Notas iniciais
Demorei mais cheguei D: .
Anee me pediu - leiasemandou - pra postar o/ .
Cornwall reeeeeeeealmente existe e lá realmente tem um... precipício, assim dizendo. É lindo e é cheio das praia s2. Enfim, boa leitura *-*

Imagine uma garota de dezesseis anos que possui tudo em sua vida; dinheiro, amigos ricos e dinheiro. Iullia Ai Kluivert era essa garota; Contradizendo todo o significado de seu nome do meio, que nossos pais escolheram com todo carinho e atenção, Iullia era o tipo de garota daquelas séries de TV, onde fazia de tudo para atrapalhar o casal protagonista e ela não fazia isso porque era rejeitada ou coisa do tipo – ela não conhecia a palavra não – mais sim por prazer de ver a desgraça alheia.

Iullia era a caçula dos gênios Kluivert, como normalmente era referida; Minha irmã pirava por toda a atenção ser direcionada a mim, filho mais velho e abençoado pelos genes dos meus pais em questão intelectual e aparência, mas eu sinceramente não me importava muito com essas asneiras, eu apenas queria fazer as minhas coisas sem ninguém no meu cangote e pronto, entretanto essa regra não valia para ela; Se desesperava se não fosse o centro das atenções e tinha crise de ciúmes se nossos pais perguntassem primeiro a mim como havia sido o meu dia. Ela era no mínimo, uma garota difícil.

Alguns dias antes da minha vida virar do avesso estávamos em casa, eu no meu quarto acompanhado e ela no dela provavelmente no telefone conversando com algumas de suas amigas sem cérebro. Oliver, um primo do meu lado paterno que normalmente eu usava para brincar de casinha estava me acompanhando no vídeo game enquanto ouvíamos música e comiamos besteira, coisa que normalmente fazíamos tanto quanto juntos tanto separados.

- Sebastian – a voz carregada de sono veio acompanhada com algumas batidas na porta – Posso entrar?

- Não – atirei na cabeça do zumbi que veio, porém o outro me pegou – Hunter filho da puta!

A porta foi forçada em vão; eu sabia que ela tentaria entrar de qualquer jeito.

- Sebastian Kluivert – seu tom de voz se alterou, tirando gargalhadas de Oliver – Abra a porta!

- Vá se fuder porra, to ocupado. – Oliver riu ainda mais – Some daqui, xô.

Os passos dela foram ouvidos do outro lado da porta, de tão forte que ela batia o pé no chão, como se estivesse marchando. Oliver riu um pouco mais das atitudes infantis da prima e deu pause no jogo quando chegamos à sala de salve.

- Sou só eu ou ela parecia chateada? – se ajeitou no puff – acho que devia pegar mais leve com ela.

- E desde quando você se preocupa com ela? – arqueei a sobrancelha – Devia se preocupar com você.

Ele gargalhou e girou o corpo, ficando de frente para mim e abriu as pernas de forma obscena, me provocando. Levantei do puff indo a sua direção, entretanto quando nossos lábios estavam consideravelmente pertos ele virou o rosto e girou novamente o corpo, pegando o joystick.

- Só quando você for bonzinho com a sua irmã Sebastian – tirou o jogo do pause.

- Serei bonzinho com ela, mas pode ter certeza que não com você – revirei os olhos e fui em direção a porta.

- Tanto faz Sebastian.

Sai do meu quarto e olhei para os dois lados do corredor, não havia ninguém. Fui em direção à esquerda, onde a antepenúltima porta era a dela e dei três batidas de leves na porta e ela se abriu; seu cabelo estava preso com um coque no alto da cabeça, o telefone estava entre o ombro e a orelha e ela estava lixando as unhas. Ela deixou a porta aberta e virou as costas, eu entrei no quarto fechando a porta logo em seguida.

Pela sua conversa no telefone, dava para mostrar o tão fútil minha irmã caçula era e também mostrava o motivo de ela ser o terror dos calouros no colégio. Planejava alguns trotes um tanto grotescos e falou mal de algumas meninas de sua sala e eu apenas observava tudo sentado em sua cama e ela fingia que eu não estava ali, como eu normalmente fazia com ela.

Não que isso me incomodasse.

- O que quer aqui, Sebastian? – pôs a mão na cintura e desligou o telefone.

- Saber o que você queria comigo – cruzei as pernas e ela cruzou os braços.

- Agora você quer saber? – fez uma cara de desprezo engraçada – Também não conto.

- Ah não vai contar? – Sorri para ela, vendo-a se encolher – Veremos.

Eu a puxei pela cintura, derrubando-a em cima de mim e lhe enchendo de cócegas, arrancando risadas escandalosas, ela não sabia se controlar quando recebia cócegas e esse era o meu método de lhe arrancar as coisas, sempre dava certo.

Nós dois normalmente não tínhamos momentos assim, mas era por minha causa que sempre a afastava pelo seu jeito estranho, insensível e fútil; eu detestava pessoas assim. Quando percebi que ela estava vermelha demais, parei, esperando-a recuperar o fôlego.

- Você é um bobão irmão... – seu corpo relaxou em cima do meu e ela fechou os olhos. – Eu apenas queria isso.

- Isso o que? – desfiz o coque, deixando seus cabelos castanhos se soltarem e espalharem entre nós.

- Ficar perto de você.

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- Enfim – nosso pai suspirou – podemos aproveitar que estamos sem muitos trabalhos e viajarmos.

- Para onde? – minha mãe pareceu interessada na proposta – Pra falar a verdade, acho que temos um lugar

- Onde? – Iullia e Aaron perguntaram ao mesmo tempo.

- Nossa casa de praia – ela sorriu – Não vamos lá desde que Iullia nasceu, praticamente.

Apesar de estar ouvindo a conversa, preferir não me meter no assunto, já que nem viajar eu estava a fim.

- Sebastian? – minha mãe estalou os dedos perto do meu rosto, me assustando – Filho?

- Perdão, estava distraído. Pode repetir a pergunta?

- Viagem, casa de praia, Malibu – Iullia disse pausadamente.

Nossa casa de praia em Malibu? Eu nem sequer sabia que ainda a tínhamos de tanto tempo que não íamos lá. Contrai os lábios, eu não tava a fim de pegar o sol de Malibu, não mesmo.

- Por que não Cornwall? Eu não tava a fim de ficar em Malibu, que só tem praia e praia. – alguns bordeis e cassinos também, mas eles não precisam saber disso – E evita muito mais a fadiga.

Todos acabaram concordando e foi a partir desse dia que todos nós achamos que devíamos ter ficado em casa.

Notas finais
Foi revisado, mas qualquer erro, já sabem D:
Beijos e até s2