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Notas iniciais
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Day: 5985.
Name: Pietro Kennedy
Age: 16
Live in: --------------
– Isto é realmente necessário? – Perguntou Pietro.
– Claro que é. – Lucian deu um tapinha do filho. – Você precisa de um tempo na mata, aprendendo a usar seus instintos, Pietro.
– Eu não gosto de mata. Eu gosto de computadores e internet. E eu não uso meus instintos. – Pietro parecia implorar com todas as suas forças a mãe. – Você está me mandando para a Idade Media. Mandando-me para encontrar outras pessoas. Não faça isso comigo. Isso vai me matar. Eu vou voltar pra casa querendo comer salgadinhos de milho, tomando refrigerantes com muito açúcar e com cárie nos dentes.
– Pietro! – Olivia deu risada. Pietro, o caçula dos Kennedy, iria para um Torneio com todas as escolas ao redor de Los Angeles, no meio da mata. Seriam apenas duas semanas, mas o filho de Olivia e Lucian agia como se fosse o fim da vida.
Hacker, viciado em computador, estudante de Tecnologia, Pietro Kennedy tinha 16 anos e odiava estar longe da internet. Ao receber a notícia de que passaria o aniversário de 17 anos no meio de 120 jovens de 16 a 24 anos fora o estopim para sua fobia estourar. O menino magricela, nerd e que usava óculos de grau, Pietro sempre fora excluído. Claro, era bonito, mas as meninas não ligavam. E ele também não ligava. Desde que ganhara o primeiro computador, aos oito anos de idade, ganhara junto o titulo de antissocial.
– Mãe, se a senhora não me deixar ir, eu juro, fico uma semana inteirinha sem internet! – Pietro deu a última cartada.
– Essa é uma oferta bem tentadora, mas eu sei que você dá o seu jeitinho e arranja uma rede WI-FI em dez segundos. Então, você vai ficar duas semanas sem internet de qualquer jeito. – Olivia deu um sorrisinho. Ajeitou os óculos tortos do filho e ignorou a cara de decepção dele. Outro beijo na testa do filho e um aceno. Então Olivia e Lucian o viram embarcar no ônibus que o levaria para longe deles pela primeira vez.
Por dez segundos, uma sensação de coração apertado envolveu Olivia, mas rapidamente ela ignorou. Com certeza, seria saudade.
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Day: 5985.
Name: Maison Isabelle Drummond.
Age: 16
Live in: --------------------------
– Marie, esse acampamento vai ser a coisa mais incrível que já me aconteceu em dois dias! – Riu Isabelle.
– Dois dias? O que aconteceu em dois dias, Izzy? – Perguntou a irmã de 11 anos de Isabela, Marie.
– Muita coisa. – Izzy socou outra blusa para dentro da segunda mala que carregava.
– Tipo? – Marie era irmã mais nova que todo mundo gostaria de ter, mas apenas Isabelle tinha. Loira de olhos castanhos e jeitinho de criança considerava a irmã mais velha uma estrela. Claro, ela sabia que Izzy era adotada, mas mesmo assim, era a única irmã mais velha que tinha. Cabelos escuros (que estava sempre mudando, de morena, para loira e até ruiva) e olhos que variavam com a luz, Isabella era a garota mais popular da escola, tinha o namorado que qualquer garota gostaria de ter, era rica, tinha estilo e era inteligente. Enfim, a garota perfeita, que tinha tudo perfeito.
– Muita coisa. – Izzy insistiu, fazendo Marie bufar. – Veja, eu vou voltar daqui a duas semanas com 17 anos e ainda mais incrível. Então, eu vou tentar explicar as coisas pra você. Mas agora eu tenho que pegar meu carro e partir. Tchau, pequena.
– Eu vou te acompanhar até a porta. – Marie saltou da cama da irmã mais velha, abriu a porta e deixou a irmã passar com duas malas. – Cadê o William pra levar as suas malas?
Izzy deixou as malas na porta do quarto para chofer William pegar e desceu as escadas da Mansão Drummond. As pessoas poderiam dizer que ela não estava adequada para uma viagem no meio da mata (top cropped cor de rosa, jeans pretos e ankle boot cheio de spikes), mas Isabelle era expert em fazer qualquer coisinha se tornar a mais perfeita do mundo.
– A mamãe não vai poder te dar tchau, ela está se arrumando para o evento que vai ter hoje à noite. – Marie revirou os olhos, claramente desgostosa. William surgiu do andar de cima, carregando as malas de Isabelle e Marie engoliu as lágrimas. – Tchau, Izzy. Vou sentir sua falta.
– Eu também, pequena Marie. – Izzy deu um beijo na irmã e saiu da casa, com William em seu encalço, carregando as malas. A Ferrari preta a esperava e Izzy estendeu a mão para abrir a porta, mas, no entanto, a porta abriu sozinha. Um pouco confusa, a garota sentou no banco do motorista, e novamente a porta se fechou sozinha. Tentando se convencer de que William tinha algum tipo de controle remoto, Izzy pegou o celular e postou uma foto no Instagram enquanto William colocava as suas malas no porta-malas. O chofer deu uma batidinha no vidro traseiro e Isabelle olhou para a irmãzinha, que chorava, na porta da mansão. Maison considerou ficar em casa, mas o motivo para que ela queria ir, nem ela mesma sabia. Talvez a ansiedade para uma aventura? Sem nem perceber que estava com o pé bem longe do acelerador, o carro deu a partida sozinho, apenas com um pensamento de Izzy.
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Day: 5985.
Name: Luke Finnigan.
Age: 16
Live in: -------------
16 anos, cabelos castanhos e olhos verdes, ele era apenas mais um skatista em Los Angeles. Bem, um skatista quase profissional.
– Alô, pai? – Luke pegou o celular e atendeu. O senhor Finnigan gritou com o filho até Luke fazer menção de desligar. – Sim pai... Eu sei que estou atrasado. Pai... Sim, senhor.
Luke seguiu remando, sem nem prestar atenção aonde ia. Cinco minutos depois, ao perceber que estava muito lento, pegou o skate e saiu correndo para a mansão. Ele sabia que era rápido. Às vezes, rápido até demais. Seu pai, Noah Finnigan, estava na porta do casarão, com duas malas prontas. Sua mãe chorava agarrada ao braço do marido. Luke chegou rapidamente até ela e a abraçou.
– Mãe, vão ser apenas duas semanas! – Ele passava a mão no cabelo dela. A mãe adotiva de Luke Finnigan, Mariah, era casada com um homem horrível chamado Gerard. Gerard era empresário e só havia adotado Luke porque a mulher não podia ter filhos e ele precisava de um herdeiro. Mas logo após ver que Luke era impossível de se manter longe de confusão, ele odiou mais ainda o filho adotivo.
– Eu sei, filho. – Mariah suspirou, com dor no coração. – Eu vou ficar te esperando, todos os dias.
– E eu vou fazer o melhor que eu conseguir pra voltar o mais rápido que eu puder! – Luke beijou a mãe.
– Isso mesmo! – Mariah sorriu, e olhou para a rua, onde o marido estava guardando a moto de Luke. – Não irrite seu pai, lembre-se. Duas semanas sem ele!
– As melhores duas semanas da minha vida! – Sussurrou Luke, fazendo a mãe rir. Luke já estava pronto pra pegar o Camaro vermelho e sair por aí, a 95 km por hora. – Tchau mãe! E... Pai.
Mariah entregou a jaqueta preta de couro do filho e os óculos e sorriu, com os olhos sofridos. Luke sorriu e deu a partida no carro, em direção ao Colégio no centro da cidade, aonde os alunos das vinte melhores escolas de ensino médio iriam se reunir.
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Day: 5985.
Name: Lilah Zendaya Collins.
Age: 16
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– Você precisa mesmo ir? – Perguntou Yanna Collins. A filha iria a um Torneio no meio da mata e ela estava quase morrendo de preocupação. Yanna era uma charlatã que aplicava golpes de “vidente” em qualquer um que caísse. A única filha se chamava Lilah Zendaya, e era completamente diferente da mãe. A loira de olhos claros que ora estavam azuis, outro estavam verdes, trabalhava à tarde, estudava de manhã e ainda tinha tempo de manter o estilo despojado em dia.
– Mãe, você sabe que sim! – Zendaya riu, balançando a cortina de cabelos loiros cheios de miçangas e penas trançadas. A mãe sempre ficava nervosa com essas viagens da escola. – Mãezinha, eu juro, só duas semanas, eu nem vou aprontar com ninguém!
– Lilah, filha... Eu estou com um sentimento ruim sobre essa viagem! – Yanna pôs as mãos no coração, indicando que estava nervosa. – Eu acho que você não deveria ir.
– Vai dar tudo certo, mãe! – Zendaya sorriu, tentando dizer que estava tudo bem. Mas ela sabia que não estava. Sentia o mesmo aperto no coração, mas não queria admitir. Não queria estar certa. – Você vai ver, nada pode dar errado!
– É você tem razão. – Yanna resolveu apelar para a razão e se acalmou. – Qualquer coisa que aconteça me ligue!
Quando Zendaya piscou para a mãe, Yanna não poderia dizer não a aqueles olhos azuis esverdeados e finalmente concordou.
– Mãe, o ônibus chegou. – Zendaya anunciou, meio animada. – Eu tenho que ir. Te amo, mãezinha.
– Eu também, querida! – Yanna riu quando a filha deu um beijo em seu rosto. – Vá em paz.
Zendaya pegou o casaco xadrez do cabide, jogou a mochila nas costas e saiu. Cinco segundos depois, voltou e pegou o skate que tinha deixado para trás. Yanna voltou para detrás da sua cortina de miçangas cor de rosa, onde o cheiro de incenso era incrivelmente forte. Mal sabia ela que havia assinado o decreto da filha.
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