreira, a gente vai aguentar o tranco.
– Maison, larga! — Diana gritou. — Quando você largar, eu vou soltar um raio neles.
– Tudo bem. — Maison baixou os braços devagar.
A saraivada de tiros começou a passar pela barreira de telecinese de Maison, e Diana se concentrou na energia acumulada em suas cabeças. Ela respirou fundo e um raio acertou um dos carros blindados. Foi um milissegundo até o carro explodir. Ambos os lados foram jogados para trás com violência. Mas mesmo assim, os agentes que estavam mais para trás continuaram atirando.
Os modificados no chão, tossiam poeira, sem forças. Foi quando um helicóptero apareceu na nuvem de poeira, se posicionou ao lado dos modificados e começou a atirar nos agentes com potentes armas.
Nenhum deles acreditou na sorte que tinham. O helicóptero liquidou com mais da metade que havia sobrado, e o resto, aproximadamente uns 35 homens, fugiram.
~~☆★~~
– Ai minha cabeça. — Andrômeda pôs as mãos na testa, tentando superar as marteladas na cabeça.
A ruiva se levantou, quase mancando. O helicóptero que os salvara já estava desaparecendo no horizonte. A fumaça e poeira estavam densas e Andrômeda mal conseguia ver um palmo a sua frente, e a noite já assumia o tempo, deixando tudo ainda pior.
De repente ela sentiu uma presença atrás de si. Virou-se rapidamente, mas não tinha ninguém.
– Tem alguém aí? — Ela perguntou.
"Ah que ótimo Andrômeda. Como se o assassino na fumaça fosse dizer que está parado ali com um facão pra te matar"
– Socorro! — Um grito arrepiante tomou conta do ar. Andrômeda congelou no lugar.
Mesmo não querendo, ela deu um passo à frente. Um homem estava se debatendo no chão, uma garota lhe aplicando um mata-leão. Os cabelos dela, roxos como uvas, caíam como uma cascata pelo ombro, e a roupa preta de couro a deixavam com cara de vilã. Mas então ela virou para Andy e sorriu. Os olhos azuis eram como safira.
– Quem é você? — Andy deu um passo para trás. O homem no chão, parou de se debater, completamente estabilizado, ou morto.
– Shhhh... — A garota se levantou do chão com a agilidade de um gato e colocou o dedo na boca, indicando para Andrômeda ficar calada. — Eu sou Mariana.
E sumiu na fumaça.
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