Modified - Interativa.
39 Gold
Notas iniciais
– Eu ainda não consigo acreditar. — Daphne disse, abatida. — Clary, Connor e Pietro.
– Não podemos deixar isso barato. — Andrômeda disse, com uma força na voz que a surpreendeu.
– Eu vou matar Uriah. — Charlie disse. Todos a encararam.
Todos que sobraram da incursão contra Uriah estavam reunidos naquela mansão, na sala, exceto Maison que levara Luke ao mesmo hospital que Mariana estava, e Cath, que fora um pouco depois com Téo para ver a garota. Eles resolveram ficar ali. Depois de tomar o controle, retirar todas as câmeras e microfones espalhados. Téo havia dito que era loucura ficar ali. Que parecia que eles estavam chamando Uriah. E o pior, é que eles estavam mesmo. Charlie só faltava invocá-lo. Queria acabar com a raça dele.
– O quê? — Charlie desconversou, olhando para o outro lado.
– Esse era pra ser o trabalho de Cath. — Andy disse, gentilmente.
– Bem, eu não me importo em dividi-lo. — Charlie deu de ombros. — Aliás, onde está David? Eu não tive tempo para... Agradecê-lo por ter me salvado.
– Olha, Charlie. — Diana chamou a atenção dela. — Meu irmão tá enfrentando uma barra agora. Não é aconselhável que você vá falar com ele. A última vez que o verifiquei, ele estava em chamas. Tipo, o cabelo dele estava pegando fogo mesmo. Teria sido engraçado se a situação fosse diferente.
– Eu sei me virar, Diana. Mas obrigada pelo aviso. — Charlie agradeceu, saindo da sala.
Lá fora, David estava na varanda, olhando fixamente para o ponto onde o corpo de Clary fora jogado. Parecia que ele estava chorando, mas ele não estava. As lágrimas haviam parado algumas horas antes. Ele só estava parado ali fora.
Embora fosse uma completa falta de privacidade, Charlie invadiu a mente dele. Milhões de pensamentos foram transferidos para ela. Lembranças de uma Clary que ela não conhecia. Sentimentos. Uma grande parte da dor que David sentia passou para ela, que começou a chorar.
– David, a culpa é minha. — Ela disse. David não se virou para ela. Até porque uma pequena parte dele jogava toda a culpa nela. Por outro lado, Charlie era apenas uma vítima. O verdadeiro culpado era Uriah.
– Vou fazer Uriah pagar. — David disse, se virando. — Por todos.
– Bem, somos quatro, contando comigo, Andrômeda e Catherine. — Charlie deu um sorriso triste. — A diferença é que eu e Cath queremos estraçalhá-lo.
– Sabe, eu não ligava muito. Agora muito menos. Esse cara tem que sofrer. E de preferência, muito. — David evitou olhar para a garota, um hábito que adotou.
Então vamos fazer um trato. Você captura ele e eu arranco a cabeça.
– Trato feito, Charlie. Depois que tudo acabar deveríamos tomar um café em homenagem à Clary, a Connor, Pietro e todos os outros.
– Desde que você pague a conta. — Charlie aceitou a proposta.
– Aceito a condição. — David aceitou. Então deu um esboço de sorriso, coisa que fez Charlie cantar vitória.
– Espero sair dessa viva. — Charlie confidenciou.
– É o que todos queremos. — Disse Hugo, chegando à varanda. — A Cath acabou de nos ligar no caminho pro hospital. Algo estranho tá acontecendo.
– Como assim? — David perguntou.
– Ela disse que parou na metade do caminho porque furou um dos pneus do carro, e ela desceu do carro pra pegar o estepe e quando voltou Téo não estava mais ali.
– Mas como assim? É impossível uma pessoa desaparecer do nada. — Charlie franziu o cenho.
– Eu disse que era estranho. — Hugo deu de ombros.
– Mas e agora? — David indagou.
– Agora ninguém sabe. Lilah pediu que todos vão pro hospital onde a Mariana e o Luke estão. — Hugo respondeu. — Então temos que ir.
– Tenho um mau pressentimento quanto a isso. — Charlie sentiu um calafrio. — Qual de nós tem o poder de ir de um lugar para outro em um piscar de olhos?
David pensou. Então a expressão clareou.
– Oliver. — Adivinhou. — Acha que foi ele que pegou Téo?
– Quem mais?
– Precisamos dizer isso à Lilah. — Hugo determinou.
Os três entraram na sala. Encontraram os amigos dormindo improvisadamente. Andrômeda estava deitada no sofá, enquanto Lilah dormia no tapete, Grim apoiada na mesa, Diana em uma poltrona, Calebe dormindo em outra poltrona com a cabeça de Daphne apoiada em seu ombro. Teria sido fofo se não houvesse seis minutos todos estivessem acordados.
– Mas o que diabos... — Hugo não terminou de falar. Um dardo o atingiu no pescoço, e ele tombou, dormindo.
– Porra! — Charlie gritou. David abaixou para verificar a irmã, e um dardo passou assobiando na sua cabeça. Ele ficou paralisado. — Corre!
Levantou-se em desespero, o instinto de sobrevivência de David venceu a preocupação com a irmã. Os dois correram para fora e não pararam até alcançar a moto que pertencera a Rafael. Seria mais fácil ir de moto até o Hospital. Eles subiram e David ficou sem saber o que fazer. Nunca dirigira uma moto antes.
– Deixa que eu dirijo. — Charlie o apressou. Ela montou na frente, e David atrás. Ela pisou fundo no acelerador e a moto começou a andar. Então ela começou a dirigi-la com destreza. Em menos de dois minutos estavam os dois na estrada.
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– Oi Cath. — Maison, que estava sentada em uma poltrona ao lado de Luke que dormia na cama, cumprimentou a amiga, quando ela entrava na sala. Então viu a expressão dela — O que aconteceu?
– Téo desapareceu. — Cath respondeu. — E a Mari?
– Tô aqui. — A garota respondeu, saindo do banheiro. Andrômeda que fora com eles até o Hospital antes de voltar para a casa de Uriah usou sua persuasão para o quarto de Luke e Mariana ser o mesmo. Então eram dois leitos naquele quarto. — Téo?
– Seu pai, sim. — Cath contou. Mariana não pareceu surpresa.
– Maison já tinha me contado. — Ela deu de ombros. — Mas algo aconteceu com ele?
– Ele desapareceu. — Cath respondeu. Mariana ficou branca. Os olhos se tornaram fendas. — Por favor, não faça nenhuma loucura.
– Como o que?
– Sair por aí adoidada procurando por ele. — Cath rolou os olhos. — Se Uriah o pegou não vai machucá-lo. Tenho certeza que faz parte do plano.
– Que plano? — Maison perguntou, curiosa.
– Nada. — Cath desconversou. Maison apertou os olhos. Os objetos ao redor de Cath começaram a se mover. A própria Catherine começou a se movimentar sozinha. Cath foi jogada em uma poltrona e amarrada com um pedaço da cortina, que se cortou sozinha. — Maison!
– Responda a pergunta, Cath. — Maison disse. Aquilo era injusto. Maison tinha telecinese. Se a treinasse, talvez evoluísse para algo maior. E ela usava seus poderes para prender Cath. A garota suspirou, frustrada. Mariana apenas observava tudo, com sua boa pose de arrogante e inatingível.
– Uriah pegou nossos pais. — Ela respondeu por fim. A telecinese de Maison afrouxou e Cath pôde se livrar das amarras. — Eu estava vendo na internet. Pegaram algum membro da nossa família. Pegaram meus pais. Sua irmã, Maison. A mãe de Luke. Tem folhetos de desaparecidos por toda San Francisco.
Maison estava boquiaberta. Uma lágrima escapou do seu olho ao pensar em sua irmãzinha nas mãos de Uriah. Então foi tomada pela fúria cega. Tudo começou a levitar. Foi erguida uma jarra de água que se quebrou em pedaços como se alguém estivesse a apertando. O barulho acordou Luke, que olhou confuso para a pia no banheiro que estourou, fazendo Mariana rolar longe.
– Hey! — Ele gritou. — O que aconteceu?
Ao ouvir sua voz, Maison se acalmou. As coisas pararam de se levantar, mas havia um estrago óbvio. Vidro em todo lugar.
– Maison teve um ataque de raiva. — Mariana respondeu, se levantando do chão.
Não deu tempo para dar uma bronca em Maison. A porta foi escancarada em um chute. E quem se viu no batente dela foi Oliver. Ele se moveu, e revelou Uriah, empunhando uma arma. Ele deu um tiro, e acertou Maison com um dardo, a deixando impotente contra aquilo. A garota tombou a cabeça para baixo. Luke se levantou da cama para ajudá-la, mas levou um tiro de dardo tranquilizante também. Mariana esperta se transformou em um minúsculo ratinho, que fugiu dos dardos de Uriah. Então sobrou apenas Catherine. Uriah apontou a arma para ela, puxando o gatilho. Mas o dardo não apagou Catherine. Ao contrário, a deixou ainda mais furiosa e dolorida.
– Então você é o famoso Uriah. — Ela cuspiu.
– Por que não funcionou? — Ele ignorou a pergunta dela. Mas nem precisou responder. A semelhança de Allec com o pai era gritante.
– Acho que sou imune. — Ela respondeu, sorrindo. — Então se moveu para frente, tentando dar uma surra em Uriah talvez, mas Oliver desapareceu e reapareceu ao seu lado, a pegando pelos braços.
– Vamos levá-los. — Uriah ordenou. Então deu um sorriso cínico para Catherine. — Seus amiguinhos lá na minha casa também foram pegos.
– Não. — Cath negou.
– E agora você vem com a gente. — Uriah continuou. Oliver apertou os braços de Cath ainda mais. — Oliver, leve-os. É necessário todos irem para você sabe onde.
A expressão de Oliver não mudou. Continuou a mesma de antes, vazia. Então ele desapareceu levando Cath. Apareceu novamente e desapareceu com a mesma rapidez. Então Uriah ficou sozinho na sala.
– Vamos lá, Mariana. — Ele disse. — Apareça.
Nenhuma resposta. Mas Uriah sabia que a garota estava ali.
– Sabe, nunca pensei que a garotinha esmirrada iria sobreviver a inserção do chip cerebral. — Ele mudou de estratégia. — Mas você sobreviveu. Você tem um irmão gêmeo fraternal. É impressionante o quanto você não sabe sobre sua família. Seu irmão... Acho que é Hugo. É. Esse mesmo. Téo sabe disso. Agora que você também sabe, me diga... Por que ele deixou aqueles irmãos gêmeos detestáveis, os Mills juntos, e você e seu irmão não? Quer perguntar isso direto pra ele?
Nesse momento Mariana apareceu. Parecia furiosa. Sua perna ainda estava meio ruim do tiro que levara, mas agora ela nem pensava nisso. Ficou tão furiosa que teve uma meia transformação para lobo. Suas unhas se curvaram em garras e seus dentes ficaram pontiagudos. Seus olhos se abriram em fendas e as orelhas encurvaram ligeiramente. Uriah achou aquilo incrível. Apavorante, mas ele não estava com medo.
– Onde está o meu pai? — Ela perguntou.
– Venha comigo. — Uriah pediu.
– Por quê?
– Sinceramente? Preciso do sangue de vocês.
– E por que tá me contando isso? — Ela desconfiou.
– Mariana, você é diferente. Preciso de um de vocês ao meu lado. Todos tem muita raiva de mim. Mas você? Não tem nada que temer. E seu poder... Pode ser utilizado. — Ele respondeu, medindo as palavras. Mariana mediu o que ele disse. Então sorriu.
– Bem, isso é verdade. — Concluiu. — Então eu vou com você.
– Muito bem. — Uriah sorriu. Mariana andou até o lado dele.
– E agora? — Perguntou. — Vamos ficar esperando Oliver?
– Sim.
– Que ótimo. — Ela deu um sorriso maldoso. — Mas você estava errado. Eu tenho uma coisa você sim.
Uriah se moveu para pegar a arma, mas Mariana foi mais rápida. Acertou um soco no rosto de Uriah, que se encurvou, colocando a mão no maxilar.
– Isso foi por Allec e Oliver, seu desgraçado. — Ela gritou, se transformando. Uriah ficou furioso. Mariana se transformou em uma pomba negra, que saiu janela afora.
Uriah então, derrotado, pegou o celular.
– William. Eu quero que você mande Eva Lavigne e Téo Armstrong para aquela sala especial. — Ele pausou um momento. — Isso. — Mais uma pausa. — Como assim dois deles escaparam? — Ele respirou fundo, irritado. — A filha da Eva? E o menino Mills? Seu incompetente! — Esperou o homem o responder. — E o Oliver? -
Enquanto William, seu novo assistente respondia o que estava acontecendo, Uriah ficou com os olhos arregalados. Não era possível que Oliver tivesse acordado.
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A porcaria da nota final corta toda a nota final, então se não tem tu, vai tu mesmo.
Yep, yep, yep. Mariana e Hugo são irmãozinhos, irmãozinhos ♥
Vamos às explicações do capítulo? Altos pingos nos "is" esse capítulo (ou não rçrçrç). Eu preciso urgentemente melhorar minha definição de "explicativo" porque esse capítulo não explicou porra nenhuma sauhsuhsuash mas acalmem-se, tá chegando o final da fic e tudo será devidamente explicado. Como dito antes, mal posso esperar pelo dia em que vocês vão querer me destripar ♥ (talvez gostem, mas eu prefiro realmente que vcs fiquem revoltados e ameacem vir pra minha cidade me dar uma surra :v)
Bem, pipou, eu uma pessoa com mechas roxas no cabelo agora (finalmente) estarei indo para a ponte que partiu que é a minha cabecinha complicada, para depois voltar com um novo capítulo. Que não vai demorar.
Ou talvez sim.
Kisses.
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