Mithologics-as Pedras Do Olimpo
14 Capítulo 14-Problemas No Universo Paralelo
Notas iniciais
Todos não entenderam o que Ágata disse, apenas as feiticeiras, que estavam de braços cruzados, com roupas normais agora.
–Como assim “Universo Paralelo”? –Lily pergunta.
–É um universo, um mundo, criado por Hades... –Ágata explica.
–Hades criou um universo?! Como?!-Peter diz indignado.
Ágata, sentando-se numa das cadeiras, explica:
–Quando Hades foi expulso a participar do Olimpo e obrigado a ficar no mundo inferior, ficou com muita raiva... Com um ódio inexplicável... Então, com a ajuda da sua esposa Perséfone, criou um mundo igual a esse, controlado por ele, dominado por ele, como ele queria que o mundo fosse... –Ágata pausa.
–Mas isso não está certo!-Sam exclama.
–Sim... Foi aí que os deuses descobriram e conseguiram banir ele de lá... –Ágata diz-Mas mesmo assim, com a ajuda de Perséfone, às vezes eles volta lá, para ver como estão as coisas...
–E esse mundo tem contato com o nosso?-Lily pergunta.
–Apenas se o portal que alguém entrar ou sair –mesmo que sair seja difícil- fique aberto... –Ágata diz-Mas eu sei pouca coisa sobre esse universo criado por ele... Só sei que a base é: o que é bom aqui é ruim lá e o que é ruim aqui é pior lá...
–E nós temos que ir lá?!-Peter diz indignado.
–Peraí, você disse que esse universo não tem contato com o nosso... –Lily pensa-Então, ou algum portal está aberto ou como é que a pedra foi parar lá?!
–Tem razão... –Ágata diz se levantando-Precisamos de vocês... –Ágata olha para as feiticeiras, que se olham num olhar de medo.
–Não dá... -Carmen diz.
–Se vocês irem e não voltarem, dará problema para gente... –Ashley explica.
Ágata levanta a mão, simbolizando que ela daria a sua palavra.
–Eu, Ágata, descendente de Atena, dou a minha palavra que se acontecer algo, a responsabilidade será nossa...
As feiticeiras se olham novamente.
–Tudo bem... –Jessica diz.
As quatro organizam um círculo com os jovens e colocam no meio desse círculo uma pedra roxa, arredondada. Em volta desse círculo elas fazem outro círculo, dando as mãos.
Começam a dizer e praguejar em grego antigo um feitiço forte, que fez Ágata, Peter, Sam e Lily sentirem uma força estranha.
A cada palavra que as feiticeiras diziam, a pedra roxa brilhava mais claramente e forte.
Uma força faz os heróis ficarem tontos e fecharem os olhos. Tudo fica borrado e eles são sugados pela pedra.
Ao abrirem os olhos, estavam em outro lugar. Num corredor de um castelo, talvez... Entre as janelas verticais e retangulares, entrava uma fraca luz roxa, que ilumina pouco do grande e escuro corredor...
Essas pequenas janelas retangulares eram divididas em três em três a cada cinco metrôs mais ou menos, ou seja, pouca iluminação.
–Mega estranho... –Lily disse quebrando o silêncio.
–Pelo que sei... –Ágata começou-A gente não viu nada...
Eles começaram a andar pelo corredor.
–Cuidado... Aqui os monstros são piores do que no mundo real... –Ágata advertiu.
Eles passam por uma porta de pedra.
–Ei, tem algo escrito aqui... –Lily disse.
–Acho que tenho uma lanterna... –Ágata diz tirando do bolso uma pequena lanterna-Achei!
Ela ilumina o pedaço indicado por Lily, onde dizia GÓRGONAS escrito por algo pontudo, talvez por uma pedra ou um pedaço de pau.
–O que isso quer dizer?-Lily pergunta.
Exatamente do outro lado da porta, se ouve um chiado de serpentes se arrastando pela parede.
–Acho melhor não descobrir... –Ágata diz.
Eles continuam andando pelo corredor, onde tinha mais portas com mais nomes: CICLOPES, MINOTAURO, HARPIAS...
E a cada porta, barulhos saíam: rugidos, gritos, pios de aves, chiados, um bater de asas...
–Então será que é verdade?... –Ágata diz olhando para baixo.
–O que é verdade?-Lily pergunta.
Um barulho é ouvido. Atrás dele, uma parede é quebrada e uma pata com garras enormes e afiadas aparece na parede.
–Temos que sair daqui... –Ágata diz correndo.
–O que?! Por quê?! –Lily diz correndo atrás dela.
Todos correm, fugindo do monstro que estava prestes a perseguir os quatro...
–Ágata, dá para explicar alguma coisa?!-Sam reclama.
Ágata puxa os quatro para trás de um grande pilar...
Ela estica um pouco a cabeça e vira os olhos e vê uma enorme sombra... Um monstro andando, de quatro, devagar pelo corredor... Ela não conseguiu ver o que era por causa da pouca iluminação, mas parecia ser um felino grande, como um leão, mas vinte vezes maior...
–O que é aquilo?-Peter pergunta.
–Não sei, não tenho visão noturna... –Ágata retruca-Nós precisamos sair daqui! E sem que essa coisa nos veja!
–Pelos lados, está tudo escuro!-Lily sugere.
O barulho das patas do monstro percorria pelo longo corredor.
–Nós não podemos arriscar, eu acho que esse monstro pode enxergar no escuro... Viveu aqui desde que... Ahn... “Nasceu”!-Ágata diz.
–Só tem uma saída... –Sam diz.
–Aonde?-Peter pergunta.
–Por baixo... –Sam responde. Embaixo dos pés deles estava uma grade para escoamento da água, grande o bastante para todos passarem...
–Mas como vamos passar? Tá fechado... –Lily repara.
–Deixa comigo... –Sam diz, se ajoelhando. Ele cria uma pequena fagulha elétrica no dedo e começa a cerrar uma parte da grade...
Ágata vê o monstro, que anda lentamente movendo a cabeça de um lado para o outro, para tentar ver algo. Quando ele passa, todos os monstros presos ficam em silêncio...
–Rápido... –Ágata apressa.
–Tô indo o mais rápido que posso... –Sam responde.
–O mais rápido que você pode não é o suficiente!-Ágata retruca.
A garota vê que o monstro está chegando, apenas por sentir sua energia negativa...
Sam termina de cerrar o escoamento e abre. Peter ajuda Lily a descer e depois desce, seguido por Sam e depois Ágata, que fecha o escoamento novamente.
O lugar onde estavam agora era um pouco mais iluminado por algo que eles não sabiam o que era. Eles estavam dentro de uma espécie de tubo de esgoto, que não era usado há muito tempo. Era verde e em algumas partes tinha um musgo verde escuro.
–Nojento... –Lily comenta.
O monstro que os perseguira agora estava bem acima deles, farejando.
–Cuidado... Vamos sair devagarzinho... –Ágata sussurra.
Os quatro andam em passos silenciosos. Lily desviava com nojo dos musgos na parede
Eles seguem pelo túnel, viram à direita e andam mais um pouco, até que chegam à saída: um penhasco que parecia não ter fim. Do outro lado estava outro túnel de esgoto verde, com musgo como se fosse uma barba.
–E agora?-Peter sussurra para o monstro não ouvir. Ele podia estar acima deles naquele instante.
Ágata olha para cima e vê uma espécie de lustre com uma chama roxa no meio, o que iluminava...
–Você não tá pensando em... –Sam diz.
Ágata tira da bolsa uma corda com um gancho.
–Ágata! Não!-Peter exclama.
A garota gira um pouco a corda e a lança para cima, contando com a sorte para o monstro não a ver. O gancho encaixa perfeitamente no lustre. Ela puxa para se certificar que era seguro, e parecia que era...
–Ágata, não... –Lily adverte.
–Eu vou... –Ágata diz.
Ela respira profundamente e entrega sua bolsa para Sam, com todos os seus pertences.
–Toma... Se algo acontecer, eu grito, para distrair o monstro enquanto vocês fogem... –Ágata diz.
–Ágata... –Sam diz triste.
Peter chega bem perto de Ágata pelas costas, e com uma mão na cintura da garota e a outra em seu ombro, diz amigavelmente:
–Nada vai acontecer. Tudo vai ficar bem...
Quando Ágata ouviu aquelas palavras vinda docemente da boca de Peter, sentiu um calor inexplicável no corpo e tomou coragem. Pulou do cano e atravessou o abismo. Estava querendo gritar, mas o medo de o monstro a ver a fez desistir.
Os três que ficaram viram Ágata entrar. O outro túnel era escuro, o que impossibilitava de ver Ágata lá dentro.
–Ágata?-Lily pergunta.
Um silêncio.
–Ágata?!-Peter diz.
Quando iam perguntar por ela outra vez, um barulho estrondoso sai do cano em que Ágata estava. Também sai de lá um "Ai!" da garota e a corda desliza pelo túnel, se soltando no ar, ficando pendurada no lustre.
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