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22 Capitulo 22
Notas iniciais
Renesmee POV
Jesus, acho que nunca desci tão rápido uma escada na vida! Passei pela porta do prédio que nem uma bala, minha respiração estava entrecortada de tanto correr, meu coração estava aos pulos diante do medo de Jacob conseguir me alcançar. Assim que cheguei na beirada da calçada, ouvi o berro de Jacob saindo do elevador que nem um tiranossauro rex ensandecido, putz eu estava ferrada!!! Olhei para os dois lados e vi uma moto vindo em minha direção, entrei na frente dela e fiz sinal para que o cara parasse.
–Enlouqueceu Nessie!!! Quase te atropelo!!! — era Paul!!! Graças aos céus!
–Paul! Paul me ajuda, preciso sair daqui!
–Tá, precisa de ajuda! O que foi que você aprontou afinal? Desistiu do seu querido chefe e ele resolveu te matar?
–Affff .... mas será o Benedito!!!! Será que você pode me ajudar sem ficar me julgando o tempo todo?
–RENESMEE!!!! – a voz ensandecida de Jacob estava cada vez mais próxima e o idiota do Paul me olhando com cara de poucos amigos, parado na minha frente! É, estava realmente no sal! Olhei para Jacob que saia do prédio praticamente marchando e voltei meu rosto para Paul demonstrando todo o meu desespero. Ele então deu um sorriso de vitória e me estendeu o capacete sobressalente.
–Tudo bem Nessie, sobe ai! – peguei o capacete da mão dele e pulei na garupa da moto, abraçando-o pela cintura. Paul acelerou e saímos do estacionamento que nem dois loucos. Olhei para trás e vi Jacob parado no meio do caminho, sendo quase atropelado por um ciclista que passava. O ódio dele era palpável, mas sinceramente? Eu não estava nem ai! Ele que se danasse, eu não tinha absolutamente nada com ele, e se ele tinha decidido que não tinha que me dar satisfação de nada, então aquele relacionamento estava acabado! Fim!
Aproveitando da situação Paul acelerou a moto fazendo com que eu o abraçasse ainda mais.
–Nossa Paul,para que correr tanto!
–Não quer fugir do Jake?
–Agora já estamos longe! Não precisa entrar em órbita!
–Humm... não sei, ele também tem uma moto e acho que apesar da minha ser uma kavasaki Ninja a dele é uma BMW 1000SR, ou seja, corre bem mais!
–É, pode ser, eu não entendo nada de moto, mas sei que até ele pegar a tal da BMW 1000 sei lá o que, e vir atrás de nós vai demorar bastante, então esse perigo eu não corro!
–Que seja, mas estou amando você com esse medo todo e me agarrando desse jeito! Seu corpo grudado no meu é realmente uma delicia! – comecei a rir e dei um tapa no ombro dele.
–Idiota! Vamos diminui essa velocidade! – disse autoritária.
–Mas de jeito nenhum!! E arriscar você me largar? Sem chance!
–Olha só, diminui a velocidade e eu prometo que não te solto nem um milímetro!
–Não gosta de coisas radicais Nessie?
–Eu gosto! Só que não no meio desse transito louco de Nova York!
–Então já que você gosta, vou te levar em um lugar que você vai amar, vai poder sentir o vento no rosto!
–Tá! Eu vou, mas enquanto a gente não chega lá, diminui, por favor, estou vendo a hora que você vai bater em alguém!!!!
–Tudo bem princesa dos meus sonhos, você manda!
Pois é, ele disse que não ia mais correr, mas correu! Infeliz! Gritei como uma louca, mas o frio que subia pela minha espinha dorsal cada vez que ele trançava no meio dos carros e fazia uma curva, era simplesmente demais!!! Fomos parar em um lugar meio deserto onde, segundo Paul, todo mundo ia somente para poder correr sem ter ninguém no pé enchendo o saco, nem me perguntem que lugar era aquele, por que não saberia dizer!
Paul entrou na pista voando que nem um louco, deu duas voltas, com a moto inclinada, quase tocando no chão, meu Deus aquele homem era louco!!! Nunca gritei tanto na minha vida! E se ele não estivesse de jaqueta de couro eu teria estraçalhado a camiseta dele! De repente ele encostou no canto da pista, parou e tirou o capacete me encarando.
–E então? Gostou de andar na minha garupa?
–Se gostei?? Uau!!!! Foi demais! Adoro esportes radicais!!! Já fiz body jump, rapel.....
–Sério??? Sabe pilotar moto?
–Não.... ai também você já está querendo demais!
–Por que?
–Ah, meu pai não ia me deixar arriscar tanto! Ele odeia moto!
–Tem vontade de aprender?
–Tenho! Muita!
–Gostaria que te ensinasse? — sorri para ele achando aquilo o máximo, mas algo me dizia que ele estava era me enrolando.
–Tá de brincadeira, né? É capaz mesmo de você querer perder seu precioso tempo me ensinando a andar de moto!!
–Não! Estou falando muito sério! Quer aprender?
–Bom se você estiver falando realmente sério....
–Sim ou não?
–Sim!!! SIM!!!
–Bom, então vamos começar agora!
–Mas agora Paul, eu com essa sandália altíssima? Enlouqueceu? — ele então sorriu, pegou a mochila que ele levava, puxou de dentro dela um par de tênis e me entregou.
–Estava levando para a nossa próxima seção de fotos, precisava dar uma olhada no material para poder estudar o cenário, as poses que teria que te influenciar a ter. Bom que acha de experimentá-los antes? — disparei a rir, aquilo era muita coincidência!
–É, pelo visto você veio realmente preparado! Até fiquei pensando se você tinha uma namorada e esses tênis eram dela! – ele então sorriu e fez que não com a cabeça.
–Acho que você ainda não me entendeu Renesmee, mas não vou começar aqui mais uma vez um discurso chato sobre nós, por que vou acabar com a nossa primeira aula de pilotagem e quero que você aprenda a pilotar uma moto, por que tenho certeza que vai amar, e vamos poder participar de alguns rachas juntos! E acredite-me eu vivo enfiado em rachas! Kkkkk.... – Paul estava me surpreendendo! Que coisa incrível! Nunca imaginei que ele pudesse ser daquele jeito, era totalmente diferente daquele fotógrafo chato e arrogante! A-do-rei!!!!
–Hummm... tá, gostei da ideia! Vai, me passa esses tênis prá cá!
Sentei no meio fio, arranquei aquelas sandálias dos pés, calcei os tênis e fui para perto de Paul que me observava encostado na moto. Á medida que caminhava fiquei olhando-o de longe, ele era bonito, tinha um porte atlético, os braços cruzados faziam com que seus bíceps ficassem ainda mais definidos, era forte, viril, masculino!!! A camiseta branca se ajustava ao seu corpo como uma segunda pele, salientando o peito másculo, a barriga reta e lisa, a calça jeans negra, colada nas pernas grossas e bem torneadas, nos pés ele usava botinas que completavam o visual sexy e misterioso. Engraçado como ainda não tinha observado como Paul era sensual e delicioso!
–Ahmmmm fecha a boca Nessie! Vai babar! Kkkk....
–Ahn? O que? Ah! A ... a minha boca!
–kkkkk.... vamos, vem, está na hora de aprender alguma coisa! – ele estendeu a mão, me puxou e me colocou em cima da moto, em seguida sentou na garupa, ligou o motor que roncou suave e começou a me ensinar como pilotar.
Paul tinha uma paciência incrível! No inicio senti a moto meio pesada, acabei desequilibrando algumas vezes, mas ele sempre me ajudava e me orientava como fazer para que ela ficasse no prumo e como balancear o peso. Mais ou menos duas horas depois, eu já estava andando por todo o circuito, com Paul abraçando a minha cintura. Senti suas mãos firmes me pegando, seu corpo colado ao meu, sua respiração forte no meu pescoço, cada vez que falava alguma coisa, ele se aproximava do meu rosto, me fazendo sentir seu calor, por Deus, aquele clima era muito envolvente! De repente, Paul subiu as mãos e tocou de leve meus seios sobre a blusa, me fazendo arfar.
–Paul... eu....
–Não diz nada....só..... sente....
Aproximei do meio fio e freei a moto, fazendo com que parasse.
–Paul, eu não posso! – disse já descendo da moto.
Ele então desceu junto comigo e me segurou pelo braço.
–Me perdoa Nessie, eu.... bom, que você acha de tomarmos um sorvete? Sei que você gosta! Te ouvi comentando com Juan outro dia....vamos?
–Tudo bem! Tudo bem, eu topo! Adoro sorvete!
Ele me entregou o capacete, subi na garupa atrás dele e fomos em busca do sorvete. Paul parou na sorveteria, comprou os sorvetes, deixamos a moto estacionada e caminhamos até o Central Park.
– Que acha de sentarmos aqui no gramado, debaixo dessa arvore?
–Tudo bem! Concordo, esse sol está violento hoje! – sorri para ele, que retribuiu, me ajudando a sentar.
–Esse seu sorvete é de que mesmo Paul?
–Pistache, gosta?
–Já tinha visto, mas nunca provei, isso é bom? Tem cara de ser!
–Bom, eu acho! Minha mãe sempre fazia para a gente quando éramos pequenos...quer provar?
–Quero! – ele então pegou um pouco na pazinha e me deu. Assim que me aproximei para tomar o sorvete, ele puxou a mão para trás me deixando no vácuo.
–Puxa que nó foi esse? — ele riu e apontou para o meu copinho.
–Eu dou, mas quero um pouquinho do seu!!! De que é isso mesmo? É roxo! Kkkk....
–Açaí! É uma fruta brasileira, uma delicia!
–Então, vamos trocar pazinhas!
–Trocar pazinhas! Hummmm.....então vamos fazer que nem com espumante!
–kkkkkkkk... gostei! Vamos lá! – cruzamos os braços e tomamos o sorvete. Paul fixou o olhar no meu por alguns instantes e sorriu.
–Você é muito linda!
–Nada!
–É sim, sabe que é! E sabe muito bem por que todo cara que se aproxima de você carrega água na peneira prá te ter!
–Ah Paul, nada a ver!
–E não é só por que você é bonita, é por que é gentil, inteligente, você é alegre, divertida...
–Eu.... eu não sou assim.... – respondi sem graça.
–Se está dizendo isso por conta das ordens que deu em nós ontem, não diga, eu entendi perfeitamente o porquê daquilo, aliás, todos entendemos! – olhei para ele me lembrando muito bem do stress que tinha rolado entre nós no dia anterior e naquele dia mais cedo. Parecendo ler a minha mente, Paul balançou a cabeça, baixou os olhos e sorriu torto. – Tá, tudo bem que estressei um pouco hoje quando você me pediu desculpas... fui.... fui um asno! Eu estou com ciúmes de você com o Quil, o Jacob eu já tinha até acostumado com a ideia, mas saber que você está dando certo também com o Quil...
–Ah Paul, pelo amor de Deus, estou me relacionando com o Quil por que faz parte do meu trabalho! Além disso, em primeiro lugar não saio ficando com todo mundo que quer ficar comigo, também seria demais e ele... bom, ele foi o único que não me julgou, tudo bem que sei que fiquei descompensada por causa do velho babão, mas eu nunca poderia ter feito o que fiz com voces! Eu adoro a Karine e o Juan e você também!!!!
–Nessie, nem esquenta, todo mundo sabe que o Jacob é um insano quando se trata de trabalho, ele deixa todo mundo descompensado quando o assunto é esse, ele rala muito, gosta das coisas perfeitas, é um cara impressionante, extremamente profissional, mas tem seu lado de doido, né? E acaba arrastando todo mundo junto com ele. Além disso, teve o lance da Roxane, ai realmente ninguém aguenta, entendi o que você passou, tanto que nem disse nada na hora que você estava quase tendo uma crise histérica...
–Mas então por que você estressou hoje daquele jeito? Se me entendia, por que então... – ele se aproximou de mim e tocou de leve meus lábios, me fazendo calar.
–Olha só Nessie, sabia que estava com o Jake e acho que por que ele sempre pega todas as melhores prá ele, isso me fez acabar aceitando essa “imposição da vida” por assim dizer! Porém, ver sua foto no jornal junto com Quil e sabendo bem que você passou praticamente a noite com ele, não me deixou feliz! Imagina só! Puxa vida, será possível! – ele socou o ar demonstrando claramente a irritação que estava.
–Olha só Paul, eu não tenho absolutamente nada com o Quil! È só profissional mesmo!
–Então por que ele estava te abraçando hoje? Pareciam dois namorados!
–Nada a ver! O Quil é meu amigo, só isso! Nada além disso!
–Me explica então o porquê dele te levar para o evento no carro dele, e por que ficar te abraçando o tempo todo no evento, e por que de vocês saírem e irem para outro lugar e....
–Espera ai, como você sabe disso tudo? — ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos.
–Por que eu acabo sabendo de tudo que rola, eu.... – fiz uma cara de que não acreditava naquele papo, ele então sorriu sem graça.
–Tá, tudo bem, espionei vocês ontem.... quase morri quando vi o carro da empresa parando do lado do carro do Quil e ..... bom.... fui atrás.... me perdoe Renesmee...
–Ahmmm... sem problema... acho que erramos todos nessa, né? Mas vê se para com essa paranoia Paul, o Quil é só meu amigo, ele está me dando um suporte psicológico, por que o Jacob... bom, o Jacob é o Jacob!
–Humpf... de fato, o Jacob é o Jacob!
Ele então fixou o olhar em um ponto atrás de mim e o manteve por um tempo assim, ficamos em silencio olhando para a paisagem em volta. Paul então olhou para mim e manteve o olhar fixo no meu, levantou lentamente a mão, passando-a de leve no meu rosto. Senti nesse carinho todo o sentimento que ele estava nutrindo por mim, e aquilo me tocou fundo.
–Ah Nessie, se você me desse uma chance.... eu ia te mostrar o que é ser amada, como é ser respeitada como merece! – seus dedos resvalaram pelo meu pescoço e enroscaram nos cabelos da minha nuca, seu rosto se aproximou do meu lentamente, seus lábios roçaram os meus e sem querer meus olhos se fecharam em um aceite silencioso ao beijo que viria em seguida.- Nessie... é...tão....linda......
Paul cobriu meus lábios com os dele, sua língua invadiu a minha boca de forma delicada, e o beijo chegou tranquilo, suave. Suas mãos então agarraram mais meus cabelos, aprofundando o beijo, me despertando do transe em que estava e me fazendo afastar dele.
–Paul.... meu Deus, eu....
–Já sei, o Jacob!
–Não é isso Paul... eu não consigo ser assim... eu... a minha cabeça está uma confusão! O Jacob entrou na minha vida como um furacão, jogando tudo para o ar, transformando, destroçando....e.... eu simplesmente não consigo trocar as pessoas como se troca de roupa... agora mesmo eu estava lá com ele!!! Me sinto estranha! Não sei se estou me explicando direito, pela sua cara acho que não, mas .... olha só, gosto de você, sim você me atrai muito, não pense que não, por que sim, você me atrai, mas não consigo sair ficando com um, depois com outro.... um em seguida do outro e....
–Tá tudo bem Nessie, não precisa ter um ataque do coração... se você diz que eu te atraio já é meio caminho andado! E ... bom, consegui um beijo que não foi forçado, já é alguma coisa!
–Paul eu....
–Shhh,,, não diz nada.... só balança a cabeça para que eu saiba... tenho alguma chance? — olhei para ele que me observava atentamente, seus olhos pregados nos meus pareciam querer ler a minha mente, ver o que estava no fundo dela e tentar me entender.
–Não vou só balançar a cabeça.... sim, você tem uma chance, mas não agora, preciso de um tempo, preciso me libertar dessa profusão de pensamentos e sentimentos que o Jake me faz sentir... – ele sorriu e segurou meu rosto em suas mãos.
–Tá, tudo bem, vamos aos poucos, ok? Sem pressa! Vamos viajar juntos, eu estou na equipe que vai com você e o Quil, quem sabe consigo te conquistar? — sorri para ele.
–Isso é bom! Pensei que você não ia querer mais trabalhar comigo, ainda mais por conta de hoje de manhã...
–Esquece hoje de manhã, eu agi como um idiota! Não vai mais acontecer!
–Ufa! Ainda bem, por que você pega pesado quando está zangado!
–Me desculpa princesa....
–Já desculpei!
–Ok! Então vamos? Vou te levar para casa, deve estar cansada, afinal de contas o dia de ontem foi terrível e o de hoje.... bom, acho que o de hoje foi só emocionante!
–Realmente foi!
Paul me deu a mão e caminhamos até a moto que ele me deixou pilotar até na minha casa, sinceridade que eu estava amando aquele lance de moto e estava amando também aquele Paul, carinhoso, atencioso, sensual! Bom, tudo bem que ele não era o Jake, ele não me levava até o inferno e ao paraíso em questão de segundos, mas ele me atraia também, e me tratava com respeito o que Jacob não fazia. Aliás, eu nem queria mais saber daquele troglodita, insensível do Jacob Black! Se ele achava que eu não merecia uma palavra a respeito daquela Roxane e se ele achava que era só chegar em mim que eu ficaria novamente com ele, estava redondamente enganado! Isso não ia acontecer nunca mais!!! Estava mais do que provado que ele não me merecia e isso era definitivo na minha cabeça.
–Ahnnnn... um beijo pelos seus pensamentos! – olhei assustada para Paul que se aproximou de mim e me puxou para junto dele, seu sorriso era estonteante e aquilo me atraiu.... muito!
–Na verdade não é nada que valha a pena saber!
–Não?
–Não!
–Será que posso ganhar um beijo de despedida?
–Só se for um beijinho pequenininho! – ele riu e me puxou mais para ele.
–Tudo bem, um pequenininho. – ele então cobriu meu rosto com suas mãos e me deu um beijo delicado nos lábios, sua língua deslizou por eles e quando entreabri os meus em busca de ar, ele aprofundou o beijo, mergulhando os dedos nos meus cabelos, me mantendo presa na sensação dos seus lábios quentes. Da mesma forma que o beijo começou, terminou, Paul se afastou e passou a mão no meu rosto.- Até amanhã linda! Durma com os anjos e sonha comigo!
Ri para ele e entreguei o capacete que estava comigo, ele então o pegou e puxou a minha mão até seus lábios depositando um beijo nela. Em seguida subiu na moto, deu a partida e foi embora, me deixando sozinha com meus pensamentos.
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