Modified - Interativa.

16 Resgate suas forças e se sinta bem rompendo a sombra da própria loucura


Notas iniciais
Heeeey! Sou muito má por deixá-los esperando por uma semana? Acho que sim, mas isso não vem a calhar agora kkkkkkkkkkk Bem, minhas sinceras desculpas. Não foi falta de criatividade ou preguiça (na vdd foi um pouco de preguiça, mas whatever) Mas eu fiz quinze anos semana passada, na quarta feira, dia 10 (o dia em que eu iria atualizar a fic) e no dia 11 eu viajei pra Porto Alegre com minha 'bestie' e fomos para o Beto Carrero (no Balneário Camburiu) dia 12, para depois voltarmos para POA dia 14 de manhã com meu pai e ficarmos até dia 14, o que foi concluído com sucesso. Mas então eu fiquei tão feliz com minha viagem (e com as fotos que tirei, que por acaso ficaram HILÁRIAS) que esqueci de postar. Resumindo: enquanto vcs estavam morrendo por minha causa eu me divertia no Beto Carrero, dois bjos. Mas para compensar, caprichei nesse capítulo, o qual terá bem mais ação que o último.

Uma das histórias que mereciam ser contadas para os netos com certeza era: “uma vez eu fui sequestrada por uma garra mecânica, mas seu avô veio me salvar”. Não que Maison se casaria com Luke. Ela não acreditava em casamentos. Mas também não acreditava que ele viria salvá-la, e mesmo assim ele veio. Ela já estava perdendo a consciência, por isso no início pensou que era algum tipo de miragem.

– Maison! – Luke berrou. Então ela percebeu que não era uma miragem. Luke Finnigan realmente havia chegado para salvá-la. – Grim, sua vez.

– Você está louco? Acha mesmo que eu tenho poderes psíquicos? – Rebateu Grim. A garota estava perdendo as estribeiras. O plano consistia em colocar Grim para descer a garra mecânica enquanto Luke subia na árvore para tentar pegar Maison.

– Sim acho. – Luke respondeu. – Anda logo!

Grim, sem respostas para aquilo, fez o que lhe era pedido, mesmo não querendo. Concentrou-se na garra mecânica que levava Maison a seis metros do chão. Tentou esquecer que era ridículo ela tentar parar uma garra mecânica só com o pensamento. Isso era coisa de efeitos, ela não fazia isso. Mas mesmo assim...

– Continua, tá funcionando! – Gritou Luke. Grim abriu o olho esquerdo para ver. Para sua total falta de crença, a garra estava descendo. Lentamente, mas estava descendo. Fechou o olho e continuou se concentrando. Luke já estava na metade da escalada. A garra deu uma guinada para baixo, e Luke conseguiu pegar a mão de Maison. Ela deslizou para baixo e ele a agarrou, a pressionando longe da garra na árvore, a impedindo de cair. – Maison, acorda.

Maison estava um pouco grogue por causa do sangue todo indo para a cabeça, mas abriu os olhos e começou a chorar, agarrada no pescoço de Luke.

– Vamos descer, Grim está se esgotando. Consegue descer? – Perguntou ele.

– Acho que sim. – Maison fungou, sentindo a mente se esclarecer. Respirou fundo e tentou ignorar a tontura. Luke desceu acima dela. Maison verificava os galhos duas vezes antes de descer, com medo que a tontura a afetasse.

– Dá pra ir mais rápido? – Pediu Grim, com a voz meio esganiçada. Estava perdendo suas forças e logo perderia o controle sobre o mecanismo. Quando Maison saltou para o chão, Grim perdeu as forças e caiu no chão. A garra mecânica reassumiu o controle, mas agora não estava sozinha. Do céu desciam outras garras mecânicas.

– Fala sério. – Resmungou Luke. Maison tentou domar a tontura enquanto Luke socorria Grim.

– Eu vou atraí-los, corram! – Maison gritou.

– Tá louca? – Berrou Luke. – Viemos aqui te salvar, eu não vou te deixar pra trás.

– Você leva ela até um lugar seguro, depois volta pra me buscar. – Afirmou a morena. – Cuidado!

Luke e Grim saltaram para trás de uma raiz de árvore no mesmo momento em que uma garra afundou na terra. Quando foram olhar para Maison, ela já estava na frente, com as mãos levantadas.

– Ela vai chamar a atenção dessas coisas? – Perguntou Grim.

– Não vai dar certo! – Luke estava apavorado.

– Eu vou sozinha, leva ela. – Grim sugeriu. Odiava o fato de pessoas se colocarem na sua frente. Não era altruísmo, era orgulho. Ela gostava de saber que podia proteger a si mesma. Ela era uma Kinuyt, fora criada e escolhera ser forte.

– Você pode ser pega! – Luke arregalou os olhos.

– Não se você a levar rápido. – Grim assentiu. Luke teimou em ir, mas Maison logo seria pega. Mesmo assim, correu até a morena, passou-lhe a mão na cintura e a jogou no ombro. Ela gritou e esperneou, mas a velocidade era enorme.

David, Diana e Lilah viram Luke chegar com Maison no ombro, berrando e esperneando. Ele a colocou no chão e voltou correndo, provavelmente pra buscar Grim. Maison sentada no chão como um saco de batatas, se levantou com o pouco de dignidade que lhe sobrara.

– Dia difícil hein. – David sorriu, solidário.

~~☆★~~

Hugo já não aguentava Rafael fazer brincadeiras sobre ele. Fora legal contar? Sim, fora uma ótima ideia. Mas Rafael era Rafael e ele sabia que com certeza o amigo iria zoar com a cara dele.

– Rafa, por favor, você pode ficar calado por um segundo? Acho que estou ouvindo alguma coisa. — A desculpa era fajuta, ele só queria que Rafael calasse a boca, mas deu certo.

– Eu também acho que estou ouvindo. — Rafael apurou os ouvidos. — É uma garota gritando, isso com certeza.

Hugo franziu o cenho. Ele não ouvia nada. Mas então um berro tomou conta dos ouvidos dele e alguém extremamente rápido passou por eles como um raio. Uma ventania pareceu acompanhar a pessoa, que Rafael tinha a certeza que carregava alguém que esperneava nos ombros.

– O que diabos foi isso? — Praguejou Rafael.

– O cara tava segurando uma garota. — Hugo tentou se localizar. Foi interrompido por um grande "crenk" vindo de onde o outro garoto havia corrido. — Acha que deveríamos...

Rafael não esperou Hugo completar a frase e correu floresta adentro, sem ligar para o fato de galhos estarem o cortando e um vento fortíssimo quase o arrancar do chão.

Hugo e Rafael somente estacaram no chão quando viram o que estava no centro do vento. Uma garota de cabelos negros e mechas vermelhas que iam até os joelhos. Ela estava com o nariz sangrando e tinha os braços estendidos para o céu. Os olhos tinham um brilho verde, como lente de contato.

– Hey! — Berrou Rafael. Hugo paralisou. A garota não se mexia. — Use seus super-poderes e vá até lá, porque eu é que não vou.

– Eu sou invisível, não uso Levita Corpus. — Hugo disse. Mas mesmo assim, tomou coragem e saiu correndo para o meio da ventania, onde Grim estava. Ela realmente estava parada, com os olhos fixos no céu acima. Ele não estava invisível, então se aquele retardado super-rápido voltasse, facilmente conseguiria vê-lo.

– Ei! — A voz de Luke o paralisou. O moreno estava a quase quinze metros de onde Hugo e Grim estava. — Deixe Grim em paz!

Hugo retomou o controle do corpo e pegou Grim pelo braço, tornando a garota invisível.

Luke ficou boquiaberto. Grim e o garoto haviam sumido sem mais nem menos. Será que o garoto também tinha alguns truques na manga?

– Não fuja, por favor. — Ele arriscou. Quem não arrisca não petisca, isso é fato. — Eu... eu também tenho poderes, ou seja lá o que você seja. Você não é normal. Por favor cara, Grim é minha amiga.

– Diga isso da garota que você levou esperneando no seu ombro. — Hugo rebateu, invisível, mas ainda no mesmo lugar. Grim estava realmente paralisada, não mexia um único músculo.

– Aquela é Maison Isabelle. É minha... bem, isso depende, ela me odeia, mas eu sei que gosta de mim. Quer dizer, eu só a conheci hoje, mas sei que ela é especial e... Argh. esquece, aquela é minha conhecida. — Luke balançou a cabeça, tentando não se distrair. Era um pouco abobado mesmo.

– Mas por que essa garota está aqui parada no meio do nada, sangrando e completamente paralisada? — Hugo não estava satisfeito com a resposta de Luke. Havia dado risada internamente com o claro conflito dele com a tal de Maison, mas não arriscaria voltar a aparecer para o moreno, até porque sabia que se aquele garoto realmente tivesse poderes, era super-rapidez.

– Você não consegue ver agora. Mas existe uma nave invisível encima de você. — Luke respondeu, com um sorriso abobalhado no rosto. — Isso é idiota, eu sei. Na verdade,.parece loucura, mas Grim é a única de nós que pode ver, e neste exato momento ela está controlando a nave com o pensamento.

– Espera. Você disse 'nós'? — Hugo repetiu. Claro que ouvira sobre a nave invisível, mas a esperança de Luke estar com aquela loira retardada que dizia ter a explicação para seus poderes era sua maior curiosidade no momento.

– Sim. Eu, Luke Finnigan, e outro garoto alto de olhos castanhos que se chama David, essa garota aí, que se chama Grim, uma loira baixinha que sabe andar de skate que se chama Lilah, Maison aquela garota que você me viu carregando, e a irmã gêmea de David, Diana, que tem cabelos castanhos, olhos azuis elétricos e que tem um humor que varia mais que previsão de tempo.

Hugo estava certo, a loira estava com ele. Mas o que o chocou foi Diana, a garota que ele tinha praticamente caído encima também estar com ele, em algum lugar. O momento o deixou tão paralisado que ele ficou visível para Luke, fazendo Rafael, que acompanhava toda a discussão por trás de uma moita dar um murmúrio descontente.

– Você acredita em mim? — Pediu Luke. Hugo deu um longo suspiro e soltou o braço de Grim.

– Não confio. — Admitiu. — Mas acho que já vi coisas loucas demais pra não acreditar em você.

Luke, o mais devagar que pôde, e com as mãos levantadas para cima, deu alguns passos em direção de Hugo.

– Bem, acho que precisamos tirar essa garota daqui e depois voltarmos para onde meus amigos estão. — Ele puxou Grim de onde ela estava, estalou os dedos na frente do rosto dela e deu tapinhas na bochecha dela.

– Você não se incomoda de ter uma nave invisível bem acima da sua cabeça e a única coisa que a impede de descer aqui é uma garota que mais rparece uma estátua de mármore? — Hugo perguntou.

– Confio em Grim a minha vida. Ela salvou Maison, tenho certeza que pode nos salvar também. — Luke respondeu, puxando Grim do lugar. — Acho que vamos precisar de um guindaste para tirá-la daí, o que você acha?

Notas finais
Apresentações Visuais: http://i.imgur.com/8NhBBFG.jpg Explicações do Capítulo: Pra mim foi um capítulo legal, não acham? Não, eu não fiz nada com a Grim, eu não ousaria matá-la, eu gosto da autora do personagem, e adoro a personagem, que me dá um grande desafio escrever (e espero que tenha melhorado, porque acertar a personalidade da Grim acho que eu nunca conseguirei perfeitamente). Deixa eu explicar o que aconteceu com ela: sabe quando o computador é dirigido a um link que tem vírus e ele trava? Pensem na Grim como um computador. Ela só entrou em uma armadilha. Deem um desconto, é a primeira vez que ela usa os poderes, foi numa situação de vida ou morte e além do mais ela conseguiu parar as naves, imagina só o que ela vai poder fazer daqui a alguns capítulos! Acho que vcs esperavam que eu fizesse um capítulo com todos os personagens, já que os outros ainda estão perdidos. Bem, eu já estou escrevendo o próximo (já estou na metade!) e terá algumas surpresinhas bem malucas! Na verdade completamente loucas. Lembram do Allec Campbell e aqueles dois agentes que foram atrás do Calebe e da Daphne? Então... é isso mesmo, o Allec vai aparecer no próximo, ALELUIA! VAMOS TODOS CANTAR: OHHH HAPPY-DAY, OOOH HAPPY-DAY! Bem, bjo na bunda de vcs, espero comentários, é melhor comentar ou Crowley vai te pegar (tuts tuts tuts) E ME DEEM OS PARABÉNS, SEJAM EDUCADOS COMO SUAS FAMÍLIAS ENSINARAM! E pra deixar na espera, prévia do próximo capítulo: "Quem é você?" "Catherine Jones" "Experiência X-078, número 13, regeneração" "Meu nome é Allec Campbell" "Ela não poderia deixá-lo para trás" BJOS.