Modified - Interativa.
14 Ataques
Notas iniciais
Maison podia se considerar uma garota muito azarada.
– Miserável! – Berrou ela, dando falta do celular, um Iphone5s. Com certeza Luke havia roubado. Ou, o que era o caso, escondido. Saindo da barraca, sem nem se importar com o cabelo, que dava voltas na sua cabeça, se emaranhando, ela seguiu direto para a margem da mata. Pensou se não era melhor avisar alguém, mas lembrou-se das fotos constrangedoras que tinha e seguiu andando firmemente.
Os galhos das árvores arranhavam os braços dela, e puxavam sua camiseta, mas ela não se importou. O vento agora parecia estar vindo de algum lugar acima dela. Ela levou um susto quando um galho a pegou pela camiseta. Mas então Izzy percebeu que não era um galho. Era uma... Garra metálica. Mecânica, sem dúvida. Maison gritou com toda a força que tinha. Ela não estava tão longe do Acampamento, com certeza deveria ser uma brincadeira idiota de Luke e Aaron, mas mesmo assim gritou. Ela começou a ser puxada para cima, e seus pés saíram do chão. Tentou se agarrar em algumas plantas, mas a pressão era forte demais e a puxava para cima, no meio do ar. Estava de ponta cabeça agora. A quase quatro metros do chão. Sentia o sangue fluir para a cabeça, já estava ficando tonta. Mas conseguiu tirar forças para um último grito.
– Luke! – Berrou.
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Diana estava tentando arrancar folhas da cabeça quando David pegou fogo. Literalmente. Grim soltou um grito, Luke ficou boquiaberto, Diana arregalou os olhos e Zendaya deu de ombros.
– David! – Diana conseguiu dizer. – O que... é isso?
– Eu acho que é fogo. – Respondeu ele, assombrado. Era uma reação um pouco amenizada do que teria sido se ele não houvesse criado essa ideia quando acordou com o colchonete queimado. David começou a estalar os dedos, atiçando o fogo. O fogo não “saía” do dedo, era a ponta do dedo que estava queimando. Parecia combustão espontânea.
– Bem, isso te faz o Tocha-Humana. – Ela comentou. Estava completamente assustada com isso, mas sabia disfarçar com perfeição. Estava pensando no garoto de olhos azuis que vira mais cedo. Se o irmão tinha poderes de fogo, legal, bom pra ele.
Quando ouviram um grito aterrorizado, Luke congelou. Todos reconheceram a voz.
– Maison? – Luke se virou para trás. Lilah agarrou o pulso dele. Mais um grito. O coração deles pareceu saltar do peito. Continuaram em silêncio para ouvir, mas os gritos pareceram parar. Um baralho mecânico foi ouvido em algum ponto acima deles. A tensão estourou quando Grim sentiu uma nave logo acima deles.
– CORRAM! – Berrou a garota. David e Diana saltaram um tronco e correram o máximo que puderam. Grim, a garota de cabelos super compridos, tentava manter as madeixas fora do caminho, já que estava enrolando as pernas nas mechas. Luke que ainda tinha Lilah pelo pulso, correu como nunca na vida. Ele sentia o ar se curvar a seu corpo, parecia que passava e praticamente saía voando.
– Acho que você é super rápido, Luke! – Berrou Lilah, que estava sendo arrastada no ar. Luke não pretendia parar. Aquilo era ótimo. Mas então ele ouviu “LUKE!” e soube que era Maison chamando. Lilah murmurou um “não”, mas Luke a largou e ela caiu com tudo no chão. Ele se deu conta que isso havia sido indelicado, mas precisava salvar Maison. E para isso precisava de ajuda. Então puxou Grim pelo braço e saiu quase voando para salvar Izzy.
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Isso não era possível. Rafael só podia estar vendo coisas. Seu melhor amigo estava invisível. Desaparecera na sua frente.
– Hugo, me diga que isso é ilusão de ótica. – Pediu ele.
– Infelizmente eu tenho que te dizer que não. – Respondeu Hugo. Rafael ouviu sua voz perfeitamente bem, mas não vinha de lugar nenhum. Virou-se para a direita, mas só viu galhos. – Eu estou na sua frente, idiota.
– Como é que eu vou saber se não estou te vendo? – Retrucou o moreno. Ele estava assustado com isso, mas 10 anos de amizade não se vão só porque seu amigo faz cosplay da mulher invisível. – Cara, é melhor a gente avisar alguém, sei lá.
– Não! – Hugo disse. Rafael permaneceu onde estava. – Eu escondo isso desde os meus oito anos. Você sabe o que significaria se alguém descobrisse? Eu nem prefiro saber. Você é o único além dos meus pais que sabe. Por favor, Rafael, não conte.
– Eu não vou, foi só uma ideia. – Rafael viu quando o amigo se materializou na sua frente. Hugo estava com uma expressão abatida. Parecia fraco. – Hugo, você tem poderes. Deixa de ser melodramático. Sabe o quanto eu queria ter poderes como você tem?
– Isso é mais uma maldição, pode ter certeza. Eu trocaria com você numa boa. – Hugo sorriu. Rafael sempre seria Rafael, mesmo sabendo que o melhor amigo era uma aberração. Tudo que Hugo queria era encontrar respostas, e quem as tinha só podia ser Lilah Zendaya.
– Pensando bem eu não quero ser cosplay da Mulher Invisível. – Rafa brincou. Hugo deu risada, se perguntando por que nunca havia contado a ele.
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Oliver estava com o coração acelerado. Connor estava a seus pés, sangrando. Um pedaço de tecido estava encharcado com sangue, e tapava a ferida nas costas de Connor. Oliver começou a gritar por socorro. Felizmente Catherine e a “turma de resgate” estavam perto e começaram a gritar também. Quando Cath viu Ollie, correu e o abraçou, chorando. Oliver se sentiu desconfortável, mas só não afastou a garota porque não conseguia ver garotas chorar.
– Ele está vivo! – Declarou Charlie. Era como se um peso saísse dos ombros de Cath. Ela largou de Ollie e correu para o moreno.
– Ele sofreu de hemorragia interna. – Pietro constatou.
– Blá-blá-blá. – Aaron cortou o garoto no meio da frase. – É ele que eu tenho que levantar?
– Não! – Andrômeda o impediu. – Isso pode matá-lo.
– Se mexermos nele, o quadro pode se agravar. – Clary roeu as unhas de nervoso.
– Tá, mas como o tiramos daí? – Perguntou Oliver. – Ele não pode ficar jogado no chão.
– Precisamos estancar o sangue. – Concluiu Catherine. – Mas eu já arranquei o pouco de tecido que eu tinha.
– Você quer que a gente contribua com pedaços de tecido? – Indagou Andrômeda, estarrecida.
– Ah, por favor. – Aaron rolou os olhos e arrancou a blusa inteira. As meninas fizeram de tudo para não olhar o tanquinho do colega.
– Exibido. – Resmungou Pietro. Ele pegou a camiseta de Aaron, rasgou em tiras e amarrou no peito de Connor. – Bem, assim ele não vai ficar bem, mas vai sobreviver. Temos que levá-lo daqui o mais rápido possível.
Aaron levantou Connor com um pouco de dificuldade.
– Ele é pesado. – Concluiu o loiro. Iria colocá-lo sobre o ombro, mas Catherine o impediu.
– Fraco. – Resmungou Pietro, baixinho.
– Eu sou fraco? Segura ele então. – Aaron jogou Connor encima de Pietro. Catherine deu um berro.
– Vamos parar de jogar Connor para os lados? ELE NÃO É UMA BOLA! – Gritou ela. Virou-se para Pietro, que esperava estar no chão com o peso de Connor, mas o garoto estava segurando o colega com uma força impressionante.
– Ele nem é pesado, idiota. – Pietro saiu andando e carregando Connor, para espanto geral.
– Bem, olhe pelo lado bom, você não vai mais precisar carregar Connor. – Charlie consolou Aaron, que apenas rolou os olhos.
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– Hey, garota. – Gritou Calebe. Daphne se virou para ele.
– O que é que você quer? – Resmungou ela, pronta para dar as costas a ele.
– Seu celular. – Ele entregou. Daphne o observou, e pegou o celular.
– Olha quem diria, o brutamontes é capaz de fazer uma gentileza. – Ironizou.
– Eu estou me lixando para o que você acha de mim. – Calebe levantou a mão, dispensando explicações. – Eu só fiz uma boa ação ao te entregar esse telefone.
– Obrigada. – Agradeceu ela de má vontade.
– Pode ficar tranquila porque eu não farei isso de novo. – Calebe estava começando a ficar irritado, então virou as costas e calmamente deu as costas a Daphne, no que ele se bateu com um homem de terno e óculos pretos. Eram dois homens na verdade. Enormes.
– Calebe di Cássio? – Chamou um.
– Sim? – Calebe apertou os olhos, um pouco envergonhado por ter se dado de cara com o homem.
– Precisamos que o senhor e essa senhorita venham conosco. – Anunciou o homem.
– Por quê? – Perguntou o garoto, que foi ignorado. Daphne se moveu lentamente para o seu lado.
– Eu consigo ouvir o que ele está dizendo ao telefone. – Anunciou ela, baixinho, apontando para o outro homem, que falava ao telefone. – Quando eu der o sinal, corra e não pare.
– Por que eu deveria confiar em você?
– Porque eles têm uma arma no cinto e não vão hesitar em atirar no meio da sua cabeça. – Ela olhou para Calebe, que deu uma olhada de soslaio no cinto dos homens. Eles carregavam cada um, um calibre 22.
– Qual é o sinal? – Sussurrou ele.
– No três. – Ela respirava pela boca, com o coração saltando no peito. Os homens então se viraram para eles, prontos para enfiá-los no carro e ir embora daquele mato. – Esquece o sinal, CORRE!
Daphne saiu correndo o máximo que podia. Calebe ficou um pouco paralisado no inicio, mas logo saiu correndo também.
Os dois se enfiaram no meio do mato, sem se preocupar em ver se estavam sendo seguidos ou não. Daphne ainda ouvia os tenebrosos pensamentos dos homens, que envolvia fazer coisas terríveis com eles, como se fossem apenas ratos de laboratório. Já Calebe estava mais apavorado por dois homens armados saberem seu nome e sabe-se lá mais o que sobre ele.
Já no Acampamento, os dois homens, Agente G-78 e Agente Y-34 estavam paralisados no solo. Y-34 sacou do bolso seu telefone e discou um número.
– Senhor Campbell? – Chamou. – Temos um problema.
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