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32 Capitulo 32
Notas iniciais
Quil POV
Aquela tarde estava sendo de-ses-pe-ra-do-ra!!! Acho que nunca tive tantos problemas para resolver, todos ao mesmo tempo! A reunião com os fornecedores havia sido exaustiva, todos queriam negociar apenas com Jacob e foi com muito custo que consegui contatá-lo e fazê-lo ir até a fábrica participar da reunião. Tudo bem que ele havia combinado comigo que quem administraria a fábrica seria eu e que ele trabalharia apenas na nova empresa, mas o que eu podia fazer se o pessoal que nos fornecia os materiais estava acostumado a tratar somente com ele? Foi um verdadeiro turbilhão, mas no final acabou dando tudo certo, Jacob os convenceu que quem assumiria a partir dali seria eu, e que eu, além de ser o diretor e dono da empresa, já estava acostumado a esses tipos de negociação e que nada daria errado. Ufa! Finalmente!!!! Haja Cristo!
Saí da sala de reuniões que ficava do outro lado da fábrica e caminhei apressadamente para a minha sala, tinha hora que aquele corredor se tornava exaustivamente grande! Assim que entrei Dona Aline, minha secretária anciã, levantou o rosto do laptop e me encarou por trás daqueles óculos hiper grossos, demonstrando máxima eficiência.
–Doutor Quil.... – levantei uma mão pedindo que ela aguardasse.
–Dona Aline, preste bem atenção — percebi que ela revirou os olhos com impaciencia, como se dissesse "você acha mesmo que precisa me dizer para prestar atenção no que diz? Quantos anos acha que tenho?", fingi que não percebi e continuei falando com ela — Claire, aquela modelo da Maison que é irmã do Paul, sabe qual?
Ela inclinou a cabeça para o lado como se sentisse pena de mim por ser tão estúpido e desprovido de inteligência.
–Sim doutor, sei quem é...
–Pois bem ela virá até aqui hoje, no final da tarde, que será daqui a pouco, então assim que ela chegar faça-a entrar, a estou aguardando sim? Ah, e a senhora está dispensada, não precisa ficar depois do horário hoje como havíamos combinado, não será preciso, errr ....obrigado!
–Tudo bem doutor! Pode deixar! Ah sim... Doutor Quil, tem.... – não a ouvi, estava muito absorto nos meus problemas e para piorar, precisava ligar para uma lista de pessoas e ela era extremamente vasta! Além do mais estava me sentindo um verme perto dela! Era melhor mesmo desaparecer sem deixar vestígio!
Entrei na sala, sentei na minha cadeira, fechei os olhos e soltei um suspiro longo, buscando forças para continuar a trabalhar. Sem ao menos abris os olhos, peguei o telefone e disquei para o primeiro da lista. De repente senti tocarem no fone e o tirarem da minha mão, colocando-o no gancho. Abri meus olhos irritado e dei de cara com Roxy que me encarou sorridente, caminhou de forma sedutora até mim e sentou lentamente no meu colo, como ela sempre fazia comigo. No seu corpo estava um daqueles vestidos mínimos que ela usava e que me deixavam totalmente fora de controle, e ela sabia disso!
–O... o que está fazendo aqui Roxanne, posso saber? — perguntei já levantando da cadeira, fazendo com que ela saísse de cima de mim. Isso não a intimidou, acho mesmo que eu a incentivei por que ela continuou vindo para o meu lado, me prensando na mesa, dando aquele sorriso extremamente convidativo que ela também sabia bem que me alucinava!
–Que isso amor! Você nunca teve medo de mim! Estou com saudade, quero você Quil! – sussurrou fazendo um biquinho e deslizando a mão na minha nuca, os dedos afundando nos meus cabelos, me puxando para ela, seus lábios já colando nos meus, sua língua .... AQUELA língua... ai meu Deus.... eu estava perdido! Que MERDA!!! MERDA, MERDA, MERRRRRRRRRDA!!!!
Fechei meus olhos e respirei profundamente, eu tinha que me controlar, estava com Claire agora, estava apaixonado por ela e não queria, DEFINITIVAMENTE, me envolver com Roxy novamente! Pensando assim, levantei os braços e fui deslizando pela mesa, saindo pela lateral, literalmente fugindo dela.
–Por que está fazendo isso comigo Quil? Justo agora que estamos livres para viver a nossa vida juntos?
–NOSSA vida? JUNTOS?!? Surtou, né?
–Nossa vida SIM! Você sempre me amou, sempre me quis! – sorri para ela de forma cínica, caminhando para o outro lado da sala, para bem longe dela! Ela então semicerrou os olhos e cruzou os braços. – Qual é a graça amor? Está rindo de mim?
–Rindo de você? Nãaaaaaaaaoooo... estou rindo do que você disse!
–Ah é? E por que, posso saber?
–Pode! Pode sim! Não acha que é um pouco hilário depois de tudo que aconteceu, de você rastejar atrás do Jacob por tantos anos e me escrachar o tempo inteiro, sempre negar que me amava e me humilhar, ficando direto com ele, inclusive na minha frente, dizendo que o amava e que se eu quisesse ficar com você teria que aceitar a condição de você com ele? Enfim, não preciso ficar aqui gastando a minha saliva, você sabe muito bem o que fez, não é mesmo? Bom, continuando, você não acha engraçado vir para cima de mim dizer que AGORA podemos viver a NOSSA vida e nos assumir?
–Não! Não acho! Não mesmo!
–Deus, como você é cínica! Aliás, a designação de cínica prá você está até suave.... você é uma vagabunda Roxy, uma piranha de luxo! – ela avançou em cima de mim querendo me dar uma bofetada, mas fui mais rápido e peguei sua mão no ar – Está achando que eu continuo o mesmo idiota de antes? Que vou cair que nem um pato nessa sua mania de me dar um tapa na cara toda vez que te falo umas verdades e eu ir prá cima de você e te pegar na marra? Está mesmo Roxanne?
–Amo você, Quil! Sempre amei! – encarei seus olhos totalmente incrédulo com a capacidade absurda de mentir que ela tinha.
–Você não tem limite mesmo! Como é dissimulada! Como pode? Meu Deus!!!
–É verdade Quil! Acredita em mim! – a puxei com força para mim, continuando a segurar seu pulso com uma força descomunal, sim, eu queria, e muito, machucá-la.
–Está me machucando! – resmungou manhosa, fazendo o charminho de sempre.
–A ideia é essa!!! Te pergunto novamente, você acha mesmo que vou cair nessa? Va-ga-bun-da!!! – disse com o rosto colado ao dela, acho que nem piscar eu não piscava, tamanha era a revolta em que estava. Ela olhou para os meus lábios e choramingou na tentativa de me dobrar.
–P-por favor Quil.... acredita em mim... amo você...
–Aham... me ama e mais a torcida inteira do Lions! Acha mesmo que continuo sendo aquele bocó que você costumava embromar? Me perdeu Roxy! Nunca mais quero te ver perto de mim! Agora vamos, saia daqui, estou muito ocupado! – disse empurrando-a para cima do sofá. Ela então caiu sobre ele aos prantos, percebi que estava desesperada, mas não quis saber, me virei e fui em direção à porta para abri-la e botá-la para fora, mas para meu azar, antes mesmo que encostasse na maçaneta, ela se abriu e por ela surgiu quem eu menos queria que aparecesse naquele momento, Claire!
Ela olhou para mim e para Roxy que ainda estava deitada no sofá. Sua saia suspensa pela violência com a qual a empurrei em cima dele e seus cabelos revoltos deixaram transparecer a Claire uma coisa que não havia acontecido. Se aproveitando da deixa, Roxy se sentou, ajeitando a roupa e fazendo cara de ter acabado de ter uma foda deliciosa. Claire então olhou para mim fechando a cara, virando e saindo da sala. Entrei em total pânico, o que fazer meu Deus?
–kkkkkkk.... você nunca vai ficar com ninguém Quil, é meu, só meu! Você me ama! Pode tentar fugir de mim o quanto quiser, sempre vai voltar e.....
Olhei furioso para Roxy que havia levantado do sofá e já vinha me atacando novamente e foi aí que veio a ideia, peguei-a pelo braço e fui arrastando-a porta afora, indo atrás de Claire, que passava pela ultima vidraça do corredor e apertava o botão do elevador com uma insistência desesperada. Corri ainda mais, não podia deixá-la entrar naquele elevador, precisava mostrar-lhe que era ela quem me importava agora.
Roxanne ia caindo pelo caminho e eu a arrastava e gritava para que Claire me esperasse. Com a graça de Deus a alcancei antes do elevador e assim que cheguei até ela empurrei Roxy contra a parede e me aproximei do seu rosto, olhando-a bem dentro dos olhos.
–Nunca mais me procure, entendeu??? Nunca mais!!!! Suma da minha vida!!! — minha voz saiu baixa e ameaçadora, se pudesse esfolava aquela mulher tamanho ódio que senti no meu peito.
–Vai me pagar Quil! – respondeu entredentes.
–Não vou pagar nada! Quem deve aqui é você! Suma!!!! – ela então escorregou pela parede, sentando desanimada.
Me virei e olhei para Claire que chorava copiosamente. Me aproximei dela e a puxei em um abraço forte, aninhando-a em meu peito.
–Não chore querida, não chore, é você quem realmente me importa... vamos, venha, vamos lá para dentro. – a abracei e fomos caminhando de volta para o meu escritório, enquanto Roxanne jazia no chão nos observando com os olhos em chamas.
Fiquei feliz, pela primeira vez desde que a conheci, não me deixei levar pelo tesão louco que tinha por ela, aquilo para mim finalmente era passado! Acho que nunca me senti tão liberto em toda a minha vida!
Entramos no escritório, e já ia puxar Claire para mim, quando ela me avançou e começou a me socar o peito com raiva, parecia uma alucinada.
–Que isso Claire, está doida?
–Você!!! Você e aquela vacaaaaaaaaa.....
–Pára com isso Claire! – disse tentando me afastar dela, que me seguia e continuava a me socar.
–Você ficou com ela, não é? Não é? Diz Quil!!!
–Não! Eu não fiquei com ela! – respondi calmamente na tentativa de também acalmá-la.
–Tá pensando que vou cair nessa encenação medíocre que você fez? Eu sei que vocês transaram aqui, nessa sala!!! Naquele sofá! – disse alterada. Agarrei então em seus braços e a segurei com força, ela lutou para que eu a soltasse, mas forcei a barra e a segurei com mais força ainda.
–Claire não teve nada!!! Nada!!! Pára com isso!
–Eu sei que você era apaixonado por ela, Paul me contou, ele me disse que você era louco por ela, e que a amava e.... – não a deixei continuar, agarrei em seus cabelos com raiva daquela cena ridícula, e a puxei em um beijo violento, forçando a língua por entre seus lábios, ela lutando contra mim, tentando fugir do meu aperto, do meu beijo, mas não deixei que ela se soltasse, fui empurrando-a de encontro à parede, aprofundando o beijo, fazendo com que ela se entregasse a ele de forma desesperada.
Claire puxou as mãos, tentando se soltar e assim que se viu livre, agarrou meus cabelos, puxando-os com força, mantendo meu rosto preso ao dela e se entregando ao beijo que se tornou ainda mais violento e lascivo. Deslizando minhas mãos até suas pernas, subi por elas, levando junto sua saia, expondo suas coxas e sua bunda redonda e farta que apertei em seguida com tanta força, que ela gemeu de dor na minha boca. Não dei trela e continuei beijando-a com violência, puxando o decote do vestido para baixo, expondo seu seio empinado pelo tesão louco em que ela estava, apertando-o, enquanto minha boca descia pelo seu pescoço e colo, deixando um rastro de fogo por onde passava. Assim que cheguei ao seio, praticamente o engoli, mordendo seus bicos e sugando forte, arrancando dela verdadeiros gemidos de puro prazer.
–Sente Claire, sente o tanto que sou louco por você, por seu corpo gostoso, cheio de curvas alucinógenas que me deixam insano e tarado para me perder nelas, enquanto faço amor com você!
–Omgggggg .... Quillllllllllll….. ahnnnnnnnnnn……. – sua voz já não saia, ela estava perdida em mim, perdida em nós. Sem pensar, puxei sua calcinha rasgando-a com violência, jogando-a longe. Voltei a beijá-la e levantando-a pelas coxas, fiz com que suas pernas enlaçassem a minha cintura e me enterrei nela sem dó! Ela era minha, MINHA!
Sentir seu corpo me envolver em seu calor me deixou ainda mais alucinado, eu entrava e saía dela como se aquele fosse o ultimo dia de nossas vidas! Em resposta Claire rebolava enlouquecida, transformando o ato em um verdadeiro furacão! Quando atingimos o ápice, falamos nossos nomes juntos, eu a apertei contra mim, me enterrando ainda mais nela, me derramando fundo, completando-a, fazendo-a parte da minha vida!
–Deus Claire, o que você faz comigo!!! Sou louco por você, por mais ninguém!!!! Eu te amo querida!!!! Entenda isso! – ela sorriu no meu pescoço e seu corpo voltou a latejar e me apertar forte, e em seu prazer, ela chorou, o que me fez abraçá-la ainda mais. — Ah meu amor, nunca mais duvide de mim!
–Nunca mais Quil! Me perdoa amor!
Me afastei e a olhei nos olhos banhados de lágrimas.
–Por Deus fica linda quando goza! – ela riu.
–Só você para me achar linda toda descabelada Quil!
–E que som lindo é esse?
–Som?
–É! Sua risada! Amo te ver sorrindo, feliz!
Ela passou a mão no meu rosto, afastando meu cabelo que caía na testa.
–Amo você desde o dia em que te vi menino!
–Menino?
–Sim, meu menino lindo! Te amo Quil!
–Também querida! Agora vem, precisa se recompor...- disse colocando-a no chão.
–Tudo bem.... me ajuda? – perguntou me olhando com cara de tesão.
–Safada!
–Lindo! Vem.... – ela pegou na minha mão e saiu me arrastando para o banheiro e lá, nos perdemos novamente na nossa bolha.
Mais tarde fomos para o meu apartamento. Aquela foi uma noite de muita conversa e muitas revelações. Contei a ela o que havia acontecido quando era mais novo e o que eu e Jacob aprontávamos com Roxanne. Disse a ela que na verdade a culpa não era de Roxy e sim minha e do Jake, dele principalmente por que nunca pensou na gravidade daquilo que fazia!
Roxy era muito mais nova que nós, Jacob foi o primeiro cara dela, e ela se apaixonou por ele na época. Ele era um babaca, não estava nem ai prá ninguém, ainda mais para mulher! Deu mole, já era! Ele pegava e largava!
Ela tentou de todas as formas prendê-lo nela, ele então começou a namorar com ela, mas não era um namoro, era uma espécie de sossega leão que ele deu nela, ou seja, no fingimento, ela se acalmava e dava sossego. Quem cobria as fugas dele era eu, e nisso me apaixonei por ela. Eu sofria muito vendo-a se arrastar atrás dele. Não foi apenas uma, mas várias as vezes que pedi a ela que nos firmássemos, que assumíssemos um namoro, um relacionamento mais sério e que ela o esquecesse, mas nunca ouve um nós, sempre era pelo Jake que ela se desmanchava.
Foi então que veio o grilhão que ela botou em Jacob, ela viu na vontade dele de fazer a empresa do pai crescer, a chance de prendê-lo nela! E no acordo ele teria que casar com ela e lhe dar filhos.
–Meu Deus! Paul tinha razão!!! Ele era um cavalo puro sangue, comprado para cruzar com ela!
–kkkkkkk... é mais ou menos por ai!
–E você nisso?
–Quase pirei! Falei diversas vezes com ela, tentando demovê-la daquela bobagem, mas o que ela fazia era transar com ele na marra e se preciso fosse, me usava para chegar nele! Cheguei ao ponto de transar com os dois para que ele cedesse em ficar com ela!
–Não entendi!
–Ele não queria saber mais dela, ai ela teve a ideia de apimentar a “relação” juntando mais um cara na transa.... quem foi o escolhido por ela? EU!
–Que nojo!
–Bom, na época não pensei assim, achei que ela poderia começar a me querer se eu fizesse o que ela queria.... depois disso teve outras coisas que ela foi fazendo, sem perceber estava numa total onda de sexo, transando com tudo quanto é cara que aparecia, com mulheres, e por ai vai....
–Deus me livre dessa mulher!
–Eu como sabia como ela era, só transava de camisinha, assim como Jacob, morríamos de medo de fazer qualquer coisa com ela desprotegidos! Mas achava que era apaixonado por ela e sempre ficava com ela novamente....
–Ahnnn... mudando de assunto, ainda bem que a Dona Aline foi embora assim que cheguei! Ela só estava me esperando chegar para sair...
–Aquela anta! Ela deixou Roxanne entrar sem me dizer.... – parei de repente, me lembrando do meu dialogo com a velhinha antes de entrar na sala, PQP!!!! — ÔOO Deus!
–Que foi?
–Ela tentou me dizer, mas como eu estava cheio de coisas prá fazer, nem ouvi o que ela tinha para falar! Tonto! – disse batendo na testa.
Claire se aproximou e deitou no meu ombro.
–Deixa para lá amor.... essa mulher não vale a pena! Pode deixar que quando a encontrar novamente, eu vou socar aquela cara de vaca dela e arrastá-la pelos cabelos para bem longe de você!
Sorri e a abracei, rolando com ela na cama, ficando por cima daquele corpo delicioso, deslizando a mão naquela coxa gostosa, e apertando sua bunda com força, fazendo-a gemer alto. Para amá-la, bastou um beijo de tantos mais que ainda lhe daria!
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