Notas iniciais
Olá pessoas, já há muito tempo sinto uma vontade imensa de escrever um romance entre uma Geisha e um Samurai, então finalmente o/ ouvi um amém?Então, vou avisar que sou apaixonada por geishas e posso usar muitas palavras que você podem não conhecer, mas elas estarão explicadas junto com outros detalhes nas notas finais, espero que gostem e também se apaixonem por essa misteriosa cultura.
Seu nome veio da tempestade na noite em que nasceu, o vento soprou-o nos ouvidos de seu pai no momento em que o primeiro respiro preencheu seus pulmões de ar. Um nascimento trágico, a espera ansiosa pela criança amada tornou-se uma maldição que causou a morte de sua mãe.
O amor nunca chegou a ela, morreu unido com aquela que nunca a conheceu. E então todos os seus dias foram chuvosos, até que em um deles dentro de si ele cessou e nem sequer o menor sentimento soprou dentro da garota.
Quando por volta de seus oito anos o homem que a alimentou chegou à falência, sem receio ou culpa vendeu a pequena garota para uma okiya, sem saber que aquela era uma das mais bem sucedidas do hanamachi e que apenas as mais belas e futuras geishas entravam lá.
Uma maiko como nenhuma outra, sua beleza era inquestionável, capacidade para aprender tudo que lhe propunham e nunca reclamava de nada, acostumou-se a ficar calada, aceitava de bom grado o que lhe davam e assim tornou-se a maiko mais admirada e invejada daquela okiya.
Sua voz esplendorosa percorria com o vento por todo hanamachi, sua música arrepiava e tocava os corações, sua poesia entristecia e falava sobre uma tempestade que ela continuamente aguardava.
Ela não amava, não odiava, não esperava nada de ninguém, aprendeu bem nova que nada disso levaria a algo, apenas vivia, dava o melhor de si em tudo e recebia coisas boas de volta. Nunca se pensou melhor que ninguém, aprendeu como uma geisha a ser gentil, doce e a sorrir.
Seu nome era Amaya, uma maiko prestes a se tornar geisha, com olhos cor de mel e cabelos negros como a escuridão fluindo por suas pálidas costas ela encantava até o mais fiel dos homens, mas nada disso importava para ela, ela só queria seguir sem ser odiada.
Notas finais
Antes de tudo gostaria de deixa bem claro que geishas não são prostitutas, elas vendem arte, elas vendem companhia, mas nunca sexo, apenas no mizuage e caso ela queira com o danna, tirando isso é expressamente proibido o ato sexual. O boato de que elas eram a mesma coisa é porque as prostitutas tradicionais usavam vestimentas parecidas, mas ela não frequentavam o hanamachi e nem tinham uma okiya, para mais detalhes podem me mandar mensagem, mas por favor não confundam ^^
Glossário:
Amaya: Noite chuvosa
okiya: casa de geishas onde são preparadas e onde moram. A okiya compra ou recebe a garota, compra roupas e cuida de tudo, aulas, alimentação, tudo para que se torne geisha, tudo gasto é adicionado em uma conta que com os serviços de entretenimento a geisha deve pagar.
hanamachi: centro onde se concentram okiyas
Maiko: Aprendiz de geisha
seppuku: ritual suicida samurai, na realidade o ritual é feito em local adequado e na presença deve estar um eximio espadachim, para caso o samurai não aguentar a dor ele cortar sua cabeça sem que ela se desprenda no corpo ( no capítulo do samurai explicarei melhor)
mizuage: primeira relação sexual de uma meiko, realizada para arrecadar dinheiro em sua estréia como geisha, e´considerado a passagem para a maioridade
Danna: Homem rico, casado ou não que ficará encarregado das despesas da geisha que são caras, isso não quer dizer que a geisha é obrigada a fazer sexo com seu danna, isso creio eu que vai de cada um. É praticamente a compra da geisha da okiya que antes pagava as contas da geisha.
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