Mjölnir Project - A Story of S.H.I.E.L.D.
3 Capítulo Dois
— Está tudo pronto, Banner? — perguntou Stark.
— Tudo certo. Podemos começar em alguns minutos — disse ele.Banner e Stark tinham quase tudo pronto. Por causa do desmaio de Alicia tiveram que adiantar o procedimento. Isso só deveria acontecer no fim da tarde e não antes do almoço. Algo havia dado errado e eles precisavam completar o procedimento urgentemente. Anos atrás, quando teve a doença que quase a levou a morte, Stark viu-se obrigado a utilizar o projeto da ARMA S.H.I.E.L.D. na garota. O projeto tinha início no momento que era injetado e depois de alguns anos precisava ser concluído, para a fase definitiva e irreversível. Porém, se não fosse concluído, a garota morreria por conta da doença que a infectou anos antes.— Coloca ela na mesa — disse Banner ao ver Rogers entrar com Alicia. Steve a colocou na mesa com o máximo de cuidado que pôde para que ela não se machucasse.Natasha estava aflita do outro lado da sala. Anos antes já vira a filha na mesma mesa em condições não muito boas e tinha medo do procedimento dar errado. Clint se encontrava neutro. Tentava acalmar Natasha a todo custo, mas quando viu que não seria fácil optou por deixá-la sozinha no canto da sala.— Ela vai ficar bem, Nath — disse Bruce. Natasha assentiu e encostou-se na parede, vendo Steve se encostar ao seu lado. Steve deu-lhe um sorriso fraco e ambos voltaram a olhar para a garota inconsciente sobre a mesa.— Tudo bem, Stark, vamos começar — disse Banner.— Vamos nessa — disse Tony.Banner sentou-se atrás de seu computador e então apertou alguns botões iniciando o procedimento. A mesa em que Alicia se encontrava começou a descer alguns centímetros e paredes de vidro que pareciam medir meio metro rodearam-na. Stark colocou um tipo de tampa em cima da caixa que se formara e ouviu-se um click que indicava o lacramento daquilo. Natasha respirou fundo e viu-se ainda mais aflita ao pensar no como sua filha respiraria estando em uma caixa daquele tamanho e completamente fechada. Sua aflição piorou ainda mais quando a caixa começou a encher-se de água.— Meu deus — disse Natasha cobrindo sua boca em seguida. Steve, que estava ao seu lado, passou o braço por seu ombro na tentativa de acalmá-la, mas Natasha ficou em estado de choque.Apenas observava o que acontecia com sua filha, vidrada, sem prestar atenção em mais nada além de Alicia.Stark moveu-se até uma mesa que continha vários tubos com agulhas nas pontas. As agulhas eram um pouco maiores que as agulhas normais por conta do líquido escuro e viscoso que passaria entre elas. Líquido esse que se encontrava em um tubo de meio metro de altura e quinze centímetros de diâmetro e estava conectado aos demais. — J.A.R.V.I.S., Conecte os tubos — disse Tony.— Sim senhor — disse J.A.R.V.I.S. e então o braço mecânico começou a se mover em direção aos tubos. Um por um os tubos foram colocados nos pequenos buracos que tinha na superfície da caixa de Alicia. Cada tubo colocado, um novo clique se ouvia, indicando que faltava pouco para o início do procedimento.Quando todos os tubos já estavam em seus lugares, Stark deu uma última checada e apertou o botão amarelo na mesa onde os tubos se encontravam antes. Dentro da caixa, as agulhas que estavam nos tubos adentraram no corpo de Alicia. Natasha deu um grito abafado e abraçou Steve, escondendo o rosto. Rogers, que ainda não havia visto Natasha daquela forma, sentiu-se estranho ao encontrá-la tão apavorada. Alicia, ainda dentro da caixa, remexeu-se um pouco e abriu os olhos a tempo de ver a máscara que se colocava automaticamente em seu rosto. Banner olhou para a menina, presa como uma cobaia de cientistas loucos e percebeu que nunca sentiu-se mais angustiado. Bruce apertou algumas teclas em sua máquina e então um tipo de correntes foi colocada nos pulsos e tornozelos de Alicia.— O que estão fazendo? — perguntou Natasha.— Você sabe o que pode acontecer, Nath. Precisamos prevenir que aconteça algo. Precisamos contê-la caso ela tenha o gene — disse Bruce levantando-se e olhando fixamente para ela. — É para a segurança dela. Confie em mim, eu não o faria se não fosse necessário.Natasha encarou-o por alguns segundos e assentiu, fazendo com que ele voltasse a atenção ao procedimento. Stark encarou Banner por alguns segundos e em seguida apertou o botão vermelho em sua mesa. O tubo de líquido viscoso então começou a se esvaziar, sendo dissolvido em algo mais que somente os dois sabiam o que era. E, aos poucos, aquilo foi sendo injetado em Alicia.A garota, dentro da caixa, contorcia-se. Era nítido que se não fosse pela água e pela máscara, poderiam ouvir seus gritos. Também era perceptível que se não fossem as amarras, ela estaria se contorcendo com tamanha dor que estava sentindo. Bruce desviou o rosto da menina e quando voltou a olhar já não era possível ver Alicia. O líquido viscoso entrara de alguma forma de contato com a água, deixando-a escura como ele próprio.Banner virou-se rapidamente para seu computador e mandou-o alguns comandos e logo a água do recipiente era escoada. Stark tratou de tirar as agulhas. Natasha tentou aproximar-se mas foi segurada por Steve. Banner viu a garota ali dentro e espantou-se ao notar que seu cabelo já não era mais ruivo. Eles assumiram um tom escuro. Não preto. Castanho, talvez. Mas nada comparado ao antigo ruivo que somente os Romanoff tinham.
Bruce irracionalmente socou o vidro, que se estilhaçou logo em seguida. Ao perceber o que fizera, tratou de tirar Alicia de dentro da caixa, colocando-a na mesa que havia a poucos metros de lá. — J.A.R.V.I.S., verifique como ela está, por favor — disse ele antes de se afastar.— Ela está bem. Batimentos um pouco acima do normal, mas nada que possa prejudicá-la. O líquido em contato com seu corpo causou algumas mudanças como a cor do cabelo. Mas ela está perfeitamente bem. Mas acredito que uma análise mais profunda deva ser feita, senhor — disse ele.— Faça — disse Banner olhando para a garota. Ele não podia deixar que acontecesse com ela o mesmo que aconteceu a ele. Virar um monstro não estava nos planos que ele fizera para ela. E ele sabia que nem nos de Natasha. J.A.R.V.I.S. injetou uma agulha no braço de Alicia, que estava desacordada, e em poucos segundos afastou o braço mecânico para que pudesse examinar os testes.— Ela vai ficar bem — disse Tony. — Confiem em mim. Eu sei o que faço.Steve olhou severamente para Tony. Mesmo em um momento de aflição ele conseguia demonstrar ser um completo babaca. Natasha agora estava ao pé da mesa onde Alicia se encontrava. Examinava cuidadosamente cada movimento da filha. Até mesmo o modo como o peito subia e descia devido a respiração.— Senhor, tenho más notícias — disse J.A.R.V.I.S..— O que você descobriu J.A.R.V.I.S.? — disse Steve.— As células de Alicia estão como as do senhor Rogers. Passando por mudanças constantes e tornando-se mais fortes. Mas também tem traços do D.N.A. do senhor Banner, o que pode não ser muito bom para a menina, a julgar por sua personalidade — disse J.A.R.V.I.S..— O que quer dizer? — disse Natasha com medo da resposta que todos pareciam estar pensando.— Quero dizer que… — começou ele sendo interrompido por Tony.— Teremos outro verdão na família.— Não, senhor — disse JARVIS.— Não? — disse Tony perplexo.— Que temos algo muito mais perigoso que o Hulk nas mãos — disse Banner.
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