Mizpá

6 Can You Say Goodbye?


Notas iniciais
YAAAAAAAAAAAAAAY, Segunda! (avá)
Estão prontos para mais um capítulo da vida tranquila e perfeita de Sebastian? (só que não)
Mas enfim, leiam, e até as notas finais. ^^~♥

Acordei com uma voz completamente conhecida por mim cantando, meu corpo estava infinitamente mais relaxado, mas minha cabeça estava uma zona pelo sono perturbador. Fui começando a despertar mais com as vozes no meu quarto, senti que minha mão estava entrelaçada com a de alguém, olhei para o lado e vi Connor sentado no chão, de costas para mim, segurando minha mão e cantando para o nada, aquela posição no mínimo era desconfortável.

– Oceans of angels oceans of stars down by the sea is where you'll drown your scars.

– Não me lembro dessa música ser da Disney, anjo. – disse sonolento.

Ele se assustou e olhou para trás, sorrindo em seguida por me ver acordado. Levantou-se do chão, deitou em cima de mim e me deu um leve selinho; mexeu nos meus cabelos e riu, ele adorava a cor do meu cabelo.

– Tento te imaginar moreno – gargalhou – Por que pinta o cabelo de azul?

– Porque sou um menino rebelde – bocejei – Acabou o seu estoque de músicas do Elvis?

– Passou essa música na TV, fiquei com ela na cabeça – deu os ombros.

Seu rosto parecia um pouco cansado, mas ele continuava com um sorriso infantil no rosto, enchendo o seu rosto de covinhas e inflando suas maçãs faciais. Meu Deus, como aquele garoto era encantador, parecia mais uma criança do que qualquer outra coisa.

– Preciso contar algo pra você, Courtney Love. – me virei, jogando-o na cama. Ele se manteve calado, apenas esperando que eu começasse e eu quase não tive coragem, pois desfazer aquele sorriso tão infantil era uma verdadeira pena – Meus pais querem me tirar daqui...

Ele arqueou a sobrancelha.

– Como assim?

– Eu tive alta, falaram que meu problema para dormir não precisa ser tratado aqui.

Ele me olhou surpreso, abriu e fechou a boca algumas vezes, porém não disse nada. Ele provavelmente estava triste com aquela notícia, mas não era como se eu realmente quisesse ir embora. Ele mordeu os lábios levemente e abaixou o olhar, tentando não se mostrar infinitamente chateado. Nós éramos companhia um ao outro desde sempre, era difícil depois de tanto tempo, ficarmos separados.

– Eu acho que isso é sei lá... Bom? – torceu o nariz, afaguei seus cabelos encaracolados e macios e o puxei pela cintura, sentindo o seu cheiro suave e único. – Mas espera... – ele fez uma cara de ser a pessoa mais inteligente do mundo – Se você veio aqui pela Somnifobia, como depois de anos preso aqui, dizem que você não precisa ficar mais por conta da Somnifobia?

Ele arqueou a sobrancelha e me olhava de forma intrigante, Connor não era a pessoa mais perceptiva do mundo – não estou ironizando – pra falar a verdade, ele normalmente não colocava sua cabeça para funcionar para nada inteligente e também jamais perceberia se do nada metade do prédio caísse. Eu me mantive calado e ele se sentou, ainda olhando para mim.

– Explicações, please? – ele disse sério e eu precisei continuar calado – Por que você mentiu Sebastian?

– Não faça de conta como se você também não tivesse os seus segredos, Connor. – suspirei.

– Não mude de assunto! – ele torceu o nariz rapidamente – Por que você mentiu Sebastian?!

A voz dele se alterou levemente; não contar algo não era necessariamente mentir, era? Ele continuou me olhando feroz e fixamente, como se tentasse arrumar uma forma de arrancar o que ele queria saber por telepatia. A porta se abriu e Jolene apareceu com dois copos térmicos que pelo cheiro, era café. Ela arqueou a sobrancelha confusa e olhou pra mim, pedindo uma explicação.

– Tão discutindo a relação? – ela entendeu mais olhando para Connor – Tô vazando.

– Nem pensar! Volte aqui Jolene! – ele se levantou, tropeçando nos próprios pés.

Jolene me olhou com a cara mais desagradável do mundo, como se fosse culpa minha se Connor teve uma luz acesa no topo de sua cabeça logo agora. Maldição.

– O que o Sebastian tem Jolene? – Ele parecia determinado em descobrir – Fala logo mulher!

– Puta que pariu – suspirou – Eu devia ter trago uísque invés de café...

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Jolene contou toda a minha novela mexicana para Connor, que parecia ter se arrependido de ter insistido tanto em saber; O clima estava longe de ser dos mais agradáveis, a morena tentava ignorar toda aquela tensão no ar, implorando para que eu desse uma desculpa para que ela saísse do local, eu precisava mesmo ter a minha última conversa com ele.

– Ligue para os meus pais Jô, por favor? – eu tentava ignorar os olhares sofredores de Connor para mim – Amanhã mesmo eles devem vir me buscar...

Ela apenas bebericou o expresso em seu copo e saiu do quarto sem dizer nada. Encarei Connor por um momento e ele esticou seus braços, pedindo um abraço como uma criança. Suspirei e fui até ele, recebendo seu abraço caloroso e culpado.

– Você vai me perdoar, não vai? – disse com a cabeça no meu peito, Connor e eu tínhamos uma diferença de tamanho – Eu só fiquei... Chateado por não saber absolutamente tudo de você.

– Não há muitos motivos para desculpas – depois de um tempo retribui o abraço, senti o seu corpo relaxar – Eu também não sei tudo de você e não fico cheio de crise como você.

Ele me apertou mais e levantou a cabeça, olhando ainda triste para mim.

– Você é tão... Perfeito – como eu odiava essa palavra – Às vezes eu lhe via aflito, sempre percebi que a relação com seus pais no início era meio estranha, sempre quis saber do que se tratava, mas nunca consegui pensar em uma possibilidade de uma família tão perfeita, por o filho nesse lugar... Até agora.

Eu passei meus braços pela sua cintura, ele pelo o meu pescoço e nos beijamos; ele estava com gosto de café com leite, por ter bebido o líquido que Jolene havia trago para ele. Connor me puxou mais para si, aprofundando o de forma quase desesperada, o gosto de café foi sumindo e sendo substituído pelo gosto salgado e amargo de suas lágrimas, me separei dele para ver o que estava acontecendo; seus olhos negros estavam vermelhos, assim como seu nariz.

– Sebby – soluçou – não vá embora da minha vida como todos fizeram Sebby – seu choro se tornou mais alto – por favor.

Meu coração pesou mais do que milhares e milhares de caminhões, o apertei mais em meu peito.

– Eu jamais lhe deixaria, Connor.

Notas finais
Eu fico super nervosa/anciosa pra postar, pra ver o que vocês acham, se tá legal, se tá ruim... Por favor, deixem reviews com a opinião de vocês, ok? Acho que merecemos esses reviews! Até quinta, então~!!♥