Mithologics-as Pedras Do Olimpo
11 Capítulo 11-Treinando Hipismo...
Notas iniciais
Os quatro passavam pela sala de Poseidon.
–Eles levavam a sério esse negócio... –Peter diz.
–Eles levavam e levam a sério porque É sério... –Ágata adverte.
–Temos que ir... Achar a pedra... –Sam diz.
–Tem razão... –Ágata concorda girando para achar a saída para a próxima sala.
Eles caminham até uma abertura na parede. Quando eles passam, uma porta se fecha atrás deles, tronando o caminho sem volta...
Agora estavam numa sala ampla e enorme, com uma pequena passarela de pedra. Nas paredes circulares, tinha alguns canos abertos.
–Onde estamos?-Peter pergunta.
–Essa é a passagem do santuário de Poseidon para outro... –Ágata informa.
Um ruído é ouvido.
–O que foi isso?-Ágata pergunta.
–Parece ter vido dos... Canos?! –Sam diz. E ele estava certo, dos canos começa a sair água.
–Oh droga!-Ágata diz correndo. Um barulho de jaula sendo arrebentada é ouvido.
–E agora? O que foi isso?-Lily pergunta.
–Só não olha para baixo... –Peter diz.
Lily olha para baixo e além de ver a grande altura em que estavam, vê que na água tem algo boiando... Troncos...?
–Aquilo são tronc... Oh droga! São crocodilos!-Lily exclama.
Todos correm pela plataforma, para não se desiquilibrarem e correrem o risco de virarem comida de crocodilos... Mais a frente lá estava... Uma parede bloqueando passagem...
–E agora?-Peter pergunta.
–Sam... –Ágata diz.
–O que?-Sam diz como se tivesse acabado de cair de paraquedas-Não! Você não quer que eu...
–Explode a parede!-Ágata diz.
–Não sei se consigo... –ele protesta.
–Sam! Você é descendente de um dos três grandes... Zeus!-Ágata diz-E além do mais é só um raio e essa parede cai...
–Tudo bem... –Sam diz levantando as mãos e fechando os olhos para se concentrar. Suas mãos brilham e dois raios saem de suas mãos. Uma nuvem de pó sai da explosão. Quando a poeira voa, eles veem que não é apenas uma fina parede...
–Oh droga... –Lily diz.
–Gente... Não entrem em pânico... Mas os crocodilos estão chegando perto... –Peter diz.
–Vamos ter que pará-los... –Ágata diz sacando a espada. Peter faz o mesmo e os dois ficam no meio da passarela de pedra.
–Sam... Tenho que ajudá-los... Vai destruindo a parede... –Lily diz com seu arco em mãos.
–Eu não sei se consigo... –Sam fala-Sei lá! Acho que não estou prepa...
Lily se aproxima e lhe dá um beijo.
–E agora?-ela diz depois de beijá-lo.
–Vai lá!-Sam diz levantando as mãos e soltando raios como se escavasse a parede.
–Quantos crocodilos são?-Lily pergunta com arco e flecha prontos para a ação se algum monstro aparecesse.
–Não sabemos... –Ágata fala-Só na superfície tem uns sete...
“Vai Sam... Estamos contando com você!” Lily pensou. Os crocodilos faziam rangidos para avisar que aquele era o território deles.
Sam usava todas suas forças. Ele não treinara muito seus raios... Mas lutava contra o cansaço...
–Talvez eles fujam com isso... –Lily diz lançando uma flecha na água. Os crocodilos não se intimidam... –Ou não...
–Eles não se assustaram fácil... –Ágata informa-Estão com fome... Muita fome...
Um crocodilo da superfície abre a boca, mostrando os dentes afiados.
–E pouca hospitalidade... –Peter diz.
Um crocodilo salta d’água como um golfinho. Ele ataca Peter, que se defende com a espada. O bicho cai na água espirrando jatos para todos os lados.
–Se você pudesse ir um pouco mais rápido... –Ágata grita para Sam. A água estava chegando à plataforma.
–Estou indo o mais rápido que posso... –Sam informa. Os crocodilos nadam em círculos. Eles estavam cercados.
A água chega aos pés deles.
–Oh... Droga!-Peter exclama olhando para a passarela onde estavam.
–Daqui a pouco vai ser mais fácil para sermos abocanhados... –Lily diz. Ela se vira para ver como Sam estava indo com a parede e toma um grande susto por causa de um grande crocodilo que estava andando silenciosamente na passarela para matá-lo de surpresa-Sam!-ela grita atirando uma flecha no animal.
Sam se vira e vê o bicho.
–Dá licença!-Sam diz atirando o bicho na água com um tiro elétrico. Ele volta a destruir a parede.
–Vou dar cobertura para ele... –Lily diz.
–Tudo bem... –Ágata diz golpeando na boca um crocodilo que tentava amedrontá-la.
Sam estava quase lá...
PLAN!
Um grande barulho percorre pelo local. Sam destruíra a parede completamente.
–HEY! Vamos!-Sam chama. Ele e Lily passam. Ágata e Peter atrás, com crocodilos perseguindo-os.
Eles passam pela abertura e deslizam por uma descida de pedras.
–Como a água e os crocodilos não passam?-Sam pergunta.
–Tanto a água como os crocodilos são propriedades de Poseidon, eles não podem passar para outro território... Ou vice versa... –Ágata explica.
Eles andam pelas ronhas, até entrarem por um portão de ouro para outra sala... Cheia de espelho com pontas cortantes no teto.
–Onde estamos?-Lily pergunta.
–Deve ser o santuário de Afrodite... –Ágata chuta-Espelho, tem haver com beleza... Portão de ouro na entrada... Vaidade... É... Afrodite.
À frente estava um trono, e na frente uma estátua rosa de uma mulher, quebrada em várias partes como de Poseidon.
–Não é a pedra de Afrodite... –Ágata diz-Vamos para a próxima.
CREC.
–Vocês ouviram isso?-Peter pergunta.
–Isso o que?-Lily pergunta.
Outro CREC.
–Parece estar vindo de... CIMA!-Peter grita ao ver que os espelhos pontiagudos começaram a cair de cima.
–Fujam!-Ágata grita correndo.
Os quatro correm pela sala, ouvindo os barulhos dos espelhos caindo e se quebrando.
Uma corda impedia o portão final de se abrir.
–Lá vai... –Lily diz se concentrando em acertar a corda, enquanto corria. Ela atira e com muita sorte e habilidade a flecha acerta a corda abrindo o portão. Os quatro passam.
Ágata se vira e vê cacos espalhados por todo santuário de Afrodite. Eles seguem por uma caverna de pedras esverdeadas até chegarem num pequeno rio.
–Voltamos para Poseidon?-Sam diz.
–Não... Deve ser só um caminho para outro santuário... –Ágata diz. Eles se jogam no rio, que os leva para um destino desconhecido.
Eles caem num pequeno rio. Ao submergirem a superfície, eles veem onde estavam: num rio que contornava um pedaço de terra com gramas secas e amareladas. No centro havia uma casinha estilo grega com um portão enferrujado.
–Vamos... –Ágata diz saindo da água-Não sabemos o que tem aí...
Todos saem d’água.
–Aquele portão de ferro deve ser destravado por algum mecanismo aqui perto... –Ágata diz se virando para olhar as pedras em volta-Olhem lá...
Em cada canto do local havia um círculo com uma pirâmide grudada.
–Acha que consegue?-Ágata pergunta a Lily. Lily levanta seu arco e ela acerta as duas pirâmides, quebrando-as. O portão de ferro se levanta. Eles entram na casinha. De cada lado do portão estava duas estátuas centauros.
Dentro da casa estava uma estátua de Apolo e em sua mão levantada, uma pedra brilhava.
–O Citrino de Apolo... –Ágata diz admirada. Levantando um pouco dos pés ela pega a pedra e guarda em sua bolsa.
Eles saem da casa. O portão de ferro se fecha. Eles estavam no meio do pedaço de terra, pensando onde estava a saída.
–Esse deve ser o último santuário... –Lily diz.
–Até que essa foi fácil... –Peter comenta. Quando ele termina de falar, um barulho de coisa se rachando é ouvido.
–As pedras vão cair em nossas cabeças?-Sam diz olhando para cima.
–Não... São os centauros mesmo... –Lily diz se virando e vendo que as estátuas dos centauros se quebravam, dando lugar a centauros de verdade. Só que eles não eram o Centoro... Eram monstros. Cada um tinha um escudo no braço esquerdo, uma armadura dourada com um capacete dourado com um penacho de crina. Um usava um penacho roxo e o outro um penacho verde. Os capacetes tinham uma espécie de bicos na frente, assim, os capacetes deixavam a mostra apenas os olhos, que eram vermelhos sanguinários...
Eles saltam dos locais elevados onde estavam prontos para atacar.
–São algum tipo de centauros zumbis?-Sam pergunta.
–Eu não sei... Mas não é coisa boa... –Ágata fala.
Os centauros começam a correr em direção dos quatro, para destruí-los.
–Peter! Sam!-Ágata diz-As pernas... Lily, os escudos! Eu tenho um plano...
Quando os centauros pulam para golpeá-los, Peter e Sam rolam no chão, junto com Ágata, fazendo cortes nas patas dos monstros. Eles soltam gritos de dor.
Lily atira flechas no escudo do de penacho verde, o monstro estava concentrado com os ferimentos que se esquece de segurar firme o escudo, assim, a flecha o lança na água. Lily faz o mesmo com o outro de penacho roxo.
–Hey monstrengos!-Ágata grita chamando-os a atenção. Eles se viram para a garota-Pessoal, fechem os olhos!-eles fecham os olhos, então Lily tira o saco de lixo de sua bolsa e tira a cabeça da Medusa. Rapidamente os olhos dela se abrem, prontos para a mágica.
Os centauros empinam ao olhar a cabeça do monstro, e então se petrificam.
–Rápido, eles voltaram ao normal... Destruam as estátuas!-Ágata diz tampando os olhos da Medusa. Peter e Sam dão golpes nos centauros. Lily atira suas flechas.
As estátuas começam a se rachar e finalmente se quebram.
–Mais trabalho... –Peter diz sentando-se no chão e soltando sua espada.
–Vamos cara... –Sam diz esticando a mão para ajudar Peter a se levantar-Temos que achar a saída...
–Não mais... –Lily diz olhando um túnel aquático no rio que contorna o local.
Ágata guarda o saco plástico com a cabeça da Medusa dentro de sua bolsa e se joga na água, junto aos outros. Eles saem no rio do lado do Templo Dos Deuses.
Ao saírem da água são recebidos por Alan e Henry.
–Olá pessoal... –Henry cumprimenta.
–Oi garotos... –Ágata cumprimenta tomando fôlego a margem do rio.
–Acharam o que procuravam?-Alan pergunta.
Ninguém estava lá além deles.
–Sim... –Peter diz.
–Que ótimo... Assim poderão passar a pedra para nós... –Alan diz.
–Como?-Ágata pergunta.
–Alan! Deixa disso... Você disse que não ia!-Henry fala.
–Henry! A gente pode ter tudo!-Alan retruca-Se você não quer! EU quero!
–Hey! O que está acontecendo?-Lily pergunta.
–Hades nos trouxe aqui sabendo que vocês viriam... Eles quer que peguemos as pedras para ele dominar o Olimpo... –Henry conta.
–Henry!-Alan diz.
–Falei que ele não prestava... –Sam diz olhando Alan.
–É bom me darem a pedra... –Alan diz. Numa mão ele segurava uma harpa, e na outra, apenas os dedos retorcidos em forma de garras. Sua mão estava mais vermelha que o normal...
–Ou o que?-Sam pergunta.
–Ou isso!-Alan diz lançando uma bola de fogo em Sam, que se joga no chão desviando.
–Sam! Você tá bem?-Lily diz ajudando-o a levantar junto com Peter.
–Apolo, entre muitos símbolos, tinha o sol como um deles... –Ágata lembra.
–A música... –Alan continua enquanto toca uma música em sua harpa.
–Essa música não tá fazendo bem... –Peter diz como se estivesse drogado.
–Alan para!-Henry grita-A música faz vocês perderem os sentidos!
–É?-Ágata diz sonolenta.
Alan tocava com os olhos fechados, ele sentia a música.
–Alan para!-Henry repete pegando a harpa do irmão. Os quatro voltam em si.
–Henry me devolve!-Alan diz. Ele estava com outra bola de fogo em mãos.
–Hefesto também tem haver com fogo, lembra?-Henry diz. Ele estava com um fogo mais intenso em mãos.
–Vulcão... –Ágata diz-Vulcão é um dos símbolos de Hefesto...
Alan aperta os olhos. Ele atira a bola de fogo nos quatro, sem mirar direito em qual acertar. Ágata cai no chão, sua bolsa se abre, deixando escapar o mapa.
–Sem o mapa não acharam nada... –Alan diz soltando uma bola de fogo no mapa, que começa a queimar.
–Apenas magia grega destrói armas mágicas gregas... –Ágata diz vendo o mapa queimar.
–Vocês pediram por isso... –Alan diz sumindo.
Os quatro se levantam zangados.
–Vocês estão bem?-Henry pergunta preocupado.
–Não sei como ele é teu irmão... –Peter diz.
–Nosso mapa está perdido... –Ágata diz-Não saberemos onde está a próxima pedra...
–Existe outro mapa... –Henry diz.
–Como assim outro mapa?... Outro mapa localizador de pedras?-Lily pergunta.
–Sim... –Henry diz-Eu e o Alan estivemos no mundo inferior conversando com Hades... E eu vi em inscrições que Hades guardou um mapa com feiticeiras em Nova Iorque...
–E como as acharemos?-Sam pergunta.
–Vocês não as acham... Elas acham vocês... –Henry diz-Elas estarão com o mapa... E não são do mal, apenas fazem testes para saber se são dignos do prêmio... Além de costumes estranhos...
–Que costumes?-Lily pergunta.
–Vocês verão... –Henry diz-São quatro feiticeiras, cada dia da semana estão num local diferente pela manhã, mas sempre estão no mesmo local em diferentes dias semana, por exemplo, na quarta estão na Estátua Da Liberdade...
–E amanhã de manhã?-Peter pergunta.
–Num metrô... –Henry diz-Vocês podem passar a noite comigo no hotel... Meus pais estão fora e Alan não vai voltar tão cedo...
–Tudo bem... –Ágata diz.
O sol estava a se por e as cinzas do mapa voavam com o vento...
Fale com o autor